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Professor aprovará alunos que conseguirem 2.000 seguidores em rede social

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(FOTO: MKHMARKETING/FLICKR/CREATIVE COMMONS)

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Outra condição para não fazer a prova é receber 20 comentários de “interesse informativo” de diferentes internautas

Um professor universitário chinês isentará os alunos da prova final de sua disciplina sobre internet se conseguirem mais de dois mil seguidores no Weibo, o “Twitter chinês”, ou se 50 pessoas compartilharem alguma de suas publicações originais, segundo informou a agência estatal “Xinhua”.

Em seu blog, o professor da Universidade de Estudos Internacionais de Sichuan, no sudoeste da China, Zhang Chunlin, explicou que seus estudantes poderão solicitar a isenção da prova final de sua disciplina “Comunidade Eletrônica e Internet de Sobrevivência” sempre que seus microblogs receberem mais de duas mil visitas ou que os usuários compartilharem mais de 50 vezes suas publicações no Weibo.

Outra das condições para não fazer a prova é receber pelo menos 20 comentários de “interesse informativo” de diferentes internautas nas publicações.

Este novo método de avaliação provocou grande repercussão no ciberespaço chinês, onde as regras de Zhang Chunlin parecem ter tido uma boa aceitação de acordo com os usuários.

“Eu gostaria que ele fosse meu professor”, escreveu um usuário do Weibo, sobre os métodos inovadores de avaliação.

No entanto, a atitude do professor também foi alvo de críticas por facilitar que os estudantes “escapem” das provas finais. Segundo Zhang, o procedimento, criado para aprofundar a capacidade dos alunos na era da internet, foi mal-interpretado por alguns.

Apesar da controvérsia, a maioria dos estudantes apoiaram a iniciativa de Zhang Chunlin, uma nova forma de passar em uma matéria, método que deixa para trás a necessidade de investir horas de estudo diante de um livro.

É o caso de Zhang Bin, calouro de jornalismo, que prefere as novas regras a ter que decorar livros de texto, um novo método que, para ele, “é outra forma de testar suas habilidades práticas”.

Professor universitário debocha de negros e cotistas em sala de aula

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Professor da UFES disse que cotistas são “pretos, pobres, sem cultura, sem leitura e analfabetos funcionais” e afirmou ainda que “detestaria ser atendido por um médico ou advogado negro”

Estudantes protestam contra professor da Ufes Manoel Luiz Malaguti [esq] – Pragmatismo Político

Estudantes protestam contra professor da Ufes Manoel Luiz Malaguti [esq] – Pragmatismo Político

Marcos Sacramento, no Pragmatismo Político

Estudantes da Universidade Federal do Espírito Santo (Ufes) denunciaram um professor por manifestar racismo durante uma aula da turma do 2º período do curso de Ciências Sociais.

Professor do Departamento de Economia, Manoel Luiz Malaguti cravou que “o nível da educação está tão baixo que o professor não precisa se qualificar mais para dar aula, já que a maioria dos cotistas são negros, pobres, sem cultura e sem leitura, são analfabetos funcionais”.

Ainda afirmou que “detestaria ser atendido por um médico ou advogado negro”. Um dos que presenciaram a explanação racista foi João Victor Santos, de 20 anos, cotista pelos critérios de raça e renda.

“Ele foi questionado por um aluno sobre o valor do trabalho de um professor, se era justo, e aproveitou a deixa para falar de educação. Ele aproveitou para fazer uma crítica ao sistema e falar que a ingressão de cotistas na universidade diminuiu o nível da universidade”, disse João Victor.

O discurso durou aproximadamente uma hora e foi concluído com a afirmação de que ele “detestaria ser atendido por um médico ou advogado negro”. No começo da aula havia cerca de 20 pessoas, mas à medida que o professor falava os alunos foram se retirando, alguns nervosos e chorando.

Os estudantes registraram uma queixa na ouvidoria da universidade e fizeram uma manifestação exigindo punição.

Primeiro desembargador negro do Espírito Santo, Willian Silva ofereceu representação criminal ao Ministério Público Federal. “Sinto-me com a dignidade e o decoro ofendidos na condição de jurista negro, proveniente de família pobre, advogado atuante por vários anos antes do ingresso na carreira da magistratura, e hoje o primeiro desembargador negro capixaba”, falou.

Doutor em Teoria Econômica pela Universidade de Picardie, na França, Malaguti é professor da Ufes desde 1995. Em entrevista ao portal Gazeta Online, ele se defendeu.

“No meio de uma discussão sobre cotas e o sistema educacional, eu coloquei que se eu tivesse que escolher entre dois médicos, um branco e um negro, com o mesmo currículo, eu escolheria o branco. Por que que eu escolheria o branco? Os negros, em média, vêm de sociedades, de comunidades menos privilegiadas, para a gente não usar um termo mais forte, e nesse sentido eles não têm uma socialização primária na família que os tornem receptivos aos trâmites da universidade, à forma de atuação da universidade, aos objetivos da universidade. Eles têm muito mais dificuldades para acompanhar determinadas exposições. Eu não acho que é uma visão preconceituosa, acho que é bastante realista”, disse.

“Então eu dei o exemplo do médico, mas não nesses termos que eu detestaria, nunca falaria algo parecido. Eu diria simplesmente e reafirmo que dois médicos com o mesmo currículo, com a mesma experiência, só que um negro e um branco, em função da possibilidade estatística desse médico branco ter tido uma formação mais preciosa, mais cultivada, eu escolheria um médico branco. Mas como um exemplo do que a sociedade faz.”

O discurso é ainda mais pérfido por vir do servidor de uma instituição de ensino pública. A opinião de Malaguti mostra que o ingresso na universidade é só uma das muitas barreiras que os alunos cotistas enfrentam no decorrer do curso.

João Victor participa de um grupo que pesquisa o preconceito sofrido por cotistas na Ufes. Ele disse que há relatos de professores que dividem a turma entre não cotistas e cotistas, chegando ao absurdo de dar aulas em dias diferentes para cada grupo, e lembra que há outras formas de discriminação mais difíceis de detectar. É comum, por exemplo, acontecer confraternizações entre os alunos e os cotistas não serem convidados.

A Ufes passou a adotar o sistema de cotas sociais em 2008 e desde 2013 adota também as cotas raciais.

Saiba o que levou este professor universitário a decidir viver um ano em uma lixeira

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Publicado por Hypeness

Ele morava em uma casa de 230 metros quadrados, mas agora passa as noites dormindo nos 3 metros quadrados de uma lixeira adaptada. O Dr. Jeff Wilson é professor de ciência ambiental na Universidade Huston-Tillotson, em Austin, Texas (EUA), e quer provar que é possível viver com menos e de forma sustentável.

A experiência foi chamada de The Dumpster Project (“Projeto Lixeira”, em português) e tem duração prevista de um ano. Nesse período, a casa-lixeira será adaptada de diversas formas e o professor pretende encontrar a configuração ideal de sua nova moradia. Localizada no próprio campus da universidade, a lixeira já ganhou algumas adaptações. Após ser completamente higienizada, a casa de Jeff Wilson ganhou um novo teto, com possibilidade de abertura, uma estação do tempo e um ar condicionado – sobreviver ao verão texano pode ser uma tarefa difícil, segundo ele.

Dentro da lixeira, há uma cama improvisada, alguns itens de decoração e seu guarda-roupa, que hoje consiste em quatro pares de calças, quatro camisas, três pares de sapatos, três chapéus e algumas gravatas-borboleta. A intenção é que nos próximos meses a lixeira ganhe um painel solar para produzir energia suficiente para um abajour e para o ar-condicionado, uma pia, um chuveiro e uma privada, que devem ser instalados do lado de fora da estrutura – por enquanto, ele utiliza os banheiros da universidade.

Segundo Jeff Wilson, o objetivo do projeto é provar que é possível criar opções de habitação sustentáveis e baratas. Finalizado o ano proposto pelo projeto, ele pretende viajar com sua casa-lixeira pelo país, dando palestras em escolas e universidades sobre a iniciativa. E provar de uma vez por todas, claro, que é possível ter uma vida plena com muito menos.

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Este projeto lembra um pouco o que o artista Gregory Kloehn está fazendo para auxiliar os moradores de rua. Como já contamos aqui no Hypeness, ele usa material reaproveitado para criar pequenas casas portáteis. Embora não haja toda a tecnologia e experimentação, como no caso do professor Jeff Wilson, esta é uma forma barata e simples que o artista encontrou para ajudar essas pessoas. Leia mais aqui.

Todas as fotos © The Dumpster Project

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