Canal Pavablog no Youtube

Posts tagged Prefeitura

Após pressão, prefeitura volta atrás e cancela o corte de 40% de salários dos professores no Ceará

0
Professora chora diante da aprovação da redução do salário dos professores em Juazeiro do Norte, no Ceará. A medida foi suspensa nesta sexta-feira (28).

Professora chora diante da aprovação da redução do salário dos professores em Juazeiro do Norte, no Ceará. A medida foi suspensa nesta sexta-feira (28).

Carlos Madeiro, no UOL

Menos de um mês após tirar dos professores  da rede municipal uma gratificação que corresponderia a 40% dos salários, a prefeitura de Juazeiro do Norte (a 548 km de Fortaleza) não resistiu à pressão popular e voltou atrás.

Nesta sexta-feira (28), após reunião com a categoria e o MP-CE (Ministério Público do Ceará), a prefeitura anunciou a recomposição dos salários, na forma como era anteriormente.

“Nós assinamos um TAC (Termo de Ajustamento de Conduta) com o MP, e vamos encaminhar uma nova uma mensagem ao Legislativo para algumas alterações do plano”, disse a procurador do município, Mariana Gurgel, que representou a prefeitura no encontro.

Segundo ela, com o TAC, os 40% de gratificação volta aos vencimentos dos professores. “Na verdade nunca houve desconto. “Nós tínhamos incorporado 10% da gratificação aos salários. Com essa nova mudança, permanecerá os 40% de gratificação à regência para professores em sala de aula ou do suporte pedagógico. Os professores de área administrativo não receberão”, disse.

Com a decisão, os professores também decidiram encerrar a greve que durou 17 dias. As aulas devem voltar à normalidade na próxima segunda-feira (1º).

Segundo o vice-presidente do Sindicato dos Servidores Municipais, Marcelo Alves, a nova decisão da prefeitura foi uma “grande vitória” do movimento sindical e popular do Juazeiro do Norte.

“Nós conseguimos que ele voltasse atrás quase que totalmente na mudança do nosso PCCR, que reduzia o salário, mas também nos tirava direitos”, disse.

Segundo Alves, com a decisão, a greve está suspensa até o dia 31 de julho. “As aulas serão retomadas, mas demos um prazo de um mês para que a prefeitura envie e a Câmara aprove as mudanças acertadas no TAC. Caso isso não ocorra, retomaremos a greve”, afirmou.

O corte

Os professores da rede municipal de Juazeiro do Norte tiveram seus salários reduzidos em até 40%, aumento na carga horária, além de outras mudanças regidas no PCCR (Plano de Cargos, Carreira e Remuneração), aprovado no último dia 6 pela Câmara de Vereadores.

A sessão foi marcada por protestos dos professores. Após a aprovação, houve uma comoção municipal e foi criado um movimento pedindo a recomposição salarial dos professores.

Paradas de ônibus viram biblioteca no centro de Campo Bom (RS)

0

Projeto disponibiliza estantes com dezenas de livros em dois pontos centrais

A novidade na espera pela condução deixou os estudantes mais calmos antes de voltar para casa Foto: Charles Dias / Especial

A novidade na espera pela condução deixou os estudantes mais calmos antes de voltar para casa
Foto: Charles Dias / Especial

João Vitor Novoa, no Zero Hora

Uma ideia simples que pode mudar a vida de muitas pessoas sem acesso à cultura.
Em Campo Bom, as paradas de ônibus viraram centros de leitura de qualidade.

Ao lado do ponto, uma estante abastecida com diversos títulos oriundos de descartes da biblioteca municipal fazem os passageiros do município de 60 mil habitantes esquecerem, por instantes, as preocupações de mais um dia de trabalho ou aula.

Por enquanto, são duas estantes com 200 obras cada, nos dois pontos de maior circulação da cidade. Títulos como O Cortiço, de Aluísio Azevedo, Quincas Borba, de Machado de Assis, Risíveis Amores, do tcheco Milan Kundera, entre outros, entregam cultura aos acostumados com a monotonia da espera pelo ônibus.

Quem estiver caminhando pelos pontos da avenida Brasil ou da rua dos Andradas terá o direito de escolher um livro e levar para casa se quiser, com a obrigação de devolvê-lo no mesmo estado de conservação. Batizado como Cada Canto um Conto, o projeto não terá controle específico.

— Não há fiscalização, não há muros, grades. O objetivo é que as pessoas leiam. Campo Bom quer mostrar que a comunidade pode crescer junta — explica Juraci Reichert, coordenadora do projeto e supervisora administrativa do Complexo Cultural CEI, vinculado à prefeitura do município.

Para a estante permanecer o ano inteiro recheada de títulos, as doações poderão ser realizadas na hora, sem comprovante algum. Basta o cidadão levá-las para as estantes e permitir que pessoas como a auxiliar administrativa, Marisa Stein, aproveitem a chance de ler obras inéditas em suas vidas.

— É muito bacana. Pego o ônibus para ir ao supermercado e ele acaba demorando às vezes. É uma oportunidade de mantermos esse bom hábito que é a leitura — analisa.

Criançada se acalma ao folhear os títulos

O acervo das minibibliotecas atrai também as crianças que usam o transporte público para ir à escola. Antes, os pontos eram uma algazarra pela manhã, graças a ansiedade dos pequenos. Agora, o ambiente está silencioso. Mas seguem as brincadeiras.

— Eu peguei O Último Adeus de Sherlock Holmes (escrito por Sir Arthur Conan Doyle). Escolhi bem, né? Já ele ficou com um de menina — diverte-se Cauê de Oliveira, nove anos, aluno do quinto ano da Escola Municipal Dom Pedro II, apontando para o colega que colocou na mochila um exemplar de O Diário de Débora, de Liliane Prata.

Dependendo do volume de doações, a prefeitura irá levar o projeto para mais pontos. Segundo a organização, o extravio de obras não preocupa, pois 97% dos livros alugados na biblioteca municipal são devolvidos.

dica do Jarbas Aragão

Com cruzes e roupas pretas, alunos de medicina da UFSCar protestam

0

Estudantes simbolizaram o luto pelo fim do sonho de formação em medicina.
Eles reclamam da falta estrutura no curso e da indefinição sobre estágios.

Estudantes de medicina da UFSCar fazem protesto de luto em São Carlos (Foto: Ely Venâncio/EPTV)

Estudantes de medicina da UFSCar fazem protesto de luto em São Carlos (Foto: Ely Venâncio/EPTV)

Publicado por G1

Cruzes e roupas pretas simbolizando luto marcaram um protesto realizado, na tarde desta quarta-feira (24), pelos estudantes do curso de medicina da Universidade Federal de São Carlos (UFSCar), que estão completando 40 dias em greve. Eles reclamaram da falta de estrutura do curso e da demora para a aprovação do acordo de estágios nas unidades de saúde da cidade. Em nota, a Prefeitura afirmou que o anteprojeto está sendo elaborado pelo setor jurídico e deve ser encaminhado aos vereadores na próxima semana.

A manifestação aconteceu nas ruas do campus. Os alunos caminharam vestidos de preto e com cruzes representando o fim do sonho de formação em medicina. Eles também levaram uma faixa criticando o Ministério da Educação (MEC) pela situação do curso.

Estudantes de medicina da UFSCar fazem protesto de luto em São Carlos (Foto: Ely Venâncio/EPTV)

Estudantes de medicina da UFSCar fazem protesto
de luto em São Carlos (Foto: Ely Venâncio/EPTV)

Também houve a leitura de um obituário simbólico sobre os projetos ideais da educação médica no país. Em seguida, as cruzes foram colocadas no terreno da Praça da Bandeira.

O MEC informou, em nota, que a pauta de reivindicações dos estudantes foi debatida com a universidade e os pontos já foram equacionados. “O entendimento sobre a realização de estágios na rede municipal, porém, depende da ultimação de tratativas entre o executivo municipal e a Câmara dos Vereadores”, dizia um trecho do comunicado.

A assessoria de imprensa da Prefeitura informou que o anteprojeto ainda está sendo elaborado pelo setor Jurídico para ser enviado à Câmara, já que o acordo com a UFSCar prevê mudança na jornada de trabalho dos médicos.

“Para isso, é necessário uma análise do plano de carreira dos profissionais para que não haja nenhum entrave”, informou a assessoria. A previsão é que o projeto seja enviado na próxima semana para votação dos vereadores.

Estudantes de medicina da UFSCar fazem protesto de luto em São Carlos (Foto: Ely Venâncio/EPTV)

Estudantes de medicina da UFSCar fazem protesto de luto em São Carlos (Foto: Ely Venâncio/EPTV)

Greve
Os estudantes de medicina da UFSCar entraram em greve no dia 15 de março, já que havia falta de estrutura para continuarem estudando. Estágios paralisados nos postos da cidade, falta de professores, atraso na entrega de laboratórios e internatos em outras cidades foram os principais problemas apresentados.

No dia 5 de abril, a Prefeitura e a universidade entraram em um acordo para o novo contrato para o credenciamento de médicos preceptores, que orientam os alunos nos postos de saúde. Porém, 19 dias depois, o projeto ainda não foi aprovado pela Câmara de Vereadores, o que gerou reclamações dos estudantes..

Eles também cobram um posicionamento do Ministério da Educação (MEC) sobre os problemas do curso, que não teria estrutura. Segundo eles, faltam professores e a entrega do 2º departamento de medicina, que vai abrigar alguns laboratórios, está atrasado.

Em entrevista o Jornal Regional do dia 1º de abril, o reitor da UFSCar, Targino de Araújo Filho, disse que seis vagas para professores em aberto e que novos concursos serão feitos. Ainda explicou que outros professores podem assumir o lugar dos que estão faltando. Sobre o 2º Departamento, ele admitiu que houve atraso por problemas com a empresa responsável pela obra e que a primeira parte será entregue até o final de abril.

Haddad acaba com prova de Kassab que avaliava escolas de São Paulo

0

Fábio Takahashi, na Folha de S.Paulo

A gestão do prefeito Fernando Haddad (PT) decidiu acabar com uma prova aplicada aos alunos da rede municipal desde 2007 –exame criado na gestão do seu antecessor, Gilberto Kassab (PSD).

Para a prefeitura, a Prova São Paulo não precisa mais ser feita porque a qualidade do ensino fundamental pode ser acompanhada por meio de outra avaliação do governo federal, a Prova Brasil.

As duas avaliações buscam medir a qualidade da rede pública, mas há diferenças. O exame do governo federal, de 2005, é aplicado a cada dois anos. O municipal era anual.

A extinção do exame municipal vinha sendo analisada pela gestão Haddad desde o início deste ano. Em 2013 não haverá mais a prova.

A última edição da Prova São Paulo, em 2012, custou R$ 6 milhões à prefeitura.

Editoria de arte/Folhapress

Editoria de arte/Folhapress

DIAGNÓSTICO

O secretário da Educação, Cesar Callegari, afirma que concentrará esforços e recursos em provas montadas pelas próprias escolas (chamadas avaliações diagnósticas).

“Para avaliações gerais, usaremos a Prova Brasil. E daremos apoio técnico para que as escolas façam suas próprias avaliações”, disse. Questões da Prova São Paulo poderão ser aproveitadas.

Secretário de Educação do governo Kassab, Alexandre Schneider disse: “Se eles acham suficiente a avaliação diagnóstica e a Prova Brasil, a cada dois anos, não me cabe comentar. Mas a Prova São Paulo permite que as escolas saibam o desempenho de cada aluno no início de cada ano. A Prova Brasil, não”.

O tema dividiu os pesquisadores. “Se já existe uma avaliação externa, não precisa de outra. E fortalecer as provas nas escolas recupera o papel do diretor, do coordenador e do professor”, disse Angela Soligo, da Unicamp.

“Há relatório pedagógico mostrando ineficácia da prova, que parece ser bem estruturada? Sem essa avaliação, fico preocupada”, afirmou Ilona Becskeházy, consultora da área de educação.

Os resultados da Prova São Paulo de 2011 e de 2012 não foram oficialmente divulgados. Segundo a gestão Kassab, houve dúvidas em relação à consistência dos dados.

Em 2011, houve queda acentuada nas médias dos alunos do terceiro e quarto anos do ensino fundamental em relação a 2010, enquanto no nono ano houve um forte aumento. Esses saltos destoavam da avaliação federal.

Estudantes de colégio municipal carioca onde livros foram jogados da janela não têm kit escolar

0
Fachada da Escola Municipal Renato Leite, na Taquara Foto: Thayná Rodrigues

Fachada da Escola Municipal Renato Leite, na Taquara Foto: Thayná Rodrigues

Luã Marinatto e Fernanda Pizzotti, no Extra

Os livros atirados pela janela da Escola Municipal Renato Leite, numa cena que gerou revolta nas redes sociais e deu início a uma sindicância interna da Secretaria de Educação, estão longe de ser o único problema enfrentado pelos alunos da colégio da Taquara, na Zona Oeste. Os estudantes ainda não receberam da prefeitura os uniformes nem o kit escolar, que inclui mochila, cadernos e lápis, entre outros itens.
Até agora, o único material entregue é uma apostila multidisciplinar de uso bimestral, chamada pela Secretaria de Educação de caderno pedagógico e elaborada por educadores da rede.

De acordo com o órgão, os livros didáticos do Ministério da Educação (MEC) estão disponíveis na escola, mas utilizá-los ou não fica a critério de cada professor.

– Eles só receberam as apostilas até agora. Não veio livro nenhum – protesta, mesmo assim, a dona de casa Joelza Oliveira, mãe de três alunas, do 3º, do 6º e do 8º anos do Ensino Fundamental.

Uma estudante do 7º ano faz crítica semelhante:

– Eles nem usam os livros. Na maioria das vezes, a gente tem que copiar a matéria inteira do quadro e fazer os exercícios da apostila.

Apesar das queixas, a secretaria não deu prazo para solucionar a falta de kit e uniforme. Por nota, o órgão afirma que o material está “em processo de entrega para todas as escolas da rede” e que a unidade da Taquara “também trabalha com a Educopédia, plataforma de aulas digitais online”.

As apostilas pedagógicas recebidas pelos alunos Foto: Thayná Rodrigues

As apostilas pedagógicas recebidas pelos alunos Foto: Thayná Rodrigues

Pais e adolescentes criticam descarte

Os internautas não foram os únicos que se revoltaram com o vídeo que mostra livros sendo jogados do quarto andar da Escola Renato Leite. Na porta da unidade, estudantes e responsáveis também criticaram a cena.

– É um absurdo! Tinha que dar um jeito de reaproveitá-los – reclamou uma aluna do 9° ano, que viu o flagrante no Facebook.

– Qualquer material didático jogado assim é desperdício. Eles deveriam ter um destino para livros antigos. Tem tanta criança precisando de livro por aí – opinou a mãe de dois alunos, um de 9 e outro de 11 anos.

Estudantes contaram ainda que uma funcionária da escola passou de sala em sala orientando os alunos a não falarem com a imprensa. A mesma pessoa teria dito que os livros eram de 15 anos atrás e seriam doados. O diretor Vitor Hugo Almeida, que assumiu o cargo há dois meses, chegou a dizer, em mensagens que foram apagadas da internet, que o destino do material seria a reciclagem. Confira o vídeo do descarte.

A íntegra da nota da Secretaria Municipal de Educação

“A Secretaria Municipal de Educação esclarece que não há falta de material didático na Escola Municipal Renato Leite. Assim como toda a rede municipal, a unidade escolar conta com os livros do MEC e os cadernos pedagógicos, preparados por professores da rede. A escola também trabalha com a Educopédia, plataforma de aulas digitais online de cada disciplina, com material de suporte aos professores, planos de aula, jogos pedagógicos e vídeos, entre outras ferramentas. A Secretaria esclarece ainda que os kits escolares, compostos de caderno, mochila, entre outros itens, estão em processo de entrega para todas as escolas da rede municipal. Eventualmente esta escola, pelo que pudemos verificar, ainda não recebeu as mochilas dos alunos.”

Go to Top