Canal Pavablog no Youtube

Posts tagged Principiantes

Obra-prima de Tolstói ganha adaptação em quadrinhos

0
Na solidão do seu quarto, à espera do fim, Ivan Ilitch se pergunta dos porques da vida e da morte

Na solidão do seu quarto, à espera do fim, Ivan Ilitch se pergunta dos porques da vida e da morte

Chico Castro Jr., no Portal A Tarde

Filão de mercado bastante rentável às editoras, as adaptações de clássicos da literatura para os quadrinhos não dão sinal de enfraquecimento, chegando com rara regularidade às livrarias. Uma das mais recentes é A Morte de Ivan Ilitch, uma das principais obras de Liev Tolstói.
Quem sabe qualquer coisinha de literatura russa tem consciência do peso, da dificuldade da tarefa. Literatura russa em geral – e Tolstói em particular – não são para principiantes.

Seus textos são densos, extensos e apontam para diversos níveis de leitura, além de, como no caso de A Morte de Ivan Ilitch, tratarem de temas da pesada. Neste caso, da morte.
Delegada ao quadrinista Caeto (paulista de Assis), a adaptação atinge resultados até melhores do que seria de se esperar, dada a dificuldade.

Considerada pelo cânone literário como a novela mais perfeita da literatura mundial, A Morte de Ivan Ilitch (1886) é obra de destaque em meio aos outros trabalhos de Liev Tolstói (1828-1910), um sujeito que escreveu “apenas” alguns monumentos da cultura universal, como Guerra e Paz (1869) e Anna Karenina (1877).

Em Ivan Ilitch, Tolstói narra a história do personagem título: um sujeito comum, juiz de instrução bem-sucedido, que cai enfermo e, de um dia para o outro, vê-se definhar e morrer aos poucos.

Enquanto agoniza, deitado em seu quarto, Ivan rapassa toda a sua vidinha medíocre de burocrata e se confronta com o fato de que vai morrer – e até com a própria ideia de morte. Como já se disse, uma leitura “leve” para o fim de semana.

Perturbadora, a narrativa de Tolstói se passa quase que inteiramente na mente de Ivan Ilitch, que, apesar de ser um homem de família, casado e com filho, vê-se solitário na escuridão do seu quarto, remoendo suas memórias e dando-se conta de sua insignificância.

Exercício vão
Nas mãos de Caeto, a obra de Tolstói ganha em certo dinamismo. O quadrinista, premiado pela sua obra autobiográfica Memória de Elefante (2010, Companhia das Letras), demonstra cancha na decupagem do fluxo de memória de Ivan Ilitch, com seu traço expressionista em preto & branco.
O problema da adaptação de A Morte de Ivan Ilitch em quadrinhos é a mesma de quase toda adaptação: até que ponto ela é válida como obra por si? Ela se sustenta?
Porque, vamos ser francos: uma coisa é adaptar uma rotina aventuresca, como A Ilha do Tesouro, de Robert Louis Stevenson, ou a ficção científica vintage de Julio Verne, obras cinemáticas desde o seu princípio, dadas a incendiar a imaginação do leitor em cenas de correria, lutas e buscas em cenários exóticos.

Já A Morte de Ivan Ilitch é algo inteiramente diferente. Traduzir em imagens sequenciais o mergulho memorialístico-filosófico de um homem que, em seu leito de morte, se dá conta de sua mediocridade, é como querer engarrafar a luz do sol: um exercício vão.

Apesar disso – e dos enormes blocos de texto que por vezes truncam a leitura -, Caeto está de parabéns. Ao menos, pelas suas mãos, muitos que jamais leriam uma obra de Liev Tolstói terão aqui seu primeiro contato com o gênio russo.

De 78 países, Brasil está entre os 10 piores no domínio de inglês

0

Com pontuação de 3,27, o Brasil ficou atrás da média geral – de 4,75 pontos – e também da média da América Latina, de 3,38 pontos

A empresa responsável pela pesquisa aponta que o desempenho do Brasil é preocupante, ainda mais que o País vai sediar importantes eventos esportivos Foto: Getty Images

A empresa responsável pela pesquisa aponta que o desempenho do Brasil é preocupante, ainda mais que o País vai sediar importantes eventos esportivos
Foto: Getty Images

Publicado por Terra

Uma pesquisa divulgada esta semana pela GlobalEnglish Corporation, empresa que realiza testes em todo o mundo sobre a proficiência de inglês nos negócios, aponta que o Brasil está entre os piores países no domínio do idioma. Entre as 78 nações analisadas, o País ficou na 71ª colocação. Nas primeiras posições do ranking estão Filipinas, África do Sul e Noruega. El Salvador e Chile são os piores colocados.

Com pontuação de 3,27, o Brasil ficou atrás da média geral – de 4,75 pontos – e também da média da América Latina, de 3,38 pontos. Porém, os números melhoraram em comparação ao ano passado, cujo desempenho foi de 2,95 pontos. Segundo a GlobalEnglish, o resultado é preocupante para um nação que receberá, nos próximos anos, três eventos esportivos internacionais: Copa das Confederações, Copa do Mundo e Olímpiadas.

A pontuação no Índice de Inglês para Negócios 2013 (BEI, na sigla em inglês) de 1,0 indica uma capacidade de leitura e de se comunicar usando apenas perguntas e frases simples, enquanto uma pontuação mais elevada de 10,0 representa a capacidade de se comunicar e colaborar no ambiente de trabalho muito parecido com um falante nativo de inglês. Para fazer a escala foram realizados 212.883 testes no mundo. A média geral, de 4,75, representa um aumento de 14% em comparação com 2012. Apesar destas melhorias, quase um terço (30%) dos profissionais foram classificados como principiantes e apenas 7% deles mostraram ter inglês fluente.

Apesar das deficiências, 91% dos entrevistados disseram que consideram a proficiência em inglês como um requisito necessário para o avanço na carreira e 94% acreditam que o conhecimento do inglês de negócios é fundamental para ganhar uma promoção na empresa.

A pesquisa é focada no mercado corporativo, já que é resultado de testes aplicados em empresas multinacionais que utilizam as ferramentas da GlobalEnglish dentro do ambiente de trabalho para o aperfeiçoamento da língua inglesa entre seus profissionais. Veja os resultados do estudo no site da GlobalEnglish.

dica do Jarbas Aragão

Go to Top