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Posts tagged ponto de vista

Unesco libera pdf de 8 livros sobre História Geral da África para download

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Vitor Paiva, no Hypeness

O pouco que aprendemos na escola e na vida sobre a história do continente africano costuma se dar sob o ponto de vista eurocêntrico, com todos os preconceitos, intenções e manutenções subentendidos. Foi para corrigir esse imenso e trágico hiato que a Unesco realizou um de seus mais importantes projetos editoriais com a coleção História Geral da África. Dividida em oito volumes, indo da pré-história africana, passando pela África antiga e chegando aos tempos atuais, a coleção completa já foi publicada em árabe, inglês e francês – e agora está finalmente disponível em português.

Trata-se de um marco no processo de reconhecimento da importância cultural da África para o mundo, que “permite compreender o desenvolvimento histórico dos povos africanos e sua relação com outras civilizações a partir de uma visão panorâmica, diacrônica e objetiva, obtida de dentro do continente”, como informa o texto de divulgação da Unesco.

Um aspecto fundamental da Coleção é a equipe reunida para a realização dessa tarefa hercúlea. Foram mais de 350 especialistas, advindos das mais diversas áreas de conhecimento, sob a direção de um Comitê Científico Internacional formado por 39 intelectuais – e o mais importante: dos quais, dois terços eram africanos. A África é, afinal, o berço da humanidade e, portanto, saber sua história é saber a nossa história.

A versão em português está disponível para download no site da Unesco

E se você fosse o escritor no Big Brother Brasil 15?

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Gustavo Magnani, no Literatortura

Uma das notícias que correu a terça-feira era a de que um escritor fará parte do BBB15.

Adrilles, escritor (pelo pouco que li sobre, ele escreve mais versos e não exclusivamente prosa. escreveu poemas pra uma modelo plus size, segundo algum site de fofocas – que, inclusive, mostrou prints duma conversa de whatsapp e, por ali, ficou um pouco claro que adrilles, ao menos ali, soa como um escritor motivacional ou algo do tipo [isso não é um juízo de valor, apenas uma observação]. Ele ainda não publicou nenhum livro – panorama que deverá mudar em pouco tempo. É leitor dum filósofo que faz sucesso na internet falando um monte de groselhas e deverá ser o “oráculo intelectual” da casa, como acontece sempre quando alguém tem uma profissão que, supostamente, lhe dá vantagem intelectual. Uma besteira de senso comum.

Não consegui nada escrito dele, a não ser essa foto:

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Mas, o artigo não foi pensado para falar de Adrilles, necessariamente. Se você fosse (se voccê é) um escritor, aceitaria o convite para o BBB?

De pontos positivos, temos a óbvia publicação.

Se jogasse o jogo direito, sairia por qualquer uma das grandes editoras.

Você teria visibilidade, seria notícia em basicamente qualquer jornal pelos próximos 12 meses, ao lançar seu livro.

Conseguiria várias entrevistas, matérias – desde sites especializados a revistas destinadas ao dia-a-dia de famosos.

Poderia, inclusive, escrever um livro sobre o ponto de vista de DENTRO do Big Brother, coisa que ninguém ainda fez no Brasil (ou no mundo, não sei)

Possivelmente, sua tiragem inicial passaria da casa dos 10 mil exemplares. Em termos de Brasil, algo ótimo. A média é 2~3 mil.

Isso tudo sendo um dos candidatos medianos, que não possuem tanto destaque.

Imagina sendo um dos queridinhos do público – ou da globo.

E aí vem o problema: saber jogar o jogo das aparências. Alguns escritores não têm saco pra isso. Você teria? A nova geração de escritores está acostumada com exposição, redes sociais e esse é um fator menos preocupante.

Ainda assim, são 24 horas do dia e não uma foto no instagram por dia.

O fator negativo, obviamente, é a exposição gigantesca e inimaginável.

Existe, também, o risco de você ficar marcado como “o escritor do BBB”, caso sua obra não seja de muita relevância.

Dito isso, fator que varia entre positivo e negativo: a qualidade da obra. Tudo vai depender do quão bom você (ou seu editor) é.

Se o indivíduo é um ótimo escritor e uma pessoa que consegue se relacionar e se expor bem, não vejo motivos para não participar.

Se o indivíduo é um péssimo escritor e uma pessoa que consegue se relacionar e se expor bem, vejo ainda mais motivos para participar – afinal, se ele escreve mal, é a melhor chance de fazer sucesso.

Agora, se ele é um escritor recluso etc etc, obviamente, não valeria a pena.

Pesando prós e contras e não apenas em termos de carreira, mas também de experiência pessoal – ao qual eu acho bastante interessante -, eu toparia. Pensaria bem, hesitaria – pra criar um conflito básico, como em qualquer boa história – mas, ao final, acabaria aceitando. E vocês?

p.s: entendo completamente quem diria não.

Uma aula de inclusão racial com um menino de 10 anos

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“É importante mostrar a realidade a partir do ponto de vista do próprio negro”. Menino de dez anos surpreende e dá aula sobre inclusão e integração racial

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Publicado por Pragmatismo Político

O Projeto Leituraço, realizado desde o último dia 3 pela Secretaria Municipal de Educação de São Paulo, propôs maior reflexão para a sociedade a respeito de suas raízes, neste mês em que se comemora o Dia da Consciência Negra (20) em alguns municípios. Até amanhã (14), quando termina o projeto, 800 mil alunos de 1.462 escolas de educação infantil e de ensinos fundamental e médio terão realizado leituras simultâneas de obras africanas e afro-brasileiras.

A reportagem da TVT, em visita ao CEU Vila Curuçá, na zona leste da cidade, conversou com Gustavo Gomes da Silva, de 10 anos, que deu uma aula sobre cidadania. Veloz e consciente nos argumentos, o garoto da 5ª série do fundamental, falou sobre a importância de se conhecer a cultura afrobrasileira para combater o racismo.

“Se eu sou mesmo afrodescendente, eu quero saber as histórias da África, porque mesmo que não apareça a moral, como nas fábulas, elas têm uma moral escondida que você aprende.” Para Gustavo, os heróis negros desses contos ajudam as pessoas a respeitar os outros, ensinam que ninguém vive sozinho, isolado. “São todos em conjunto para combater o preconceito, a fome.”

Gustavo defende o debate proposto pelo Leituraço, já que “sempre haverá alguém racista”. “É importante mostrar a realidade a partir do ponto de vista do próprio negro”, defendeu.

Vídeo:

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