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Clube de assinaturas de livros vai investir em best-sellers

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Bruno Alencastro / Agencia RBS

Fundada em Porto Alegre em 2014, TAG _ Experiências Literárias anunciou novo segmento de publicações

Bruno Alencastro, no Zero Hora

A TAG – Experiências Literárias, clube de assinatura de livros fundado em 2014, em Porto Alegre, anunciou no fim de semana mais uma modalidade de comercialização dos seus títulos. O clube passa a ser dividido em dois segmentos distintos: a TAG Curadoria, já conhecida pela proposta de enviar títulos indicados por grandes nomes do cenário cultural, e a TAG Inéditos, dedicada a best-sellers. O novo clube surge com o mesmo formato de assinatura mensal, mas com algumas diferenças. O kit será mais simples, com livro brochura em edição exclusiva, valor mais baixo, estilo de leitura mais leve e obras mais acessíveis. O desafio é garimpar lançamentos ao redor do mundo com potencial para atrair novos leitores.

Conforme texto divulgado pelo clube de assinaturas, o objetivo da iniciativa é atingir um público mais amplo do que o atual, que é nichado e apreciador da alta literatura.

Com a nova modalidade de assinaturas, a empresa pretende dobrar o número de associados até o fim deste ano, alcançando a marca de 50 mil leitores. O primeiro título já foi escolhido, traduzido e impresso, mas com tiragem limitada. Para garantir uma assinatura no mês de estreia, a empresa organizou uma pré-venda com prioridade para sócios e ex-sócios e algumas vagas abertas a novos clientes. A reserva do kit pode ser feita através do site taglivros.com/ineditos a partir de 25 de fevereiro. Os primeiros envios são referentes ao mês de abril, seguindo o calendário do clube.

A TAG se assemelha ao extinto Círculo do Livro, que existiu entre 1973 e 2000 e chegou a ter 800 mil associados. Enquanto os exemplares do Círculo eram escolhidos por quem pagava a conta, os associados da TAG recebem todo mês uma caixa com um livro surpresa – indicado por um curador –, além de uma revista sobre a obra e um “mimo”.

Em entrevista, Dilma afirma que quer escrever romance policial

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EM CASA – Dilma planeja escrever romance policial. Os planos para escrever um livro sobre seus dias na presidência ainda não foram definidos (Adriano Machado/Reuters)

EM CASA – Dilma planeja escrever romance policial. Os planos para escrever um livro sobre seus dias na presidência ainda não foram definidos (Adriano Machado/Reuters)

 

A ex-presidente da República afirmou que gosta do gênero. Dilma Rousseff vive no bairro Tristeza, em Porto Alegre, em um apartamento de 70 metros quadrados

Publicado na Veja

A ex-presidente da República Dilma Rousseff afirmou, em entrevista ao jornal Folha de S. Paulo publicada na edição desta terça-feira, que deseja escrever um romance policial. A petista, que vive em um apartamento de 70 metros quadrados localizado no bairro Tristeza, em Porto Alegre, tem uma coleção de livros do gênero.

Ao ser questionada sobre a publicação de um livro sobre seus anos ocupando a Presidência da República, Dilma diz que deve ficar para depois. A ex-presidente não falou sobre projetos futuros nem se aprofundou em questões políticas, mas mostrou-se ressentida com o “ódio ao lulopetismo”.

O prédio de classe média onde Dilma vive não tem porteiro nem garagem subterrânea. Num dos cômodos há duas estantes com livros e um local reservado para exercícios físicos. Ela ainda cultiva o hábito desenvolvido durante a Presidência e pedala todos os dias acompanhada de seus dois seguranças pelas ruas do bairro da capital gaúcha.

Sem frequentar locais públicos desde o impeachment, Dilma não fala sobre o assunto, mas afirma que não ficaria traumatizada caso fosse hostilizada em aeroportos. Ela não cita a Lava Jato ao longo de sua entrevista, mas pergunta: “Será que eles podem ler livros lá na prisão?”, referindo-se aos políticos presos.

Banco de Livros transforma posto de saúde em biblioteca em Porto Alegre

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Biblioteca montada no bairro Sarandi (Foto: RBSTV/Reprodução)

Biblioteca montada no bairro Sarandi (Foto: RBSTV/Reprodução)

 

Mais de 30 mil livros são doados por ano para o projeto Banco de Livros.
Posto de Saúde da Zona Norte virou também ponto de leitura da cidade.

Publicado no G1

Um projeto leva bibliotecas itinerantes para comunidades carentes de Porto Alegre, transformando qualquer lugar em um espaço para a leitura. Até um posto de saúde da Zona Norte da capital gaúcha deixou de receber apenas doentes e agora também testemunha a visita daqueles que buscam por cultura. Isso é possível por causa de um projeto chamado Banco dos Livros.

“Quando o livro já cumpriu com a seu papel com a população, porque já foi lido, ou não vai ser lido, a população então nos doa e nós, como um entidade da sociedade civil, fazemos o conhecimento circular”, diz Valdir da Silveira, presidente do banco dos livros.

Publicações doadas para o banco de livros (Foto: RBSTV/Reprodução)

Publicações doadas para o banco de livros
(Foto: RBSTV/Reprodução)

Uma bibliotecária que participa da ação diz que a nova geração, que já aprendeu a ler com a internet, já desenvolveu o hábito da leitura, que pode migrar para uma plataforma mais antiga de comunicação com os livros.

“Nós temos uma geração que já se acostumou a ler dentro de uma tela, seja um e-book, um computador, um tablet, mas nós temos pessoas que preferem sentir o livro, preferem ter essa sinergia com o livro”, afirma a bibliotecária Neli Miotto, prevendo que o livro ainda vai demorar décadas para desaparecer.

O banco de livros recebe cerca de 30 mil doações por ano, sendo que alguns podem até parecer velharias, mas que aos olhos de quem busca a leitura, são verdadeiras relíquias. “Sempre será útil para uma outra pessoa lê-los”, afirma a empresária Silvana de Fátima Junqueira.

Entre os livros, raridades como “Garibaldi na América”, de 1931, edição original publicada no Rio de Janeiro, publicação esta que vai passar por um processo de digitalização, e que se não fosse pelo trabalho do Banco de Livros, talvez o conhecimento se perdesse.

De volta ao posto de saúde que também foi transformando em ponto de leitura, os próprios funcionários comemoram que hoje o local não é conhecido apenas como um local onde a população busca saúde, mas também como um local onde se busca cultura.

Já ouviu falar de leitora particular? Porto-alegrense atende em domicílio quem a contrata para ler

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Eliana ainda tem seu sustento como tradutora, mas admite que a literatura é sua paixão - e de preferência em voz alta Foto: Júlio Cordeiro / Agencia RBS

Eliana ainda tem seu sustento como tradutora, mas admite que a literatura é sua paixão – e de preferência em voz alta Foto: Júlio Cordeiro / Agencia RBS

 

Eliana Guedes se inspirou em filme francês para transformar a leitura em voz alta em profissão

Jéssica Rebeca Weber, no Zero Hora

Uma vez por semana, Eliana Guedes, 52 anos, vai ao apartamento de Dalila Costa, 80 anos, no bairro Menino Deus. Na sala de estar, senta-se ao lado da aposentada, abre um livro e inicia a sessão de um serviço incomum. Ela empresta visão e voz para que Dalila, que não consegue mais ler por conta de um problema na retina, desfrute da literatura que adora. É uma leitora particular.

– Eu leio para pessoas que não podem ou não querem ler sozinhas, pode ser por alguma dificuldade, ou apenas por desejar o acompanhamento incentivando a leitura – explica.

A tradutora de inglês e espanhol transformou o ato de ler em profissão há três anos. ¿Notícias, horóscopo, contos de fadas, vanguarda, românticos, surrealistas, suspense, receita de bolo. Leio!¿, grafou em um post na página do Facebook para divulgar o trabalho.

Se a leitura proporciona viagens sem sair do lugar, Eliana se delicia com a ideia de fazer o passeio em dupla. Por ela, faria até excursões:

– Isso é o mais bacana, é a coisa compartilhada. É legal pensar que se pode fazer isso com alguém, e talvez seja mais prazeroso. Além disso, é muito importante estimular a imaginação. O dia da gente fica tão melhor quando se pode imaginar, criar coisas para nós mesmos.

Eliana é apaixonada por ler em voz alta desde os cinco anos, quando aprendeu a juntar as letras de outdoors e das manchetes de jornais. E também adora interpretar – quando o texto permite ¿um draminha¿, não perde a oportunidade. Não por menos se identificou com a personagem de La Lectrice (Uma Leitora Bem Particular, no Brasil), filme do diretor francês Michel Deville sobre uma mulher que tinha como profissão ler para quem a contratava.

A porto-alegrense se inspirou na personagem das telas de cinema nos anos 1980 e, na época, tentou fazer o mesmo na Capital. Ela colocou um anúncio nos classificados do jornal, mas não arranjou nenhum cliente.

Três décadas depois, a leitora particular está conseguindo dar os primeiros passos. Não encontrou ainda a receptividade que deseja – tem apenas duas clientes fixas. Cobrando R$ 80 por sessão de leitura particular, a principal renda dela ainda vem dos trabalhos como tradutora de materiais técnicos e acadêmicos. Mas sua paixão está na literatura. E de preferência em voz alta.

– Esse trabalho é um grande prazer. Se eu pudesse viver disso, seria maravilhoso – conta.

Comentários e debates sem pressa alguma

Quando Eliana e Dalila abrem um livro, deixam a pressa de Porto Alegre na rua. Elas interrompem a leitura várias vezes para comentar diálogos, relembrar passagens de um capítulo anterior ou fazer pesquisa na internet – que rendem descobertas como a localização de Sokol, distrito da Rússia. Também acontece de o riso ou o choro serem os responsáveis por uma breve pausa.

A dupla vence cerca de 10 páginas a cada sessão que passa de uma hora, mas, de pouquinho em pouquinho, elas já perderam a conta de quantos livros leram nos últimos três anos. Na semana passada, estavam na página 562 das 585 do romance O Homem que Amava os Cachorros, de Leonardo Padura, sobre os últimos anos da vida de Leon Trotski e a história do seu assassino. Já estão pensando na próxima escolha. A Orgia Perpétua, de Mario Vargas Llosa, e Amor, de Toni Morrison, estão no páreo.

Dalila conta que também ama leitura desde a infância. Imaginava, inclusive, que esse seria seu lazer na aposentadoria, mas perdeu a capacidade de ler em 2000 por um problema na visão – não consegue mais distinguir as letras. Surpreendeu-se quando ouviu sobre a profissional no rádio, e ainda mais quando a conheceu pessoalmente.

– Esperava uma leitora, mas ela é mais do que uma leitora. A gente conversa, às vezes briga com o autor… É uma terapia – conta.

Cinco livros que inspiram viagens dentro e fora do Brasil

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Publicado no Bonde

Um bom livro nos faz viajar sem sair do lugar. Alguns dão vontade de ir onde a história se passa, e conhecer cada pedacinho do lugar que é relatado na obra. O blog Da Porta Pra Fora preparou uma lista de livros que se passam em lugares incríveis e famosos. Confira:

1. Jubiabá, de Jorge Amado (Salvador/ Bahia):

Jubiabá, de Jorge Amado

Jorge Amado, um dos autores brasileiros mais prestigiados em todo o mundo, contou muitas histórias sobre a Bahia, das fazendas de cacau e da capital. Este se passa em Salvador e conta a história de Antônio Balduíno que nasceu órfão no morro do Capa-Negro, e tinha como grande referência espiritual o centenário feiticeiro e ex-escravo Jubiabá.

Resenha: Depois de uma infância de liberdade e pequenos delitos nas ruas de Salvador, Antônio Balduíno vira malandro, sambista e desordeiro, até ser transformado em boxeador profissional por um empresário italiano. Encerra a carreira muito cedo ao tomar uma surra no ringue numa noite e acaba indo trabalhar nas plantações de fumo do Recôncavo Baiano. Ao longo dessas muitas vidas, choca-se contra o mundo das mais variadas formas, até atingir um vislumbre de compreensão da realidade que o cerca e de seu lugar nela.

2. O retrato de Dorian Gray, de Oscar Wilde (Londres / Inglaterra):

O retrato de Dorian Gray, de Oscar Wilde

Oscar Wilde relata uma Londres lendária, com uma sociedade extremamente conservadora, que vê o belo Dorian Gray tornar-se o centro das atenções, apesar dos mistérios que esconde. A cidade aparece com glamour e todo mundo sonha em conhecê-la.

Resenha: Dorian Gray é o tema de um retrato de corpo inteiro em óleo de Basil Hallward, um artista que está impressionado e encantado com a beleza de Dorian. Ele acredita que a beleza de Dorian é responsável pela nova modalidade em sua arte como pintor. Através de Basil, Dorian conhece Lorde Henry Wotton, e ele logo se encanta com a visão de mundo hedonista do aristocrata: que a beleza e a satisfação são as únicas coisas que valem a pena perseguir na vida.

3. Clarissa, de Érico Veríssimo (Porto Alegre / Rio Grande do Sul)

Clarissa, de Érico Veríssimo

Uma cidade do começo do século XX é retratada pelo genial Érico Veríssimo, com detalhes típicos de uma jovem mulher. Um livro lindo e uma cidade de sonho.

Resenha: Clarissa é uma jovem de treze anos, filha de fazendeiros, que vai morar na pensão da tia Eufrasina enquanto estuda em Porto Alegre. No pequeno universo da pensão onde mora, a jovem entra em contato com realidades que seu otimismo juvenil não imaginava que existissem. (mais…)

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