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No Irã, professor raspa cabelo em solidariedade a aluno que sofria bullying

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Publicado no UOL

O professor iraniano Ali Mohammadian raspou o cabelo em solidariedade a um estudante doente (foto: Reprodução/The Guardian)

O professor iraniano Ali Mohammadian raspou o cabelo em solidariedade a um estudante doente (foto: Reprodução/The Guardian)

Ao perceber que um de seus alunos estava sofrendo ‘bullying’ por ter perdido os cabelos em decorrência de uma doença, o professor iraniano Ali Mohammadian decidiu raspar sua cabeça para mostrar solidariedade. Dentro de pouco tempo, todos os alunos da classe rasparam também seus cabelos e o bullying acabou. As informações são do jornal inglês “The Guardian”.

Em dezembro, o professor postou sua foto sem cabelo ao lado do aluno no Facebook, para mostrar apoio ao aluno Mahan Rahimi.

“Mahan ficou isolado depois de ficar careca, o sorriso desapareceu de seu rosto e eu fiquei preocupado com seu desempenho escolar. Foi por isso que decidi raspar minha cabeça para trazê-lo de volta ao normal”, disse o professor de 45 anos em entrevista ao “The Guardian”.

A postagem tornou-se popular entre os usuários da rede social no Irã e foi compartilhada centenas de vezes. Com a divulgação de seu ato, o professor, que dá aulas na cidade curda de Marivan, tornou-se um herói nacional. A mídia iraniana o procurou e o governo soube de sua atitude, logo o professor foi convidado pelo ministro da educação a uma visita a Teerã. Quando voltou da capital, outros 23 alunos tinham raspado seu cabelo também.

Com a repercussão, o governo ofereceu apoio financeiro para o tratamento médico do menino. Até o momento, os médicos iranianos ainda não descobriram qual é a doença no sistema imunológico que deixou Mahan careca. De acordo com o professor, algumas amostras foram enviadas para a Alemanha para um possível diagnóstico.

Docentes acham que ECA é permissivo e facilita a indisciplina, mostra estudo

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Sentimento de impotência diante dos alunos faz professor eleger estatuto como bode expiatório, diz pesquisador

Julia Carolina no Último Segundo

Excessivamente liberal, facilitador da conduta desregrada ou até mesmo quase um desconhecido. É assim que parte dos educadores da rede pública de ensino enxerga o Estatuto da Criança e do Adolescente (ECA). A conclusão é de uma pesquisa que está sendo realizada na Faculdade de Filosofia, Ciências e Letras de Ribeirão Preto (FFCLRP) da USP.

O estudo está ouvindo professores de dez escolas da região de Barretos (interior de SP) e já aponta que parte dos educadores se referem ao ECA como um estatuto que atrapalha no controle da indisciplina em sala de aula. É o que explica Daniel Massayukio, responsável pela tese de doutorado.

“Parte dos educadores enxerga o Estatuto como facilitador da indisciplina. Ou seja, que contribui para comportamentos desregrados nas instituições escolares, pois impede que eles se utilizem de ações disciplinares mais enérgicas e repressivas”, explica.

Para o professor Sérgio Kodato, orientador da tese, a situação acaba gerando um sentimento de impotência. “Com isso, alguns docentes elegem o ECA como bode expiatório. Ele acaba visto como um estatuto que passa a mão na cabeça dos alunos violentos”, explica.

Adequado, mas impraticável

Segundo Massayukio, os dados preliminares do estudo apontam um paradoxo. Enquanto alguns culpam o ECA, uma parcela dos docentes interpreta o estatuto como uma alternativa para prevenir a violência contra crianças e adolescentes.

Mesmo quando julgam o estatuto adequado, porém, os docentes dizem acreditar que a maior parte das medidas não foi colocada em prática. “Muitos entendem que o ECA é um mal necessário. Mas eles também dizem que, na prática, não houve uma efetivação do que diz o estatuto”, explica Kodato.

Segundo o professor, durante as entrevistas, eles puderam perceber ainda como os docentes não conhecem bem o ECA. “Observamos que o conhecimento sobre o estatuto é estereotipado e também um pouco limitado”.

Massayukio diz acreditar que o motivo para a falta de conhecimento do estatuto é um “precário processo de formação e reciclagem dos professores”. “Não só com relação ao estatuto, mas também em como lidar com as situações de violência e agressividade na escola e sala de aula”, completa.

Problemática

Tanto a sensação de permissividade excessiva como a impressão de que as palavras do estatuto são letras mortas fazem com que os docentes não atuem em sala de aula como lhes caberia fazer.

Aqueles que acreditam que o ECA facilita a transgressão juvenil acabam se calando, por medo de sofrer retaliação de alunos e dos pais, ou, por outro lado, estimulam o que os pesquisadores definem como “criminalização de episódios de indisciplina.”

“Antigamente, um aluno que desenhava na cadeira ou brigava com colegas era visto dentro dos parâmetros pedagógicos e punido com advertência, suspensão ou os pais eram chamados para conversar com a direção. Hoje em dia, com a impotência dos professores de lidarem com isso, as situações são vistas como pequenos crimes”, afirma o orientador.

É esse cenário que faz parte dos professores ser favorável a reformulação do ECA para endurecer o estatuto, completa Kodato. “O que é uma tendência da sociedade.”

Escola cobra a mais de aluno com Down

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Instituições alegam necessidade de contratar outro professor e dar tratamento diferenciado; para secretaria e diversas entidades, prática é ilegal

Bárbara Ferreira Santos, no Estadão

Evelson de Freitas/Estadão Mônica denunciou escola pela cobrança extra

Evelson de Freitas/Estadão
Mônica denunciou escola pela cobrança extra

Duas escolas de educação infantil particulares da Grande São Paulo cobraram de pais com filhos que têm síndrome de Down taxas superiores na matrícula e na mensalidade comparadas às exigidas dos demais alunos. As instituições de ensino impuseram que a matrícula só pudesse ser feita com a contratação de um profissional para atender exclusivamente essas crianças e o pagamento do salário do auxiliar ficaria inteiramente a cargo dos pais.

Esse tipo de cobrança extra a alunos com deficiência é considerado ilegal pela Ordem dos Advogados do Brasil – Seção São Paulo (OAB-SP) e pela Defensoria Pública. Uma das instituições é investigada pelo Ministério Público pela cobrança irregular. Quem fez a denúncia foi a engenheira civil Monica Burin, que tentou matricular o filho Gabriel, de 2 anos, com síndrome de Down, na Escola Infantus, na Vila Leopoldina. Os donos a informaram que, para que Gabriel estudasse lá, Mônica teria de arcar com os custos de um cuidador só para o filho.

Revoltada, Monica pediu que enviassem a cotação da mensalidade por e-mail. Na mensagem, o preço da mensalidade iria de R$ 630, valor cobrado de todos os alunos, para R$ 930 no meio período. Para o período integral, o valor saltaria de R$ 970 (padrão) para R$ 1.470.

Com a denúncia da cobrança a mais, o Ministério Público (MP) já abriu um inquérito para apurar se há irregularidades e a escola foi convocada para depor. A Secretaria Municipal de Educação, que supervisiona as escolas de educação infantil da cidade, deve fazer vistoria no local e dar informações ao MP. A secretaria afirmou que a cobrança a mais para alunos que têm qualquer tipo de deficiência é irregular e acompanha o caso.

A escola, por meio de seu advogado, Sidney Cruz de Oliveira, admite que fez a cobrança, mas afirma que não foi por má-fé e sim “por desconhecimento da regra”. “A escola lamenta, se retratou e se coloca à disposição da mãe para reparar danos.”

Maratona. A farmacêutica Ligiane Alves, de 31 anos, percorreu, grávida, diversas escolas para escolher a mais adequada para Marco Antônio, que também tem síndrome de Down. Diversas instituições alegaram falta de estrutura, ou negaram a matrícula, ou cobrariam a mais.

Quando seu filho completou 2 anos, procurou a mesma escola em que a filha mais velha, Lais, de 4 anos, sem a síndrome, estuda: o Colégio Vivendo e Apreendendo, de Osasco (CVA). Na escola, disseram que não havia estrutura para atender Marco Antônio e seria necessário contratar um auxiliar. No vídeo gravado por Ligiane, a diretora afirma que todos os encargos ficariam para a mãe.

Ela decidiu tirar a filha do colégio e matricular as crianças em outro lugar. “A mensalidade é mais alta e fica mais longe, mas eles aceitaram os dois.”

O mantenedor da Escola Conhecendo e Aprendendo, Luiz Carlos Braghin, informou que a escola ficou de dar a resposta para a mãe sobre o valor total da mensalidade porque iria checar com a Secretaria de Ensino qual era o procedimento. O colégio ressaltou que já tem alunos inclusivos e diz que a denúncia não tem fundamento.

Irregular. Segundo o presidente da Comissão de Defesa do Consumidor da OAB-SP, Marco Antonio Araujo Júnior, a cobrança de taxas extras para crianças com qualquer deficiência é ilegal e crime. “Fere a Constituição Federal e a Lei de Diretrizes Básicas da Educação.”

Para a coordenadora do núcleo especializado nos direitos do idoso e da pessoa com deficiência da Defensoria Pública, Aline Maria Fernandes Morais, a inclusão não pode ser custeada por quem depende de ensino inclusivo. “A cobrança extra pune a criança. A instituição de educação básica que não estiver pronta para oferecer educação a todos deve se adaptar aos alunos. Caso contrário, não deve nem sequer abrir.”

Após ficar cego, homem conclui ensino médio e faculdade aos 63 anos

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José Rodrigues é professor revisor do Centro de Atendimento ao Deficiente Visual do Acre (Foto: Rayssa Natani/ G1)

José Rodrigues é professor revisor do Centro de Atendimento ao Deficiente Visual do Acre (Foto: Rayssa Natani/ G1)

José Rodriguez perdeu a visão em um acidente de trabalho, aos 47 anos.
Homem trabalhava como mestre de obras em SP e virou professor no AC

Rayssa Natani no G1

Em 1997, o paulista José Rodriguez tinha somente o Ensino Fundamental e era mestre de obras quando perdeu a visão em um acidente de trabalho, aos 47 anos. Hoje, formado em letras com habilitação em português aos 63 anos, o professor revisor do Centro de Atendimento ao Deficiente visual do Acre (CEADV) relembra sua trajetória e atribui à cegueira a maior parte das mudanças positivas em sua vida, entre elas, a retomada aos estudos.

“Se eu não tivesse ficado cego, não teria estudado. Consegui desenvolver um bom trabalho na construção civil com um salário que não era lá essas coisas, mas dava para me manter. Na verdade, eu não sentia falta dos estudos”, comenta.

Rodriguez conta que trabalhava em uma construção em São José do Rio Preto (SP), quando um pedaço de arame perfurou seu olho direito causando uma infecção que afetou também o esquerdo. Segundo ele, a fase inicial de adaptação para quem enxergou durante toda a vida não foi nada fácil. “Os primeiros anos foram bastante difíceis. Eu chorava muito”, admite.

Um ano depois do acidente, José buscou aprender o Braille no centro de atendimento aos cegos de sua cidade natal. Mas, foi ao se mudar para o Acre em 2001 que ele decidiu se dedicar à leitura e aos estudos com mais afinco. “Aprender o Braille não é difícil. O difícil é fazer uso dele. E eu não me interessava. Quando eu vim para cá e conheci o CEADV, eu descobri que podia estudar e me dediquei”.

Pai de três filhos do primeiro casamento, o professor relembra que já conhecia o Acre desde 1984 quando foi mestre de obras durante a construção de um banco no estado. Naquele ano, conheceu a segunda mulher, se casou, e foi para São Paulo. “Voltei para o Acre depois de cego, à pedido da minha esposa. E foi uma importante decisão”, afirma.

Aos 52, ele retomou o Ensino Médio e aos 59 ingressou em uma faculdade à distância com a ajuda de um programa sonoro de informática. Chegou a dar aula para alunos do Ensino Fundamental, também cegos, mas hoje trabalha como revisor de materiais em Braille e áudio livros produzidos para estudantes com deficiência visual do sistema público de educação atendidos pelo CEADV.

Vida normal
Apesar de não ter nascido cego, José garante que hoje está perfeitamente adaptado à sua realidade e leva uma vida normal.  Se locomove todos os dias sozinho pela cidade, com o auxílio de bengala e utiliza telefone celular e computador com softwares desenvolvidos especialmente para portadores de deficiência visual. Ele acredita, ainda, que depois da cegueira passou a enxergar coisas que antes não conseguia.

“Eu passei a ver, depois de cego, que poderia estudar. Vejo o quanto a vida é muito boa, a gente é que não sabe usar. Hoje em dia eu nem percebo que sou deficiente. Me formei, e posso dizer com toda a certeza que estou muito bem casado com uma esposa maravilhosa e levo uma vida feliz”, conclui.

3 alternativas para dizer “eu não sei” na sala de aula

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O professor fez uma pergunta que você não sabe responder? Veja quais são as alternativas para dizer o famoso “eu não sei” na sala de aula

Publicado por Universia

Crédito: Shutterstock.com Se você tiver a certeza de que não tem a resposta para a pergunta, pergunte para o professor em quais veículos você pode encontrar informações para estudar sobre o assunto

Crédito: Shutterstock.com
Se você tiver a certeza de que não tem a resposta para a pergunta, pergunte para o professor em quais veículos você pode encontrar informações para estudar sobre o assunto

Muitas pessoas têm medo das perguntas feitas pelos professores na sala de aula. Não saber a resposta para uma determinada questão pode causar vergonha diante dos colegas, mas é preciso entender que o professor tem um objetivo ao perguntar algo para os seus alunos. Utilizar alternativas para o famoso “eu não sei” é uma ótima forma de mostrar que você está disposto a aprender.

Confira 3 alternativas para dizer “eu não sei” na sala de aula:

1. “Você pode me dar mais informações sobre isso?”

Essa pergunta vai fazer com que o professor coloque você no caminho da resposta certa. Com mais informações, você pode deduzir o que ele espera que você diga.

2. “Eu posso debater com um colega antes de responder?”

Conversar com um colega sobre o assunto mostra cooperação na sala de aula, algo que é valorizado por grande parte dos professores.

3. “Onde eu posso encontrar informações sobre o assunto?”

Se você tiver a certeza de que não tem a resposta para a pergunta, pergunte para o professor em quais veículos você pode encontrar informações para estudar sobre o assunto. Assim, ele saberá que você está disposto a aprender.

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