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Posts tagged Prata

Alunos de Capão Bonito levam ouro na Olimpíada de Astronomia

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Igor Ferraz e Samuel Correa conquistaram medalhas de ouro (Foto: Arquivo pessoal/Joelma Carvalho/ Divulgação/Escola Municipal Oscar Kurtz)

Igor Ferraz e Samuel Correa conquistaram medalhas de ouro (Foto: Arquivo pessoal/Joelma Carvalho/ Divulgação/Escola Municipal Oscar Kurtz)

 

Estudantes são da escola municipal Oscar Kurtz Camargo.
Outros sete alunos ganharam medalhas de prata e bronze.

Paola Patriarca, no G1

Dois estudantes, de 13 e 15 anos, da Escola Municipal Oscar Kurtz Camargo, de Capão Bonito (SP), conquistaram medalhas de ouro da Olimpíada Brasileira de Astronomia e Astronáutica (OBA), realizada em junho deste ano. Os estudantes Samuel Antônio Correa dos Santos, do 8º ano, e Igor Augusto Ferraz de Carvalho, do 9º ano, foram premiados na última quarta-feira (19). Em entrevista ao G1, os dois afirmaram que estudaram com provas anteriores, mas que não imaginavam que iam conquistar o ouro. Além deles, outros sete alunos ganharam medalhas de prata e bronze.

“Eu não esperava. Estudei antes com provas anteriores, mas não esperava conseguir o ouro. Estou muito feliz e nem acredito que consegui. Foi a primeira vez que fiz a prova. Gosto de astronomia, mas penso em ser engenheiro na área de robótica. Meus pais amaram que eu ganhei e ficaram muito orgulhosos. Estou bem feliz” diz Samuel, que gabaritou o exame.

Igor Ferraz também afirma que a medalha de ouro o deixou feliz e que é um sinal que está no caminho certo. O estudante, que sonha em ser engenheiro mecatrônico e já ganhou medalha de bronze na Olimpíada Brasileira de Matemática em 2014, diz que estudou cerca de 2 horas todos os dias para a prova. “Eu estudei com simulados e provas anteriores. Separava entre uma e duas horas do dia para estudar. Alias, não só pra Olimpíada de Astronomia, mas separo essas horas para os estudos. Quero ser um dia engenheiro”, contou.

Para a mãe de Igor, ele é ‘menino de ouro’. “Ele sempre foi estudioso desde pequeno e é nosso orgulho. Sempre foi inteligente e sempre estaremos o apoiando em tudo”, ressalta Joelma Carvalho.

‘Orgulho da escola ‘
A Sociedade Astronômica Brasileira (SAB) é a responsável por gerenciar a Olimpíada, a qual envia provas para serem aplicadas aos alunos da instituição em um determinado dia pré-estabelecido em cronograma. Os professores corrigiram as provas e enviaram as notas para serem computadas com todas as notas das escolas brasileiras participantes. Ao final, foi atribuída uma média nacional para os alunos e os que ultrapassaram a média nacional foram premiados com medalhas enviadas pela Organização da Olimpíada.

Segundo a coordenadora Simone Petreca, todos estão orgulhosos com o resultado, já que é a primeira vez que a unidade consegue medalhas da Olimpíada de Astronomia.

“Fizemos um trabalho com os estudantes durante o primeiro semestre e os professores prepararam os alunos para a prova. Ficamos contentes com o resultado, pois ano passado não conseguimos medalhas. Este ano foram nove. Um orgulho imenso para todos”, afirma.

Nove alunos conquistaram medalhas de ouro, prata e bronze (Foto: Divulgação/Escola Municipal Oscar Kurtz)

Nove alunos conquistaram medalhas de ouro, prata e bronze (Foto: Divulgação/Escola Municipal Oscar Kurtz)

Designer cria fantásticos anéis em prata para os apaixonados por livros

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Carol T. Moré, no Follow the Colours

Depois dos anéis com a arquiteturas icônicas de várias cidades do mundo, eis os feitos exclusivamente para os apaixonados por livros! Criados pela americana Roxy Becofsky, a designer se inspira na literatura para dar vida à sua série de joias em ouro e prata. Roxy faz cada uma das peças à mão, o que lhe proporciona maior liberdade para transformar a maioria de suas ideias em novos produtos.

“Cada peça que eu faço é trabalhada em prata esterlina sólida. Eu desenho, faço a escultura, moldo, elenco e finalizo tudo sozinha. Sem terceirização! Minha loja ‘Xanne Fran’ é uma empresa de uma só mulher.”

Cada anel é feito individualmente e todos eles são únicos em sua própria maneira. A designer avisa que eles possuem pequenas falhas no metal e algumas partes podem ser ligeiramente mais escuras ou mais claras do que o retratado nas imagens.

A artista também cria modelos específicos para cada cliente, sob encomenda, com design personalizado. Além dos livros, Roxy trabalha em cima de outros temas como sereias, mapa mundi, botões, flores, foguetes.

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Artista esculpe marcadores de livros em prata que dão um charme a mais às suas prateleiras

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Publicado no Boa Informação

Quem ama livros vai gostar dessa novidade. Trata-se de marcador de livros esculpidos em prata!

O trabalho criado por um artista talentoso foi desenvolvido graças à paixão do mesmo pela literatura. Profissional na confecção de joias, ele aliou o serviço que exerce há pelo menos 3 décadas com o que mais gosta.

O resultado são peças incríveis e únicas, com cortes e e ranhuras que darão um charme a mais a qualquer prateleira ou livro.

Confira abaixo:

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(mais…)

Maior biblioteca pública da Europa é inaugurada

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Complexo possui quatro volumes retangulares, que são escalonados de forma a criar várias coberturas e terraços. Projeto é do escritório holandês Mecanoo.

Rodrigo Louzas no Piniweb

Título original: com referência a metais como ouro e prata, maior biblioteca pública da Europa é inaugurada

Foram concluídas em Birmingham, na Inglaterra, as obras da biblioteca pública que é considerada a maior da Europa. Com projeto do escritório holandês Mecanoo, o complexo possui quatro volumes retangulares, que são escalonados de forma a criar várias coberturas e terraços.

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A biblioteca é situada entre dois edifícios históricos, um construído em 1930 e outro em 1960, e uma praça. Segundo os arquitetos responsáveis, o projeto tem como objetivo fazer referência ao quarteirão de joalharia da cidade, inserindo anéis de metal que vão do ouro à prata na fachada da biblioteca.

Internamente, os andares inferiores abrigam os espaços de leitura e os superiores, os acervos e espaços reservados para pesquisa. O último andar do edifício, um espaço de forma oval, receberá uma extensa coleção de obras do escritor inglês William Shakespeare. Já no topo há terraços com espaços reservados para leitura. O complexo abriga também um anfiteatro.

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Especial Capa: As facetas da crônica no século XXI

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Marcio Renato dos Santos, no Cândido

De relatos do cotidiano no século XIX à condição de texto literário de qualidade no século XX, a crônica foi reinventada no Brasil e se apresenta como espaço livre para diversos assuntos sob variadas abordagens

Antonio Prata é unanimidade. Especialistas, professores universitários, leitores e colegas de ofício o apontam como um dos melhores cronistas brasileiros do tempo presente. Aos 35 anos, tem espaço fixo no caderno “Cotidiano”, do jornal Folha de S.Paulo, toda quarta-feira. Qual é o segredo de Prata? Ou, então, sobre o que ele escreve?

“A única coisa que não pode entrar na crônica é a chatice, o tédio”, diz o sujeito que aos 14 anos escreveu a sua primeira crônica, sobre a rua onde passou a infância — que seria demolida para dar vez a uma avenida. Desde então, produz continuamente, apesar de também ter flertado com o conto. “O que produzi de melhor foram crônicas.”

Autor do livro Meio intelectual, meio de esquerda (2010), o filho do escritor Mario Prata tem os olhos abertos para assuntos contemporâneos, por exemplo, a mania que os universitários têm de tentarem ser diferentes, sobretudo, do resto da humanidade. Em um de seus textos mais conhecidos, “Bar ruim é lindo, bicho”, ele trata desse tema.

“O problema é que aos poucos o bar ruim vai se tornando cult, vai sendo frequentado por vários meio intelectuais, meio de esquerda e universitárias mais ou menos gostosas. Até que uma hora sai na Vejinha como ponto frequentado por artistas, cineastas e universitários e, um belo dia, a gente chega no bar ruim e tá cheio de gente que não é nem meio intelectual nem meio de esquerda e foi lá para ver se tem mesmo artistas, cineastas e, principalmente, universitárias mais ou menos gostosas. Aí a gente diz: eu gostava disso aqui antes, quando só vinha a minha turma”, escreveu o cronista no texto que, inclusive, integra As cem melhores crônicas brasileiras (2007), coletânea organizada por Joaquim Ferreira dos Santos.

O assunto, aparentemente banal, torna-se interessante, principalmente, por causa do humor, uma das marcas da prosa de Prata. Ele consegue elaborar textos leves e engraçados em meio ao caos do cotidiano da grande São Paulo, onde mora, e também em território estranheiro. Já esteve a trabalho na Festa Literária Internacional de Paraty (Flip), nos Jogos Olímpicos de Londres, em 2012, e no Japão, onde acompanhou — no ano passado — a bem-sucedida performance do Corinthians no Campeonato Mundial de Clubes. “Acima de tudo, a crônica tem a obrigação de agrador o leitor”, afirma o cronista da Folha, há algum tempo também contratado para escrever roteiros para a Rede Globo — colaborou com a equipe da novela Avenida Brasil e está envolvido em projetos a respeito dos quais pede sigilo.

Antonio Prata tem olhos abertos para o mundo contemporâneo e sabe radiografar, por exemplo, a juventude letrada, meio intelectual, meio de esquerda, que gosta de bar ruim.

Antonio Prata tem
olhos abertos para o
mundo contemporâneo
e sabe radiografar, por
exemplo, a juventude
letrada, meio
intelectual, meio de
esquerda, que gosta
de bar ruim.

O melhor do Brasil

O professor da Universidade Federal do Rio Grande do Sul (UFRGS) Luís Augusto Fischer acredita que a crônica é um dos gêneros nos quais os autores brasileiros atingem os melhores resultados. “O Brasil é bom em gêneros artísticos breves: crônica, canção e caricatura, talvez também o conto. Nos gêneros mais longos temos coisa boa com o melhor que o mundo já produziu, como Machado de Assis e Guimarães Rosa, mas parece que nos breves a gente se dá bem de modo mais tranquilo”, afirma Fischer, escritor e também cronista do jornal Zero Hora.

O estudioso gaúcho conhece o tema. Debruçou-se sobre as crônicas de Nelson Rodrigues, tema de sua tese de doutorado e conteúdo do livro Inteligência com dor — Nelson Rodrigues ensaísta (2009). Além de identificar na crônica o melhor da prosa brasileira, Fischer aponta para outra questão: o gênero adquiriu características próprias no Brasil. “Tem mesmo algo de particular na crônica brasileira, embora se possa encontrar gente escrevendo impressões pessoais em jornais e revistas mundo afora. Talvez seja o fato de a crônica ter-se constituído, ao longo da história, num gênero afinado com a informalidade brasileira, ter acolhido a língua cotidiana”, argumenta o professor de Literatura Brasileira da UFRGS.

Em língua portuguesa, explica Fischer, a palavra — crônica — nasceu na Idade Média para designar relato da vida dos reis; no século XIX, começou a ser usada, mas sem regularidade, para comentários sobre a vida. No Brasil, José de Alencar, Machado de Assis, Olavo Bilac, João do Rio, Manuel Bandeira, Oswald de Andrade e outros escritores assinaram crônicas em impressos diários, onde defenderam (e combateram) ideias, além da divulgação de seus nomes.

De maneira resumida, é possível dizer que a crônica é um texto breve escrito para jornal. A definição é do especialista da UFRGS, para quem o gênero abriga qualquer assunto, em especial temas cotidiano, por meio de uma abordagem pessoal, assinada por um indivíduo que de alguma forma conquistou para a sua voz um reconhecimento na comunidade em que o impresso circula.

Rubem Braga dedicou-se integralmente à crônica: escreveu mais de 15 mil textos e devido à sofisticação de linguagem elevou o gênero ao patamar da chamada alta literatura.

Rubem Braga dedicou-se
integralmente à crônica:
escreveu mais de 15
mil textos e devido à
sofisticação de linguagem
elevou o gênero ao
patamar da chamada alta
literatura.

O velho Braga e os novos tempos

O Rio de Janeiro, então capital federal, foi território onde a crônica brasileira vingou, e se desenvolveu flertando com a literatura. Naquele contexto, nomes do primeiro time da ficção passaram a colaborar com jornais. “No século XX, a profissão de escritor começou a se desenvolver mas, como os livros não garantiam retorno financeiro, escritores que ascenderam das classes baixas e médias, muitas vezem atuavam como funcionários públicos e encontravam na crônica uma renda extra. Os baixos salários geraram a crônica literária brasileira”, afirma Charles Kiefer, escritor e professor da Pontifícia Universidade Católica do Rio Grande do Sul (PUCRS).

Kiefer se refere — sobretudo — aos mineiros Carlos Drummond de Andrade, Fernando Sabino, Otto Lara Resende, entre outros (leia mais no artigo de Carlos Herculano Lopes). Além desses autores, um outro sujeito — chamado Rubem Braga — deixou a sua cidade natal, Cachoeiro do Itapemirim, no Espírito Santo, para viver no Rio de Janeiro e carimbar o passaporte rumo à eternidade. Este ano, centenário de seu nascimento, o Brasil festeja o “Velho Braga”, como o autor se referia a si mesmo, com exposições, peças, shows e a reedição de alguns de seus livros, entre os quais 200 crônicas escolhidas e Na cobertura de Rubem Braga, de José Castello. (mais…)

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