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Em vez de pokémon, biblioteca portuguesa fomenta leitura com caça aos livros

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Rodney Eloy, no Pesquisa Mundi

María Cester | EFE
via UOL

Caçar livros ao invés de pokémon tem sido o método utilizado pela biblioteca mais antiga de Lisboa, que organiza uma captura de 2.500 livros por toda a cidade, para reativar o interesse pela leitura.

Este pioneiro projeto, que acontece até o próximo dia 15, é organizado pela Biblioteca Municipal de São Lázaro e espalha de 50 a 60 livros por dia em parques, jardins, bancos de praça e espaços públicos de Lisboa, que ficam ali à espera de serem achados por pedestres curiosos.

Bibliotecária e coordenadora do projeto, Joaquina Pereira explicou à Agência Efe que a iniciativa foi testada antes dentro da própria biblioteca, mas só alguns associados participaram, por isso eles decidiram colocar os livros nas ruas e à disposição de todo o mundo.

Joaquina defende que o principal objetivo da ideia é “fazer um contraponto” à sociedade atual, marcada pela tecnologia e pela internet, e conseguir fazer com que as pessoas voltem a desfrutar do prazer de ler um livro.

“Queremos que todo mundo tenha acesso aos livros, que os levem pra casa, aproveitem e retomem ou iniciem o gosto pela leitura”, afirmou.

Os 2.500 livros incluídos na atividade são de gêneros variados, de romances a livros infantis, todos eles de autores reconhecidos das literaturas portuguesa e internacional e de diversas gerações.

Os volumes são organizados logo no início do expediente, divididos em sacolas com 20 exemplares de gêneros variados e, ao longo da manhã, os funcionários os distribuem pelas áreas mais movimentadas do entorno da São Lázaro.

A seleção dos livros para o projeto foi feita com base em critérios de catalogação. Segundo Joaquina, as obras que entram no projeto “são edições antigas que já não preenchem os requisitos para estar nas bibliotecas de hoje em dia”.

Assim, com a entrega gratuita, a iniciativa fomenta, por um lado, o interesse pela leitura e, por outro, permite que se reciclem livros que já não têm espaço nas bibliotecas municipais da cidade.

Todos os exemplares distribuídos vão acompanhados de um folheto na primeira página com a mensagem “Leve-me contigo” e que convida os que o recolhem a saborear o livro e a visitar a biblioteca depois para possíveis novos empréstimos.

Até o momento, a proposta teve boa aceitação no bairro e desde que começou mais da metade dos exemplares separados pela organização já foram distribuídos.

Erguida em 1883, no bairro de Arroios, a São Lázaro é considerada a biblioteca municipal mais antiga de Lisboa e possui mais de 5.200 volumes em suas prateleiras publicados entre o século XVII e o século XX em português, francês e espanhol.

A principal sala ainda mantém a mobília original, mas todo o restante do edifício foi reformado em uma obra que levou seis anos (2000 e 2006).

Esta é a primeira vez que Portugal promove um projeto que incentiva o interesse pela leitura aproximando público e obras em espaços públicos.

De acordo com dados da consultoria GfK Entertainment, em Portugal – um país com 10,5 milhões de habitantes – aproximadamente 12,5 milhões de livros foram comprados em 2015, o que representa uma despesa de 147 milhões de euros, 3% a menos do que em 2014.

Escrito por Hitler, “Mein Kampf” fica esgotado na Feira do Livro de Lisboa

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Imagem de divulgação da versão em português de "Mein Kampf", da editora Guerra & Paz

Imagem de divulgação da versão em português de “Mein Kampf”, da editora Guerra & Paz

Publicado no UOL

Os exemplares de “Mein Kampf” (“Minha luta”, em português), obra que contém o ideal político de Adolf Hitler, foram esgotados na Feira do Livro de Lisboa, segundo confirmou a editora lusitana que publica a obra, Guerra & Paz.

A publicação do livro, considerado um guia ideológico do nazismo, era proibida há até alguns meses e agora a obra está sendo reeditada no mundo inteiro.

Em Portugal, a obra já vai para a segunda edição —com o texto integral e a análise de um especialista português— e avançará com uma terceira reimpressão, após se transformar em sucesso de vendas para a editora.

Grande parte destas vendas se concentraram na Feira do Livro de Lisboa, que terminou na segunda-feira, onde foram vendidas centenas de exemplares.

As vendas de “Mein Kampf” representaram 20% das alcançadas com a trilogia dos livros que estão na base das grandes tragédias do século 20, que inclui a obra de Hitler, o “Manifesto Comunista”, de Marx e Engels, e “O Livro Vermelho”, de Mao Tsé-Tung.

A primeira edição de “Mein Kampf” foi publicada em 1924 e, até a queda do Terceiro Reich, foram impressos cerca de 12 milhões de exemplares.

Até o início deste ano não havia novas edições porque os direitos de propriedade intelectual estavam em mãos do Estado da Baviera. No entanto, a obra era acessível tanto em edições em inglês como em livrarias antigas, já que sua venda nunca esteve estritamente proibida.

Quarto onde Fernando Pessoa morou está disponível para aluguel no Airbnb

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Quarto onde Fernando Pessoa morou está disponível para aluguel no Airbnb - Reprodução

Quarto onde Fernando Pessoa morou está disponível para aluguel no Airbnb – Reprodução

 

Cômodo traz decoração de época, com máquina de escrever e chapéu igual ao do poeta

Publicado em O Globo

RIO — Aos 20 anos, em 1908, Fernando Pessoa tinha acabado de falir uma tipografia aberta com o dinheiro da herança de sua avó, Dionísia, morta um ano antes. Com pouco dinheiro, alugou um quarto no Largo do Carmo, 18, em Lisboa, e passou a se dedicar à tradução. Agora, o quarto no bairro do Chiado onde o mais famoso poeta português morou por quatro anos está disponível para aluguel no Airbnb.

O site de aluguel de casas e apartamentos divulgou a existência do quarto para marcar o aniversário de Pessoa, que completaria 128 anos no próximo dia 13 de junho. A atual anfitriã se chama Bárbara e é coberta de elogios pela maioria das 39 pessoas que deixaram comentários no site.

— O local estava ao abandono e nós, a família Martinho, tomámo-lo de aluguer e renovámos há cerca de dois anos — explica ela, em português de Portugal. — Alugamos o quarto de Fernando Pessoa para dormir e também para trabalhar, pois ele, Pessoa, também aqui trabalhou com o primo.

Quarto onde Fernando Pessoa morou está disponível para aluguel no Airbnb - Reprodução

Quarto onde Fernando Pessoa morou está disponível para aluguel no Airbnb – Reprodução

O quarto tem uma decoração que remete ao início do século XX e à vida do poeta, com máquinas de escrever, mobiliário da época, malas antigas nas paredes e um chapéu igual ao usado por Pessoa. Tudo isso sem deixar de lado o indispensável wi-fi. A diária, agora na alta temporada, está em R$ 340.

Por conta da decoração antiga, a anfitriã não indica o apartamento para inquilinos com crianças pequenas ou animais de estimação. Também não é permitido fumar nem realizar festas ou eventos. De resto, ela pede apenas “bom senso”.

O apartamento fica em frente ao Largo do Carmo, onde existem bares e música ao vivo. Por isso alguns hóspedes alertam para alguma dificuldade de dormir em caso de pessoas com sono leve, enquanto outros destacam as agradáveis noite ouvindo jazz da varanda do quarto.

Via NewInTown.

Porto tem uma das livrarias mais bonitas do mundo

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A Lello & Irmão fascina e impressiona os visitantes que mergulham na imensidão de obras literárias em meio a uma decoração, no mínimo, surpreendente

Publicado no Pure Viagem

Já pensou juntar, em uma mesma cidade, a oportunidade de degustar um dos vinhos mais saborosos do mundo com a chance de conhecer uma das livrarias mais bonitas do planeta? Pois então sua próxima viagem precisa incluir Porto , em Portugal, no roteiro. A Lello & Irmão é conhecida como “a livraria do Harry Potter” por ter servido de inspiração para o estabelecimento de Hogwarts na bem-sucedida sequência de filmes do bruxo.

A Lello & Irmão é conhecida como "a livraria do Harry Potter" por ter servido de inspiração para o estabelecimento de Hogwarts na bem-sucedida sequência de filmes do bruxo

A Lello & Irmão é conhecida como “a livraria do Harry Potter” por ter servido de inspiração para o estabelecimento de Hogwarts na bem-sucedida sequência de filmes do bruxo

 

Tudo neste fascinante mundo dos livros impressiona. Por fora, um edifício centenário em estilo neogótico. Por dentro, uma imensidão de obras literárias que formam um belo contraste com as decorações em madeira, as escadarias e os vitrais. O local é um dos pontos turísticos mais visitados do Porto, e agora fica fácil entender o por quê, né?

O local é um dos pontos turísticos mais visitados do Porto

O local é um dos pontos turísticos mais visitados do Porto

 

A magia começa logo na entrada. No piso, trilhos onde antigamente um carrinho ajudava no transporte dos livros fascinam os olhos de quem entra no estabelecimento pela primeira vez. Mas há outra coisa que chama ainda mais a atenção no lugar, uma escadaria com formato sensacional que leva até o segundo andar. Passear pela Lello & Irmão, admirar a decoração e mergulhar no universo literário é de deixar qualquer um de queixo caído.

Por dentro, uma imensidão de obras literárias que formam um belo contraste com as decorações em madeira, as escadarias e os vitrais

Por dentro, uma imensidão de obras literárias que formam um belo contraste com as decorações em madeira, as escadarias e os vitrais

 

A livraria foi inaugurada no dia 13 de janeiro de 1906, pelos irmãos José e António Lello, que deram o nome do estabelecimento. Na época, era impossível prever que a Livraria Lello & Irmão seria, hoje, uma das principais atrações dos milhões de turistas que todos os anos visitam o Porto, além de ser considerada uma das casas de livro mais bonitos do mundo.

A livraria foi inaugurada no dia 13 de janeiro de 1906, pelos irmãos José e António Lello

A livraria foi inaugurada no dia 13 de janeiro de 1906, pelos irmãos José e António Lello

 

Tudo neste fascinante mundo dos livros impressiona

Tudo neste fascinante mundo dos livros impressiona

 

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Biblioteca Brasiliana abre livros de receitas antigos para download gratuito

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Rodney Eloy, no Pesquisa Mundi

Aqui vai um prato cheio para os interessados em comida e história: a Biblioteca Brasiliana Guita e José Midlin abriu para download gratuito livros de receitas publicados a partir do século XVIII. Há títulos publicados em Portugal e no Brasil, com receitas e mais receitas de todos os gêneros, europeias e brasileiras, doces e salgadas, e dicas variadas sobre como escolher miúdos, manter a cozinha limpa com o auxilio de areia de beira-rio e como conservar banha, entre outros.

Redação Paladar | Estadão

Veja abaixo alguns dos títulos e trechos do resumos extraídos do site da Biblioteca (para fazer o download, basta clicar no título de cada livro).

Cozinheiro-dos-Cozinheiros

O Cozinheiro dos Cozinheiros
Autor desconhecido (Lisboa, 1905)
Reúne receitas de escritores e famosos de Portugal no início do século XX e inclui quitutes preparados por Alexandre Dumas, pai e filho, Saint Simon e o Visconde de Belacanfor. As receitas são uma mistura de ingredientes e pratos de diversas regiões europeias com a culinária típica portuguesa. Dentre as receitas francesas, destacam-se clássicos do século XIX como o pombo com ervilhas, o court-buillon de frutos de mar, a enguia grelhada, e omeletes de vários tipos. Do lado português, caldeiradas, ensopados, sopas e rabanadas, chamadas pelo seu nome francês, pain perdu, ou português, pães perdidos.

A sciencia no lar moderno
Eulália Vaz (São Paulo, 1912)
O livro ensina como preservar latas de banha, escolher bem os miolos e lavar e esfregar bem a cozinha com areia fina de beira de rio. Foi um sucesso editorial e teve mais de cinco edições. Traz a receita de Electricos, uma espécie de pé-de-moleque de amêndoas, açúcar e ovos cortado em formato oblíquo.

OLivrodasNoivas

O livro das noivas de receitas e conselhos domésticos
Júlia Lopes de Almeida (São Paulo, 1929)
Traz receitas apetitosas e modernas para a época, como a do club sandwich e o pudding dos recém-casados.

Arte de cozinha: primeira parte. Trata do modo de cozinhar varios manjares, e diversas iguarias de todo o genero de carnes, tortas, empadas, e pasteis
Domingos Rodrigues, 1637-1719, (Lisboa, sem data)
O mais conhecido e considerado o primeiro tratado de cozinha publicado em Portugal. Domingos Rodrigues dizia ter 29 anos de fogão e uma infinidade de banquetes devorados pelos convivas da mesa real portuguesa quando publicou um pequeno volume dedicado às artes da cozinha. Em seu tempo – isto é, no final do século XVII –, percebemos que a utilização do (mais…)

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