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Posts tagged Preta

Cineasta brasileira prepara adaptação de livro de Amós Oz

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‘A Caixa Preta’, de Monique Gardenberg, terá produção de Amos Gitai

Publicado no Estadão

A cineasta Monique Gardenberg

A cineasta Monique Gardenberg

A cineasta Monique Gardenberg já está no quinto tratamento do roteiro de A Caixa Preta, filme que será realizado em Israel e terá como coprodutor o diretor Amos Gitai, um dos mais respeitados do país. O elenco ainda não está definido, mas Gitai, realizador de Kadosh, leu o roteiro há duas semanas e se tornou produtor ao lado de Augusto Casé e Jeffrey Neale. Parceira dos dois últimos filmes de Monique, a Europa Filmes fará a distribuição.

A Caixa Preta é um dos mais notáveis livros de Oz, traduzido em mais de 30 línguas. Multifacetado, ele trata tanto de questões políticas – o confronto entre facções ideológicas em Israel – como de dramas pessoais nesse romance epistolar que se passa em 1976, um ano antes da ascensão da direita israelense ao poder.

Monique Gardenberg diz que todos os seus filmes “possuem esse pano de fundo político”, mas não sabe se pesou mais a relação desfeita do casal central ou o panorama social israelense da época, marcado pela derrota do Partido Trabalhista. “Nunca sabemos porque contamos uma história, são fantasmas que aos poucos vão se revelando”, diz a cineasta.

A poesia e a política andam juntas em A Caixa Preta. A história de amor do intelectual Alexander, simpatizante da esquerda israelense, e sua ex-mulher Ilana, agora casada com um homem de direita, vira, segundo a diretora, uma representação metafórica do embate ideológico sobre a questão palestina. Embora separados, Alex e Ilana continuam apaixonados. O ex-marido ajuda financeiramente Ilana e o novo marido, Michael Sommo, professor que se deixa corromper e usa o dinheiro recebido para comprar terras, sendo cooptado por um movimento nacionalista de direita.

A virada em A Caixa Preta se dá diante da morte. Ilana volta para Alex quando o ex-marido enfrenta uma doença terminal. “Penso o tempo todo na morte e é essa super consciência que me leva a querer falar da estupidez e da intolerância, seja amorosa, racial, política ou religiosa.” Esse, segundo a cineasta, “é o grande tema do filme”.

Monique Gardenberg escreveu sozinha o roteiro do filme e esperou quase dois meses para receber a resposta de Amós Oz. “Ele disse que gostou das minhas music notes” (referência à entrevista acima, em que o escritor compara a roteirização de um livro à transcrição musical). Ela também enviou o roteiro ao elenco, mas não revela nomes, uma vez que a escolha dos atores coadjuvantes depende da seleção do par central.

Cerveja para jornalistas desempregados é lançada nos EUA

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cerveja_unemployed Nova bebida foi criada por um repórter americano após ser demitido de um semanário no estado de Connecticut.

Publicado no Jornalistas da Web

Uma cerveja preta “tão obscura quanto o futuro do jornalismo americano”. É como o próprio criador define a Unemployed Reporter Porter (Repórter Desempregado), uma cerveja criada especialmente para jornalistas desempregados. A bebida foi lançada por Jon Campbell, um jornalista americano (desempregado, diga-se de passagem) que decidiu se dedicar à produção da nova cerveja, em vez de tentar seguir carreira em algum veículo.

Campbell passou sete meses trabalhando no Hartford Advocate, um semanário de Connecticut, antes de ser demitido em uma leva de cortes de pessoal, em 2011. Agora, o mesmo veículo publicou uma nota divulgando o produto, que traz no rótulo um jornalista chorando diante de uma máquina de escrever. O lema escrito na garrafa é tão tragicômico quanto: “A primeira cerveja feita por um jornalista de papel para jornalistas de papel”.

As ironias não param por aí. Segundo o criador da nova bebida, Porter foi uma cerveja escura muito popular entre os marinheiros do século XIX. Logo, a Unemployed Reporter Porter é, ainda de acordo com o rótulo, “feita à mão, na mesma antiga tradição, em homenagem a uma profissão igualmente condenada ao declínio e à irrelevância”, fazendo uma referência ao jornalismo impresso. JW.

Via Clases de Periodismo, CT.com.

dica do Tom Fernandes

Troca de poema de Caio Fernando Abreu por música de Gilberto Gil adia publicação

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Marco Rodrigo Almeida, na Ilustrada

A notícia atiçou a curiosidade de leitores no final do ano passado: finalmente a poesia de Caio Fernando Abreu (1948-1996) seria reunida em livro.

Análise: Versos retratam ressaca que se deu sobre a geração de Caio Fernando Abreu

Quando morreu, aos 47 anos, Caio já era um autor consagrado de dezenas de contos, dois romances, crônicas, peças de teatro e artigos para jornais e revistas.

E também de centenas de poemas. Mas, fora um ou outro verso, Caio nunca publicou sua produção poética, desconhecida mesmo por fãs e especialistas em sua obra.

O escritor Caio Fernando Abreu - Folhapress

O escritor Caio Fernando Abreu – Folhapress

Em novembro, essa faceta oculta do escritor esteve prestes a vir à tona. A editora Record anunciou que no dia 30 chegaria às livrarias o livro “Poesias Nunca Publicadas de Caio Fernando Abreu”.

Organizado pelas pesquisadoras Letícia da Costa Chaplin e Márcia Ivana de Lima e Silva, o livro, que nasceu como tese de doutorado de Chaplin, traria 116 poemas.

O título chegou a ser distribuído para a imprensa, mas, poucos dias depois, a editora cancelou a distribuição dos 3.000 exemplares para as livrarias. Alegou apenas que a atitude foi tomada em “virtude de um erro editorial”.

Se o livro tivesse sido publicado, não seria difícil para um fã de MPB detectar o erro: a página 49 trazia, como se fosse poema de Caio, a letra de “Barato Total”, de Gilberto Gil.

Os versos da canção foram localizados pelas organizadoras em um diário de Caio de 1976. Ao lado da letra há rostos de mulheres desenhados com caneta preta. Um deles seria o retrato da cantora Gal Costa, que gravou a música no disco “Cantar” (1974).

Procuradas pela reportagem, as organizadoras não responderam aos recados até o fechamento desta edição.

A Record informou que o livro está em processo de análise e que uma edição corrigida será lançada. A data ainda não foi definida.

Paula Dip, autora da biografia “Para Sempre Teu, Caio F.” (ed. Record), vai revisar o livro. Ela conta que proporá a substituição de “Barato Total” por um poema que não integrava a versão recolhida e o acréscimo, na introdução, de um texto que explique o erro.

Além disso, Dip quer incluir as palavras que as organizadoras não conseguiram identificar nos manuscritos originais e que aparecem no livro com a legenda “palavra ilegível”.

Editoria de Arte/Folhapress

Editoria de Arte/Folhapress

VERSOS OCULTOS

Os manuscritos dos poemas de Caio estão hoje na PUC -RS, em Porto Alegre, que mantém seu acervo. A maior parte do material foi doada pelo amigo e diretor de teatro Luciano Alabarse; o restante estava em diários com a família.

O material a que as organizadoras tiveram acesso mostra que ele escreveu poesia durante toda a carreira. Os primeiros versos são de 1968, o último, de 1996. Curiosamente, o autor nunca manifestou intenção de publicá-los.

“Ele era muito perfeccionista. Dizia ‘não sou poeta, escrevo poesia muito mal’. Ele se via mesmo como contista”, diz Dip, que foi amiga do autor.

Apesar disso, seus contos e poemas têm forte ligação. Nos dois casos sobressaem temas como a solidão e o desencanto. As referências musicais são outro ponto em comum.

Caio usou trechos de letras de Caetano Veloso e citou músicos como Tom Jobim em alguns poemas. À intérprete de “Barato Total” ele dedicou, além de desenho no diário, um verso do poema “Rômulo”: “Fomos ver o show da Gal cantando deixa sangrar”.

O livro é seu. Eu te dedico.

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O Eu te dedico é um Tumblr muito interessante para os fãs de livros. Ele reúne fotos de dedicatórias de obras variadas, sempre enviadas por internautas. Conheça abaixo alguns posts de lá:

“Bia,

Que todas as famílias sejam
loucas e apaixonadas como os
Buendía. Tudo seria mais intenso e
engraçado. Talvez todo mundo tenha
algo de algum deles, e a magia seja
normal e inexplicável.

Flip
28/11/2012”

>Cem Anos de Solidão . Gabriel García Márquez

>Enviada por Felipe Ivanicska

>Ele conta: Depois de anos prometendo livros para a minha irmã de 14 anos, com quem não tenho muito contato, resolvi comprar todos os clássicos que eu acho essenciais para ela começar a montar sua biblioteca e seu universo.

“Este livro
vai para a Mayna,
a minha
Geléia de morango!

13/11/2006
Nit “

>Ei! Tem Alguém aí? . Jostein Gaarder

>Enviada por Mayna (coleção particular)

>Ela conta: ganhei o livro Ei, tem alguém aí? do escritor Jostein Gaarder, do meu querido amigo Nietzsche Cywisnki.

“Para a Clara.

Cinco meses depois, venho estampar
de caneta preta o gesto de lhe
presentear com esta Mrs Dalloway: uma
edição de capa dura, como você gosta!
Pareceu-me o presente ideal para
dizer a uma iniciante do mundo de Virginia:

Ei, você é linda!

Que suas paixões continuem fortes
como nunca e, aos poucos, você aprenda
a se apropriar das experiências.

Com o amor guardado desde junho,

Telma Eugênio
Nov/2012”

>Mrs Dalloway . Virginia Woolf

>Enviada por Telma (coleção particular)

“De um exagerado
para uma exagerada.

Jogado aos seus pés,
Gabriel”

>Cazuza – Preciso Dizer que te Amo . Lucinha Araujo & Regina Echeverria

>Enviada por Lívia Moscatelli (coleção particular)

>Ela conta: Esse livro eu ganhei de aniversário quando completei 18 anos do meu ex-namorado. O título do livro é uma canção maravilhosa do Cazuza, mas a importância real dela para mim foi principalmente porque era a “nossa” música, aquela que embalou muitas noites dos nossos tempos juntos. Sabe aqueles amores conturbados e intensos que marcam a adolescência inteira? Era o que resumia nós dois, simplesmente exagerados um pelo outro.

“A Vera,
com beijo do
colega, do amigo,
do ‘deserdado filho
da Vera’

Joelmir Beting
15-08-85”

>Os Juros Subversivos . Joelmir Beting

>Enviada por Vera Lucia Alves (coleção particular)

>Ela conta: Tive o privilégio, a honra, de trabalhar com o Joelmir no jornalismo da Band. Todas as noites, antes de entrar no ar, ele dava uma passadinha na minha sala de pauteira para dar uma última olhada nos jornais e colher dados para os seus comentários e a gente patia um papo. Era sempre assim. O lançamento do seu livro “Os Juros Subversivos” coincidiu com sua despedida da Band naquele ano de 1985. Estava indo para a Globo. Daí a expressão “filho deserdado de Vera”, como despedida.

Dica da Bruna Ribeiro

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