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Livros na decoração

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Arquitetos dão dicas de como arrumar os livros de forma criativa em casa, fugindo das clássicas estantes empoeiradas

Daniela Pessoa na Veja Rio

Sua estante de livros anda bagunçada, ou pior, eles estão todos espalhados pelos cantos da casa? Pois saiba que estão dando a maior sopa quando, na verdade, poderiam render um bom caldo. As obras literárias podem ser integradas de forma criativa à decoração, economizando espaço e conferindo um ar descolado aos ambientes. Fuja do básico. Veja a seguir ideias super bacanas para aproveitar (e transformar) a sua biblioteca particular. As dicas são dos arquitetos Maria Helena Torres, Renato Tavolaro, da Leicht, e Solange Medina.

MESA LATERAL OU DE CENTRO

Crie um ou dois montes de livros, de preferência usando exemplares grandes e volumosos, e apoie um vidro ou tábua de madeira sobre eles se quiser.

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LUMINÁRIA

Você também pode aproveitar as brochuras como base para abajur ou luminárias.

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MÓVEL-BIBLIOTECA

Livros inseridos no próprio mobiliário, como no sofá a seguir, ou embaixo das escadas, deixam a casa um charme. Aproveite vãos, vigas e outros espaços vazios para preencher com literatura.

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OBJETOS REINVENTADOS

A televisão velha, por exemplo, pode virar uma ótima caixa para livros, assim como uma bela gaiola fora de uso e aquela mala de viagem antiguinha, retrô, que você deixa escondida no armário.

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EFEITO DEGRADÊ

Livros separados por cores ficam bem decorativos, deixando a boa e velha estante de cara nova.

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(mais…)

Universitários organizam ‘saiaço’ em congresso estudantil

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Alunos da Unicamp e de outras instituições vestirão a peça para protestar contra a homofobia
Manifestação vai acontecer em evento da União Estadual dos Estudantes, em São Paulo, este fim de semana

O estudante da Unicamp, André de Oliveira (camiseta amarela) e amigos em uma das mobilizações feitas no ano passado Reprodução de internet / Facebook

O estudante da Unicamp, André de Oliveira (camiseta amarela) e amigos em uma das mobilizações feitas no ano passado Reprodução de internet / Facebook

Eduardo Vanini, em O Globo

RIO – Estudantes de diferentes universidades estão se organizando para fazer um “saiaço” durante o Congresso da União Estadual dos Estudantes, em Ibiúna (SP), este sábado. Homens e mulheres vestirão saias para atrair olhares de toda a sociedade para o combate à homofobia e ao machismo. A convocação, feita pelo Coletivo Feminista Rosa Lilás, já conta com adesão de estudantes de Unicamp, Unesp, USP e UFSCAR, entre outras instituições.

Os “saiaços” se tornaram a forma mais recente de protesto contra homofobia em escolas e universidades. Alunos da USP realizaram uma manifestação em maio, assim como estudantes do Colégio Bandeirantes, em São Paulo.

O coordenador do DCE da Universidade Estadual de Campinas (Unicamp), André de Oliveira Ferrera, de 27 anos, é um dos participantes confirmados. Estudante de Química, ele não tem qualquer problema em usar saia, já tendo participado de outras duas manifestações do tipo.

— Percebemos que saciedade recebe esse comportamento com estranheza justamente por ser machista. E nosso objetivo é fazer com que as pessoas percebam como a opressão machista é ruim e precisa ser combatida — justifica.

Segundo a coordenadora do DCE e membro do coletivo feminista, Diana Nascimento, de 23 anos, os participantes devem usar a peça durante todo o dia e, ao final das atividades do congresso, haverá uma reunião para um bate-papo. Diana, que cursa Ciências Sociais na Unicamp, espera que a mobilização desperte a curiosidade de toda a sociedade para os temas em questão.

— Já fizemos três manifestações como esta desde o ano passado. Desta vez, queremos chamar a atenção da população para importância de se questionar políticos como o presidente da Comissão de Direitos Humanos e Minorias da Câmara dos Deputados, Marco Feliciano (PSC), que propaga a homofobia e preside Comissão de Direitos Humanos e Minorias da Câmara dos Deputados — explica Diana, acrescentando que essa temática precisa, inclusive, ganhar mais espaço dentro do próprio movimento estudantil.

Histórico

No ano passado, alunos da Unicamp já haviam lançado a campanha “Tirem suas saias do armário”, em um ato em memória do jornalista e militante da causa LGBT Lucas Cardoso Fortuna, que foi assassinado. Em maio deste ano, discentes da Universidade de São Paulo (USP) usaram a peça típica do vestuário feminino, enquanto alunas usaram gravatas, em apoio a um estudante de moda que foi ofendido pela internet depois de ir a aula usando saia.

Também em São Paulo, estudantes do ensino médio do Colégio Bandeirantes vestiram a peça depois de um jovem ter sido impedido de assistir aula por estar usando saia e outro ser suspenso pelo mesmo motivo. A manifestação também chegou à Universidade Federal do Amazonas, no começo deste mês, em uma ação contra os padrões convencionais de comportamento sexual.

Menos de 1% das escolas brasileiras têm infraestrutura ideal

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Andrea Mohin/The New York Times

Andrea Mohin/The New York Times

Publicado por UOL

Apenas 0,6% das escolas brasileiras têm infraestrutura próxima da ideal para o ensino, isto é, têm biblioteca, laboratório de informática, quadra esportiva, laboratório de ciências e dependências adequadas para atender a estudantes com necessidades básicas. O nível infraestrutura avançada inclui os itens considerados mínimos pelo CAQi (Custo Aluno Qualidade Inicial), índice elaborado pela Campanha Nacional pelo Direito à Educação.

Já 44% das instituições de educação básica contam apenas com água encanada, sanitário, energia elétrica, esgoto e cozinha em sua infraestrutura.

Esse é o resultado de um estudo feito pelos pesquisadores Joaquim José Soares Neto, Girlene Ribeiro de Jesus e Camila Akemi Karino, da UnB (Universidade de Brasília), e Dalton Francisco de Andrade, da UFSC (Universidade Federal de Santa Catarina), intitulado “Uma escala para medir a infraestrutura escolar”.

A pesquisa incluiu dados do Censo Escolar de 2011 de 194.932 escolas.

Girlene afirma que ela e os pesquisadores esperavam que os resultados demonstrassem a precariedade de muitas das escolas brasileiras, mas pontua que o percentual de elementares (44%) e de avançadas (0,6%) foi um “choque”.

“Sabíamos que encontraríamos diferenças e que a zona rural, por exemplo, apresentaria infraestrutura mais deficitária. Mas não achávamos que seria tanto. O mesmo vale para as diferenças regionais, como é o caso do Norte e do Nordeste, e para as redes municipais, onde se concentram as escolas com as piores condições”, afirma.

“A criança, quando chega à escola, tem que ter equipamentos, conforto do ambiente para se concentrar, se dedicar aos estudos e ao aprendizado. O professor precisa de equipamento para desenvolver o trabalho dele, assim como a escola”, explica Joaquim José Soares Neto. “O Brasil está passando por um momento em que é consenso que se deve investir em educação. A pesquisa traz uma perspectiva de como orientar esse investimento para resolver um problema que não é simples”.

Dados
Para definir uma escala para a situação da infraestrutura, os pesquisadores selecionaram 24 itens de infraestrutura escolar para checar se há sua disponibilidade – ou não – nos colégios públicos brasileiros.

A partir da presença ou não desses itens, as escolas foram distribuídas em quatro categorias. No nível elementar ficam escolas que têm apenas o mínimo para o funcionamento do prédio.

Infraestrutura elementar: Estão neste nível escolas que possuem somente aspectos de infraestrutura elementares para o funcionamento de uma escola, tais como água, sanitário, energia, esgoto e cozinha

Infraestrutura básica: Além dos itens presentes no nível anterior, neste nível as escolas já possuem uma infraestrutura básica, típica de unidades escolares. Em geral, elas possuem: sala de diretoria e equipamentos como TV, DVD, computadores e impressora

Infraestrutura adequada: Além dos itens presentes nos níveis anteriores, as escolas deste nível, em geral, possuem uma infraestrutura mais completa, o que permite um ambiente mais propício para o ensino e aprendizagem. Essas escolas possuem, por exemplo, espaços como sala de professores, biblioteca, laboratório de informática e sanitário para educação infantil. Há também espaços que permitem o convício social e o desenvolvimento motor, tais como quadra esportiva e parque infantil. Além disso, são escolas que possuem equipamentos complementares como copiadora e acesso a internet

Infraestrutura avançada: As escolas neste nível, além dos itens presentes nos níveis anteriores, possuem uma infraestrutura escolar mais robusta e mais próxima do ideal, com a presença de laboratório de ciências e dependências adequadas para atender estudantes com necessidades especiais

Desigualdades regionais
Os dados do estudo revelam que as grandes diferenças entre as regiões do país aparecem também na infraestrutura das escolas. Das 24.079 unidades de ensino da Região Norte, 71% podem ser consideradas no nível elementar, o mais precário. No caso do Nordeste, esse índice ainda se mantém alto, mas cai para 65%. No Sudeste, Sul e Centro-Oeste, o maior percentual de escolas localiza-se no nível básico. Em todas as regiões a taxa de colégios públicos classificados como de infraestrutura avançada não excede os 2%.

Quando observados os dados por redes, as desigualdades também são grandes. Entre as escolas federais, 62,5% podem ser consideradas adequadas e avançadas. No caso das estaduais, 51,3% das unidades são básicas em relação à infraestrutura e, considerando as municipais, 61,8% das escolas são classificadas como elementares.

Outro dado destacado pelos pesquisadores é a diferença entre as escolas urbanas e rurais. “Enquanto 18,3% das escolas urbanas têm infraestrutura elementar, o oposto ocorre em relação às escolas rurais: 85,2% encontram-se nesta categoria”, diz o estudo.

Veja quais são as 20 metas para a educação na década; PNE ainda não foi aprovado

Resultado no desempenho
Os pesquisadores não fizeram ainda a relação entre infraestrutura escolar e o desempenho dos alunos. “É necessário correlacionar os resultados das avaliações, como a Prova Brasil, com as condições físicas das escolas. O nível socioeconômico das regiões em que a infraestrutura é insuficiente é também bastante carente. Essa discussão precisa ser feita”, afirma Neto.

Para ele, a escala ajuda a apontar quais são as regiões do país que precisam de políticas públicas especiais. “Não interessa onde a criança esteja: ela tem direito a uma Educação de qualidade. Isso pressupõe também uma infraestrutura escolar de qualidade”, ressalta. “É preciso mais recursos, com um investimento que seja realizado com eficiência.”

O regime de colaboração entre os entes federados, segundo os pesquisadores, também precisa ser reforçado. “Precisamos que Estados, municípios e União trabalhem juntos nessa questão, definindo políticas públicas que atendam a essas escolas com condições físicas piores. É claro que só isso não resolve a qualidade da educação que é oferecida, mas é uma condição para que as escolas funcionem normalmente”, afirma Girlene. “Caso contrário, continuaremos a amargar resultados ruins.”

Diretora transexual de colégio público diz ter de “matar um leão por segundo”

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A transexual Laysa Machado, que dirige colégio desde 2009 (foto: Arquivo pessoal)

A transexual Laysa Machado, que dirige colégio desde 2009 (foto: Arquivo pessoal)

Publicado na Folha de S.Paulo

Não há estatística oficial, mas a professora Laysa Machado, 41, gosta de dizer que é uma das únicas –senão a única– diretora transexual eleita democraticamente no ensino público no país.

Há três anos, ela é diretora-adjunta de um colégio estadual de São José dos Pinhais (região metropolitana de Curitiba), e foi reeleita em 2011, mesmo diante da “resistência de uma minoria”, segundo ela.

“Você tem que matar um leão por segundo. Se o hetero precisa ser o melhor, a diversidade tem que ser bilhões de vezes melhor”, diz Laysa.

Formada em história e letras, a professora concursada da rede estadual relutou antes de assumir a identidade. “Eu sublimava toda a minha angústia com os estudos.”

Na cidade natal, no interior do Paraná, enfrentou rejeição da família e foi demitida do colégio católico em que lecionava sob acusação de “subversão” após sair em público com seu primeiro vestido, aos 27 anos.

Mudou-se para Curitiba, iniciou o tratamento hormonal e, quatro anos depois, fez a cirurgia de readequação genital. Hoje, é mulher inclusive em seus documentos.

No Colégio Estadual Chico Mendes, onde está desde 2004, diz que enfrentou preconceito até dos colegas de trabalho, o que, segundo ela, venceu aos poucos, às custas de trabalho.

“Ela sofreu, mas sempre mostrou que, em primeiro lugar, era uma educadora”, conta a colega Gisele Dalagnol.

‘Não escrever nunca foi uma opção’, conta Eduardo Spohr à PublishNews TV

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PublishNews TV entrevista o autor de A Batalha do Apocalipse

Publicado por PublishNews

1Já está no ar, no canal do site www.publishnews.com.br/tv, mais uma entrevista da PublishNews TV. Desta vez o entrevistado é o craque Eduardo Spohr, autor do fenômeno editorial A Batalha do Apocalipse, lançado em 2007, e que lança agora seu novo livro Anjos da Morte (Verus).

Nessa entrevista, Spohr fala sobre as metáforas dos personagens, o processo da escrita e a pesquisa, inclusive in loco, por trás de seus livros. “A primeira escala é a pesquisa na internet, depois você precisa ler livros inteiros e por último procurar estar nos lugares e viajar”, conta Spohr.

Mas nem só de rigor vivem seus livros: “O romance precisa ter um cuidado histórico, mas ele não só pode como deve tomar certas liberdades artísticas”, conta o ex-jornalista, cujos títulos saíram do nicho dos leitores nerds e atingiram o grande público com grande sucesso. Até leitoras da Avon viraram fãs e, conta Spohr, lhe escrevem pedindo cenas mais “calientes”.

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