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Editora Arqueiro lançará distopia escrita por Nora Roberts

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Victor Tadeu, no Desencaixados

Nora Roberts é uma escritora consagrada com mais de 500 milhões de exemplares vendidos pelo mundo, no Brasil seus romances são publicados pela Editora Arqueiro e recentemente a casa editorial anunciou o lançamento de mais uma obra da autora, porém, desta vez uma distopia que promete causar em 2019.

Ano Um é o primeiro livro da trilogia Crônicas da Escolhida, a série literária de três livros da autora, a história gira em torno do mundo entrando em colapso após uma doença de alastrar rapidamente, justamente na virada do ano, colocando muitos em desespero.

Neste título acompanhamos a jornada de Lana Bingham e seu amante, Max, lidando com toda a situação.

Tudo começa na noite de Ano-Novo. A doença se alastra rapidamente. Em questão de semanas, a rede elétrica para de funcionar, as leis e o sistema de governo entram em colapso e mais da metade da população mundial é dizimada.

Onde existia ordem, agora só há caos. E conforme o poder da ciência e da tecnologia diminuíam, a magia crescia e tomava o seu lugar. Uma parte dessa magia é boa, como a feitiçaria praticada por Lana Bingham no apartamento que divide com o amante, Max. Outra parte dela, no entanto, é inimaginavelmente maligna, e pode se esconder em qualquer canto, numa esquina, nos fétidos túneis sob o rio ou dentro daqueles que você mais ama e conhece…

Espalham-se rumores de que nem os imunes nem os dotados estão a salvo das autoridades que patrulham as ruas devastadas, então Lana e Max resolvem deixar Nova York. Outros viajantes também seguem esperançosos para o oeste: Chuck, um gênio da tecnologia que mantém o bom humor em um mundo off-line; Arlys, uma jornalista que insiste em buscar e registrar a verdade; Fredinha, uma jovem com um otimismo que parece fora do lugar nessa paisagem desoladora; Rachel e Jonah, médica e paramédico, determinados a proteger uma jovem mãe e seus três bebês recém-nascidos.

Em um mundo em que cada estranho no caminho pode representar a morte ou a salvação, nenhum deles sabe o que encontrarão. Porém, um novo horizonte os aguarda, a concretização de uma profecia ancestral que transformará a vida de todos os sobreviventes.

O fim chegou. O início é o que vem agora.

A obra foi comparada com o clássico de Stephen King, A Dança da Morte, inclusive o próprio escritor elogiou a autora e a história. Este é um gênero literário que Nora está apostando, fugindo um pouco da zona de conforto.

Unesco: Brasil não usa educação para melhorar a vida da população

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Relatório da Unesco diz que Brasil ainda não vê educação como forma de qualificação de vida das pessoas: Arquivo/Agência Brasil

Relatório da Unesco diz que Brasil ainda não vê educação como forma de qualificação de vida das pessoas: Arquivo/Agência Brasil

 

No Brasil, a educação é focada apenas em determinados conteúdos do Enem, prova de entrada para a universidade com os currículos pautados apenas pelos livros didáticos

Publicado na Brasileiros

A Organização das Nações Unidas para a Educação, a Ciência e a Cultura (Unesco) lançou na segunda-feira (5) o Relatório de Monitoramento Global da Educação 2016, com o tema Educação para as Pessoas e o Planeta: criar futuros sustentáveis para todos.

Segundo o estudo, é preciso mudar a maneira como a educação é pensada, pois ela, muito além de apenas transferir conhecimentos, tem a responsabilidade de fomentar os tipos certos de habilidades, atitudes e comportamentos que levarão ao crescimento sustentável e inclusivo.

De acordo com a coordenadora de Educação da Unesco no Brasil, Rebeca Otero, o Brasil é claramente um país que precisa repensar esse papel da educação. “No Brasil, vemos mais uma educação focada em determinados conteúdos, no Enem [Exame Nacional do Ensino Médio] e na prova de entrada da universidade, e os currículos pautados apenas pelos livros didáticos. Não se vê a educação como esse instrumento de qualificação da vida das pessoas”, disse.

Ela explicou que a educação deve ser baseada em quatro pilares: aprender a conhecer, a fazer, a ser e a viver juntos. “É bastante importante que seja assim porque, nesse sentido, as pessoas ganham autonomia, podem aprender e se desenvolver”, disse. “Projetos que dizem respeito a não ter uma discussão em termos de troca de ideia, que não promovam a autonomia de pensamento, não pode ser educação. É fundamental que haja liberdade, que as pessoas exponham suas ideias e que sejam respeitadas”, completou.

O relatório da Unesco indica que o acesso amplo e igualitário à educação de boa qualidade ajuda a manter práticas e instituições democráticas. Além disso, níveis melhores de alfabetização responderam pela metade das transições para regimes democráticos entre 1870 e 2000.

Desenvolvimento sustentável

O relatório da Unesco vai monitorar o objetivo global de educação da Agenda de Desenvolvimento Sustentável das Nações Unidas. A Agenda 2030 traz os 17 Objetivos de Desenvolvimento Sustentável (ODS), o plano de ação e as 169 metas prioritárias que devem ser alcançadas pelos países-membros da Organização das Nações Unidas (ONU) até 2030.

A nova agenda, segundo Otero, traz a relação a ser alcançada para o desenvolvimento sustentável, a preservação do planeta e a qualidade de vida das pessoas, e coloca a educação como carro-chefe para alcançar todos os outros objetivos.

Segundo o estudo, nos países da Organização para a Cooperação e Desenvolvimento Econômico, quase 40% dos estudantes de 15 anos de idade têm apenas conhecimentos básicos sobre temas ambientais; no Brasil, Uruguai, México e na Argentina, esse índice sobe para mais de 60%. Segundo Otero, são conhecimentos dos aspectos de preservação do planeta, de reciclagem de materiais, não poluição, atitudes que levam as pessoas a preservar um pouco mais.

“A questão ambiental e de desenvolvimento sustentável é uma agenda positiva e deve ser inserida nos currículos”, disse Otero, frisando que o Brasil conta experiências nesse sentido, iniciativas específicas de municípios, mas ainda não tem uma política pública nacional relacionada ao desenvolvimento sustentável. “Por exemplo, será que nossos jovens estudantes estão atentos ao desmatamento e as consequências que isso traz para a própria vida? A educação tem que começar a evoluir para além do seu escopo e nessa nova agenda isso vai ser bem pautado”, disse.

Escolas devem auxiliar alunos

O relatório da Unesco lançado hoje diz que as escolas devem ajudar os alunos a entender determinado problema ambiental, suas consequências e os tipos de ação necessários para combatê-lo.

Segundo o estudo, o tema tem sido cada vez mais incorporado ao currículo escolar formal; análises de currículos de 78 países mostram que 55% usam o termo “ecologia” e 47% “educação ambiental”.

Qualificação profissional

Segundo o relatório, diferenças na qualidade do sistema educacional ajudam a explicar o “milagre” econômico do leste asiático e as “décadas perdidas” na América Latina.

“Para que os países prosperem, é fundamental que haja investimento em educação secundária e terciária [ensino médio e superior] de qualidade. Se for para a educação continuar a conduzir o crescimento, ela deverá acompanhar a rápida mudança do mundo do trabalho”, diz o relatório, já que a tecnologia aumentou a demanda por trabalhadores “altamente” qualificados e diminuiu a demanda por trabalhos de habilidades intermediárias, que são mais facilmente automatizadas.

Entretanto, o relatório aponta que a maioria dos sistemas educacionais não acompanha a demanda do mercado e, até 2020, o mundo poderá ter um déficit de 40 milhões de trabalhadores com ensino superior e um excesso de 95 milhões de trabalhadores com níveis educacionais mais básicos.

“A pobreza é, de longe, a maior barreira à educação. Entre jovens com idades entre 20 a 24 anos, em 101 países de renda baixa e média, os mais pobres têm, em média, cinco anos menos de escolarização do que os ricos; a lacuna é de 2,6 anos entre moradores de áreas urbanas e rurais e 1,1 entre mulheres e homens”, diz o relatório.

No caminho inverso, segundo a Unesco, a educação reduz a pobreza ao aumentar as chances de encontrar trabalhos decentes e salários adequados, além de ajudar a acabar com as lacunas salariais de gênero, status socioeconômico e pautadas em outras bases de discriminação.

*Da Agência Brasil

Vento a favor

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Diminuição da população em idade escolar pode aumentar em 37% os salários dos professores brasileiros até 2025.

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Publicado em O Globo

O Brasil se comprometeu, no Plano Nacional de Educação (PNE), a pagar melhores salários aos seus professores. A meta é que, até 2020, um profissional com nível superior que dê aulas numa das etapas da educação básica receba o mesmo, em média, que os demais profissionais do ensino superior. Trata-se de um dos objetivos do PNE que mais vai demandar recursos públicos. Em 2013, último ano com dados do IBGE disponíveis, ainda estávamos longe de alcançar a meta em todos os níveis da educação básica. Na educação infantil, setor em que os salários eram os mais baixos, a renda média de um professor com carga horária de 40 horas semanais e nível superior completo representava 46% (menos da metade) do verificado para os demais profissionais com diploma universitário. No ensino médio, o quadro era só um pouco melhor: os salários médios dos docentes representavam 68% do registrado nas demais carreiras de ensino superior.

O esforço para cumprir esta meta não será simples, mas, também neste caso, ao menos um fator jogará a favor: a população em idade escolar está em queda. No livro “Professores Excelentes”, cuja edição em português foi lançada recentemente no Brasil pelo Banco Mundial, os pesquisadores Barbara Bruns e Javier Luque calculam, para dez países da América Latina e Caribe, qual seria o possível impacto da redução do número de alunos nos salários docentes. O raciocínio é que, com menos crianças e jovens, haverá também menor necessidade de professores para atender a demanda. Com isso, será possível pagar melhor aqueles que estiverem na profissão em 2025.

Mesmo considerando que o Brasil ainda precisa elevar a taxa de matrícula na educação básica, seria possível, segundo a estimativa, aumentar em 37% o salário médio dos professores. Entre dez países para o qual o cálculo foi feito, apenas o Uruguai terá situação ainda mais favorável: lá, o aumento salarial pode chegar a 65%, pois a queda projetada da população jovem até 2025 é ainda maior. Outros países da América Latina e Caribe teriam ganhos menores (ou nulos) porque sua população jovem cai em ritmo menos intenso, ou por causa de uma proporção maior de crianças ainda fora da escola.

Esta conta, no entanto, considera que os países terão que fazer escolhas. Esses percentuais só se aplicam no caso de a relação de alunos por professor se manter estável. O tamanho ideal de uma turma é um dos temas mais debatidos — e menos consensuais — na literatura acadêmica. Há pouca discordância, no entanto, de que salas de aula com mais de 40 alunos são certamente problemáticas, ainda mais num país onde os professores reportam altos níveis de indisciplina (No Brasil, a média no ensino fundamental é de 29 alunos por professor, mas há grande variação entre estados e escolas). O que gera mais controvérsia é a estimativa da melhoria da qualidade do ensino caso haja uma redução, por exemplo, de 30 para 20 alunos por turma. Isto teria certamente um custo alto, e, segundo os autores do livro, um impacto bem menor no aprendizado.

Seria, segundo eles, mais eficiente usar os recursos para aumentar o salário dos professores. Os ganhos dessa política certamente não seriam imediatos, já que o salário do professor tem pouca correlação, no curto prazo, com o desempenho dos alunos. O principal argumento é o de elevar o prestígio da carreira docente, ajudando assim a atrair mais profissionais qualificados e elevando o grau de exigência acadêmica para quem pretende entrar na profissão. É esta a lição dos países com melhor desempenho educacional.

Metade dos adultos de países ricos tem nível básico de compreensão de leitura

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Thinkstock Photos Em quase todos os países, pelo menos 10% dos adultos não têm noções básicas de informática

Estudo realizado pela OCDE em 24 países mostra dificuldade de numerosa parcela da população economicamente ativa em leitura, matemática e tecnologias da informação

Priscilla Borges, no Último Segundo

Mesmo entre a população dos países mais ricos do mundo, ainda há uma parcela considerável de adultos que não é capaz de ler e compreender textos mais complexos e que exijam boa interpretação de textos. Em uma avaliação aplicada a adultos com idade entre 16 e 65 anos em 24 países participantes da Organização para a Cooperação e Desenvolvimento Econômico (OCDE), 48,8% estão nos níveis mais básicos de aptidão de leitura.

O Programa de Avaliação Internacional das Competências dos Adultos (PIAAC) foi criado pela OCDE para avaliar os conhecimentos da população adulta, já que tradicionalmente crianças e jovens dos países participantes têm sua formação educacional avaliada. A proposta agora é saber se a força de trabalho dessas nações possui competências exigidas pelo mundo tecnológico atual. A avaliação foi aplicada entre 2011 e 2012.

O letramento (leitura e escrita), a aptidão matemática e a capacidade de resolução de problemas são os temas escolhidos para a avaliação. Para os organizadores do estudo, os resultados – apresentados em seminário na capital brasiliense nessa terça – ligam o sinal de alerta dos governantes desses países e despertam a curiosidade para conhecer a realidade de outros países em desenvolvimento.

“A avaliação nos mostra como a distribuição das competências entre a população influencia os resultados econômicos e sociais. São competências-chave para processar informação, exigidas para a plena integração e participação no mercado de trabalho, na educação, na vida social. Em uma economia globalizada, as comparações entre países são fundamentais para os governos”, afirma Marta Encinas-Martin, responsável pela avaliação.

Leitura e escrita

Marta ressalta que 8,5 milhões de pessoas estão nos níveis mais baixos de proficiência em leitura (níveis -1 e 1) da avaliação. No nível 1, os adultos são capazes de preencher formulários simples, entender vocabulário básico, determinar o significado de frases e ler textos curtos. No geral, 12,2% dos adultos está nesse nível, mas há diferenças entre os países. Na Itália, por exemplo, o número sobe para 22,2% e na Espanha, 20,3%. No Japão, o número cai para 4,3%.

Há outros 3,3% abaixo desse nível (no -1). Eles leem textos curtos sobre tópicos conhecidos e conseguem localizar informação sem precisar entender a estrutura de frases ou parágrafos, só com vocabulário básico. Essas pessoas alcançaram menos de 176 pontos na avaliação, que varia de 0 a 500 pontos. Os resultados foram divididos em seis níveis: -1 (abaixo de 176); 1 (de 176 a 226); 2 (de 226 a 276); 3 (de 276 a 326); 4 (de 326 a 376) e 5 (acima de 376).

A Espanha é o país com maior proporção de adultos abaixo do nível 1 (7,2%), seguida da Itália (5,5%), França (5,3%) e Irlanda (4,3%). O Japão é o que tem menor proporção de adultos nesse nível (0,6%), seguido da República Tcheca (1,5%), Eslováquia (1,9%) e Estônia (2%). No nível 2, ainda considerado de compreensão básica, estão 33,3% dos adultos. Sendo a Itália e a Espanha os mais numerosos nessa faixa de aptidão (42% e 39,1%, respectivamente).

Por outro lado, menos de 1% do total atinge o nível máximo do teste, que é o mais alto nível de proficiência no teste. Esses adultos são capazes de pesquisar, integrar informações de textos densos, fazer comparações, avaliar confiabilidade de informações. A Finlândia tem a proporção mais alta de adultos nesse nível: 2,2%.

Matemática e tecnologias

“Se uma grande proporção de adultos tem formação escassa em leitura e matemática, abaixo do nível 2, a introdução e a disseminação de tecnologias que melhoram a produtividade e as práticas de organização do trabalho podem ser prejudicadas”, ressalta Marta. A coordenadora do estudo aponta que, em todos os países avaliados, há entre 8,1% e 31,7% da população nos níveis mais baixos de competência matemática.

Do total, 20% dos adultos estão no nível 1 ou abaixo em competência matemática. Isso significa que eles só conseguem lidar com tarefas simples, que exigem operações básicas. Japão e Finlândia são dois dos destaques, tanto em pequena proporção de adultos entre os níveis mais baixos quanto entre os com maior parte de adultos em níveis mais altos. O estudo mostra que a relação entre aptidão em leitura e em matemática estão muito relacionadas.

Em quase todos os países, pelo menos 10% dos adultos não têm noções básicas de informática. Na maioria deles, uma parcela significativa dos adultos encontra dificuldades para usar tecnologias digitais, ferramentas e redes de comunicação para adquirir e avaliar informações, comunicar-se com outras pessoas e executar tarefas práticas.

Somente entre 2,9% e 8,8% dos adultos desses países demostraram maior nível de proficiência na escala de avaliação desse quesito, que varia de abaixo de 1 a 3, e dominam as tecnologias. Além disso, 4,9% dos participantes foram reprovados no teste básico de tecnologias de informação e comunicação (TIC) e 10,2% optaram por não fazer a avaliação em meio digital. Do total, 12,3% dos adultos só conseguem fazer tarefas básicas em um único e conhecido ambiente tecnológico em poucas etapas.

Desigualdades e perdas

As desigualdades dos resultados, segundo a coordenadora do estudo, são mais numerosas dentro dos próprios países do que entre eles. As discrepâncias nos resultados das competências estão proporcionalmente ligadas à distribuição de renda. Os imigrantes de línguas estrangeiras apresentaram proficiência menor em todos os quesitos também.

Os homens têm, de modo geral, pontuação pouco mais alta que as mulheres em matemática e em solução de problemas em ambientes tecnológicos. Entre os adultos jovens, a diferença de rendimento entre gêneros é insignificante.

A educação formal tem uma forte ligação positiva com a proficiência. Adultos com qualificação universitária têm vantagem de, em média, 36 pontos na escala de letramento em relação aos que não concluíram o ensino médio. Os adultos que possuem as maiores pontuações no teste de letramento têm três vezes mais chances de terem salários mais altos, 2,2 vezes mais chances de estarem empregados e o dobro de chances de ter boa saúde do que os indivíduos com pontuação igual ou inferior ao nível 1 em letramento.

“Os resultados podem dar subsídios para mudanças políticas nos países. Esse é o objetivo”, destaca Marta.

O teste

A avaliação foi aplicada a 166 mil adultos, que representam 724 milhões de pessoas de 16 a 65 anos dos países participantes, em suas próprias residências. Além do teste, os adultos responderam a um questionário, com informações educacionais, de trabalho e contexto social. Em setembro, uma nova rodada de avaliação terá início e contará com a participação do México, Colômbia, Argentina (Buenos Aires) e Chile.

Eles se unirão aos membros da OCDE (Alemanha, Austrália, Áustria, Bélgica (Flandres), Canadá, Coreia, Dinamarca, Eslováquia, Espanha, Estados Unidos, Estônia, Finlândia, França, Irlanda, Itália, Japão, Noruega, Países Baixos, Polônia, República Tcheca, Reino Unido (Inglaterra e Irlanda do Norte), Suécia) e dois países parceiros (Chipre e Federação Russa).

O Ministério da Educação ainda estuda as vantagens e a viabilidade de aplicação da prova no Brasil.

12,9 milhões de brasileiros não sabem ler nem escrever, diz Pnad

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Imagem Google


Diogo Martins e Alessandra Saraiva, no Valor Econômico

A taxa de analfabetismo entre pessoas de 15 anos ou mais de idade recuou de 9,7% para 8,6% no país entre 2009 e 2011. Porém, mesmo com o recuo, o Brasil ainda tem 12,9 milhões de analfabetos. É o que mostrou nesta sexta-feira o Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE) em sua edição mais recente da Pesquisa Nacional por Amostra de Domicílios (Pnad), que tem 2011 como ano de referência.

A maior queda na parcela de analfabetos, no período, ocorreu na região Nordeste, cuja taxa de analfabetismo passou de 18,8% em 2009, ano de referência da Pnad anterior; para 16,9% no levantamento anunciado hoje. O IBGE ressaltou que, mesmo apresentando quedas sucessivas nos últimos anos, a taxa de analfabetismo na região Nordeste atinge quase o dobro da média nacional.

Os analfabetos do país se encontram concentrados em pessoas com idade mais avançada. Segundo o instituto, do total de analfabetos 96,1% eram pessoas com 25 anos ou mais de idade – e, neste grupo, com idade superior a 25 anos, mais da metade (ou 8,2 milhões) tinham 50 anos ou mais.

O IBGE também apurou que a taxa de analfabetos funcionais – pessoas que sabem ler e escrever enunciados simples, mas sem habilidades mais aprofundadas de leitura e de escrita – manteve-se em patamar mais que duas vezes superior ao da taxa de analfabetismo, permanecendo em 20,4% entre 2009 e 2011.

Entre os alfabetizados plenos, houve aumento no número médio de anos de estudo, que passou de 7,2 anos a 7,3 anos entre 2009 e 2011. As mulheres permanecem com maior tempo de estudo do que os homens: a média na população feminina completamente alfabetizada foi de 7,5 anos para número médio de anos de estudo em 2011 – sendo que, entre os homens, foi apurado média de 7,1 anos, no mesmo ano. Em 2009, o tempo médio de estudo entre os plenamente alfabetizados era de 7 anos para os homens; e de 7,3 anos para as mulheres.

O ensino público ainda é preponderante no país. Entre 2009 e 2011 a rede pública de ensino manteve atendimento a 87% dos estudantes do nível fundamental. No mesmo período, o atendimento da rede pública subiu de 86,4% para 87,2% do total de estudantes de nível médio; e avançou de 23,3% para 26,8% do total de estudantes de nível superior.

dica do Jarbas Aragao

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