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Cidades com menor IDH terão prioridades na oferta de vagas do Fies

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Portaria foi publicada no Diário Oficial desta segunda-feira (14).
Instituições poderão aderir ao financiamento até o dia 21 de dezembro.

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Publicado em G1

As cidades com menor Índice de Desenvolvimento Humano (IDH) terão prioridade na oferta de vagas do Fies. A portaria com as novas regras para concessão do financiamento em 2016 foi publicada no Diário Oficial da União desta segunda-feira (14).

A portaria ainda prevê a distribuição das vagas levando em conta a demanda pela educação superior, calculada a partir de dados do Exame Nacional do Ensino Médio (Enem), e a demanda por financiamento estudantil, calculada a partir de dados do Fies de 2015.

Serão priorizados os cursos das áreas de saúde, engenharia e licenciatura e pedagogia.

Poderá se inscrever no processo seletivo do Fies referente ao primeiro semestre de 2016 o estudante que atenda as duas condições:

1) Tenha participado do Enem a partir da edição de 2010 e obtido média aritmética das notas nas provas igual ou superior a 450 pontos e nota na redação superior a zero.
2) Possua renda familiar mensal bruta per capita de até dois salários mínimos e meio.

As instituções interessadas em aderir ao Fies deverão assinar termo de participação a partir desta segunda até o dia 21 de dezembro de 2015. Terão prioridade as vagas de cursos que receberam conceito 5 e 4.

O ministro da Educação, Aloizio Mercadante, afirmou, em entrevista ao G1, que o número de contratos disponíveis para 2016 será igual ou superior ao de 2015. “O volume vai ser pelo menos do tamanho que tivemos neste ano. Não será menor do que foi em 2015”, disse ele. Neste ano, o governo federal fechou cerca de 311 mil contratos de financiamento.

Novas regras

Depois que a demanda pelo Fies no primeiro semestre esgotou a verba do programa para o ano inteiro, o MEC anunciou, em junho, alterações nas regras. Além de estabelecer cotas mínimas para financiamento de matrículas em cursos com avaliação máxima de qualidade, de mudar os critérios de renda familiar e de aumentar os juros, o programa passou a privilegiar estudantes matriculados em instituições das regiões Norte, Nordeste e Centro-Oeste (excluindo o Distrito Federal).

Segundo o governo, no segundo semestre, o Fies inverteu pela primeira vez a concentração de contratos: 51,26% deles ficaram nos estados do Nordeste, do Norte e do Centro-Oeste (com exceção do Distrito Federal), e o DF, Sudeste e Sul responderam por 48,74% dos financiamentos.

No primeiro semestre, Sul, Sudeste e DF tinham 61% dos contratos, de acordo com o levantamento obtido pelo G1. Os dados detalhados sobre os contratos firmados no segundo semestre em cada estado, porém, ainda não foram finalizados, segundo o MEC.

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Parabéns!

Após se formar em letras, ex-catador de lixo em Piedade cursa doutorado

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Dorival Gonçalves dos Santos Filho frequentou lixão por mais de dez anos.
‘As pessoas não enxergavam a gente. Não queriam ver’, lembra professor.

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Publicado no G1

Procurar por materiais recicláveis, como plástico, alumínio, vidro e papelão, no lixão e nas lixeiras de Piedade (SP), no interior de São Paulo, foi por mais de dez anos a realidade de Dorival Gonçalves dos Santos Filho. Graduado em letras e atualmente com 32 anos, hoje o rapaz cursa doutorado em linguística em uma universidade federal e diz que deixou de se sentir invisível. “As pessoas não enxergavam que a gente estava lá [no lixão]. Não queriam ver. Me sentia no mesmo patamar que os cães que fuçavam os restos.”

Dorival esteve pela primeira vez no lixão com apenas 4 anos de idade. Na época, ele vivia com a mãe, um irmão e três irmãs em uma casa na periferia de Piedade. O linguista conta que a mãe reuniu a família e também vizinhos para ir ao aterro sanitário da cidade porque todos passavam dificuldades. “Lembro que fiquei doente porque a gente passava fome, mas ainda não ia sempre ao lixão, só quando a situação apertava”, afirma.

Aos cinco anos, Dorival foi matriculado em uma escola pública e começou a dividir o tempo entre as lixeiras da cidade – durante a manhã – e os estudos, à tarde. Além de recolher materiais, ele acompanhava as irmãs para vender alfaces que a mãe plantava em casa. “Meu pai trabalhava na área de construção em outras cidades e vinha para casa uma vez por mês, no máximo. O dinheiro que ele trazia não era suficiente. Tentávamos sobreviver de todas as formas”, lembra.

Comida, calçado e roupas
Quando recorriam ao lixão, a procura não era apenas por materiais para vender, segundo Dorival. Ele e as irmãs pegavam comida, calçados e roupas, já que só possuíam chinelos gastos para ir à escola. Os cadernos e lápis eram levados em sacolinhas de supermercado. O linguista diz ainda que vários momentos foram marcantes nesse período, mas destaca o fato de não ter tempo para brincar como as outras crianças e de receber provocações de alguns colegas.

Após concluir a oitava série, o linguista abandonou os estudos porque não conseguia conciliar com o trabalho. A família conseguia trabalhos temporários na agricultura da região, mas continuava indo ao lixão esporadicamente, um local que traz lembranças amargas a Dorival. “Viver do que os outros jogam é um trabalho subumano e perigoso. Estava sempre doente por conta dos cortes, tinha que tomar cuidado com os caminhões de lixo e ninguém nota quem trabalha lá, como se fôssemos parte da paisagem”, lembra.

Com 21 anos, Dorival decidiu que precisava sair do lixão e voltar para a escola cursar o ensino médio. Optou por não fazer o supletivo e tentou procurar um emprego, mas ele considerava a cidade do interior paulista pequena e que não oferecia oportunidades. A família também havia aumentado, haviam mais quatro sobrinhos. Por isso, ele continuou tirando o sustento do lixão diariamente.

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Três mil livros no lixo e a faculdade
Durante o tempo em que trabalhava no lixão, Dorival juntou milhares de livros e montou uma biblioteca particular na casa onde morava apenas com os exemplares encontrados, que passavam de três mil. Segundo ele, livros de todos os gêneros faziam parte do acervo, mas os preferidos eram os clássicos da literatura brasileira, como Machado de Assis e João Guimarães Rosa.

De volta ao ensino médio, foi incentivado pelos professores, que elogiavam seu desempenho escolar, e apresentado à ideia de cursar uma faculdade. “Os professores falavam que eu tinha potencial e me fizeram ver uma luz. Intensifiquei os estudos e, mesmo dividindo o tempo com o lixão, era minha prioridade. Às vezes ia para a aula apenas assistir, não conseguia escrever porque os dedos cortados sangravam”, lembra.

Dorival prestou o vestibular, aos 24 anos, para o curso de Letras e foi aprovado na Universidade Estadual Paulista (Unesp) de Assis (SP). Mudou de cidade e conseguiu auxílio de R$ 200. “Ainda não era suficiente. Então, cuidava de idosos, trabalhava em uma lavanderia e também com serviços de jardinagem para me manter”.

No mesmo período, a situação da família começou a melhorar. “Minha mãe e minhas irmãs conseguiram auxílio do governo e empregos formais também. Foi o que me deixou mais tranquilo para ficar longe deles”, conta.
As visitas à Piedade se tornaram raras, mas ele se comunicava por cartas com a mãe. “Estava sempre orgulhosa. Ela contava que as pessoas do bairro achavam que eu estava preso. Dizia para eles que eu estava fazendo faculdade, mas ninguém acreditava”, diz.

Depois de graduado, Dorival começou a lecionar em escolas públicas e também concluiu um mestrado em linguística. Em seguida, ingressou na Universidade Federal de Santa Catarina (UFSC), em Florianópolis (SC), onde cursa atualmente o doutorado. “Quando entrei na sala de aula pela primeira vez, fiquei parado cinco minutos. Um filme passou pela minha cabeça porque nunca imaginei que estaria ali”.

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