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Promoção: “Fundamentos da Teologia Escatológica”

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O destino final da humanidade, a vida após a morte, o paraíso e o inferno são temas que trazem grande curiosidade e também enorme angústia a muitos cristãos.

A escatologia, parte da teologia que se debruça sobre essas questões, é ignorada ou temida por boa parte dos teólogos e igrejas cristãs brasileiras.

Assunto sério, mas alvo de muitas conclusões e teorias estapafúrdias, a escatologia precisa ser estudada com seriedade e bom senso.

Em linguagem simples, mas não menos profunda, esta obra do pastor e professor Edson Lopes visa suprir uma importante lacuna no ensino teológico brasileiro.

O “Livros e Pessoas” vai sortear 3 exemplares de “Fundamentos da Teologia Escatológica”, lançamento da Mundo Cristão.

Para participar é bem simples:

Basta deixar 1 comentário neste post mencionando seu e-mail ou perfil no Twitter.

O resultado será divulgado no dia 26/4 no perfil do twitter @livrosepessoas e os ganhadores terão 48 horas para enviar seus dados completos para o e-mail [email protected].

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Parabéns aos ganhadores: Cornélio Assunção, Joseane Rodrigues da Silva e Marcelo Richele. =)

Livros combinam com rabiscos?

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Ítalo Anderson, no Transtorno Criativo

“Se riscar seu livro novamente, ficará de castigo!” foi o que ouvi de uma mãe ao educar seu filho, enquanto caminhava próximo a uma escola durante meu intervalo de almoço.

Fiquei a tarde inteira pensando sobre isso. Será que rabiscar os livros é característica de um mau aluno? Bom, entendo que não é agradável deixar marcas em objetos que pertencem a outra pessoa, uma biblioteca ou algum outro tipo de acervo. Mas quanto aos seus livros?

                                                                                   Rabiscos de Johny Dallasuanna

Na infância, sempre enchi de riscos meus livros, cadernos e até algumas provas (às vezes era preciso desenhar minha ideia). Tinha uma compulsão por rabiscos. Por mais que estivesse a responder questões de Literatura, Língua Portuguesa ou outra disciplina que lida com palavras, sempre desenhava no canto da folha, nem que fosse uma pequena estrela. Acredito essa ser uma prática importante para estimular seu cérebro a pensar criativamente. Designers, arquitetos, artistas visuais, ou qualquer outra pessoa que tenha o costume de esquematizar graficamente suas ideias sabem como é importante “rabiscar”. É daí que surgem ideias incríveis.

Portanto, só me resta a dizer, para aquele garoto e para pessoas de todas as idades: rabisque, rabisque muito. Não limite sua criatividade. Faça conexões. Puxe setas, desenhe, comente, grife. Dialogue com o livro! Se acha que o texto precisa de figuras, cole-as nas páginas em branco. É assim que se lê um livro, mergulhando nele e interagindo com cada palavra.

                                                                                   Rabiscos de Johny Dallasuanna

E se o espaço não for suficiente, ande sempre com um bloquinho na mochila ou no bolso. Rabisque onde sua imaginação permitir (e o seu bom senso).

O tablet também vale! Um aplicativo interessante é o SketchBook, da Autodesk. Além de oferecer uma versão gratuita, o SketchBook Express (aqui usuários Apple e aqui para Android) tem as cores e pincéis que você precisa para você fazer qualquer tipo de desenho.

Aproveito assunto do post para indicar um link interessante. O site A Graça da Química tem uma série de curiosidades sobre rabiscos. Não encontrei uma comprovação científica disso, mas vale a pena conferir!

Biblioteca Pública ‘anistia’ devedores de multas para recuperar livros

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Publicado por G1

Livros da biblioteca de Santa Helena, no PR, estão sumidos há quatro anos.
Levantamento interno mostra que pelo menos 200 livros estão perdidos.

Sem títuloA Biblioteca Pública de Santa Helena, no oeste do Paraná, decidiu “anistiar” os devedores de multas à instituição. O objetivo é recuperar os livros que foram emprestados e não devolvidos sem onerar os devedores, já que um levantamento interno mostrou que existem livros que deveriam ter sido devolvidos há quatro anos.

Entre os livros “perdidos” estão clássicos das literaturas brasileira e estrangeira, em um total que chega a 200 exemplares. De acordo com a secretária de Educação, Cultura e Esporte, Roseli Martineli, a biblioteca precisa dos livros para reorganizar o acervo, que totaliza 40 mil exemplares atualmente.

“Neste momento agora nossa intenção é recuperarmos o acervo – termos de volta os livros. Então o cidadão não precisa ficar preocupado com essa conta”, disse.

Assista ao vídeo aqui

Livros de autoajuda podem aumentar a motivação; confira dez indicações

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Divulgação/Montagem/UOL

Divulgação/Montagem/UOL

Marina Oliveira e Thaís Macena, no UOL

Títulos que compartilham experiências pessoais são úteis para quem se identifica com o problema, pois além de fornecer conselhos, servem de impulso para o leitor buscar o aprimoramento pessoal

Fenômenos editoriais há alguns anos, os livros de autoajuda continuam conquistando fãs, apesar de também enfrentarem muita desconfiança e nariz torcido por parte do público. A variedade de temas é imensa: há obras para quem precisa vencer a depressão, para quem quer buscar a fé, aprender a lidar com pessoas difíceis, alcançar a tão sonhada prosperidade, salvar uma relação e até educar os filhos. Mas todos têm algo em comum: o propósito de fazer do leitor uma pessoa mais feliz.

“Os livros de autoajuda muitas vezes conseguem colocar em palavras o que o leitor sente, mas não sabe definir. Eles ajudam a nomear o que a pessoa percebe apenas como um incômodo. E isso já é meio caminho andado para a resolução do problema”, afirma o filósofo Jorge Claudio Ribeiro, professor da PUC de São Paulo. No entanto, o conteúdo só será realmente eficiente se estiver alinhado à busca pessoal e ao momento de vida de quem lê. Assim como os remédios receitados pelo médico, um título recomendado por um amigo pode não servir a você.

Veja o álbum dos 10 livros consagrados de autoajuda

Além disso, como em todo gênero literário, existem obras de qualidade superior e outras nem tanto. Para avaliar se a publicação vale o seu tempo, o primeiro passo é analisar a experiência do autor. “Deve-se checar a formação profissional de quem escreve e sua vivência no assunto. O ideal é buscar informações em outras fontes e não tirar conclusões só a partir da descrição que o próprio livro traz”, recomenda o psicólogo Armando Ribeiro, especialista em neuropsicologia pela Universidade Federal de São Paulo.

Doutor em Ciências Sociais pela Universidade Federal do Rio Grande do Norte, o psicólogo Marlos Bezerra concorda que, além da qualificação acadêmica de quem assina o livro, é importante verificar sua experiência na área sobre a qual se propôs a escrever. “O autor pode não ter um título de doutorado, mas falar com autoridade sobre temas específicos, baseando-se na sua experiência prática dele”, pondera.

Títulos que compartilham experiências pessoais são úteis para quem se identifica com o problema, pois além de fornecer conselhos, servem de impulso para o leitor buscar o aprimoramento pessoal. Já as publicações que propõem fórmulas e receitas de sucesso instantâneo devem ser vistas com cautela, de acordo com os especialistas.

Até porque, para realmente funcionar, o autor deve motivar o leitor a tomar a iniciativa. “O bom livro de autoajuda se apoia na trilogia do conhecimento, pense-aprenda-faça”, acredita o psicólogo e instrutor da Sociedade Brasileira de Programação Neurolinguística, Alexandre Bortoletto. “Todo livro que prega apenas o ‘pense e as coisas irão se resolver’ geralmente não dura no mercado literário”, completa.

Hackers das ciências humanas

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Steve Lohr, no Link

Pesquisadores de literatura, história e comunicação usam programação para analisar dados e entender a sociedade

Se um pesquisador de literatura fizesse uma lista dos principais romancistas de língua inglesa do século 19, certamente incluiria Mark Twain e Charles Dickens. Mas uma análise computacional preferiu Jane Austen, autora de Orgulho e Preconceito. Ela foi uma das que mais influenciaram outros autores – em estilo e temas – e é “o equivalente do Homo erectus em termos literários”, escreveu Matthew L. Jockers sua pesquisa. Sua conclusão é baseada numa análise de 3.592 obras publicadas entre 1780 e 1900. Foi um trabalho de garimpo e tanto – realizado pelo computador.

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O estudo, que envolveu análises estatísticas de milhares de romances, percebeu, por exemplo, que as obras de Jane Austen mostram grande coerência em termos de estilo e temática, enquanto as de George Eliot (pseudônimo da autora Mary Ann Evans) são variadas e parecidas aos padrões dos escritores homens.

A análise digital evidentemente não dá a última palavra. Ela é um sinal de que a tecnologia usada para catalogar grandes volumes de dados vai muito além do setor da internet e da pesquisa científica, e chega a campos aparentemente estranhos como as ciências humanas. Os novos instrumentos destas descobertas proporcionam uma nova visão da cultura, assim como o microscópio nos deu uma visão mais precisa das sutilezas da vida e o telescópio abriu o caminho de distantes galáxias.

“Tradicionalmente, a história literária foi elaborada por meio do estudo de um número relativamente pequeno de textos”, afirma Jockers, pesquisador do Centro de Pesquisas Digitais em Ciências Humanas da Universidade de Nebraska. “Esta tecnologia permite que visualizemos o quadro mais amplo – o contexto no qual um escritor trabalhava – numa escala jamais vista antes.”

Jockers, de 46 anos, personifica o avanço digital nas ciências humanas. Ele é doutor em literatura inglesa, mas também ficou fascinado pela computação e se tornou um programador autodidata. Passou mais de dez anos na Universidade Stanford, onde fundou o Stanford Literary Lab, laboratório destinado à exploração digital de livros.

Hoje, Jockers descreve seu trabalho usando termos familiares a um engenheiro de computação. Seus modelos matemáticos são feitos para identificar padrões de palavras e elementos temáticos em textos. O número e a força dos elos entre romances determinam a influência, mais ou menos como o Google classifica os sites da internet.

É a capacidade de reunir, medir e analisar informações que constitui a promessa da tecnologia de grandes volumes de dados complexos (chamada de Big Data). Produtos especializados estão crescendo e criando um novo vocabulário. Em ciências políticas, esta análise quantitativa é chamada metodologia política. Em história, existe a cliometria. Na literatura, a estilometria é o estudo do estilo da escrita de um autor, e depende consideravelmente da computação e da análise estatística. A culturométrica é o termo usado para descrever pesquisas quantitativas nas ciências sociais e humanas.

Evolução. “As ideias são o elemento fundamental que distingue a evolução humana”, afirma Jean-Baptiste Michel, pesquisador num programa de pós-doutorado da Universidade Harvard que dirigiu um projeto de análise de palavras no Google Livros. O Google cooperou e produziu o software para que os gráficos fossem abertos ao público. Até agora, o Google analisou 20 milhões de livros. Por exemplo: digite a palavra “mulheres” em comparação a “homens” e você verá que durante séculos o número de referências a homens era muito maior. Mas isso se inverteu em 1985.

Jon Kleinberg, cientista da computação da Universidade Cornell, também estudou a memória coletiva. Seu trabalho busca entender por que algumas falas de filmes se tornam inesquecíveis. Como parâmetro para estudar as frases que permanecem na mente do público, o pesquisador usou as “citações inesquecíveis” selecionadas no site Internet Movie Database (IMDb) e o número de vezes em que determinada fala é reproduzida na internet.

Para treinar seus algoritmos estatísticos a analisarem a estrutura de uma frase comum, eles alimentaram os computadores com um enorme arquivo de textos de agências de notícias. Assim, eles perceberam que as falas inesquecíveis têm uma estrutura bastante simples.

“As frases inesquecíveis são feitas de palavras inusitadas montadas numa estrutura de padrões comuns do discurso”, dizem os pesquisadores no estudo. Um exemplo é a célebre frase do filme Apocalypse Now: “Adoro o cheiro de napalm pela manhã”. Somente uma palavra a separa da frase: “Adoro o cheiro do café pela manhã”.

O grupo também estudou slogans de publicidade. Estatisticamente, alguns dos que mais se assemelham às frases inesquecíveis do cinema são, por exemplo, “Venha para o país de Marlboro”.

Mas a análise não é tão simples. O slogan que não se enquadrou nos parâmetros estatísticos das citações de filmes foi o refrão das pilhas Energizer: “Dura, e dura… e dura.” Os instrumentos quantitativos em ciências humanas, assim como em outros campos, são mais poderosos quando controlados por um ser humano inteligente. Serão necessários especialistas, com profundo conhecimento sobre um tema, para formular as perguntas certas e para reconhecer as falhas dos modelos estatísticos.

“Vamos precisar de ambos”, afirma Jockers. “Mas, neste momento, encontramos uma aceitação muito maior destes métodos do que no passado. Em breve, este tipo de análise será apenas parte do arsenal de instrumentos na área de humanidades, assim como em qualquer outra disciplina”./

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