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Paulo Coelho: ‘A Espiã’ será lançado no segundo semestre de 2016

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Vida da espiã Mata Hari será contada por Paulo Coelho, em seu novo livro

Ben Oliveira, no Blasting News

O novo livro do Paulo Coelho, ‘A Espiã’ (The Spy) será lançado, no Brasil, no dia 15 de setembro de 2016 e, no resto do mundo, entre os meses de outubro e dezembro deste ano. A obra é inspirada na verdadeira história de Mata Hari, uma dançarina e cortesã acusada de espionagem e executada por traição há cem anos.

Segundo informações publicadas no site oficial do escritor Paulo Coelho, a história será narrada em primeira pessoa. O autor best-seller acredita que há muitas lições que podem ser aprendidas com a vida dela nos dias atuais, principalmente “em uma época em que muitas acusações pelos poderosos custam a vida de muitas pessoas inocentes”.

Paulo Coelho contou que Mata Hari foi uma dançarina que chocou e encantou o público, especialmente homens ricos e poderosos, durante o período da Primeira Guerra Mundial. “Enquanto ela esperava pela sua execução em Paris, um dos seus últimos pedidos foi uma caneta e alguns papéis para escrever cartas”, disse o autor em publicação de seu site.

O contador de histórias reimaginou a vida de Mata Hari, a partir de sua última carta e apoiando-se em materiais fornecidos pelo Serviço de Segurança do Reino Unido, Alemanha e Holanda, ao longo de 20 anos.

De acordo com Paulo Coelho, no momento da execução, Mata Hari teria dito que estava pronta e se recusou a ter os olhos vendados. “Seu único crime foi ser uma mulher independente”, conclui Paulo Coelho.

No Brasil, o livro A Espiã será publicado pela Editora Paralela (Companhia das Letras). A obra será publicada no segundo semestre de 2016 por editoras de diversos países e estará disponível em milhares de livrarias. O livro em português já está disponível para pré-venda nos sites da Livraria Saraiva, Livraria Cultura e Livraria da Folha, com lançamento previsto para setembro.

Com 30 títulos publicados, Paulo Coelho já vendeu mais de 200 milhões de cópias de livros pelo mundo e é um dos autor best-seller há anos. O Alquimista é um dos seus livros mais bem-sucedidos e, recentemente, o autor anunciou, em sua página de Facebook, o recorde: no próximo domingo, The Alchemist estará há 400 semanas na lista de best-sellers do The New York Times.

Ken Follett: “Se o leitor se envolve emocionalmente, o livro vira sucesso”

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Publicado na Época

O escritor de “Os pilares da Terra” lança no Brasil “Inverno do mundo”, o segundo volume de uma trilogia sobre o século XX

O escritor Ken Follet na Espanha
(Foto: Carlos Alvarez/Getty Images)

Idade Média, século XX, hoje em dia como em qualquer outro dia, não há limites para a imaginação do escritor galês Ken Follett. Ele é um dos autores mais vendidos do mundo. Em 27 anos de carreira, lançou 21 romances e já vendeu mais de 500 milhões de exemplares em 35 idiomas. Aos 63 anos, ele acaba de lançar simultaneamente em 18 países o romance Inverno do mundo (editora Arqueiro, 880 páginas, R$ 59,90, tradução de Fernanda Abreu). É o segundo volume da trilogia O século, iniciada há dois anos com Queda de gigantes.

Trata-se de uma saga em construção sobre as conturbações do século XX, entre guerras, revoluções, transformações sociais e culturais. O narrador em terceira pessoa acompanha simultaneamente o destino de cinco famílias – americana, alemã, russa, inglesa e galesa –, que se altera e se entrelaça diante das transformações por que passa o mundo. Se o primeiro volume narra a imigração e a Primeira Guerra Mundial, o segundo aborda a ascensão do nazismo. O livro é ambientado no ano de 1933. Em Berlim, a jovem Carla Von Ulrich testemunha a ascensão de Hitler e o envolvimento de sua família com o Nacional Socialismo. É o momento do exílio, que leva Carla a conhecer os personagens que desfilam pelo livro em blocos narrativos paralelos.

>>Mais entrevistas

Follett já abordou a Idade Média na série Os pilares da Terra – que foi adaptada com sucesso para a televisão. Ficou famoso com romances policiais, gênero no qual desenvolveu uma narrativa que hoje é seguida por diversos aspirantes a escritores de sucesso. Em entrevista a ÉPOCA, dada por e-mail, Ken Follett afirma que o ser humano é fundamentalmente o mesmo, não importando a época e as condições políticas e econômicas em que viveu ou viverá.

>>Notícias sobre livros

ÉPOCA – Por que o senhor escolheu enfrentar um assunto tão complexo e grandioso como o século XX, após ter abordado a construção das catedrais na Idade Média em Os pilares da Terra?
Ken Follett
– O século XX é o mais dramático da história da humanidade, com duas grandes guerras e a crise da bomba atômica. Também é o século em que a maior parte dos meus leitores nasceu. É a história de todos nós: quem somos e de onde viemos.

Inverno do Mundo (editora Arqueiro, 880 páginas, R$ 59,90, tradução de Fernanda Abreu) (Foto: Reprodução)

ÉPOCA – Qual foi o maior desafio para abordar as turbulências do século XX e, ao mesmo tempo, fazer um retrato da vida íntima de uma galeria de dezenas de personagens que desfilam pela trilogia O século?
Follett
– Como sempre, o desafio é mostrar a história como parte da vida diária de homens e mulheres.

ÉPOCA – É mais difícil criar personagens e cenários na Idade Média ou no século XX?
Follett
– Não é muito diferente. O mundo mudou bastante desde a Idade Média, mas as pessoas são fundamentalmente as mesmas. As pessoas da Idade Média e as de hoje possuem as mesmas paixões e medos.

ÉPOCA – Como o senhor descreve o método de narrar e criar personagens que o senhor desenvolveu ao longo da sua carreira?
Follett
– Meu método é planejar o livro nos mínimos detalhes antes de escrevê-lo. Isso me ajuda a garantir que haverá sempre um motivo para virar a página e continuar a ler a histórias. Desenvolvi minha maneira de narrar, baseando-me em autores de todos os tempos. Às vezes eles têm ideias e técnicas que eu posso adaptar facilmente. Mas há ocasiões em que só me espanto, sem conseguir adaptar coisa alguma.

ÉPOCA – Qual o segredo para contar uma história que provoque entusiasmo e criar um romance de sucesso nos dias de hoje?
Follett
– A única coisa que importa é que o leitor se envolva emocionalmente com o enredo. Ele ou ela precisa sentir a ansiedade, o medo, a raiva e outras emoções. Se a história consegue fazer isso, será um sucesso popular.

ÉPOCA – O senhor acha que as novas possibilidades tecnológicas, como e-books, tablets e leitores digitais, estão pondo em risco a vida literária tal como a conhecemos?
Follett
– Acredito que a tecnologia oferece uma oportunidade para nós no mundo dos livros. Ela vai levar nosso trabalho a mais pessoas. Não temos nada a temer com a tecnologia.

ÉPOCA – Escrever para o senhor é uma busca ou é pura diversão? Qual o seu objetivo quando o senhor escreve?
Follett
– Meu objetivo é deixar o leitor tão interessado na história que ele vai acabar preferindo o mundo imaginário ao real, e ficar desapontado quando chegar o momento de fechar o livro e ir dormir.

ÉPOCA – O senhor já cogitou em escrever uma narrativa “intelectual” e experimental? E em voltar aos livros de suspense?
Follett –
Nunca pensei em ser experimental. Voltar ao suspense, talvez, um dia.

ÉPOCA – Que tipo de interação e relacionamento o senhor mantém com seus leitores?
Follett
– Eu recebo cartas, e-mails e tweets dos meus leitores, e respondo a todos eles.

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