Contando e Cantando (Volume 2)

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Prefeitura do Rio multa barraca de praia por… distribuir livros de graça

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O crime dos livros

Publicado por Ancelmo Gois

A barraca 37 da Praia do Leme, no Rio, foi multada pela prefeitura em R$ 360 por… distribuir livros de graça. Também foi ameaçada de cassação da licença.

Era iniciativa do embaixador Jerônimo Moscardo, ministro da Cultura de Itamar.

A barraca de distribuição gratuita de livros na Praia do Leme | Ricardo Cravo Albin

Prefeitura do Rio atende 59 alunos superdotados

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A estimativa é de que existam até 19 mil com esse perfil na cidade

Apesar de estudar quase dez horas por dia, Victor Costa não reclama de sua agenda de atividades e dedica atenção especial para matemática, sua matéria favorita - Mônica Imbuzeiro / Agência O Globo

Apesar de estudar quase dez horas por dia, Victor Costa não reclama de sua agenda de atividades e dedica atenção especial para matemática, sua matéria favorita – Mônica Imbuzeiro / Agência O Globo

 

RIO — O que você quer ser quando crescer? Médico, jogador de futebol e bailarina são algumas das opções que rondam o imaginário infantil quando a pergunta é feita. Victor Costa, de 9 anos, ainda não sabe o que responder, mas tem certeza de uma coisa:

— Quero ir para a melhor universidade do mundo: Harvard. Desde que ouvi sobre ela pela primeira vez pensei ‘preciso ir para essa universidade.

Tamanha obstinação é resultado das horas que dedica aos números, às fórmulas e aos livros. O aluno da Escola Municipal Senador Corrêa, no Flamengo, faz parte de um seleto grupo de estudantes superdotados da rede pública municipal do Rio de Janeiro. Atualmente, 59 alunos com essa característica são atendidos em 400 salas especializadas espalhadas pelas escolas do município do Rio, enquanto pelo menos 60 outros recebem acompanhamento em institutos independentes. Mas o número real de alunos com altas habilidades pode ser muito maior. Estima-se que de 1% a 3% dos 654 mil alunos da rede municipal sejam superdotados, ou seja, o número pode chegar a cerca de 19.600, mas a maioria deles ainda não foi identificada.

Entediado com o conteúdo do 4º ano do ensino fundamental da Senador Corrêa, Victor agradece e parece aliviado com as aulas e exercícios extras que tem no Instituto Lecca, uma organização do terceiro setor, parceira da prefeitura do Rio, que desenvolve acompanhamento e aperfeiçoamento educacional de alunos da rede pública com altas habilidades.

— Eu já sei a matéria, mas tenho que fazer, então, termino rápido. Aqui (no Lecca), aprendo coisas novas, na escola não. Lá só repito o que já aprendi — reclama Victor, que cursa no instituto uma série adiantada, correspondente ao 5º ano do colégio regular.

LEI NÃO SAIU DO PAPEL

A falta de adequação dos alunos superdotados ao ensino oferecido na maioria das escolas públicas e privadas é uma preocupação expressa na Lei de Diretrizes e Bases da Educação Nacional, que determina que esses estudantes tenham um acompanhamento diferenciado. Mas, segundo especialistas, o que está escrito na legislação até agora não se concretizou em políticas públicas. Para reforçar a questão, na semana passada, a Comissão de Constituição e Justiça (CCJ) da Câmara dos Deputados aprovou um projeto de lei que pretende incluir na Constituição uma cláusula que assegure a educação especializada para alunos com transtornos globais do desenvolvimento e altas habilidades.

Ana Beatriz Ribeiro foi alfabetizada pelo pai aos 4 anos de idade - Mônica Imbuzeiro / Agência O Globo

Ana Beatriz Ribeiro foi alfabetizada pelo pai aos 4 anos de idade – Mônica Imbuzeiro / Agência O Globo

— Países que tiveram um desenvolvimento fenomenal nos últimos 30 anos procuram esses alunos porque sabem que eles vão estudar, ser brilhantes e serão o motor do país. Aqui é como se dissessem “no fundo do jardim eu tenho uma mina de diamantes, mas dá muito trabalho ir lá furar, procurar. Deixa a mina lá enterrada”. — critica Maria Clara Sodré, doutora em educação de superdotados pela Universidade de Columbia, EUA. — Isso (ensino diferenciado) é obrigação das escolas municipais, estaduais, federais e particulares. Da mesma maneira que o aluno que apresenta dificuldade de aprendizagem tem o direito roubado quando não está aprendendo, os superdotados são prejudicados quando tudo que é ensinado ele já sabe.

Além da falta de iniciativas de ensino especializado, outra dificuldade é identificar uma criança com esse perfil. A estimativa é de que haja na rede um mar de alunos com altas habilidades “perdidos”.

— Tudo o que ela pegava queria saber o que estava escrito, então, com 4 anos, começou a ler. A gente incentivou, apesar de achar que era muito cedo, e ela acabou sendo alfabetizada pelo pai. Não pensamos que ela podia ter altas habilidades, só achamos que estava se interessando muito cedo — conta Mariza Ribeiro, mãe de Ana Beatriz Ribeiro.

SUPERDOTADO NÃO É SÓ O ‘CDF’

Antes de ser recrutada pelo Lecca, que faz seleção nas escolas de quatro Coordenadorias Regionais de Ensino (CRE) do município — na Zona Sul, na Tijuca, no Centro e na região do Engenho da Rainha e do Complexo da Maré — Ana Beatriz era aluna somente do 5º ano da Escola Municipal Guatemala, no Centro do Rio, onde, até 2014, as professoras da escola contavam apenas com a experiência para identificar os alunos superdotados. No segundo semestre do ano passado, a diretora-adjunta da instituição, Rose Figueiredo, passou por um treinamento oferecido pela prefeitura do Rio, em parceria com a Universidade Federal Fluminense (UFF), para reconhecer alunos com altas habilidades.

— O superdotado pode ter uma alta habilidade em uma coisa específica, por exemplo, em artes, em esportes. As pessoas acabam estereotipando como se o superdotado fosse o “CDF” e não é assim — diz Rose Figueiredo.

De acordo com a professora da UFF e doutora em Educação Cristina Delou, que coordenou o curso para 200 professores de escolas municipais da cidade e chefes de coordenadorias regionais, algumas características comuns podem ser observadas no estudantes com esse perfil:

— O professor tem que ver mais do que o resultado escolar. É preciso levar em consideração a história do aluno, seu comportamento. Eles em geral apresentam rapidez de raciocínio, fácil associação de conhecimentos anteriores com atuais, capacidade amadurecida de julgamento. Além de apreciarem desafios, terem flexibilidade de pensamento e serem criativos.

Para reduzir o gargalo na identificação desses alunos, a secretária de educação do município do Rio, Helena Bomeny, aposta em qualificação de professores.

— Percebemos que os professores precisam de uma formação melhor sobre como reconhecer características de altas habilidades que não são tao óbvias — explica a secretária, acrescentando que o modelo dos Ginásios Experimentais, que estão se expandindo na rede, é um aliado e estimula o potencial desses alunos.

Prefeitura de SP aprova aluno com nota vermelha

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Fábio Takahashi, na Folha de S.Paulo

Os estudantes das escolas municipais de São Paulo serão aprovados de série mesmo que tenham nota vermelha em todos os bimestres, afirmou o secretário de Educação, Cesar Callegari.

Para professores e diretores de escola, isso contraria o discurso oficial de que há mais rigor com os alunos da rede municipal.

Na prefeitura, uma das principais medidas adotadas por Fernando Haddad (PT) na educação foi aumentar o total de séries em que o aluno pode ser retido.

Até então, a reprovação poderia ser feita apenas em duas das nove séries, no sistema chamado de ciclos. Passou a ser em cinco séries, a partir desse ano letivo.

Mas, segundo o secretário, o importante é avaliar se o aluno tem melhorado ou possui potencial para continuar na turma. “O sujeito teve 3, 2, 2, 4 [notas bimestrais] e, como ficou tudo no vermelho, será reprovado. Não é isso. Queremos avaliação do processo inteiro”, disse à Folha.

Essa diretriz é criticada por profissionais da rede de ensino. Eles acham que a gestão Haddad faz um discurso de cobrança de desempenho dos alunos, mas na prática evita que eles sejam retidos.

Gestores têm de se equilibrar entre o fato de a reprovação aumentar a evasão e a pressão dos professores pela adoção do mecanismo, sem o qual teriam de aprovar quem não aprendeu.

Quando apresentou as mudanças, que incluíram provas bimestrais, Callegari havia afirmado que a ideia era mostrar que “educação é trabalho”. As notas também passaram a ser de 0 a 10 -antes eram conceitos.

Na semana passada, o Sinesp (sindicato dos diretores de escolas municipais) divulgou comunicado em que chama de “politiqueira” a ampliação da possibilidade de reprovação de duas para cinco séries.

A entidade diz ter denúncias de que diretores de ensino estão pressionando as escolas a não reprovarem. O processo de avaliação dos alunos está em fase final.

“Se a administração não quer mais o que está escrito nessa portaria, deve revogá-la”, afirma o sindicato.

Uma professora que leciona na zona norte disse, sob condição de anonimato, que as reuniões no começo deste ano com os dirigentes indicavam que haveria liberdade para reprovar alunos.

Agora, porém, a recomendação é que se reprove menos de 10% das classes, independentemente da situação dos estudantes.

“As decisões finais sempre couberam ao conselho de escola, formado por professores. O que nos incomoda é que o discurso para a sociedade é que os alunos podem reprovar. E na verdade quase nenhum vai”, disse ela, que atua desde 2002 na rede.

O vice-presidente do Sieeesp (sindicato das escolas particulares de São Paulo), José Augusto Mattos Lourenço, afirmou que a política de reprovação nos colégios privados é diferente.

A análise da evolução do aluno só é considerada para aprovação se as notas estiverem muito próximas do mínimo exigido. “Com 2, 3, 4, ele nem vai para o conselho de classe e é reprovado.”

Erro ortográfico em mapa de livro escolar surpreende mãe em Jundiaí

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Mapa mostra Minas Gertais, Espíritu Santo e Ácre, com acento.
Prefeitura informa que notificou editora responsável pelo material.

Mapa com diversos erros chamou a atenção de mãe em Jundiaí (Foto: Vanessa Marques/TEM Você)

Mapa com diversos erros chamou a atenção de mãe em Jundiaí (Foto: Vanessa Marques/TEM Você)

Ana Carolina Levorato, no G1

Os diversos erros ortográficos de um mapa geográfico em um livro didático infantil de uma escola municipal chamaram a atenção de uma mãe de Jundiaí (SP). Uma foto enviada através do aplicativo TEM Você mostra que os estados do Acre, Espírito Santo e Minas Gerais estão com a grafia errada no mapa do material voltado para alunos do ensino fundamental.

No livro, destinado para crianças do segundo ano do ensino fundamental, está escrito “Minas Gertais” (Minas Gerais) e “Espíritu Santo” (Espírito Santo). Além disso, o Acre está com um acento no A (“Ácre”) e ainda falta a identificação de cinco estados da região nordeste: Rio Grande do Norte, Paraíba, Pernambuco, Alagoas e Sergipe, enquanto o Distrito Federal nem aparece.

De acordo com Vanessa Marques, de 34 anos, foi o filho de 7 anos que mostrou os erros para a mãe na terça-feira (8). “Ele chegou em casa e folheamos o livro juntos. De repente, ele me disse: ‘Olha mamãe, os nomes dos estados estão escritos de forma errada’. Ou seja, é tão grosseiro que ele percebeu assim que olhou para o mapa”, conta a auxiliar administrativa.

Vanessa ainda conta que chegou a folhear o resto do livro para ver se havia alguma brincadeira no material didático. “Dei uma olhada no resto para ver se aquilo era alguma pegadinha ou algo que fosse para chamar a atenção da criança, mas não era. O resto do livro está correto, o que não adianta nada porque são demais esses erros crassos em um livro destinado a ensinar crianças em uma fase crucial da alfabetização”, pontua.

A mãe disse também que até agora o uniforme escolar, que deveria ser entregue pela prefeitura de Jundiaí, não chegou.

Erros chamam atenção em mapa em livro infantil (Foto: Vanessa Marques/TEM Você)

Erros chamam atenção em mapa em livro infantil
(Foto: Vanessa Marques/TEM Você)

Outro lado
Em nota, a Secretaria Municipal de Educação de Jundiaí informou ao G1 que notificou imediatamente a editora responsável pela impressão dos livros didáticos, que assumiu total responsabilidade do problema, para que corrija os erros ortográficos e faça a impressão de novas páginas para substituição no livro já nos próximos dias. Os professores estão sendo orientados para a substituição do material.

Sobre os uniformes, outra reclamação da auxiliar, a Secretaria de Educação informou que os kits chegarão às escolas da rede municipal a partir do dia 22 de abril. A previsão inicial era entregar todos os uniformes até o dia 15 de março, mas um problema com o fornecedor de meias atrasou a entrega.

Prefeitura do Rio vai à Justiça contra ar-condicionado nas escolas

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Publicado no Jornal Extra

escolaQuando as aulas forem retomadas no Rio, o verão ainda estará longe de terminar. E, na maioria das escolas municipais, as salas de aula estarão distantes dos 20 a 23 graus de temperatura previstos por uma lei em vigor desde o dia 17 de agosto de 2012. Hoje, só um quarto das unidades de ensino do município tem ar-condicionado em todas as salas. E a Lei 5.498, de autoria dos vereadores Paulo Pinheiro (PSOL), Eliomar Coelho (PSOL) e Reimont (PT), que prevê a climatização total da rede, está sendo questionada na Justiça pela prefeitura.

No entender da administração municipal, que entrou com uma Ação Direta de Inconstitucionalidade (Adin) e se manifestou por nota, “o Poder Legislativo não pode legislar sobre matéria que é atribuição do Executivo”.

— Só propusemos a lei porque o governo não fez a sua parte. Essa discussão sobre competência é secundária. Como vereadores, nossa função é fiscalizar, e temos observado que a prefeitura anda falhando nessa questão — retrucou o vereador Paulo Pinheiro.

O Tribunal de Justiça do Rio informou que o desembargador Marco Antonio Ibrahim pediu vista no processo que trata sobre os aparelhos de ar-condicionado nas escolas, e que não há previsão sobre quando ele voltará a ser analisado pelos magistrados. Até lá, enquanto segue a disputa jurídica, a maioria dos estudantes da rede continuará sofrendo com as altas temperaturas.

— A prefeitura está tentando negar o que toda a sociedade já sabe: não tem como estudar com todo esse calor, ainda mais com o ano letivo indo até dezembro e reiniciando ainda no verão. É uma necessidade pedagógica. Medições mostram temperaturas de até 40 graus em algumas escolas, sobretudo na Zona Oeste — disse Marta Moraes, uma das coordenadoras do Sindicato Estadual dos Profissionais de Educação do Rio (Sepe-RJ).

A Prefeitura do Rio alegou que cada unidade escolar define o próprio cronograma de climatização, a partir das verbas repassadas pela Secretaria de Educação. Segundo a nota enviada ao EXTRA, isso acontece para “agilizar o processo de implantação dessas melhorias”. A secretaria informou ainda que 136 escolas foram climatizadas ao longo de 2013, mais do que o previsto para o ano letivo.

Calor também nos hospitais

A prefeitura também questiona na Justiça, pelo mesmo motivo, a Lei 5.523 — também proposta pelo trio de vereadores —, que determina a climatização dos estabelecimentos de saúde do município. Nesta quinta-feira, o programa “CBN Rio” mostrou que, embora a administração afirme que 48 das 51 salas do Hospital Miguel Couto, na Gávea, têm ar-condicionado, quase todos os aparelhos estão sem funcionar. Na véspera, em entrevista ao mesmo programa da “Rádio CBN”, o prefeito Eduardo Paes havia dito desconhecer quaisquer problemas de climatização na rede.

Por nota, a prefeitura informou que todas as unidades de saúde inauguradas a partir de 2009 são climatizadas. Além disso, a Secretaria de Saúde já teria providenciado mudanças onde não há sistema de refrigeração adequado.

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