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Livros à venda em igrejas e ao lado de frutas? Isso existe!

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Livraria em Óbidos (Foto: Aryane Cararo)

Livraria em Óbidos (Foto: Aryane Cararo)

Ariane Cararo, no Blog da Crescer

Nunca imaginei que sairia de uma igreja carregando um livro infantil não religioso. Mas foi o que aconteceu na minha última viagem de férias, em Portugal. Acabo de voltar de lá e devo confessar que fiquei maravilhada com a proposta. Não só porque uma livraria funciona dentro de um templo, mas porque toda a cidade de Óbidos resolveu ficar conhecida como vila literária. E, assim, não só a igreja, como o Mercado Biológico, os museus, a antiga cadeia, os correios, a Casa do Pelourinho e outros imóveis foram transformados em livrarias temáticas.

Óbidos fica a 80 quilômetros ao norte de Lisboa e, pela proximidade, muita gente costuma fazer um bate e volta até lá, atrás de sua mercadoria mais famosa: a ginja, um licor feito de uma fruta semelhante à cereja. No entanto, Óbidos só entrou no meu roteiro por causa da vila literária, um projeto lançado em 2013 e que, apesar de incipiente, já encanta. E encantadora é a palavra perfeita para a experiência. A começar porque se trata de uma vila medieval, que conserva todo o clima mágico de reis e rainhas. Só para saber, em 1148, Óbidos foi tomada dos árabes pelo primeiro monarca português, D. Afonso Henriques. Nos anos subsequentes, acabou sendo oferecida a muitas rainhas como presente de casamento, e elas fizeram no lugarejo muitas melhorias.

Livraria dentro de igreja (Foto: Aryane Cararo)

Livraria dentro de igreja (Foto: Aryane Cararo)

É por isso que fica ainda mais especial descobrir entre as casinhas onde se escondem as livrarias. São 11 espaços, sendo o principal a Igreja de São Tiago, que começou a ser construída no século 12 e foi remodelada no século 18, e agora atende pelo nome de a Grande Livraria de Santiago. Como é a maior de todas, oferece um pouco de tudo, de projeção de filmes a livros para crianças – e foi lá que eu comprei O Arenque Fumado, uma obra de formato muito interessante, ilustrada pelo português André da Loba, sobre texto de Charles Cros, de 1872. Mas este não é o local mais recomendado para comprar literatura infantil em Óbidos: os melhores endereços são o Espaço para Promoção da Inovação e Criatividade (Epic), uma espécie de coworking que tem uma área destinada à venda desses livros, ou o casarão batizado Histórias com Bicho, que já foi escola primária.

A igreja, porém, não foi a única a me espantar. Conhecer o Mercado Biológico foi também incrível. Recheado de caixotes de feiras por todas as paredes, vende livros, queijos, verduras, frutas, um ao lado do outro. Ali, o espaço é dos títulos de segunda mão, alguns raros. Há de tudo, até livros de autores brasileiros, a 3, 4, 5 euros. Proposta ousada? Sim! Mas por que não colocar ao lado dos alimentos para o corpo os alimentos da alma? Da mesma forma que pergunto: por que não usar o local, que embora tenha sido construído para um fim sagrado, não funcionava mais como igreja há mais de duas décadas e sim como espaço multiuso – para espalhar conhecimento e instigar sabedoria? Os livros não precisam de lugares específicos para estarem à nossa disposição, eles podem estar integrados como parte de nossas vidas, nos mercados, nos correios, nos museus, nas padarias, nas estações de metrô… Por que não?

Mercado Biológico em Óbidos (Foto: Aryane Cararo)

Mercado Biológico em Óbidos (Foto: Aryane Cararo)

Proibida no Brasil, biografia de Roberto Carlos circula livremente em Portugal

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Euler de França Belém, no Jornal Opção

ssO mundo é mesmo estranho e nada plano. No Brasil, agora metrópole de Portugal, o livro “Roberto Carlos, em Detalhes”, de Paulo César de Araújo, foi proibido pela Justiça, acatando um pedido do cantor. Porém, em Portugal, terra da liberdade, o livro circula livremente, com a mesma capa. A biografia do mais famoso artista brasileiro — ao menos em termos de longevidade — saiu pela editora Livros d’Hoje.

Detalhe: o leitor brasileiro pode entrar no site da Bertrand (www.bertrand.pt) e comprar o livro. Vantagens da globalização.

Principal grupo editorial de Portugal adquire o selo “Livros do Brasil”

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Imagem: Google

Imagem: Google

Publicado por Yahoo

Lisboa, 8 jan (EFE).- O principal grupo editorial de Portugal, Porto Editora, anunciou por comunicado nesta quinta-feira a compra do selo Livros do Brasil por cerca de 500 mil euros com o objetivo de relançar a editora nos próximos três anos.

Inaugurada há 70 anos em Portugal, a “Livros do Brasil” foi criada para divulgar as grandes obras da literatura brasileira e de outros renomados autores em nível internacional, cujos livros ainda não tinham sido publicados em solo lusitano.

Escritores como Albert Camus, Ernest Hemingway e Eça de Queirós são alguns dos autores incluídos em suas coleções.

“A Livros do Brasil se tornou, durante anos, um dos mais importantes selos editoriais portugueses”, afirmou a Porto Editora, que concluiu a sexta aquisição nos últimos 13 anos.

A última compra será “relançada” com um investimento de mais 500 mil euros, segundo explicou o administrador do grupo, Vasco Teixeira, em entrevista publicada nesta quinta-feira pelo “Jornal de Negócios”.

O responsável pela companhia lembrou da compra dos ativos da alemã Bertelsmann – uma das principais empresas do setor editorial em nível mundial – em 2010 e afirmou que desde então a ampliação do negócio da Porto Editora se deve mais “à preservação de um determinado patrimônio cultural” que à melhora da receita.

Sobre a “Livros do Brasil”, Vasco Teixeira ressaltou o “importante papel” do selo “no cenário cultural”, mas considerou que ele esteve “um pouco adormecido” nos últimos anos.

Segundo os dados divulgados pela empresa, as vendas da Porto Editora beiram os 150 milhões de euros por ano e o lucro em 2013 chegou aos 16,2 milhões de euros.

Moradora de favela faz vaquinha para pagar universidade em Portugal

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Marcelle Souza, no UOL

Leidiane Silveira, 21, foi aprovada na Universidade de Coimbra

Leidiane Silveira, 21, foi aprovada na Universidade de Coimbra

No início deste mês, Leidiane Silveira, 21, foi surpreendida duas vezes: primeiro com a aprovação no curso de economia da Universidade de Coimbra, em Portugal, e, em seguida, ao descobrir que o valor cobrado pela instituição é bem maior do que o esperado.

Ela foi selecionada pela instituição com a sua nota do Enem (Exame Nacional do Ensino Médio). A universidade anunciou a adesão ao exame brasileiro em abril e foi a primeira instituição estrangeira a aceitá-lo como forma de ingresso. No processo de maio deste ano foram ofertadas mais de 600 vagas para estudantes do Brasil.

“Eu não estava ciente de todas as taxas quando realizei minha inscrição, imaginei que houvesse alguma taxa, mas não sabia que chegaria a ser 7.000 euros por ano [o equivalente a R$ 21 mil]”, diz Leidiane, que mora em Paraisópolis, na zona sul de São Paulo.

Diante das taxas inesperadas, Leidiane foi estimulada pelos colegas a fazer uma vaquinha virtual para tentar arrecadar R$ 6.400, que corresponde a cerca de 30% da primeira anuidade, que deve ser paga já em setembro.

“Na vaquinha, eu peço inicialmente o valor para concretizar a matrícula, mas paralelamente, estou em busca de instituições ou pessoas físicas que possam me financiar durante esse período da faculdade, para que eu possa pagar tudo depois. E, simultaneamente, farei todo o possível para conseguir uma bolsa na própria universidade através de bons rendimentos”, afirma.

Leidiane foi bolsista nos três anos do ensino médio do colégio Pueri Domus e chegou a cursar um ano de economia na PUC-SP (Pontifícia Universidade Católica de São Paulo) com bolsa do Prouni (Programa Universidade Para Todos). O benefício na universidade foi perdido porque a família ultrapassou a renda máxima de um salário mínimo e meio por pessoa exigido pelo programa federal.

Sem dinheiro para a mensalidade na PUC, ela decidiu tentar a seleção na Universidade de Coimbra como forma de juntar dois sonhos: fazer faculdade e estudar fora do país. “Pensava em fazer um período de intercâmbio em 2015 ou 2016. E por uma feliz coincidência, vi nessas vagas abertas na UC uma oportunidade maior ainda, pois não seria seis meses ou um ano, mas toda a graduação fora do país em uma ótima universidade, e eu acredito fielmente que é uma enorme oportunidade tanto curricular como pessoal”.

A vaquinha ficará no ar até o dia 19 de setembro, pouco antes do início das aulas. Até agora, ela arrecadou pouco mais de 20% dos R$ 6.400. Além dos 30% da anuidade, ela procura ajuda financeira para a passagem aérea, as demais taxas da universidade e as despesas para morar em Portugal.

“Não quero nada de graça nem de ‘mão beijada’. Estou atrás de alguém que possa financiar, mesmo que sob contrato e com as taxas de juros aproximadas das do mercado atual, e, assim que eu terminar os estudos e começar a trabalhar, eu pagarei tudo devidamente como o combinado”, diz.

Real Gabinete Português de Leitura entra na lista das bibliotecas mais bonitas do mundo

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Seleção feita pela revista ‘Time’ inclui prédios históricos do mundo inteiro

Foto do Real Gabinete Português de Leitura, no Centro do Rio. Foto de 10/08/2007 - O Globo / Carlos Ivan

Foto do Real Gabinete Português de Leitura, no Centro do Rio. Foto de 10/08/2007 – O Globo / Carlos Ivan

Publicado em O Globo

RIO – O Real Gabinete Português de Leitura, que reúne o maior acervo de obras lusitanas fora de Portugal, entrou na lista das 20 bibliotecas mais bonitas do mundo. A seleção, feita pela revista “Time”, inclui edifícios históricos como a antiga biblioteca da Trinity College, em Dublin; a biblioteca de Alexandria, no Egito; e a famosa biblioteca pública de Nova York.

O Gabinete Real, que fica no Centro do Rio, aparece na quarta posição, atrás da George Peabody Library, que fica na universidade Johns Hopkins; da Biblioteca Real de Copenhague; e Clementinum, em Praga. A lista cita a construção no estilo neo manuelino, com uma sala de leitura que lembra uma catedral e as paredes cobertas de livros, além das esculturas de exploradores portugueses na fachada do prédio, como as de Vasco da Gama e Pedro Álvares Cabral.

Livros raros da Europa e do Brasil Colônia são os destaques da coleção do Gabinete Real Português de Leitura, cujo prédio foi construído em 1887. Entre as 350 mil obras disponíveis, está inclusive um exemplar da primeira edição de “Os Lusíadas” (1572), de Luis de Camões, que pertenceu à Companhia de Jesus.

Fundado para promover a instrução e melhorar o nível de conhecimento dos portugueses que chegavam ao Brasil, o Gabinete de Leitura vive do pagamento mensal de seus sócios. A biblioteca funciona de segunda a sexta-feira, das 9h às 18h, na Rua Luís de Camões 30, no Centro.

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