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Posts tagged Porto Alegre

Passageiro grego é preso com 8kg de cocaína em livros em aeroporto do RS

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Droga foi achada dentro de coleção de livros (Foto: Reprodução/RBS TV)

Droga foi achada dentro de coleção de livros (Foto: Reprodução/RBS TV)

Aproximadamente 8 quilos de cocaína estavam escondidos em livros.
Homem estava embarcando para Lisboa, com Bruxelas como destino final.

Publicado no G1

A Polícia Federal prendeu um passageiro grego com aproximadamente 8 quilos de cocaína no Aeroporto Salgado Filho, em Porto Alegre, na noite deste sábado (15). A droga estava escondida em páginas de livros.

Segundo os policiais, o passageiro foi abordado por aparentar nervosismo. Ele estava embarcando para Lisboa, em Portugal, e tinha como destino final a cidade de Bruxelas, na Bélgica. O homem foi preso em flagrante e levado para a Superintendência da Polícia Federal.

Mostra propõe passeio pelas histórias e memorabilia do escritor Moacyr Scliar

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Gaúcho é homenageado com exposição em Porto Alegre sobre sua vida e obra; montagem em outras cidades depende de patrocínio

Maria Fernanda Rodrigues, no Estadão

PORTO ALEGRE – Moacyr Scliar (1937-2011) foi um dos mais prolíficos escritores brasileiros e ao longo de quase meio século publicou, aqui e em outros 14 países, mais de 130 livros. É dele, aliás, a ideia original de A Vida de Pi, plagiada e ampliada por Yann Martel e adaptada para o cinema por Ang Lee – que virou best-seller e blockbuster. Uma das figuras mais queridas do meio literário, ele foi, antes e durante sua carreira de escritor, médico sanitarista. Seu vasto e rico universo está sendo contado na exposição Moacyr Scliar – O Centauro do Bom Fim, em cartaz entre esta quinta-feira, dia 17, e o dia 16 de novembro no Santander Cultural, em Porto Alegre. E para compreender esse universo é preciso, antes, refazer os passos de seus pais, judeus russos que chegaram ao Brasil em 1904.

A infância no Bom Fim marcaria para sempre o escritor

A infância no Bom Fim marcaria para sempre o escritor

Um longo túnel de 20 metros imitando a rampa de acesso de um navio leva o visitante, ao som do mar e da madeira estalando sob os pés, ao Bom Fim, bairro judeu de Porto Alegre, onde Scliar nasceu e cresceu. Pelo caminho, fotos de outros tantos imigrantes que deixaram a Bessarábia e outros países em busca de melhores condições.

Chegando à instalação do Bom Fim, conhecemos, por fotos reproduzidas em totens e mapas cobrindo o chão e a parede, lugares como o Cine Baltimore, a Escola Iídiche, o Bar do Serafim, a Associação Israelita Hebraica e, claro, a Rua Fernandes Vieira, onde ficava a casa dos Scliar, representada na instalação seguinte. Uma casa modesta, na qual a água do banho era aquecida em lata de óleo no fogão, mas onde, dizia o escritor, não faltavam livros.

Móveis cenográficos dão uma ideia de como era a casa de sua infância

Móveis cenográficos dão uma ideia de como era a casa de sua infância

Sua extinta biblioteca infantil, formada por obras como Tarzan, As Aventuras de Pinóquio e Os 12 Trabalhos de Hércules, foi reconstruída pelo cineasta Carlos Gerbase, o curador. Entre um livro e outro, estão fotos do menino Scliar: a formatura no Colégio Rosário – onde ganhou seu primeiro prêmio como escritor – e um banho de mar. Nas paredes, móveis cenográficos para dar uma ideia de como era a casa da infância do autor.

Originais de "A Guerra no Bom Fim" podem ser vistos na exposição

Originais de “A Guerra no Bom Fim” podem ser vistos na exposição

Há, ainda, documentos, manuscritos, datiloscritos e fotos originais, a máquina de escrever, o discurso de formatura da faculdade de Medicina, o fardão da Academia Brasileira de Letras, as estatuetas do Jabuti, uma estátua dele como jogador de basquete. Quem quiser ler os livros, basta pegar um dos tablets e sentar numa das poltronas espalhadas pela exposição – com eles, também é possível acessar o site dedicado ao autor. Os infantojuvenis estão ali, em papel, para serem manuseados pela criançada. Pelas paredes, reproduções de capas e de textos do autor.

Ele lançou "O Centauro no Jardim" em 1980, um ano após o nascimento de Beto, seu filho com Judith

Ele lançou “O Centauro no Jardim” em 1980, um ano após o nascimento de Beto, seu filho com Judith

O documentário Caminhos de Scliar, de Claudia Dreyer, o curta No Amor, de 1982, e uma instalação com atores lendo diálogos dos livros completam a mostra, que não tem previsão de ser montada em outros lugares.

Diálogos dos livros são reproduzidos por atores em instalações

Diálogos dos livros são reproduzidos por atores em instalações

Moacyr Scliar morreu em decorrência de um AVC, e a ideia da exposição surgiu logo em seguida – uma tentativa de elaborar o luto. “Fomos todos privados de sua companhia e histórias muito subitamente”, comenta a viúva Judith Scliar, idealizadora da exposição, ao lado de Gabriel Oliven. Ela diz que o processo de pesquisa foi doloroso: “Busquei fotos de toda uma vida e isso mexe, faz reviver uma série de coisas. Mas vale a pena porque é importante compartilhar isso com o público e os amigos”.

Trabalho de restauro de livros vem ganhando novos adeptos no RS

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Escola vem qualificando profissionais há cinco anos no RS (Foto: Silvia Breitsameter/Divulgação)

Escola vem qualificando profissionais há cinco anos no RS (Foto: Silvia Breitsameter/Divulgação)

Mercado de restauração é alternativa para quem deseja trabalhar por conta.
Escola técnica sediada em Porto Alegre ensina a arte para novas gerações

Daniel Bittencourt no G1

A arte de restaurar livros e documentos pode parecer uma técnica fadada ao esquecimento. O ofício, porém, ainda deve seguir vivo por muitos anos se depender de uma nova geração de restauradores de Porto Alegre. Facilidades como trabalhar em casa e ter flexibilidade na jornada de trabalho têm atraído cada vez mais pessoas para esse mercado, considerado uma boa opção para quem deseja trabalhar por conta própria ou empreender na área.

Na capital gaúcha, a prática feita basicamente por dois tipos de profissionais: os que carregam décadas de experiência e os mais jovens, que estão apreendendo as técnicas e artimanhas do restauro em uma escola da capital criada por uma restauradora.

Há 50 anos no mercado, Eleonir restaurou ata de fundação do Hospício São Pedro, de 1884, e outros documentos históricos (Foto: Daniel Bittencourt/G1)

Há 50 anos no mercado, Eleonir restaurou ata de
fundação do Hospício São Pedro, de 1884, e outros
documentos históricos (Foto: Daniel Bittencourt/G1)

Eleonir Fróes, de 80 anos, é um exemplo do primeiro grupo. Em cinco décadas de trabalho, já passaram pelas mãos dela diversos livros e documentos históricos, como a ata de fundação do Hospício São Pedro de Porto Alegre, datada de 1884, e até um estojo com livros oferecido ao então governador do estado, Borges de Medeiros.

“Antes eu encadernava livros decorados com a capa em couro e com adereços que coincidiam com o assunto do livro. Depois, encadernei por muito tempo capas feitas de couro em diversos livros e restaurei muitos documentos antigos. Sempre trabalhei em casa. É um trabalho artesanal”, diz Eleonir.

O interesse pelo restauro de obras antigas começou aos 17 anos, na extinta Escola do Livro, do professor Jayme Castro, expoente da atividade no estado e no país. Depois de passar pelo básico, Eleonir fez vários outros cursos com profissionais da Europa que traziam novas técnicas ao Brasil.

O trabalho é extremamente minucioso e requer paciência e dedicação. O tempo da reforma depende de diversas variantes como a qualidade do papel do livro, do formato do livro e do estado em que ele se encontra.

“Trabalho com papel australiano ou japonês, que são papeis especiais para isso. No caso de encadernação com capa dura, desmonto todo o livro e refaço a costura de forma artesanal, a mão. Depois é passada uma camada de cola na lombada, colocamos uma folha de maculatura e a guarda, que é uma folha dobrada que fica na frente e nas costas do livro. E por aí vai”, detalha a restauradora.

Com tantos anos de mercado, Eleonir já perdeu as contas de quantos livros já restaurou. Ela fez trabalhos para o governo do Estado, para a Assembleia Legislativa e para muitas pessoas que a procuram para restaurar obras antigas ou documentos de importância pessoal. Outro exemplo de trabalho feito por Eleonir é o restauro de desenhos do artista plástico Joseph Lutzemberger que datam de 1916 a 1920.

“Foram mais de 60 estampas que eram os esboços de estudo dos atuais vitrais da Igreja São José. Foi um trabalho feito em equipe. Restaurei também jornais da federação de 1884 e de 1912”, relembra.

Escola Livro e Arte já formou mais de 200 novos profissionais em Porto Alegre (Foto: Silvia Breitsameter/Divulgação)

Escola Livro e Arte já formou mais de 200
novos profissionais em Porto Alegre
(Foto: Silvia Breitsameter/Divulgação)

Escola ensina técnicas a nova geração
O trabalho de conserto de papéis e obras literárias, no entanto, não vai morrer com a geração de Eleonir. A oficina de restauro Livro e Arte, sediada na capital, é uma das poucas escolas de restauração e conservação de livros e documentos históricos do país , afirma a diretora Silvia Maria Jansson Breitsameter, 53 anos.

Atuando no mercado há 36 anos, Silvia vem treinando novos profissionais desde 1988 e resolveu montar a Livro e Arte em 2009. Hoje a escola possui 30 alunos no curso de conservação e restauração de bens culturais com suporte em papel, couro e pergaminho. Equivalente a uma graduação, o curso dura oito semestres e já formou mais de 200 profissionais.

“Somos a única escola de restauração de livros e documentos históricos com conteúdo programático do Brasil. A nossa profissão ainda não foi regulamentada. O nosso curso é de capacitação livre. E a pessoa que sai daqui está capacitada para fazer qualquer trabalho de restauração e conservação de livros e documentos históricos e atuais”, garante Silvia.

Uma das alunas do curso é Deborah Laner dos Santos, de 51 anos. A sua formação é em engenharia química, mas nos últimos cinco anos ela vem atuando como restauradora e encadernadora de livros. Desmotivada na empresa de tintas onde trabalhava, ela resolveu mudar de profissão e encontrou na atividade um novo rumo para a carreira.

Exemplo do trabalho de encadernação artística feito pela restauradora Eleonir Fróes (Foto: Daniel Bittencourt/G1 RS)

Exemplo do trabalho de encadernação artística
feito pela restauradora Eleonir Fróes
(Foto: Daniel Bittencourt/G1 RS)

“Eu trabalhei durante quase 20 anos como formuladora de tintas. Daí a empresa foi vendida para um multinacional americana, a coisa ficou muito difícil para mim e comecei a rever uma série de coisas na minha vida. Com a saída eu resolvi procurar uma ocupação diferente. E como eu sempre gostei da área de restauro de patrimônio histórico, procurei trabalho nessa área”, conta Deborah.

O primeiro curso serviu de inspiração para seguir na área de restauro. Pouco tempo depois Deborah acabou se inscrevendo na Livro e Arte e fez parte da primeira turma da escola. Hoje, ela trabalha com restauro de livros e faz encadernações artísticas como álbuns de fotografia e diários de viagem para vender em feiras e lojas da capital.

“A minha renda vem do meu trabalho. O restauro é muito demorado, mas a confecção de livros é mais rápida e rende financeiramente. As pessoas acham que o livro em papel vai deixar de existir. Eu não acredito nisso. O prazer da leitura em papel é algo imensurável. A restauração é muito importante, pois existem livros de cunho histórico e livros que carregam um valor sentimental. E no lado da encadernação artística tem a questão de você incentivar as pessoas a escrever, pois eu faço diários em branco”, destaca Deborah.

De acordo com Silvia Breitsameter o valor do restauro de um livro histórico pode variar conforme o material e o estado em que a obra se encontra. “Estou restaurando três livros que foram feitos com pergaminho verdadeiro. Somente o restauro de um deles custou R$ 5 mil”.

A grande dificuldade para os profissionais de restauro e conservação de papel no Brasil é de encontrar materiais de qualidade, comenta a diretora da escola. “É muito difícil de encontrar materiais nacionais. E quando encontra a qualidade deixa a desejar. Mas mesmo assim, o mercado está cada vez mais em ascensão. E é um trabalho muito bom”, garante Silvia.

Professora de Porto Alegre renovou a forma de ensinar literatura no Ensino Médio

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Projeto elaborado por Suzana Borges da Fonseca Bins integra a categoria Escola Particular

Publicado no Zero Hora

Professora de Porto Alegre renovou a forma de ensinar literatura no Ensino Médio Ronaldo Bernardi/Agencia RBS

Professora de Porto Alegre renovou a forma de ensinar literatura no Ensino Médio Ronaldo Bernardi/Agencia RBS

O grande desafio era transformar leitores semânticos em leitores críticos. Não bastava apenas fazer com que os alunos decifrassem o que estavam lendo: era necessário que eles fossem capazes de identificar a construção, a ideologia e a intertextualidade de cada obra.

Para isso, a professora Suzana Borges da Fonseca Bins, finalista do Prêmio RBS de Educação na categoria Escola Particular, fez uma reforma completa no programa de Literatura do Ensino Médio do Centro de Ensino Pastor Dohms, em Porto Alegre.

Em vez de limitar-se à apresentação cronológica das escolas literárias, resolveu aproximá-las do estudante por meio de uma abordagem temática, escolhendo assuntos como amor, sociedade, pátria e identidade.

— Recorri a uma série de livros que abordam o que se espera do ensino da literatura. Peguei tudo isso e mais algumas convicções, além de coisas que já vínhamos fazendo, e fiz o projeto — conta Suzana.

Apesar da alteração no currículo e do novo programa estar em fase de experimentação, a mudança foi muito bem recebida pela diretoria da escola e pelos demais docentes, segundo a atual coordenadora pedagógica do Ensino Médio, Loiva Glanzel.

As escolas literárias e os livros obrigatórios para o vestibular obviamente continuam no programa, sendo oferecidos a partir da metade do Ensino Médio. Mas, como no início do curso os alunos já depararam com textos de diferentes épocas, analisando-os sob aquele viés temático, é mais fácil retornar a alguns desses escritos e discuti-los então sob o enfoque dos movimentos literários.

Com seus roteiros de leitura, aulas inteiras incentivando a participação e a discussão dos temas entre os alunos, e dicas sobre clichês e formas de se descobrir as qualidades literárias em um texto, Suzana ajudou a desenvolver o senso crítico em alunos como Sofia Fatur Kauffmann, de 15 anos.

— Sempre gostei bastante de ler, mas eu não lia muitos livros literários. Depois que tive aula com a Suzana, mudei totalmente meu gosto e aprendi a ler os livros bons, os clássicos — diz Sofia.

Suzana também criou um blog da disciplina, organizou saraus e ainda incentivou os alunos a se tornarem poetas e escritores.

AULAS COM BONECAS, UM ENSAIO DE FUTURO

“Eu sempre me imaginei professora. Dava aula para as minhas bonecas, cada uma tinha o seu boletim. Como gostava muito de ler, me imaginava professora de português e, quando entrei na faculdade e tive realmente aula de literatura, vi que era aquilo que eu queria fazer. O que eu tento fazer aqui no Ensino Médio é instrumentalizar os alunos para lerem literatura, que é diferente de ler jornal ou outros textos.

Porque literatura não é uma ideia. Literatura é linguagem. Se fosse só uma ideia, todos nós seríamos escritores, porque temos ideias maravilhosas. O problema da literatura é como apresentar essa ideia numa linguagem diferente, inovadora, cativante. A proposta é trabalhar com textos de diferentes épocas, tanto brasileiros quanto estrangeiros, mostrando como esse texto se constrói, para que, quando a gente entrar nas escolas literárias, no terceiro trimestre do segundo ano, os alunos já tenham mais maturidade como leitores.

Algumas provas são feitas com consulta, eles podem usar as anotações, os comentários em sala, e são estimulados a serem autores do pensamento deles, a refletirem: ‘o que eu, aluno, com tudo o que foi discutido, o que eu tenho para dizer sobre esse livro’. É importante eles saberem que o texto literário conversa com a realidade de sua época, ou concordando com ela ou criticando-a. Essa é a ideia, e a gente espera que dê certo.”

MODO DE FAZER
Projeto: Nova perspectiva para o ensino da Literatura no Ensino Médio

— No início do Ensino Médio, priorize a abordagem dos textos literários com um enfoque temático: amor e outros sentimentos, pátria e identidade.

— Selecione obras brasileiras e estrangeiras, em poesia e prosa, que se relacionem com a temática e com os textos teóricos de suporte, independentemente da época em que foram escritas.

— No 2º ano, utilize textos que abordem a temática das sociedades urbana e rural e, a partir do 2º semestre, dê início ao estudo das escolas literárias.

— Dê exercícios para os alunos desenvolverem a própria escrita enquanto criadores de textos literários, tanto em poesia quanto em prosa.

— Crie um blog e estabeleça um rodízio em forma de sorteio para que os alunos elaborem conteúdos online, sejam eles dissertativos ou narrativos.

— Permita que algumas das avaliações sejam feitas com consulta ao livro e ao caderno, mas crie perguntas que valorizem as anotações feitas pelos próprios alunos em classe.

 

Lançamentos do Grupo Autêntica na 59ª Feira do Livro de Porto Alegre

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Conveite-Geral-Feira-de-Porto-Alegre

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