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Livro best-seller do padre Fábio de Melo vai virar filme

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© AgNews (Arquivo)

Elenco da produção ainda não foi divulgado; longa-metragem deve ser laçado em 2019

Publicado no Notícias ao Minuto

O livro ‘Tempo de esperas’, lançado pelo padre Fábio de Melo em 2011, será adaptado para o cinema pela produtora carioca A Fábrica, que comprou os direitos de publicação da obra.

De acordo com informações do UOL, os nomes que vão compor o elenco ainda não foram divulgados. A previsão é de as filmagens comecem em 2019. “Em princípio o padre não participa do filme, apesar de estar acompanhando o desenvolvimento do roteiro”, revela Luiz Noronha, sócio da produtora.

O best-seller conta a história dos personagens Alfredo e Abner, um aluno e um professor que, à procura da felicidade, passam a trocar cartas sobre temas como amor, amizade e filosofia.

Jovem publica livro após 12 anos ‘caçando’ editoras em lista telefônica

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Fellipe de Almeida começou a escrever aos oito anos por influência da irmã.
Aos 20 anos de idade, jovem surpreende criando em máquina de escrever.

Estante com livros, computador e máquina de escrever ficam na sala de casa (Foto: Orion Pires / G1)

Estante com livros, computador e máquina de escrever ficam na sala de casa (Foto: Orion Pires / G1)

Orion Pires, no G1

Desde os oito anos de idade, um garoto de São Vicente, no litoral de São Paulo, vasculhava as listas telefônicas em busca de uma editora que ajudasse na publicação de um livro. A história poderia servir como enredo de uma obra literária, mas fará parte da vida real do estudante de publicidade e propaganda Fellipe de Almeida Silva, de 20 anos. Quase 12 anos depois de iniciar uma verdadeira saga para realizar o sonho de se tornar escritor, ele conseguiu encontrar a tão almejada editora e terá o seu livro de crônicas, poesias e contos publicado.

O jovem começou a escrever ainda pequeno por influência da irmã, que é 15 anos mais velha. Os livros infantis foram a porta de entrada para cultivar a leitura e ajudar nos estudos. “Toda vez que ela ia me dar um presente eu tinha que ler um livro primeiro para depois ganhar. Depois de um tempo, eu acabei deixando os presentes ‘bons’ e ficava só com os livros”, explica.

A compensação foi a maneira que a irmã, atualmente bancária, encontrou para contribuir com o futuro do irmão. E deu certo. “Funcionou comigo e facilitou também na escola. Quando a professora passava alguma redação para fazer, eu sempre ultrapassava o limite das linhas”, lembra.

Ele revela ainda que, por várias vezes, escutava o recado da professora: ‘Fellipe, não precisa escrever tanto’. Porém, não tinha jeito, pois as folhas de almaço pautadas da época da escola não eram suficientes para as histórias do jovem.

Depois de alguns anos escrevendo textos, o jovem decidiu mudar as leituras. De histórias infantis, ele resolveu procurar um conteúdo diferenciado. Na estante da irmã, encontrou um livro da Zíbia Gasparetto – ‘Pare de Sofrer’ e voltou seus contos para o público adulto. “Fiquei encantado com essa escrita mais adulta. Já na escola conheci Fernando Pessoa e Machado de Assis. Foi uma transição da escrita dessas histórias infantis para as mais adultas”.

Aos poucos, ele foi ‘pegando gosto’ por textos pessoais, poesias, histórias e, por consequência, mudou também o estilo de escrita. “Eu sempre dizia que escrevia muito a história dos outros e, quando eu fosse viver minhas próprias emoções, iria escrever sobre elas”, conta.

Fellipe afirma que não tem ideia de quantos textos já escreveu, mas que anda com folhas e um caderno na bolsa. Quando alguma ideia aparece ele manda tudo para o papel. Aliás, além do papel e caneta, ele detém uma máquina de escrever na sala de casa. “Claro que tem modernidade, mas o barulho da máquina de escrever é inspirador também”.

Além de escrever, Fellipe também faz a manutenção da máquina (Foto: Orion Pires/G1)

Além de escrever, Fellipe também faz a manutenção da máquina (Foto: Orion Pires/G1)

Editora
Há cerca de seis meses, o sonho de se tornar escritor começou a virar realidade na vida do jovem. Depois que criou um blog para reunir os textos escritos na internet, suas histórias ganharam voos maiores. “Um jornalista que eu tenho no Facebook compartilhou um texto meu e um rapaz da editora entrou em contato comigo. Ele mandou um e-mail perguntando se eu estava interessado em fazer uma publicação, se eu tinha alguma coisa pronta. Claro que eu respondi que queria”, explica.

Fellipe organizou os textos por cronograma de tempo e enviou tudo para a editora carioca. O projeto foi aprovado e, finalmente, sairá do papel. O contrato entre ele e a editora não tem um custo direto. A única cláusula é de que pelo menos 35 livros deverão ser vendidos no dia do lançamento. Serão contos, poesias e crônicas distribuídas em 80 páginas. “A editora segue essa política de incentivar jovens escritores e isso me deixou muito feliz”, diz.

O título da obra será ‘Canário’ e será lançada no dia 28 de novembro, no Teatro Guarany, em Santos. O nome do livro é uma alusão aos pássaros que, com a liberdade de voar, chegam ao destino que querem. “Foram dez anos da minha vida sonhando com isso e sempre pareceu muito surreal. Eu gosto de tantos escritores e eu tenho um livro deles na mão. É difícil imaginar que em breve eu terei algo produzido por mim na mão, com o meu nome assinado. Acho agora a minha vida está fazendo mais sentido”, comemora.

Fellipe escreve desde os oito anos de idade por incentivo da irmã (Foto: Orion Pires/G1)

Fellipe escreve desde os oito anos de idade por incentivo da irmã (Foto: Orion Pires/G1)

Em busca de boas práticas de educação, jovem percorre 58 cidades em 6 meses

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Jovem viajou quase seis meses por 15 Estados brasileiros e o Distrito Federal em busca de práticas educacionais inspiradoras

Caio Dib viajou em busca de experiências educacionais inspiradoras. Entre os lugares que visitou, está o Ceará (foto). Hoje ele dá consultorias e palestras (Foto: Arquivo pessoal)

Caio Dib viajou em busca de experiências educacionais inspiradoras. Entre os lugares que visitou, está o Ceará (foto). Hoje ele dá consultorias e palestras (Foto: Arquivo pessoal)

Marcelle Souza, no UOL

Assim que concluiu a faculdade de jornalismo, Caio Dib, 23 anos, deixou o emprego, pegou a mochila e decidiu partir para uma aventura pessoal e profissional. Não procurava aprender outra língua nem conhecer outro país. Viajou quase seis meses por 15 Estados brasileiros e o Distrito Federal em busca de práticas educacionais inspiradoras.

“Em um momento de minha vida, não via mais sentido em ficar mais tempo dentro do escritório do que conhecendo essas diferentes realidades e conversando com pessoas”, afirma Dib, que atualmente dá consultorias e palestras.

Antes de sair de São Paulo, consultou amigos e usou a sua própria experiência em institutos de educação para mapear mais de 70 cidades. “A ideia inicial era que a viagem durasse três meses, mas, para o desespero da minha mãe, fui ampliando e fiquei seis meses na estrada”, diz.

A lista de escolas mudou muito durante as suas andanças e, no final, o percurso teve 58 municípios. Aos poucos, percebeu que as pessoas que conhecia pelo caminho poderiam indicar experiências tão ou mais interessantes do que as mapeadas no início da viagem. “Fui sozinho, mas pouco tempo eu fiquei sozinho de verdade”, afirma.

“Eu não tinha filtro quando saí daqui. Podia ser escola pública, privada, pré-escola ou educação de jovens e adultos. Eu queria encontrar coisas que vão além do óbvio”.

Deixou de lado os indicadores de qualidade, como o Ideb (Índice de Desenvolvimento da Educação Básica), e foi atrás de iniciativas que tinham impacto não só na escola, mas também nas famílias e na comunidade. “Eu busco praticas que façam a diferença na vida das pessoas”.

As práticas foram escolhidas de acordo com três critérios: trabalhar de maneira equilibrada com conteúdo e desenvolvimento real para a vida, realizar trabalhos que impactem pessoas dentro da escola e na comunidade e  ter relacionamento com a realidade local.

Histórias viraram um livro

Assim que voltou, Dib montou um site, que tem um mapa com as escolas visitadas, e acaba de publicar o livro “Caindo no Brasil”, que reúne 13 práticas inspiradoras –nove instituições e quatro histórias de pessoas envolvidas com a educação.

“Uma das [práticas] que mais me chamou a atenção foi a Vivendo e Aprendendo, em Brasília. É uma escola associativa de educação infantil que trabalha muito com o aprendizado a partir da vivência e da relação com o outro”, afirma. “É uma escola que desenvolve futuros adultos conscientes e com habilidades e competências que a sociedade demanda, como trabalho em equipe, empatia, responsabilidade, autonomia”.

No caminho, conheceu o Colégio Oficina, em Salvador, que desenvolve atividades para estimular o desenvolvimento da argumentação e do olhar crítico pelos alunos, e a Escola do Sesc no Rio de Janeiro, uma escola-residência que prioriza multiculturalidade e oferece cursos técnicos para estudantes do ensino médio. “Todas as iniciativas têm problemas, o grande negócio é ver as soluções”, afirma.

No livro, Dib conta também histórias de pessoas que conheceu durante a viagem. “A Dayse foi a primeira de sua comunidade a entrar na universidade e mostrou como é importante olhar todos os alunos como pessoas cheias de potencial. O Seu Luiz, analfabeto porque precisaria andar 2 horas para chegar na escola durante a infância, está ajudando a filha a concluir o ensino técnico (um salto educacional enorme em uma geração) e mostrou como os saberes populares e cotidianos são tão importantes quando as letras e números”.

A publicação só foi possível a partir de uma “vaquinha” virtual, em que Dib arrecadou mais de R$ 30 mil com a ajuda de 300 apoiadores. “A viagem foi feita por pessoas. Se não fossem as dicas, os cafés, toda a colaboração on e off-line, não seria como foi. Quis fazer uma campanha de financiamento coletivo justamente para enfatizar que a mudança acontece no plural”.

O dinheiro do financiamento também possibilitou a doação de um livro para cada Estado e o desenvolvimento de uma nova plataforma de mapeamento de boas práticas, que será lançada ainda no segundo semestre. “É preciso olhar para os bons exemplos, aprender com eles e fortificar as redes”, afirma Dib.

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