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A literatura como privilégio: quão caros são os livros no Brasil?

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Por que tão caros? Terão folhas laminadas com ouro?

Por que tão caros? Terão folhas laminadas com ouro?

 

Livros são coisas caras. Mas não parece absurdo? Porque se a cultura é um bem popular, qual o motivo dos altos preços?

Rafael Dias Canhestro, no Blasting News

Não é de hoje que os livros brasileiros apresentam preços absurdos. É natural que qualquer cidadão brasileiro adentre em uma livraria e se assuste com o preço indexado às capas, sejam elas nacionais ou estrangeiras. Preços que variam dos trinta e chegam até a casa dos cem, assustam possíveis consumidores do mercado das letras, e faz com que aqueles que deveriam desfrutar da literatura, prefiram investir seu dinheiro em artigos de primeira necessidade, e reneguem o aprendizado, a cultura, a um segundo plano.

É claro que a cultura é importante na vida de um sujeito. É por meio da cultura, que se conhece o próprio país, a língua mãe. Que se educa. Mas em termos de Brasil, tudo aquilo que envolve a palavra, seja ela cantada ou escrita, acaba por se tornar privilégio de uma minoria. Daqueles que podem separar algumas notas do seu salário mensal para comprar uma obra de Machado de Assis, quem sabe, de um Graciliano Ramos. Autores que, embora nacionais, nascidos aqui e enterrados também nessas terras, são taxados com os preços mais altos nas livrarias. Talvez, com a prerrogativa de que, por serem autores cânones, devam ser hiper-valorizados, mesmo que de uma maneira questionável. Não seria a divulgação, uma maneira mais produtiva de valorizar um autor? Pois de nada adianta escritores desse quilate estarem expostos nas prateleiras de uma livraria, se são poucos os que podem levá-los para casa, os que podem conhecê-los mais de perto. E sem trânsito cultural, não há cultura de fato.

Questionável também, um governo que diz se preocupar com a educação básica de seus cidadãos, mas que taxa a matéria prima do livro, o papel, com valores absurdos para a realidade brasileira. Editoras são empresas como qualquer outra, e para chegarem a um valor aceitável de venda, que possa resultar numa boa margem de lucro, acabam por praticar o valor de capa abusivo que chega aos estandes de venda. E quem acaba prejudicado, no final das contas, é o leitor que ainda não surgiu, mas poderia ter nascido, caso o livro não fosse luxo, mas artigo essencial na formação do caráter de um brasileiro.

Entra-se num ciclo vicioso. Sem investimentos na área, sem isenções fiscais que busquem uma política de facilitar o acesso à cultura, as editoras preferem trabalhar com tiragens menores, ainda mais em se tratando de autores nacionais e canônicos, cuja leitura é rara, levada a cabo mais por universitários do que pelo grosso da população. E assim, a conta não fecha. Editoras não querem ter prejuízos astronômicos, e publicando edições pequenas, acabam por encarecer o produto final: o livro. Lei básica de mercado: onde a procura é menor, maior o preço. Mas porque o livro, sobretudo o nacional, não tem procura? Ainda mais numa pátria que diz priorizar a educação. O que ocorre?

As pesquisas é que respondem. O leitor brasileiro ainda é muito seletivo. E por demais tradicional. Prefere a Bíblia, a um Guimarães Rosa. Um livro com teor religioso, a uma Clarice Lispector. Somos conhecidos como o país da Bíblia. Somos os maiores produtores de obras sacras. Enquanto isso, pouco se discute, nos círculos mais modestos, sobre literatura brasileira. Talvez, a falha esteja na educação básica, que não consegue cativar as crianças com os nossos autores. O motivo? Didáticas ultrapassadas, dentre outras tantas possibilidades. Além da mania do professorado, de complicar aquilo que é simples. Fazer de Graciliano Ramos, obra por demais seleta, quando deveria ser cultura para qualquer um, e não para poucos. E vem a pergunta: onde está o Martin Lutero da educação? Aquele que pegará numa obra canônica brasileira e dirá: “Eis aqui o pão”. Comam, pois o seu sabor pode ser desfrutado por todos, e não só por uns e outros, a nata da civilização.

Preço do livro precisa subir, diz Sonia Jardim, presidente da editora Record

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Sonia Jardim em restaurante de São Paulo, durante a Bienal do Livro

Sonia Jardim em restaurante de São Paulo, durante a Bienal do Livro

 

Mauricio Meireles, na Folha de S.Paulo

Dois mil e quinze não foi um ano simples para a editora Record. Numa manhã de março, um incêndio atingiu algumas salas do segundo andar da empresa. Em agosto, a casa precisou realizar uma série de demissões.

Parece o suficiente para um ano só? No fim de 2015, Sérgio Machado, presidente do grupo, se afastou da casa após descobrir um tumor na meninge. Em julho deste ano, aos 68, Machado morreu, depois de complicações decorrentes da cirurgia para tratar a doença.

Com a morte daquele que foi considerado um dos editores mais poderosos do país, um novo nome passa a comandar a empresa familiar. Sônia Machado Jardim, 59, irmã do editor, agora é a nova presidente do grupo –e terá Roberta Machado, filha de Sérgio, como vice.

Com formação em engenharia civil, mas há 22 anos na empresa fundada pelo pai com o apoio de Jorge Amado (padrinho de casamento dela, diga-se), Jardim teve sua imagem associada a uma administradora com afinidade com os números.

Esse perfil já aparece no dia a dia. Ela diz que, desde que assumiu, tem pedido aos editores um exercício de botar na ponta do lápis com mais exatidão o projeto de cada livro.

“É bom pensarmos num formato mais racional e menos passional, planejar o tamanho da tiragem e usar a vantagem de termos gráfica própria”, diz.

CONCENTRAÇÃO

É preciso fazer cálculos mesmo. Não só por causa da crise econômica que atinge as editoras, agravada pelo fim das compras governamentais, mas porque a casa, embora ainda seja uma das maiores do país, perdeu o título de “maior da América Latina”.

No Brasil e nos países vizinhos, o cenário mudou, com a concentração de editoras e a chegada de grupos multinacionais ao país. Nos seus 22 anos de Record, ela viu a ascensão da Sextante e, no último ano, da Companhia das Letras –onde hoje, ironicamente, está a obra de Jorge Amado.

Jardim conversou duas vezes com a Folha sobre os desafios à frente da Record e as questões do mercado editorial, como o preço do livro –com a polêmica proposta de uma lei do preço fixo– e a consignação, que estimula livrarias a praticarem pedaladas fiscais, adiando a prestação de contas para ficar com o dinheiro mais tempo em caixa.

Ela foi presidente do Snel (Sindicato Nacional dos Editores de Livros) e por isso conhece as demandas mais gerais do mercado. Como outros editores, sua percepção é que o preço do livro é barato. E o preço, se as editoras quiserem sobreviver, precisaria subir.

“Esse é o grande dilema. Estamos [as editoras] desde 2004 sem subir preços de acordo com a inflação. Criou-se na cabeça do consumidor as faixas de preço de R$ 19,90, R$ 29,90…”, afirma ela.

A presidente da Record saca um número, lembra que o papel subiu 45% em três anos. Afirma que o adiantamento de direitos autorais, pago em dólar, também foi inflacionado com a alta do câmbio –e precisou ser reduzido.

“O autor é nosso sócio. E o casamento com ele é na alegria e na tristeza”, afirma, acrescentando que é difícil compensar toda a defasagem de preço em um eventual reajuste.

Em poucas palavras, quando o país crescia, dava para compensar a questão no volume. Agora, não mais.

Apesar disso, ela se diz contra o projeto de lei 49/2015, que pretende estabelecer uma política de preço fixo dos livros no Brasil, defendido pelo Snel. Nos moldes da legislação francesa, o varejo só poderia dar 10% de desconto sobre o preço de cada edição. “Acho politicamente difícil, num país com tanta dificuldade de leitura, se retirar qualquer incentivo”, diz.

A questão do preço fixo é que as pequenas livrarias reclamam de não terem condições de vender tão barato quanto as grandes redes –porque, afinal, compram os exemplares das editoras mais caro do que elas. Um preço fixo para as livrarias, e não para o consumidor final, resolveria o problema?

“É preciso combinar com os russos. E os russos cada vez querem mais… Ouvi que isso está ocorrendo com o novo ‘Harry Potter’, mas só é possível quando se tem um produto forte assim”, afirma.

Outra questão que preocupa Jardim é a consignação, pela qual livrarias só pagam pelos exemplares quando eles forem vendidos. Editores costumam expressar uma espécie de desamparo diante da questão.

As redes livreiras costumam atrasar o pagamento para continuar com o dinheiro girando no caixa. É uma pedalada fiscal, mas sem a operação de crédito, porque é raro que paguem juros pelo atraso.

“Com o acirramento da concorrência e a entrada de novas editoras no mercado, muita coisa foi sendo cedida [para as livrarias] ao longo do tempo”, diz Jardim.

A concorrência é mesmo uma questão. Pioneira no país na aquisição de editoras menores, a Record teve o lugar de líder ocupado.

“A fusão da Companhia das Letras e da Objetiva muda [o cenário]. No caso da [concorrência da] Sextante, nos prejudicou a falta de vendas para o governo, segmento no qual a Sextante não atua. Era um faturamento importante. Mas vamos retomar nossa posição, é uma questão de trabalho”, afirma.

Sob sua direção, a Record poderia ser vendida para enfrentar a concorrência?

“É uma possibilidade, mas no momento isso não está na mesa. Houve tentativas, como quando a LeYa veio para o Brasil, mas não é só dinheiro. Tenho responsabilidade com meus autores.”

A editora que Jardim assume também tem um histórico de embates com a Flip, na última década. Primeiro na figura de Sérgio, que em 2004 acusou a festa de ser um evento da Companhia das Letras. Depois, em 2015, com o editor-executivo Carlos Andreazza, que criticou o que via como falta de autores brasileiros.

Jardim estaria disposta a uma reconciliação com o evento? “Conseguimos ocupar um espaço que não na tenda principal. Mas temos muitos autores estrangeiros que poderiam engrandecer a Flip. Um bom acordo é melhor que uma boa briga. Se não for possível, vamos continuar nosso marketing de guerrilha.”

Livros sofrem variações de preços de até 121% entre lojas físicas e online

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Levantamento da InfoPrice e Sieve apontam variações de 35 livros nas dez principais redes de livrarias físicas e online de São Paulo

Publicado no IDGnow

Consumidores já devem ter notado a diferença entre preços de livros comprados em lojas físicas e aqueles comprados em sites de e-commerce.

Segundo uma pesquisa realizada pela InfoPrice, que atua em inteligência e pesquisa de preço no varejo físico em parceria com a Sieve, empresa que atua na área de inteligência de preços e conteúdo digital no e-commerce, a variação de preços entre lojas físicas e online quando se trata de livros pode chegar a 121%.

Para a pesquisa, foram mapeados os preços de 35 livros nas dez principais redes de livrarias físicas e online de São Paulo, entre os dias 15 e 22 de abril.

De acordo com o levantamento, o livro “Bela Cozinha”, da Bela Gil, apresentou variação de 80%, tendo sido encontrado por R$ 27,70 em uma loja online e por R$ 49,90 numa loja física.

Outro exemplo, o livro “A Parisiense – o Guia de Estilo”, de Ines de La Fressange, apresentou preços entre R$ 29,20 e R$ 49,90, uma variação de 71% entre loja online e loja física, respectivamente.

Quando analisados os dados apenas das lojas online, o estudo mostrou maior incidência de variação de preços. O livro “Philia”, do Padre Marcelo Rossi, apresentou preços entre R$ 9,80 e R$ 19,90, uma alteração de 103%.

Já o livro “O Monge e o Executivo – Uma História Sobre a Essência da Liderança”, de James C. Hunter, foi encontrado com preços de R$ 15,85 até R$ 29,90, uma diferença de 89%.

Vendas de livros impressos sobem, enquanto digitais perdem popularidade, diz ‘FT’

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Preferência de jovens por títulos convencionais mostra tendência que contraria previsão de especialistas, diz jornal britânico

Jovens preferem livros impressos, diz pesquisa (Foto: Freeimages)

Jovens preferem livros impressos, diz pesquisa (Foto: Freeimages)

Publicado em O Globo

Os livros de papel estão virando o jogo na guerra contra os e-books. Contrariando expectativas do mercado, as vendas de títulos impressos vendidas nas principais livrarias dos EUA, Reino Unido e Austrália subiram em 2014, segundo reportagem publicada neste sábado pelo “Financial Times”. Enquanto isso, o desempenho de publicações eletrônicas tem desapontado quem apostou que dispositivos como o Kindle substituiriam a mídia tradicional.

De acordo com o levantamento Nielsen BookScan, citado pelo jornal britânico, o número de livros físicos vendidos nos EUA subiu 2,4% no ano passado, alcançando 635 milhões. No Reino Unido, o setor encolheu 1,3%, mas a queda representa uma melhor ante 2013, quando as vendas recuaram 6,5%.

A rede de livrarias britânica Waterstones foi uma das companhias que se beneficiou com a retomada do setor no país. As vendas da empresa subiram 5% em dezembro, na comparação com o mesmo mês do ano passado. Não graças aos livros para Kindle, diz o diretor-executivo James Daunt, acrescentando que as vendas de títulos digitais “desapareceram”.

“As coisas andam mal, mas já alcançamos o fundo do poço do mercado”, disse Sam Husain, diretor-executivo da rede de livrarias Foyles, que viu as vendas da empresa crescerem 8%, também puxadas pelos livros impressos.

PREFERÊNCIA ENTRE JOVENS

De acordo com especialistas ouvidos pelo “FT”, a tendência deve se manter nos próximos anos, já que a melhora no mercado de livros físicos tem sido influenciada fortemente pelo público mais jovem. As vendas de títulos de ficção para jovens adultos cresceram 12% em 2014, mais que os títulos voltados para adultos. Os destaques do segmento são títulos como a série “Crepúsculo” e o best-seller “A Culpa é das Estrelas”.

“Jornais impressos são resistentes entre aqueles que cresceram com jornais impressos. Livros impressos são resistentes entre todos as idades”, disse Paul Lee, analista da Deloitte, que projeta que 80% das vendas de livros em 2015 serão de cópias físicas.

Pesquisa recente da Nielsen indica que a maioria dos adolescentes entre 13 e 17 anos preferem os livros de papel. O jornal não cita os percentuais do levantamento, mas a consultoria destaca que o resultado do estudo pode estar relacionado à falta de cartões de crédito entre os mais jovens. Mas também diz que a possibilidade de compartilhar os títulos preferidos conta pontos: é mais fácil compartilhar e emprestar livros impressos.

Apesar dos números melhores que o esperado frente ao mercado de ebooks, o “FT”, controlado pela editora Pearson, destaca que o setor ainda enfrenta desafios. Principalmente em relação à concorrência com a Amazon, que domina o mercado de livros digitais.

No ano passado, a empresa de Jeff Bezos e a editora francesa Hachette travaram uma longa batalha sobre o patamar dos preços dos livros. Enquanto a Amazon queria manter preços baixos, a editora queria elevar o valor dos títulos. Em novembro, as duas partes anunciaram que entraram em um acordo, para que a editora determine os preços dos livros.

“O setor enfrenta várias ameaças estruturais. O domínio da Amazon significa que as negociações de preços continuarão a ser fontes de tensão. A publicação independente continua a crescer, e as editoras ainda estão esperando para ver se os modelos de assinatura — que transformaram a indústria de música — vão funcionar entre leitores”, avalia a reportagem do “FT”.

Chegada da Amazon ao Brasil acirra guerra de preços de livros

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Amazon

Thais Fascina, na Folha de S.Paulo
A entrada da Amazon Brasil na venda de livros físicos, há três meses, abalou a estrutura do mercado editorial e acirrou a guerra de preços entre livrarias e o comércio on-line. O resultado é que alguns títulos impressos estão com valores mais baixos que as versões digitais.

Com um alcance maior dos clientes, promoções e facilidade na compra, o e-commerce se fortalece a cada ano.

Porém, com a política de preço cada vez mais agressiva, existe medo de que pequenas livrarias desapareçam.

Para o presidente da ANL (Associação Nacional de Livrarias), Ednilson Xavier, a gigante americana “prejudicou, está prejudicando e irá prejudicar ainda mais” o mercado de livros no país.

“A vinda da Amazon só veio ratificar uma condição já existente no Brasil há bastante tempo, que é a concorrência predatória”, afirma

Carlo Carrenho, especialista em mercado editorial e fundador do PublishNews, explica que a Amazon revê os preços de todos os livros de hora em hora, equiparando os valores de qualquer site.

“Ninguém chega perto de ter isso no Brasil.”

TROCA-TROCA

No início deste mês, o título “Fim”, de Fernanda Torres, era vendido na Amazon Brasil por R$ 16,90. Sua versão digital custava R$ 21,66.

O mesmo livro impresso estava à venda na loja virtual da Livraria Cultura por R$ 25,88 e o digital, por R$ 22,80. Na Saraiva, o exemplar custava R$ 25,90 e o e-book, R$ 22,80. Uma semana depois, a loja americana aumentou o preço para R$ 19,90 e foi desbancada pela Submarino.com, que está vendendo o exemplar por R$ 17,51.

No entanto, quem ganhou essa batalha foi o site Extra.com, que anunciou o livro físico por R$12,90.

Todas as empresas colocaram o valor abaixo do sugerido pela própria editora, a Companhia das Letras, que é de R$ 34,50 para a versão física e R$ 24 para a digital.

Além disso, o preço do livro físico, em muitos casos, é menor que o digital. Carrenho explica que o contrato de livros digitais no Brasil limita o desconto a no máximo 5%.

“Há praticamente um preço fixo do livro digital”, diz.

Para Sônia Jardim, presidente da SNEL (Sindicato Nacional dos Editores de Livros), a regra para a venda de títulos às livrarias é uma só. “As editoras sugerem um preço e vendem ao varejista com um desconto de até 50%. Mas alguns estão abrindo mão desse desconto para conquistar mais clientes”, conclui.

Ednílson Xavier diz que a concorrência que parece benéfica ao consumidor, no longo prazo, não é. “Ela impede que as pequenas e médias livrarias sobrevivam e tenham diversidade de títulos. Quando o mercado fica concentrado na mão de grandes, evidentemente se prioriza as mercadorias que têm giro”.

“Não vamos dar a receita do bolo”, diz o diretor geral da Amazon no Brasil, Alex Szapiro, quando questionado como a empresa consegue baixar tanto os preços.

Repetindo o lema da empresa, se recusa a falar sobre política de preços e diz que a principal meta da livraria eletrônica é “usar a tecnologia em prol do cliente”.

Carrenho afirma que combater a Amazon com política de preço fixo do livro é “ingenuidade”. Para ele, é preciso melhorar os processos do setor e dar à indústria capacidade para competir.

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