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Filme mistura documentário e ficção na vida de Cora Coralina

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Cena do filme 'Cora Coralina, Todas as Vidas' (Reprodução)

Cena do filme ‘Cora Coralina, Todas as Vidas’ (Reprodução)

Com seis gerações de atrizes no papel principal, produção recria história da escritora junto a depoimentos de contemporâneos

Publicado na Veja

O filme Cora Coralina – Todas as Vidas ganhou um novo trailer em que mostra mais da produção, que mescla documentário com ficção na história da escritora brasileira. O longa, que estreia no dia 9 de novembro, é dirigido por Renato Barbieri e aborda aspetos pouco conhecidos da vida de Cora, intercalados com a proclamação de poemas por seis gerações de atrizes brasileiras: Beth Goulart, Zezé Motta, Walderez de Barros, Tereza Seiblitz, Maju Souza e Camila Márdila.

As atrizes ainda recriam algumas cenas marcantes da vida de Cora, desde a sua infância e casamento em Goiás, o período em São Paulo e a morte aos 95 anos. Boa parte dos textos narrativos do documentário são excertos da obra da própria autora, como poemas, artigos e cartas, mas o filme também é livremente baseado no livro Raízes de Aninha, de Clóvis Brito e Rita Elisa Seda. A produção ainda conta com depoimentos de contemporâneos, colaboradores, amigos, parentes e estudiosos da obra de Cora.

7 razões para você começar já a ler antes de dormir

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Ler um livro de papel (com cheirinho de papel) antes de dormir tranquiliza tanto quanto tomar uma jarra de chá de camomila!

Isabella Otto, na Capricho

Você sabia que a insônia não é mais um drama só de pessoas mais velhas? Os mais novos também estão tendo dificuldades para dormir. Assistir à séries e/ou usar o celular enquanto tenta pegar no sono é um perigo! A luz desses aparelhos eletrônicos atrapalha a produção de melatonina, hormônio que regula o sono. Então, já deu para perceber que se distrair naquele joguinho na cama, principalmente se o quarto já estiver todo escuro, não é uma boa ideia. Mas o que fazer?!

Que tal reservar aquela uma horinha antes de dormir para ler um livro? Pode ser um mais leve ou até mesmo aquela leitura obrigatória que vai cair na prova. Além de você otimizar o seu tempo – pois, com a correria do dia a dia, fica muitas vezes complicado encontrar um tempo para ler -, você vai dormir muito melhor! Abaixo, listamos algumas razões para você investir na leitura de um livro (nada de e-book, hein?) enquanto tenta pegar no sono.

1. É cientificamente comprovado que ler antes de dormir alivia o estresse
De acordo com um estudo realizado pela Universidade de Sussex, na Inglaterra, em 2009, o fato de você se desligar do mundo real ao ler um livro alivia as tensões musculares e ainda diminui o ritmo dos batimentos cardíacos.

2. Os olhos ficam cansados e as pálpebras pesadinhas
Isso também acontece quando você passa muito tempo na frente da tela do celular, por exemplo. Mas, nesse caso, é porque a luz interfere diretamente na sua visão. No caso da leitura de um livro, não há nenhuma luz direcionada para o seu rosto. É puro cansaço do soninho chegando…

3. Você não fica alerta pensando nos problemas que tem para resolver
É muito comum deitarmos nossa cabeça no travesseiro e começarmos a pensar na vida. Isso nem sempre é bom, porque você pode se concentrar nos pepinos do dia a dia e acabar ficando em estado de alerta. Ao ler um livro, você se teletransporta para outro mundo e acaba se esquecendo um pouquinho dos problemas reais. É ótimo!

4. A prática te deixa mais saudável a longo prazo
Além de te deixar bem mais criativa, pesquisas comprovam que ler um pouquinho por dia exercita o cérebro e trabalha partes que, no futuro, poderiam ser afetadas pelo Alzheimer, doença que destrói progressivamente a memória.

5. O silêncio faz seu corpo relaxar
Ver TV antes de dormir funciona para algumas pessoas, mas outras acabam não sentindo sono justamente pelo som que o televisor emite. Ao ler um livro, mesmo que você escute uma música baixinha ou aposte nos audiolivros, é diferente e o corpo também interpreta aquele som de outro modo.

6. O escurinho ativa a produção de melatonina
Se você ainda não tem um abajur na sua cabeceira ou próximo à cama, talvez seja hora de investir em um de luz amarela. Além de criar um ambiente perfeitamente gostosinho para a sua leitura noturna, o combo “escurinho + livro” faz seu corpo produzir mais hormônio do sono e, consequentemente, relaxar.

7. A qualidade do sono melhora
De repente, você pode até se empolgar e ler por mais tempo do que estava pretendendo (o que também não é muito bom, hein?), mas apenas 20 minutinhos basta para o seu corpo já sentir o relaxamento causado pela leitura de um livro. A menor agitação afeta diretamente o seu sono, que se torna mais contínuo e com menos pesadelos.

Em rara entrevista, Elena Ferrante fala sobre a série baseada em seu livro ‘A Amiga Genial’

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Vida real. 'Não tem nada a ver com leitura. As crianças estão aqui para fazer parte do show business', diz Ferrante Foto: Nadia Shira Cohen/The New York Times

Vida real. ‘Não tem nada a ver com leitura. As crianças estão aqui para fazer parte do show business’, diz Ferrante Foto: Nadia Shira Cohen/The New York Times

 

Escritora demorou dias para conversar com a reportagem do ‘The New York Times’

Jason Horowitz, no Estadão [via New York Times]

Contatei a escritora Elena Ferrante, que prefere permanecer anônima e escrever sob pseudônimo, para uma reportagem que fiz para o NYT sobre a seleção de crianças de Nápoles para protagonistas de uma minissérie baseada em seu romance A Amiga Genial – no Brasil, acaba de sair o último volume da tetralogia napolitana, A História da Menina Perdida.

Elena demorou dias para falar comigo, mas o que ela disse compensou. Ela falou sobre o que significa para uma escritora ter sua principal obra adaptada para a tela, ver crianças comuns representando seus personagens, qual foi sua contribuição para a produção e se ela acha que a série vai decolar como Game of Thrones.

Como você se sente vendo essas crianças de Nápoles, muitas delas de bairros pobres, fazendo fila na esperança de ser Lila e Lenù? Ao ver seu trabalho entrar na vida de crianças não muito diferentes daquelas de que você fala?

Para mim, é uma mudança radical. Os personagens, seus bairros, foram criados em palavras, mas acabaram saindo da literatura para a tela. Deixam o mundo dos leitores para ingressar no mundo muito maior dos espectadores. Encontram pessoas que nunca leram sobre eles, e outras que nunca lerão. É um processo que me intriga. A substância dos livros é retrabalhada segundo outras regras e prioridades, e sua natureza muda. As crianças que aparecem para entrevistas são o primeiro indício disso. Elas sabem pouco, ou nada, de livros. São espectadores que esperam tornar-se atores, por diversão ou esperança de sucesso.

Você descreve com precisão os personagens, e assim o diretor de elenco, o diretor e os produtores do filme têm uma ideia clara do que procurar. E eles acham que meninos e meninas criados em ambientes hostis são mais aptos a captar o espírito dos personagens. E você, o que acha? Prefere crianças que nunca tenham atuado (há algum risco nisso!) ou crianças com alguma prática de atuação?

Crianças que atuam representam a imagem que adultos têm de crianças. As que nunca atuaram têm mais chances de fugir de estereótipos, especialmente se o diretor encontrar o equilíbrio entre verdade e ficção.

Muitas dessas crianças, vamos ser claros, nunca ouviram falar de Elena Ferrante ou de romances napolitanos. A maioria pensa em TV como estrelato. Você, que evita cuidadosamente o caminho do estrelato, está preocupada com que a histeria em torno da seleção de elenco possa alimentar essa obsessão por celebridade hoje comum a tantos jovens?

Elas são crianças que se espelham nos mitos do cinema, da televisão, não no mundo da escrita. Querem estar nas telas, no palco, ser estrelas. Não é culpa delas. É do ar que respiram do mundo adulto. Fazer parte da televisão é uma das maiores aspirações das massas. Qualquer um, pobre ou rico, culto ou inculto, vê numa seleção de elenco como essa uma oportunidade extraordinária.

E você, vê aí uma oportunidade de apresentar a essas crianças os prazeres da leitura? Não falo só de seus livros, mas de livros em geral.

Gostaria, claro, que isso acontecesse. Mas a oportunidade de que estamos falando tem pouco a ver com leitura, se é que tem alguma coisa. As crianças estão aqui para fazer parte do show business. Isso não significa que algumas não venham a descobrir que tudo começou com um livro, que por trás do mundo do show business, com seus meandros e seu dinheiro, sempre existe, embora em posição secundária, o poder da escrita e da leitura.

Qual será o impacto dessa produção sobre a imagem de Nápoles, depois da abordagem nada lisonjeira da cidade na popular série de TV Gomorra?

Cidades não têm energia própria. A energia deriva de sua história, do poder de sua literatura e arte, da riqueza emocional de eventos que nela ocorram. Espero que essa narrativa visual desperte emoções autênticas, sentimentos complexos e até contraditórios. São essas coisas que nos fazem amar as cidades.

Você pretende avaliar as crianças antes de elas entrarem oficialmente para o elenco? Assegurar que correspondam mesmo a seus personagens?

Não tenho essa aptidão. Gostaria, claro, de influenciar, mas teria de fazer isso com muito cuidado e sabendo que não adianta nada eu dizer que “Lila tem pouco ou nada a ver com esse corpo, esse rosto, esse jeito de movimentar-se”, etc. Nenhuma pessoa de verdade vai preencher exatamente a imagem que eu ou um leitor tenha na cabeça. Isso acontece porque o mundo do texto, embora defina as coisas, por sua própria natureza deixa muito para a imaginação do leitor. A imagem visual, ao contrário, diminui esse espaço de imaginação. Deixa sempre de fora alguma coisa que as palavras inspiram, alguma coisa que conta.

Qual foi seu envolvimento com a produção? O diretor e produtores me disseram que você acrescentou coisas ao roteiro e os ajudou a desenhar o cenário perto de Caserta. Como é esse cenário?

O bairro em questão é um amálgama de diferentes lugares de Nápoles que conheço bem. É sempre esse o caso quando escrevo sobre pessoas ou coisas. Não sei o que acontecerá na tela. Por enquanto, minha contribuição para o cenário limitou-se a algumas observações sobre a fidelidade do visual. Quanto à colaboração com o roteiro, não sei escrever roteiros, não tenho a técnica, mas leio tudo e mando notas detalhadas. Não sei se eles vão levar em conta. É muito mais provável que minhas notas sejam usadas mais tarde, na redação do texto final.

Eles também me disseram que você imagina visualmente a série como um conto de fadas, dando a entender que não precisam ter medo de ir além do livro e apresentar vilões como monstros, etc. Que grau de fidelidade você espera?

Não, não, trata-se de um conto realista. É a infância colorida por elementos fantásticos – Lila, seguramente, é mostrada assim. Quanto à fidelidade ao livro, espero que seja compatível com as necessidades da narrativa visual, que usa recursos diferentes daqueles da escrita para obter os mesmos efeitos.

A HBO está envolvida na produção. Você espera, ou teme, que a série se torne o próximo fenômeno global, um Game of Thrones italiano?

Infelizmente, A Amiga Genial não tem esse tipo de trama.

TRADUÇÃO DE ROBERTO MUNIZ

Nicholas Sparks fala sobre carreira e novo livro, “Dois a Dois

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Autor esteve recentemente no Brasil para lançamento da publicação | Foto: Divulgação / CP

Autor esteve recentemente no Brasil para lançamento da publicação | Foto: Divulgação / CP

Publicado no Correio do Povo

Poucos escritores se encaixam tão bem na categoria de best-seller como Nicholas Sparks. Com 51 anos – 20 de carreira -, o norte-americano já vendeu mais de 100 milhões de cópias dos 19 livros que lançou. Desses, 11 foram adaptados para o cinema, viraram sucesso de bilheteria e alguns até podem ser considerados clássicos do romance, como “Um Amor para Recordar” e “Diário de Uma Paixão”.

Agora, porém, o escritor decidiu navegar em outras águas. Em vez do romance entre jovens apaixonados, fórmula que o consagrou, ele decidiu investir no drama familiar: em “Dois a Dois”, livro que acaba de chegar ao Brasil, Sparks conta a história de Russ, um homem que vê sua vida desmoronar e que precisa assumir, sozinho, os cuidados de sua filha London, de apenas 5 anos. “É uma história sobre paternidade”, resume Sparks, que é pai de cinco filhos e que acaba de terminar um casamento de 25 anos.

No Brasil, a impressão que fica é que os fãs não se importaram com o distanciamento de Sparks do romance. Em apenas uma noite, foram mais de 1,2 mil livros autografados em São Paulo. Como resultado, um sorriso inabalável em seu rosto, apesar do cansaço. À reportagem do jornal O Estado de S.Paulo, Sparks falou sobre seu novo livro, sobre as suas inspirações para escrever tantas histórias, sobre novos projetos e sobre ser tachado de escritor “água com açúcar”. A seguir, os melhores trechos da conversa:

O que o senhor espera que as pessoas sintam com a história de ‘Dois a Dois’? O que quer falar com esse livro?

É um livro sobre o amor de um homem por sua filha, com os medos naturais de um pai que tenta ser bom para ela. Mas a trama central, que inspirou o título do livro, é a ideia de que as pessoas não são feitas para percorrer caminhos sozinhas. O mundo é mais fácil quando você tem alguém do seu lado, seja sua família, um amigo ou filhos. Apenas pessoas que se importam com você. São essas duas ideias principais: a paternidade e a necessidade de ter alguém do seu lado.

A história é surpreendente para quem acompanha o seu trabalho. Ela tem um pouco de romance, mas é mais dramática. De onde veio esse desejo de escrever uma história sobre um drama familiar?

Dramas familiares sempre fizeram parte dos meus romances. É fácil pensar sobre os meus livros como sendo apenas histórias de amor, mas é muito mais do que isso. Minhas histórias são mais do que romances, e tem sido muito mais do que isso ao longo de toda a minha carreira. Para mim, é natural escrever sobre um drama familiar. Ele envolve as principais emoções que sentimos e eu acho que, se você as coloca numa história, você ecoa as emoções nos leitores. E com isso eles tendem a lembrar da história muito depois de terminar de ler.

Em “Dois a Dois”, temos duas personagens homossexuais. Mas até hoje não tivemos nenhuma obra sua com personagens principais gays. O sr. pensa em fazer algo assim?

Esses personagens refletem a realidade e eu gosto de romances que refletem a realidade. Tenho familiares que são gays, eu trabalho com homossexuais, e eles acabam nos meus livros. É um movimento natural e isso deve continuar a acontecer.

O sr. não sente vontade de escrever livros de diferentes gêneros? Tenho curiosidade de saber como seria um livro policial escrito pelo sr., ou até mesmo um conto de terror.

É interessante, mas não tenho vontade. Afinal, quando eu escrevo dramas, eu sempre coloco elementos de outros gêneros na história. Meu último livro, No Seu Olhar, se transforma em suspense em determinado momento da história. Na última metade do livro, as pessoas até se perguntam: ‘Cadê o meu romance?’. Já consegui usar suspense, elementos sobrenaturais e até mesmo faroestes em minhas histórias. Não tenho motivo para mudar completamente para um outro gênero literário.

Mas o sr. recebe críticas por ser muito ‘água com açúcar’, não é?

Eu não penso nisso.

Nunca?

Quando escrevo um livro, sei que é o melhor trabalho que posso fazer. Se a minha agente e o meu editor estão felizes com a história, sei que é o melhor resultado que poderia ter. Fico feliz com as minhas histórias, independentemente do que as pessoas digam ou das críticas que meu livro recebe.

E você faz muito sucesso no cinema com essas histórias.

Sim, tive muitos livros adaptados para o cinema. E eu não sei o motivo. Quando Uma Carta de Amor estreou, rendeu mais de US$ 50 milhões de bilheteria e logo começamos a fazer outro filme. E aí fizemos Um Amor para Recordar e foi um sucesso. Arrecadou cerca de US$ 60 milhões, enquanto gastamos US$ 6 milhões. E a partir daí, um sucesso leva a outro.

Qual o segredo para isso?

Meus filmes possuem papéis interessantes para atores, o que atrai bons nomes para minhas produções. É divertido fazer um filme de aventura ou um filme da Marvel, mas esses personagens não possuem alcance. Por isso, bons atores querem atuar em meus filmes e, talvez por isso, eles fazem tanto sucesso.

Você participa da produção dos filmes?

Sempre me envolvo muito. Fico muito envolvido durante o processo de criação, trabalhando com o diretor, me envolvendo com o elenco. E, quando o filme começa, eu deixo os diretores e os atores fazerem seus trabalhos.

Você tem planos de adaptar “Dois a Dois” para o cinema?

Esse é um tipo de história pela qual eu tenho muito interesse em adaptar para o cinema. Mas não é algo imediato.

Qual o sentimento de fazer parte da vidas das pessoas? Afinal, “Diário de Uma Paixão”, por exemplo, marcou uma geração.

É um dos melhores sentimentos do mundo. É muito honroso ter fãs de 15 anos ou 90 anos. Nos lançamentos dos meus livros, encontro mães, filhas, avós. Todas com meus livros. Fico feliz por ter sido capaz de ultrapassar gerações.

Quais são seu planos futuros?

Estou trabalhando num romance, espero terminá-lo até julho. E espero começar outro em seguida, se tiver uma ideia. Mas claro, ainda tenho vida. Tenho filhos, filmes. Não posso parar.

O problema não é você, são seus erros de português

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Qualquer semelhança com a realidade é mera coincidência. A produção deste texto não é uma vivência específica, mas a soma de experiências próprias, bem como a de pessoas próximas levemente exigentes e com esperanças de encontrar um eu que conjugue o verbo amar.

Luana Peres, no Obvious

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Toda relação é idealizada e, antes que se concretize, algumas expectativas, inevitavelmente, são criadas. Eu, bem como algumas amigas, sempre fui muito exigente. Imaginava e listava uma série de adjetivos que a pessoa perfeita deveria ter. Inteligência, bom humor, beleza, integridade, ambição, romantismo, sensibilidade, coragem, determinação, bom gosto e algumas semelhanças políticas e ideológicas.

Acontece que, conforme o tempo passa e você envelhece, percebe que estas exigências são muito altas.
(Até porque, nem você mesma as atinge)

Logo, os critérios para um suposto envolvimento vão ficando menores e chega um momento que você pensa: Tem todos os dentes na boca? Toma banho? Cursou o ensino fundamental?

Se respondeu SIM para, pelo menos, duas destas questões, tem chances!

(ATENÇÃO: não se empolguem! Este é o último estágio e envolve desespero exacerbado e um medo irracional de ficar sozinha para sempre)

Obviamente, não estou neste estágio e ainda tenho esperança de atingir parcialmente o meu ideal. Portanto, minha lista permanece com algumas exigências básicas. Partindo deste princípio, eu posso tolerar bermuda com meias, um gosto musical duvidoso, manias estranhas e até a escolha de um candidato que detesto. Eu compreendo um leve fanatismo por futebol, algum exagero alcoólico e uma péssima memória para datas importantes.

Agora, o que não dá para aceitar, de jeito nenhum, é uma pessoa que não sabe, minimamente, escrever. E não estou falando de erros bobos cometidos por todos nós e totalmente aceitáveis.

(Aposto que pessoas mais exigentes que eu devem estar, neste momento, buscando falhas neste texto e, já adianto, vão encontrar muitas. Eu encontro uma dezena cada vez que releio algo que escrevi)
Enfim, estou falando de N antes de P e B, de nome próprio com letra minúscula e de verbo que não acompanha o sujeito. Eu até queria relevar seu estado ANCIOSO, o MENAS, o ESTEJE e o SEJE que você soltou. Eu poderia tolerar um MAIS ao invés de MAS e até algumas abreviações excessivas desta linguagem cibernética. O problema é que o seu AGENTE (e não estou falando do agente da lei) não me deu chances. Você se perdia nos porquês, no onde e no aonde. Colocava um Ç no lugar de um (ou dois) S e um S no lugar de um Z!

Quantos Rs comidos? Quantos Ls substituindo Us de forma indevida?

Eu queria muito fechar os olhos (ou os ouvidos), mas te ouvir dizendo que iria SE arrumar para sair era DE MAIS para mim. Aliás, o seu mim conjugava tanto verbo que eu sentia que estava me relacionando com um índio. Percebi que ter concluído o ensino básico, passado no vestibular e entrado para um curso superior não significava absolutamente nada, ortograficamente e coerentemente falando.

“Não te amo mais”, “Estou te traindo com sua melhor amiga”, “Sou um psicopata”, “você está gorda”!
Não, nada disso foi dito!

As palavras que me penetraram o ouvido, olhos e coração foram:
ENQUANDO, DENOVO, DEREPENTE, EM FIM, NÓIS, FELIS e CONCERTEZA!

Bem, eu queria fugir das frases clichês para explicar o motivo de não ter dado certo, mas preciso dizer…

O problema não é você, são seus erros de português.

Obs.: Qualquer semelhança com a realidade é mera coincidência. A produção deste texto não é uma vivência específica, mas a soma de experiências próprias, bem como a de pessoas próximas levemente exigentes e um tanto esperançosas.

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