Cargo dirigirá centro de pesquisa sobre ensino por meio de brincadeiras.
Projeto será financiado por uma doação multimilionária da Fundação Lego.

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Publicado no G1

A Universidade de Cambridge, no Reino Unido, estuda criar uma vaga de “professor de Lego”. O candidato escolhido para ocupar o curioso cargo, que virou notícia em todos os jornais britânicos nesta terça-feira (16), deve começar a trabalhar no novo Centro de Pesquisa sobre Brincadeiras na Educação, no Desenvolvimento e na Aprendizagem (PEDaL, na sigla em inglês) a partir de outubro, no início do ano letivo 2015-2016 da instituição.

De acordo com a instituição, o novo professor, que terá vínculo com a Faculdade de Educação de Cambridge, também receberá o cargo de diretor do centro, que tem como objetivo “avançar na pesquisa sobre o papel das brincadeiras na educação, no desenvolvimento e na aprendizagem, especialmente na primeira infância”.

A recomendação da criação do posto de trabalho, batizado resumidamente de “cadeira Lego”, foi decidida em 3 de junho pelo Conselho Geral da universidade, mas os detalhes ainda não foram formalmente definidos, segundo o relatório da instituição.

Financiamento da Lego
Neste ano, a Fundação Lego, braço do grupo empresarial que vende as peças de montar por todo o mundo, ofereceu uma doação de 1,5 milhão de libras (cerca de R$ 7,2 milhões) à instituição, que foi aceita pelos dirigentes, e será paga no curso de três anos.

“Se as recomendações forem aprovadas”, diz o relatório, “a cadeira será financiada com uma benfeitoria de 2,5 milhões de libras [R$ 12 milhões] por parte da Fundação Lego, como doação confiada à universidade”.

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A Fundação Lego confirmou oficialmente a “colaboração de vários anos com pesquisadores da Universidade de Cambridge” em um “esforço conjunto de explorar novos modos de aprendizado” e disse que o lançamento do centro está marcado para outubro. Mas, em um comunicado, ela afirmou que só vai divulgar mais detalhes no futuro, porque o projeto ainda está na “fase de desenvolvimento”. Segundo a fundação, a notícia acabou vazando prematuramente por causa da legislação do Reino Unido sobre a liberdade da informação.

No relatório divulgado pela universidade, porém, já há outros detalhes concretos sobre o projeto. Segundo o documento, qualquer pessoa qualificada que pesquise o tema poderá se candidatar ao cargo, e uma banca será formada para selecionar o novo professor. A data do início do trabalho está marcada para 1º de outubro de 2015.