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Posts tagged Portas Abertas

Livros clássicos com capas cretinas: uma proposta

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Sérgio Rodrigues, no Todoprosa

Não sei, mas acho que posso ter encontrado um jeito simples de aumentar os índices de leitura da população brasileira (clique na imagem para ter melhor resolução).

A inspiração veio dessa seleção de piores capas de títulos famosos da literatura – sexistas, sensacionalistas, caras de pau, sem noção, comicamente literais ou todas as alternativas anteriores – feita pela Flavorwire. Atenção ao primeiríssimo lugar ocupado por uma capa da Record para “O iluminado”, já comentada aqui.

A temporada de capas cretinas começa agora: se você tiver um Paint (ou programa melhor) na mão e uma ideia na cabeça, o Todoprosa está de portas abertas à sua criatividade pelo email [email protected] Apenas arquivos em jpg, por favor.

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Agora falando sério, é um primor de abrangência e lucidez o artigo “Literatura brasileira no exterior: problema das editores?”, de Felipe Lindoso, publicado em seu blog, aqui. Quem se interessa de forma profissional ou diletante pelo assunto tem muito a ganhar encarando a longa extensão do texto. Uma amostra:

…seja através das editoras – ou, principalmente, dos agentes literários – as negociações internacionais usam, no maior limite do possível, a predominância do inglês nessa etapa atual da República Mundial das Letras precisamente para valorizar seus autores.

As editoras brasileiras são, como as de outros países, os alvos disso. Por essa razão e pelo fato do português ser uma língua de menor expressão nessa constelação, os editores brasileiros participam do mercado literário internacional principalmente como compradores, não como vendedores.

Nesse contexto, querer que sejam os editores os que façam a promoção da literatura brasileira no exterior é tão somente uma manifestação de wishful thinking. Não funciona.

Pesquisa mostra que 70% dos presos da Papuda tornaram-se leitores assíduos

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No presídio feminino, o índice chega a 40%. Os resultados são de uma dissertação de mestrado em letras na UnB

Detentos participam de apresentação do projeto Portas Abertas: desenvolvido pela Universidade de Brasília, o programa tem participação da professora Maria Luzineide Costa Ribeiro

Detentos participam de apresentação do projeto Portas Abertas: desenvolvido pela Universidade de Brasília, o programa tem participação da professora Maria Luzineide Costa Ribeiro

Publicado por Correio Braziliense

O último livro que Luiz Carlos*, 30 anos, leu foi Quando Nietzche chorou, romance de Irvin D. Yalom sobre o filósofo alemão do século 19. “Nietzche sabia aproveitar suas depressões, em vez de fazer delas um inferno. Por isso, gostei bastante”, comenta.

Luiz é um leitor comum. Talvez incomum seja o local onde ele aproveita a leitura. Atualmente, o rapaz cumpre o nono dos 12 anos e 10 meses de pena por homicídio e assalto, detido em regime fechado na Penitenciária do Distrito Federal I (PDF I), no Complexo da Papuda. Antes, costumava ler apenas o que era cobrado no ensino médio, mas, na prisão, os livros se tornaram um prazer, uma forma de preencher o ócio e uma via de escape.

Não é raro isso acontecer. A conclusão é de uma pesquisadora da Universidade de Brasília (UnB): Luiz não foi o único a mudar os hábitos de leitura depois de ir para a cadeia.

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