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Professoras dão cinco dicas de ouro para interpretar textos do Enem

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Felipe Branco Cruz, no UOL

Embora o número de analfabetos no Brasil tenha diminuído nos últimos 15 anos, cerca de 65% daqueles que sabem ler e escrever ainda têm algum tipo de dificuldade, conforme apontou uma pesquisa feita pelo IBGE no ano passado. As professoras de português Beatriz Pacheco, do Centro Universitário de Barra Mansa, e Alexandra Mansur, do Colégio Interativo de Volta Redonda, ambos do Sul Fluminense, conhecem de perto essa realidade.

Para tentar revertê-la, as duas começaram a se reunir semanalmente para montar materiais didáticos de leitura e redação. O resultado desses encontros foi o livro “Leitura: Um Jogo de Estratégias”, lançado neste mês pela editora Folio Digital. “Tínhamos o desejo de tornar o contato do indivíduo com o texto mais significativo, colocando essa escrita ao alcance do leitor e possibilitando, assim, que a ‘entrada’ dele no texto fosse menos traumática”, explica Alexandra.

De acordo com as autoras, o livro foi feito para ajudar estudantes de todas as idades com o foco no Enem (Exame Nacional do Ensino Médico) e contém diversos exercícios guiados com as respostas no final. “[O Enem] é totalmente baseado na inteligência e na construção do conhecimento, principalmente na capacidade de interpretar e contextualizar os problemas do cotidiano. Sendo assim, exige preparo abrangente, que envolve ler de tudo e a maioria dos livros didáticos não trazem um trabalho sistemático com a leitura”, afirma Beatriz.

A pedido do UOL, as professoras elaboraram cinco dicas para ajudar na hora da leitura.
Veja como se dar bem na interpretação de texto

1 Separar fato e opinião
Separe fato de opinião, assim fica mais fácil ler de forma crítica. Se o trecho lido pode ser comprovado, é fato; se pode ser refutado, trata-se de opinião. Há palavras como advérbios, adjetivos, pronomes que são marcas de opinião. É interessante também pensar em opiniões que se opõem à que foi lida para exercitar a capacidade argumentativa.

2 Encontrar pistas textuais
Um texto traz pistas contextuais, por isso, ao ler uma palavra desconhecida, o leitor não deve ir correndo consultar o dicionário. Antes disso, deve tentar descobrir o seu significado, analisando como essa palavra é usada no contexto em que se encontra e que outras palavras da mesma sentença podem ajudar a descobrir o sentido produzido.

3 Extrair a ideia central
Quando o texto é uma notícia, é preciso extrair a ideia central e identificar as secundárias, ou seja, os detalhes que nos ajudam a entender a informação mais importante. Para isso, é fundamental fazer as seguintes perguntas: O quê? Onde? Por quê? Quando? Quem? Que quantidade? Como?

4 Distinguir causa de consequência
Alguns gêneros textuais abordam relações de causa e consequência. Um leitor habilidoso busca reconhecer esses diferentes eventos e separá-los. Para isso, pergunta-se: que evento motiva o outro? A resposta a essa pergunta é a causa, a razão que provoca outro evento. Se o texto não traz as causas de forma explícita, é possível reconhecê-las acionando o conhecimento de mundo.

5 Levantar hipóteses de leitura
Ao ler um trecho qualquer de um texto, informações são dadas ao leitor. Um leitor habilidoso reflete sobre o que leu e formula hipóteses sobre o que acontecerá. Mas atenção, é preciso sempre checar se as hipóteses levantadas são válidas. Para isso, pergunte sempre: ?A expectativa se confirmou?”, pois muito do que prevemos não se confirma.

Profissão professora: carreira passa de mãe para filha

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Marcelle Souza, em UOL

Há cerca de 20 anos, Roberta Bento costumava ver a filha Taís sentar as bonecas e brincar de professora. “Ela escrevia no quadro, copiava os textos no caderno de cada boneca, fazia os exercícios e depois corrigia as respostas”, diz a mãe. Naquela época, Taís imitava a mãe, que dava aulas particulares na sala que ficava nos fundos de casa, e ainda não sabia que a brincadeira viraria realidade.

“Uma vez cheguei em casa e a Taís estava dando aula de inglês para a moça que cuidava dela”, diz Roberta, que começou a dar aulas para o Mobral, antigo EJA (Educação de Jovens e Adultos), quando tinha 17 anos.

A menina cresceu e bem que tentou fugir da carreira da mãe. “Fiz um ano de administração e comecei a dar aulas de inglês. Vendo a prática em sala de aula, eu percebi que queria mesmo ir para a área da educação. Prestei vestibular na USP [Universidade de São Paulo] e fui estudar pedagogia”, conta Taís, formada em 2011.

Apesar da inspiração em casa, Taís diz que não foi fácil escolher a carreira de professora. “No colégio, ninguém estimula você a ir para pedagogia, letras. Eles querem número de aprovados em medicina, engenharia, direito. Em casa, eu tinha o exemplo da minha mãe, que sempre foi muito realizada naquilo que fazia”, diz.

“Quando eu decidi mudar de curso, algumas pessoas disseram para a minha mãe: ‘Você investiu tanto na educação dela para ela fazer pedagogia?'”.

De mãe e filha a sócias

Superado o preconceito, mãe e filha começaram a compartilhar as experiências e os desafios da carreira. Taís trabalhou durante seis anos em escolas públicas e particulares até montar uma página no Facebook com dicas para pais de crianças que estavam mal na escola.

Em pouco tempo, a jovem conseguiu convencer a mãe a deixar a vice-presidência de uma empresa de projetos educacionais para escolas públicas para criarem juntas o projeto “Socorro! Meu filho não estuda”.

“Quando ela me chamou para montar a empresa foi um susto, ao mesmo gratificante e assustador”, diz Roberta. Deixou o frio na barriga de lado e pediu demissão do cargo que ocupava há dez anos. “Percebi que ela sentia segurança na minha experiência e eu nesse perfil empreendedor que ela tem”.

Desde outubro do ano passado, as duas tiram dúvidas de pais aflitos pelo site, que é gratuito, e em palestras e cursos, que são pagas. E qual é o pedido de socorro mais comum? O mesmo que Roberta teve que resolver quando a filha era pequena: o dilema entre a falta de tempo e a necessidade de acompanhar de perto Taís na escola.

“Eu sempre tive certeza: o mais importante era a qualidade e não quantidade do tempo que eu passava com ela. Quando estávamos juntas, nem que fosse só meia hora, eu ficava totalmente concentrada nela. E qualidade não era deixá-la fazer o que quisesse. Eu sabia que ela precisava que eu estabelecesse limites e que dissesse não algumas vezes”, diz.

Professoras usam contos de fadas e cartazes para ensinar direitos sociais

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Magna Torres, professora de educação infantil, criou projeto para desconstruir mitos sociais na sala de aula (Foto: Arquivo pessoal/Magna Domingues Torres)

Magna Torres, professora de educação infantil, criou projeto para desconstruir mitos sociais na sala de aula (Foto: Arquivo pessoal/Magna Domingues Torres)

Conheça o trabalho de professoras em SP, RJ e RS sobre direitos humanos.
Machismo, abuso infantil e racismo foram temas abordados nos projetos.

Gabriela Gonçalves e Ana Carolina , no G1

Em várias partes do Brasil, professoras de educação infantil e ensino fundamental têm usado a criatividade para abordar com os seus alunos questões como direitos das mulheres, racismo e exploração infantil. Para tratar dos temas, crianças de entre 5 e 14 anos foram estimuladas a, por exemplo, se expressar durante rodas de conversa e comparar histórias de contos de fadas com a vida real.

Levando para a sala de aula livros e filmes, as professoras conseguiram ouvir a opinião das crianças sobre diversos temas. Os alunos questionaram o porquê de só os príncipes salvarem as princesas em contos de fadas e os motivos de meninos não poderem chorar.e

Embora seja um trabalho gratificante, ele também é cansativo e mostra histórias nem sempre positivas, como casos de alunas vítimas de abuso. Mas o resultado, segundo as professoras, vale a pena, porque é através dele que elas conseguem ajudar os pequenos e pequenas a aprenderem a respeitar os direitos de todos.

O G1 conversou com três professoras do Rio, de São Paulo e do Rio Grande do Sul sobre projetos desenvolvidos durante ou após as aulas em escolas públicas. Conheça abaixo as experiências de cada uma:

DESCONSTRUINDO MITOS

Magna Torres, professora de educação infantil, criou projeto para desconstruir mitos sociais na sala de aula (Foto: Arquivo pessoal/Magna Torres)

Magna Torres, professora de educação infantil, criou projeto para desconstruir mitos sociais na sala de aula (Foto: Arquivo pessoal/Magna Torres)

Durante uma aula em uma escola municipal de Duque de Caxias (RJ), a professora de educação infantil Magna Domingues Torres, de 28 anos, leu o livro “Menina bonita do laço de fita”, de Ana Maria Machado, e foi surpreendida com a resposta de seus alunos. Na história, um coelho muito branco admira uma menina negra que usa um laço de fita. Em função desta admiração, o coelho faz de tudo para ficar parecido com a menina.

Ao terminar a narrativa, uma de suas alunas disse que “o coelho era louco, porque ser preto é feio”. Ao ouvir isso, Magna identificou a necessidade de descontruir mitos sociais dentro de sala de aula. “Eu fiquei inquieta e comecei a pensar em como os preconceitos chegam até as crianças e como eu poderia mudar isso”, conta a professora, que atualmente ministra aulas para crianças de 5 a 6 anos na Escola Municipal Todos os Santos.

Aproveitando que uma vez por semana promove rodas de conversa em sua escola, a professora passou a ouvir as crianças sobre temas mais densos. “As rodas desenvolvem o espírito crítico das crianças, é uma orientação pedagógica e isso é muito rico, porque elas falam de suas vivências e nós podemos descontruir os mitos”, explica.

A cada semana era discutido um assunto diferente e a conclusão das conversas virava um cartaz. Após sete semanas, e sete temas, Magna fez uma montagem com as fotos das crianças segurando cartazes que diziam: “meninos e meninas brincam juntos de casinha”, “meninas também adoram jogar bola”, “eu adoro rosa, azul, verde e amarelo”, “meninos também adoram dançar”, “menino brinca com menina” e “amigos dizem ‘te amo'”.

As discussões tiveram o apoio da escola e respostas positivas dos pais. “Eu tenho encontrado bastante aceitação e muito agradecimento. As crianças mudam de postura e levam isso para dentro de casa, o diálogo passa a ser possível”, afirma Magna, que foi convidada pela Secretaria de Educação do Estado do Rio de Janeiro a dar uma palestra para outros professores sobre seu projeto.

Apesar do bom resultado, a professora acredita que o trabalho deve ser multiplicado para que não se perca. “É um trabalho de formiguinha, porque eles passam por mim e depois vão para outra professora ou outra escola”, conta.

Para Magna, é necessário dar aos alunos a oportunidade de pensar e conversar, para que eles possam levar para o imaginário discussões como identidade e igualdade. “Educação é um ato de amor. E eu quero que eles lembrem da escola como aprendizado, felicidade e amor. A educação é mais do que as quatro operações. Passa pelo nosso corpo e pela nossa vida”, define.

RODA DE CONVERSA SÓ COM MENINAS

Juliana Delmonte da Silva, professora de ensino fundamental, criou uma roda de conversa só com alunas meninas (Foto: Arquivo pessoal/Juliana Delmonte da Silva)

Juliana Delmonte da Silva, professora de ensino fundamental, criou uma roda de conversa só com alunas meninas (Foto: Arquivo pessoal/Juliana Delmonte da Silva)

Após terminar uma de suas aulas, a professora do ensino fundamental Juliana Delmonte da Silva, de 27 anos, foi procurada por um grupo de alunas, de 13 e 14 anos, que desejava conversar longe da presença de meninos. Diante disso, a educadora procurou a direção da Escola Municipal Viana Moog, que fica no bairro Jardim Jaqueline, em São Paulo, e sugeriu reuniões semanais, fora do horário de aula, com grupos de meninas.

Nestes encontros Juliana viu a possibilidade de discutir diversos assuntos do universo feminino sem que as meninas se sentissem envergonhadas. Temas como identidade, igualdade entre gêneros, religião, questionamentos sobre sexualidade e história das mulheres eram discutidos durante a uma hora e meia de atividade.

“É bem difícil trabalhar gênero em sala de aula, tem pouco material, principalmente na questão lúdica”, conta a professora, que passou a “traduzir” o material de suas pesquisas para que suas alunas assimilassem o conteúdo.

Em uma de suas reuniões, Juliana discutiu a violência verbal, física e sexual com as integrantes do grupo, e a realidade que encontrou a surpreendeu. “Eu perguntei para elas se elas já tinham sido agredidas física ou sexualmente e, de um grupo de 20 meninas, apenas duas meninas não tinham sido vítimas dessas violências”, afirmou a professora, que, a partir dessas reuniões, intuiu que precisava de parcerias com psicólogos para atender as alunas.

Com o objetivo de fortalecer as meninas, de modo que elas entendessem seu espaço, que não sofressem mais violências, e que tivessem a liberdade de se comunicar, a educadora promoveu (mais…)

Aluna da PUC-Rio denuncia comentários racistas de professoras em curso de Moda

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Docentes teriam feito piada e comentários considerados preconceituosos sobre cabelo afro em sala de aula

Aluna publicou texto em protesto contra comentários feitos por professoras que foram considerados preconceituosos pela jovem - Reprodução/Facebook

Aluna publicou texto em protesto contra comentários feitos por professoras que foram considerados preconceituosos pela jovem – Reprodução/Facebook

Publicado em O Globo

Uma aluna do curso de Design de Moda da PUC-Rio publicou no Facebook um texto no qual relata seu constrangimento ao ouvir comentários considerados racistas feitos por duas professoras em sala de aula. Ela também registrou queixa na 12ª DP (Copacabana). Segundo Gabriela Monteiro, de 26 anos, as duas docentes fizeram piadas e comentários sobre cabelo afro diante dela e toda a turma repetidas vezes.

A postagem na rede social já reunia mais de duas mil curtidas até a noite desta quarta-feira. À tarde, a universidade informou que não foi oficialmente notificada sobre o caso e que, por isso, não vai se pronunciar oficialmente. Depois, Gabriela informou que mandou um e-mail para a instituição nesta quarta-feira. O GLOBO conversou com duas alunas que testemunharam os episódios relatados e com uma das professoras envolvidas, mas esta não quis fazer comentários.

Aluna do 8º período da graduação e única negra da turma, Gabriela descreveu três situações. As duas primeiras dizem respeito a histórias contadas por uma professora diante de toda a turma. A docente teria relatado um episódio em que foi ao cinema e sentou-se atrás de uma mulher com cabelo afro. Conforme escreveu a estudante, a docente contou que a pessoa “era inconveniente por ir ao cinema com seu cabelo em sua forma natural, pois ao sentar na poltrona em sua frente, o cabelo da mulher era um empecilho para visualizar a tela”.

Semanas depois, a mesma professora teria voltado a contar, também diante da turma, que havia vivenciado outra situação do tipo, fato que a teria forçado mudar de lugar na sala de cinema. Conforme o relato de Gabriela, ela contava a história se voltando para ela.

“Neste momento, não acreditei que ela estava repetindo a mesma história de forma tão natural. Retruquei dizendo que o fato de ter cada vez mais mulheres de cabelo afro era uma coisa maravilhosa, já que em nossa sociedade existe uma ditadura da ‘chapinha’, e o que aconteceu com ela era sinal de que as mulheres de cabelo crespo estão se libertando dessa ditadura”, escreveu a jovem, que não teria recebido resposta da professora para seu questionamento.

A terceira situação, considerada “mais maldosa” por Gabriela, envolve a outra professora:

“Havia chegado em sala de aula com meus cabelos soltos, e a professora estava dando orientação para uma aluna, parou o que estava fazendo, e me fez a seguinte pergunta: ‘Qual seu signo, Leão?'”, escreveu Gabriela, afirmando ter ficado chocada e sem reação.

No texto compartilhado no Facebook, Gabriela cita nominalmente as duas professoras envolvidas, sendo os dois primeiros casos atribuídos à Ana Luiza Morales, que também é coordenadora do curso, e o segundo à Tatiana Rybalowski. O GLOBO conversou com Tatiana pelo telefone. Mostrando-se surpresa, ela não negou a situação narrada pela menina, mas não quis fazer nenhum comentário a respeito.

Gabriela afirmou que expôs o caso no Facebook e citou as professoras para que pudesse garantir a credibilidade dos seus relatos.

– Não tenho advogado e espero, ao tornar todos esses fatos públicos, mobilizar pessoas que me apoiem em seguir em frente – comentou.

Inicialmente, ela não buscou ajuda dentro da própria instituição por temer que o caso não recebesse a devida atenção ou até mesmo sofresse represálias. A estudante conta que deixou de frequentar as aulas da referida disciplina e que foi reprovada por isso.

– Não quero o mal de ninguém. Mas espero que essas situações de racismo velado sejam combatidas – pontuou. – Desejo que, diante desse episódio, as pessoas reflitam sobre o que falam não só sobre negros, mas índios e gordos, por exemplo. Elas precisam pensar que podem, sim, machucar o outro com uma declaração que pode parecer simples. Acho que a PUC tem que tomar uma atitude para que a coisa não caia no esquecimento e não seja só mais um caso. Não foi à toa que prestei depoimento na delegacia.

TESTEMUNHAS CONFIRMARAM OS EPISÓDIOS DE RACISMO

O tratamento na delegacia, segundo Gabriela, deixou a desejar. Lá ela foi informada de que o caso não se enquadra em racismo, mas injúria e, segundo ela, o delegado que fez atendimento minimizou as motivações de sua denúncia. Por ora, ela tem três colegas de turma que aceitaram atuar como testemunhas no caso. Duas delas conversaram com O GLOBO.

– Presenciei os dois primeiros casos e dou toda força à Gabriela – disse Betina Monte-Mór, de 23 anos. – Embora ela (a professora) tenha falado de uma forma irônica, como se estivesse contando uma historia, o preconceito está implícito.

A outra colega que se dispôs a atuar como testemunha é Bruna Leon, também de 23 anos:

– A Gabi é a única negra da turma, e isso deve ser muito difícil para ela. Se ela se sentiu incomodada, tem todo o direito de fazer o que esta fazendo e acho que o incômodo é totalmente legítimo.

Por meio de nota, a PUC-Rio informou, mais cedo, não ter sido notificada em instância alguma sobre a queixa da referida aluna. “Uma vez acionada, a universidade cumpre o procedimento padrão de se instaurar uma sindicância interna de apuração, na qual todas as partes são ouvidas”. Em seguida, segundo o texto, todas as medidas cabíveis podem ser tomadas. A instituição também informou que as professoras mencionadas pela aluna encontram-se de férias.

ESTILO NO CENTRO DE DISCUSSÕES

Polêmicas relacionadas a penteados afro têm levantado discussões recentes. Esta semana, a apresentadora Giuliana Rancic, do programa “Fashion Police”, pediu desculpas à atriz Zendaya Coleman após fazer piada sobre uso de dreadlocks por ela na cerimônia do Oscar. Durante o programa, transmitido na noite de segunda-feira nos Estados Unidos, Giuliana disse que o penteado fazia ela parecer como alguém que cheirava a óleo de patchouli e maconha. No ano passado, a jornalista baiana Lília de Souza levantou a polêmica no Brasil, após orientada a prender seu cabelo estilo “black power” ao tirar foto para renovar seu passaporte, já que o sistema de imagens não aceitava a imagem gerada, por causa do formato dos fios.

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