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Posts tagged prateleiras

As pessoas e seus livros

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Não consigo evitar esse sentimento egoísta de amar prateleiras gorduchas

Rodney Eloy, no Pesquisa Mundi

Texto de Ruth Manus, via O Estado de São Paulo

Lembro que logo que entrei na faculdade de direito, os olhos do meu pai brilhavam ao me ver perambulando com aquelas dezenas de livros que eu mal compreendia. Francesco Carnelutti, Cândido Dinamarco, Maria Helena Diniz, Franco Montoro, Dalmo Dallari. O simples fato de ver os livros ao meu lado já parecia ser quase suficiente para alegrar aqueles olhos de pai professor, que, no fundo, sabia que frequentemente eu lia sobre teoria geral do direito civil pensando seriamente se meu açaí seria com banana ou com morango.

Até que um dia aquele olhar risonho foi tomado por uma nuvem negra e a expressão pacífica do pisciano ganhou ares de assombro. Ele não podia acreditar no que estava vendo. Ele não queria acreditar que a própria filha, tão Manus e tão alérgica a wasabi quanto ele, pudesse estar cometendo tamanha atrocidade. Ele se aproximou lentamente, como quem estica o pescoço assustado para observar uma vítima de acidente ou um animal selvagem, e me perguntou o que eu estava fazendo.

“Estudando”, eu respondi, um pouco desconcertada com a existência de dúvida perante uma cena tão autoexplicativa. Então ele disse aos solavancos com os olhos arregalados “VO. CÊ. ES. TÁ. GRI. FAN. DO. O. LI. VRO. COM. CA. NE. TA?”. Eu, cada vez mais desnorteada, respondi que sim, estava grifando com marca texto laranja e fazendo anotações com a caneta azul, afinal, o livro era meu, não era da biblioteca. Certo?

Foi então que eu descobri que as pessoas têm relações absolutamente distintas com seus livros. O que parece normalíssimo para alguns, parece um verdadeiro sacrilégio para outros. Temas como emprestar ou não emprestar, doar ou não doar, anotar ou não anotar, dobrar ou não dobrar, tornam-se dilemas tão shakespearianos quanto ser ou não ser.

Eu confesso que realmente adoro anotar coisas nos meus livros. Puxar setas, grifar frases, colocar asteriscos. E não tenho qualquer problema em fazer isso a caneta. Até com caneta vermelha, se for preciso. Meus livros frequentemente se parecem com a bandeira do orgulho gay. No entanto, tenho a mais profunda aversão a pessoas que dobram a pontinha da página para marcar algo que julguem relevante. Isso sim me tira do sério.

Minha mãe faz algumas anotações, mas sempre a lápis. Meu pai é absolutamente incapaz de interferir nas linhas. Quando muito, coloca seu nome na primeira página. Minha tia compra o livro, lê e doa. Acho a coisa mais linda do mundo. E não tenho a menor capacidade de fazer o mesmo. Preferiria doar dinheiro vivo para bibliotecas públicas do que doar meus livros. Simplesmente não consigo evitar esse sentimento egoísta de amar prateleiras gorduchas.

Outro dia minha irmã me perguntou por que eu não tinha um Kindle. Eu, antes de lembrar daquele aparelho para ler livros digitais, confundi Kindle com kinder e me perguntei por que minha irmã achava que eu deveria ter ovos de chocolate recheados com surpresas nessa fase da vida. Mas depois que entendi, respondi, quase ofendida, “Ué Nina, porque eu gosto de livros!”. Ela me olhou com aquela cara de administradora hi-tech e disse “os livros não deixam de ser livros por serem digitais”. Até hoje não sei bem o que pensar, me mantendo no conservadorismo do papel.

Soma-se a isso a traumática experiência de emprestar livros. Quantos livros foram e não voltaram? Quantos livros ficaram nas nossas prateleiras sem que saibamos exatamente quem nos emprestou? Trata-se de uma prática cujos índices de insucesso rondam os 98%.

Ninguém dá atenção para esse assunto, mas a relação das pessoas com os seus livros é tão íntima quanto uma vida de casal. Há pormenores, traumas, manias. Há sutilezas, pânicos, bloqueios. Prefiro que mexam no meu queijo do que mexam nos meus livros. Eu hein, vai que dobram a pontinha da página.

Imagem: Internet

 

Amantes de livros e de gatos: esta casa é para vocês

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Publicado no Público

O pedido chegou de um artista, poeta e professor e de uma poetisa e gestora de uma livraria. O casal de Brooklyn, em Nova Iorque, foi até ao atelier de arquitectura BFDO Architects explicar o sonho deles: que a casa onde moravam fosse transformada num espaço cheio de luz e com dois requisitos fundamentais — ser perfeita para receber livros e para acomodar os felinos lá de casa.

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Assim nasceu a House for Booklovers and Cats — um espaço que faz sonhar quaisquer amantes de gatos e livros. A sala de estar ganhou uma nova vida, tornou-se um lugar amplo, limitado por prateleiras onde vivem livros e com locais de circulação a alguns metros do chão para os gatos.

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É que, além de quase todos os felinos adorarem aventurar-se em locais altos, os dois desta casa são tímidos e gostam de ter espaços onde possam ficar longe de visitas menos familiares. No topo das prateleiras, coladas ao teto, há pequenas portas quase secretas por onde os animais podem passar para ir até aos quartos do segundo andar. A claraboia central leva luz à casa toda, decorada de forma minimal. Aqui, humanos e felinos podem ser felizes.

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Artista cria prateleiras inspiradas em super-heróis

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Humberto Abdo na Galileu

Na Turquia, o designer industrialBurak Doğan criou prateleiras para livros que devem deixar sua sala ou quarto menos monótonos e mais gloriosos. Estantes e prateleiras com várias divisões criam o desenho dos brasões de super-heróis famosos, como Capitão América, Superman e Mulher Maravilha. As fotos do projeto são publicadas no site Behance. Veja algumas:

 

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(Fotos: Burak Doğan (Reprodução))

‘A maior parte das livrarias não tem livros que nos representam’, diz criadora de espaço dedicado a autores negros em BH

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Etiene Martins abriu uma livraria dedicada a autores negros. (Foto: Maxwell Vilela/Divulgação)

Etiene Martins abriu uma livraria dedicada a autores negros. (Foto: Maxwell Vilela/Divulgação)

Publicado no G1

Não vou mais lavar os pratos, nem vou limpar a poeira dos móveis. Sinto muito. Comecei a ler”, diz a poesia da escritora Cristiane Sobral, presente nas prateleiras da loja Bantu localizada em um prédio a poucos metros da Praça da Estação, no centro de Belo Horizonte. “É triste a gente ter que abrir uma livraria com essa temática”, disse a jornalista Etiene Martins, criadora do espaço dedicado a títulos de autores negros que tratam de questões raciais. “A maior parte da população é negra e, mesmo assim, a maior parte das livrarias não tem livros que nos representam. Daí a importância desta iniciativa”, defendeu.

A Bantu foi inaugurada há cinco meses e tem cerca de 500 títulos. Um dos objetivos da livraria é promover obras que vão além do que é ensinado nas escolas. “A África, de uma forma geral, é tratada como um país. É um continente, gente. São várias as histórias. Tem povo iorubá, tem povo bantu, povo mina jeje. É muito amplo. O povo africano é um povo da palavra oral. Até que enfim a gente consegue contar a nossa própria história através da literatura. O nosso protagonismo na história não se limita ao ‘ser escravo’. Na verdade não são escravos, são seres escravizados, o que é bem diferente”, disse Etiene.

Neste sábado (13), a Lei Áurea, que extinguiu a escravidão no Brasil, completa 129 anos. Porém, o sequestro de milhões de pessoas que chegaram aqui para serem exploradas em engenhos, minas, plantações e casas de família, deixou marcas, como a desigualdade social e o racismo, que atravessaram os anos e resistiram até a sociedade atual.

“Inicialmente a gente tem que se conscientizar, conhecer a nossa história para poder enfrentar tudo isso porque só assim a gente consegue se libertar”, disse Etiene. “Nós não temos o direito de ir e vir. Nós não temos o direito de entrar em um supermercado de uma forma tranquila”, contou a jornalista, se referindo ao caso de racismo que sofreu no ano passado quando fazia compras.

“Liberdade é algo muito distante porque essa falsa abolição, essa abolição inacabada nos atinge até hoje. Eu, pra falar a verdade, não conheço a palavra liberdade. Tenho certeza que nenhum de nós, negros, sabe o que é isso”, disse Etiene.

Para a autora Cristiane Sobral, que já publicou quatro obras, ainda há muito o que evoluir. “A liberdade ainda não foi conquistada. Para ser livre primeiro é preciso ser reconhecido como humano”.

Segundo ela, os livros podem fazer com que as pessoas lutem por uma sociedade mais justa e igualitária. “A literatura não dá conta de acabar com o racismo, mas ela pode fazer com que os leitores negros se empoderem e os leitores brancos conheçam mais a nossa história. Não se trata apenas de literatura negra, é literatura brasileira”, disse.

Veja os livros mais vendidos em 2014

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Publicado por Catraca Livre

Não dá para imaginar como seria nossa vida sem os livros, com suas ótimas histórias nos tirando da realidade, e trazendo um novo mundo, para nos divertir.

O ano de 2014 está acabando e durante este tempo tivemos grandes lançamentos literários que nos surpreenderam com as suas histórias, pudemos ver o sucesso que fizeram apenas pela rapidez que saíram das prateleiras das livrarias.

Veja a seleção dos 25 livros mais vendidos no ano de 2014:

A Culpa É das Estrelas – R$ 12,00

Nada a Perder Vol. 3 – R$ 15,20

Ansiedade – R$ 6,00

Destrua Este Diário – R$ 10,00

Quem é Você, Alasca? – R$ 12,00

Cidades de Papel – R$ 12,00

Se eu ficar – R$ 23,62

A Menina que Roubava Livros – R$ 16,00

Não Se Apega, Não – R$ 12,00

O Pequeno Príncipe – R$ 10,00

O Teorema Katherine – R$ 12,00

Kairós – R$ 4,00

O Chamado do Cuco – R$ 15,80

Divergente – R$ 15,80

Casamento Blindado – R$ 12,00

Diário de Um Banana: Maré de Azar – R$ 14,00

A Escolha – R$ 12,00

Garota Exemplar – R$ 12,00

Demi Lovato: 365 dias do ano – R$ 11,20

O Sangue do Olimpo – R$ 16,00

12 Anos de Escravidão – R$ 10,60

Inferno – R$ 18,90

A Esperança – R$ 15,80

Maze Runner: Correr ou Morrer – R$ 31,90

Somente Sua – R$ 19,90

Os preços podem sofrer alterações, por isso indicamos aos leitores que comparem os preços antes de finalizar a compra.

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