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Membro do conselho do Pulitzer Junot Díaz renuncia após acusação de abuso sexual

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Junot Díaz renunciou a presidência do Prêmio Pulitzer – Wikimmedia Commons

Estudante afirma que escritor a beijou a força

Publicado em O Globo

RIO — O escritor e membro do conselho do Prêmio Pulitzer Junot Díaz renunciou a sua cadeira após ser denunciado de abuso sexual. Segundo a estudante da Universidade de Columbia Zinzi Clemmons, que postou um relato sobre o caso no Twitter, ele a “encurralou” e “beijou a força”.

A estudante, que disse ter 26 anos à época do assédio, escreveu ainda que está “longe de ser a única vítima disso”. O autor agora deixa a instituição, enquanto o conselho conduz uma investigação.

“O Sr. Díaz disse que aceitou bem a investigação e irá cooperar totalmente com ela ”, informou o conselho do Pulitzer em um comunicado.

Clemmons confrontou Díaz em um festival de escritores em Sydney na semana passada, e depois divulgou suas acusações contra ele no Twitter. O autor de origem dominicana, fazia parte do conselho do prestigiado prêmio desde 2010.

Na semana passada, a Academia Sueca anunciou o adiamento do Nobel de Literatura para 2019, depois das denúncias de assédio de vilência sexual de 18 mulheres contra Jean-Claude Arnault, influente figura da cena cultural sueca e casado com a escritora e membro da Academia Katarina Frostenson.

Morre escritora Harper Lee, de “O Sol É para Todos”, aos 89 anos

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19.mai.2010 - Harper Lee na casa de repouso onde vivia, na cidade de Monroeville

19.mai.2010 – Harper Lee na casa de repouso onde vivia, na cidade de Monroeville

 

Publicado no UOL

A escritora norte-americana Harper Lee, ganhadora do Prêmio Pulitzer de ficção em 1961 pelo livro “O Sol É para Todos”, morreu aos 89 anos. A informação foi confirmada na manhã desta sexta-feira (19) pelo prefeito de Monroeville, no Alabama, cidade natal da escritora. Lee vivia sob cuidados médicos em uma clínica para idosos. Sempre muito reservada, ela não dava entrevistas nem fazia aparições públicas há anos.

“O Sol É para Todos”, maior clássico da escritora, foi publicado em 1960 e vendeu 30 milhões de cópias. É considerado uma obra-prima da literatura americana pelo relato pungente sobre o preconceito racial nos Estados Unidos na era da Grande Depressão. A história segue um advogado branco, Atticus Finch, que defende um homem negro acusado injustamente de estupro. O livro ganhou adaptação em Hollywood, em 1962, com Gregory Peck no papel principal.

Em 2015, o mercado literário foi surpreendido pelo anúncio de um novo livro de Lee, “Vá, Coloque um Vigia”, lançado no Brasil em outubro passado pela editora José Olímpio. O romance estava esquecido em uma caixa e teria sido descoberto por sua advogada, Tonja Carter.

Sua segunda obra, quase 55 anos depois de sua estreia, liderou a venda de livros nos Estados no ano passado e obteve a façanha de desbancar “Grey”, da série erótica “Cinquenta Tons de Cinza”, além de bater o recorde de vendas para um livro de ficção voltado a adultos, que antes pertencia a “O Símbolo Perdido” (2009), de Dan Brown, fazendo livrarias fervilhar até a madrugada.

“Vá, Coloque um Vigia”, escrito nos anos 1950, na verdade foi o primeiro esboço de “O Sol É para Todos”, com muitos personagens iguais. O livro ganhou manchetes pela descrição do nobre advogado Atticus Finch como um racista e intolerante, em forte contraste com o advogado idealista que fez a fama da obra.

Capa do livro "O Sol É para Todos"

Capa do livro “O Sol É para Todos”

Uma vida, uma obra

Nelle Harper Lee nasceu no dia 28 de abril de 1926, em Monroeville, e era a caçula de quatro filhos. Quando criança frequentou a escola primária e do ensino médio, a poucos quarteirões de sua casa no Alabama Avenue, mas acabou se mudando para Nova York em 1949, em busca do sonho em se tornar escritora. Trabalhou como auxiliar de reservas de companhias aéreas enquanto escrevia.

Oito anos mais tarde, Lee apresentou o manuscrito de “O Sol É para Todos” para a editora J. B. Lippincott & Co., que pediu que reescrevesse o livro. O principal biógrafo da autora, Charles Shields, contou ao UOL que o personagem principal no manuscrito sempre esteve distante do papel de herói que lhe fez famoso. As mudanças solicitadas miravam justamente no caráter do advogado –queriam que ele deixasse de ser um racista e se transformasse em um herói.

Em 11 de julho de 1960, o romance foi finalmente publicado com sucesso crítico e comercial. Lee ganhou o Prêmio Pulitzer de ficção no ano seguinte. Desde então, nunca mais lançou outro livro.

“Ela tinha uma história para contar, sobre seu pai [que era advogado]. Era a mais importante história de sua vida. A editora, uma mulher mais velha que a ajudou a transformar ‘Vá, Coloque um Vigia’ em ‘O Sol É para Todos’, como resultado de três grandes revisões, aposentou-se depois. A senhora Lee não conseguiria escrever outro romance sem a ajuda dela”, contou Charles J. Shields ao UOL.

Em 2007, Harper Lee sofreu um derrame, mas logo voltou para Monroeville. Durante todos esses anos, os moradores da cidade respeitavam sua privacidade, mas não deixavam de encenar “O Sol É para Todos” anualmente no teatro da cidade.

Em 2015 veio o anúncio inesperado do lançamento de “Vá, Coloque um Vigia”. Seu estado de saúde e sua antiga negativa em publicar um novo livro despertaram dúvidas sobre seu consentimento para o lançamento. A controvérsia levou Lee a dizer que se sentia “muito ferida e humilhada”, isto segundo um texto difundido por sua advogada.

Carter indicou ao “Wall Street Journal” que, entre os papéis e caixas de Lee, achou páginas escritas que podem ser um terceiro romance da autora. “Seria um rascunho anterior aos primeiros dois livros ou, inclusive, como indica uma correspondência mais antiga, poderia ser um terceiro livro ligando os outros dois?”, questionou Carter, na época, deixando a possibilidade em aberto.

Não são só heróis! Conheça HQ’s que exploram temas de provas

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Cleberson Alcantara e Eduardo Aguilar, no Terra

Quanto mais se aproxima a época dos vestibulares, mais aumenta a pressão e o estresse com estudos. É importante nesse momento conseguir relaxar e ter um tempo de descanso, com atividades mais tranquilas. Pode ser com livros, filmes, passeios em exposições e até mesmo histórias em quadrinhos.

Não, quadrinhos não são só histórias de heróis. Existem obras que debatem assuntos pertinentes ao mundo ou que mostram visões diferentes sobre importantes momentos. O Terra Educação preparou uma lista com seis livros em formato de quadrinhos que servem tanto para distrair quanto ajudar a entender melhor assuntos que caem frequentemente nas provas.

Pérsepolis

Escrita pela iraniana Marjane Satrapi, “Persépolis” conta a infância e adolescência da própria autora, que viveu durante a ditadura islâmica em 1979. A obra pode ser um apoio para entender a história dos conflitos no Oriente Médio, assunto que está em pauta na mídia atualmente e, bem possivelmente, pode aparecer nos vestibulares. “Persépolis” foi adaptado para o cinema e concorreu ao Oscar de melhor animação em 2008.

 Persépolis - Marjane Satrapi Foto: Divulgação

Persépolis – Marjane Satrapi
Foto: Divulgação

Mafalda

Figura carimbada em provas, o cartunista argentino Quino se aproveitou da visão inocente e questionadora de uma criança para debater questões sociais e filosóficas. As tirinhas de Mafalda foram publicadas no período do regime militar da Argentina e mostram críticas à ditadura, mas apontam problemas pertinentes à América Latina até hoje, como crise econômica e desigualdade social. O livro “Toda Mafalda” compila todas tirinhas publicadas por Quino entre 1964 e 1973.

 Toda Mafalda - Quino Foto: Divulgação

Toda Mafalda – Quino
Foto: Divulgação

Asterix

“Estamos no ano 50 antes de Cristo. Toda a Gália foi ocupada pelos romanos… Toda? não! Uma aldeia povoada por irredutíveis gauleses ainda resiste ao invasor”. É assim que começa todo livro escrito pelos franceses Albert Uderzo e René Goscinny sobre as aventuras de Asterix e Obelix. Os famosos personagens tratam com humor de um momento importante da história europeia: o império romano. Além dos 35 livros lançados, Asterix já deu origem a cinco filmes.

 Asterix, o Gaulês - Albert Uderzo e René Goscinny Foto: Divulgação

Asterix, o Gaulês – Albert Uderzo e René Goscinny
Foto: Divulgação

Hiroshima – A Cidade da Calmaria

O mangá (nome dado aos quadrinhos japoneses) escrito por Fuimyo Kouno trata da história de sobreviventes da bomba atômica que devastou a cidade japonesa em 1945. Indo na contra mão da ação pela qual as animações japonesas são conhecidas, “Hiroshima” investe numa história mais delicada sobre o fato. O livro se passa dez anos após a tragédia e trata do impacto que a bomba causou no cotidiano da personagem Minami Hirano, que sobreviveu à destruição da cidade. (mais…)

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