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Fliporto está de volta a Porto de Galinhas. Confira a programação!

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Literatura, música, debates sociais, programação geek e infantil. Festa literária traz várias atividades gratuitas entre os dias 10 e 12 deste mês

Publicado na Op9

Após dois anos de pausa forçada pela falta de patrocínios, a Festa Literária Internacional de Pernambuco (Fliporto) acontece este ano com uma volta às origens. As últimas edições foram em Olinda, mas a deste ano será novamente em Porto de Galinhas, em Ipojuca, berço do evento. A programação começa já nesta sexta-feira (10) e segue até o domingo (12), sob o tema “Os diálogos do contemporâneo”.

Com o tema, a produção da Fliporto 2018 promete atividades plurais, que conversam com assuntos bem debatidos atualmente, como o meio ambiente, empoderamento feminino e questões raciais e ancestralidade negra.

O braço principal da Fliporto, o Congresso Literário, vai acontecer no auditório do Espaço Muru-Muru, no Restaurante Itaoca, na Praça das Piscinas Naturais. Entre os convidados, estão o escritor, letrista e produtor musical Nelson Motta, referência em assuntos ligados à história da música popular, e a ilustradora argentina Anabella López, vencedora do Prêmio jabuti. O homenageado desta edição é o escritor Marcus Accioly, poeta e membro da Academia Pernambucana de Letras que faleceu no final de 2017.

Como novidade, este ano a Fliporto também terá uma programação voltada à cultura pop. A Fliporto Geek, trará o universo geek e nerd para Porto de Galinhas, com as histórias em quadrinhos, oficinas, desfile e concurso de cosplays para o evento. Também nos dias do evento será realizada a ação Chuva de Livros, na qual mais de 50 livros serão deixados em locais públicos para que as pessoas leiam e deixem em outros espaços para que mais pessoas possam ter acesso.

E focando nas crianças e adolescentes, a festa traz também a Fliporto Galerinha, com programação que levará para a criançada bate-papos com autores infanto-juvenis, lançamento de livro de escritores infantis, contação de histórias e brincadeiras nos dias 10 e 11 de agosto.
Confira a programação completa:

Data: 10 a 12 de agosto 2018
Local: Espaço Muru-Muru / Itaoca
Tema: Diálogos do Contemporâneo
Homenageado: Marcus Accioly

Atrações fixas:

Projeto do “Livro de Coração” – (FUNDAJ) Distribuição de 1000 Livros.
Chuva de Livros: Distribuição de livros nas praças e polos do evento.
Performance itinerante “O Sonho de Quinzinho” – Francis de Souza (FUNDAJ).

Dia 10 de agosto, sexta-feira

10h – A força dos Quadrinhos na literatura de hoje.
Com Felipe Folgosi (Ator, escritor, roteirista e apresentador)

11h – Tereza Costa Rego – A biografia de uma mulher em três tempos.
Palestra de Bruno Albertim.

14h – Bate papo Ilustrado (Fliporto Geek)
Com os ilustradores Sandro Marcelo e Helton Azevêdo, com mediação de Patrícia Guedes (Coordenadora do Polo Fliporto Geek).

15h – A saga literária ao longo da história.
Com Cássio Cavalcante e Maria de Lourdes Hortas.

16h – Literatura e internet
Bate papo com Natanael Lima, Ney Anderson e Frederico Spencer.

17h30 – Abertura oficial com a prefeita Célia Sales

18h – Meu Ipojuca querido
Romero Sales, Arnaud Mattoso e Rui Ferreira;

19h – Empoderamento feminino: O papel da mulher no mundo de hoje
Com Jô Mazzarolo, Maria de Lourdes Hortas e Célia Sales.

20h – Diálogos sobre o turismo em Pernambuco.
Com Mário Pilar, Otaviano Maroja, Alberto Feitosa e Bráulio Moura.

Dia 11 de agosto, sábado

9h30 – Imprensa e mulheres pernambucanas
Com Luzilá Gonçalves e Nelly Carvalho.

10h30 -O mundo contemporâneo recomeça no Recife
Palestra de Luciano Porto, debatedor Cássio Cavalcante.

11h30 – Influências Africanas na Literatura Brasileira
Com Paulo Roberto Corino e Carlos Santos.

14h – Palestra sobre o filme Recife Assombrado (Fliporto Geek)
Com Bruno Antônio e Gustavo Correia.

15h Bate papo com ilustradora vencedora do prêmio Jabuti.
Com Anabella López (Argentina).

16h – Brasil e Portugal na poesia contemporânea
Com a poeta Maria João Cantinho (Portuguesa), Maria de Lourdes Hortas e Cássio Cavalcante como moderador.

17h – Um olhar sobre o contemporâneo
Palestra de Antônio Campos.

18h – Literatura, teatro e cinema.
Com Maria Zilda, Claudia Alencar e Katia Mesel como moderadora.

19h – Literatura e música
Nelson Motta, provocações do jornalista AD Luna (JC)

20h – Ficção em Pernambuco
Bate papo com Raimundo Carrero e Luzilá Gonçalves.

Dia 12 de agosto, domingo

10h – Vida e obra de Marcus Accioly
Palestra de Alvacir Raposo.

11h – Talk show musical
Nando Cordel entrevistado por José Teles (JC)

Bienal do Livro de São Paulo: 17 dicas de sobrevivência para aproveitar a feira

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Publicado no Metro Jornal

A 25ª Bienal do Livro de São Paulo começa nesta sexta-feira (3) e finalmente você vai poder mergulhar em todo esse mar de livros. Mas como sobreviver às longas caminhadas e extensas filas durante um dia inteiro no Pavilhão do Anhembi? Calma meu caro padawan, você não está sozinho nessa: o Metro Jornal te dá as dicas para você se previnir antes de sair correndo Bienal a dentro. Dá só uma olhada:

1. Vá com uma roupa confortável

Sim, isso é tão importante que é o item que abre nossa lista: a roupa precisa ser confortável. Se você escolher aquela calça muito justa, por exemplo, as chances de ficar cansado rápido são grandes. Por isso, dê preferência a peças de algodão, pois elas permitem que o corpo respire. Se estiver frio, escolha uma blusa que não seja muito pesada, porque o pavilhão fica lotado – e quente.
2. Mais importante ainda: vá com um CALÇADO confortável

Mais importante que uma roupa confortável, o calçado deveria ser tratado como o protagonista do dia. Isso porque se você não escolher bem o seu tênis, não vai aguentar as longas caminhadas e vai querer voltar pra casa antes do meio-dia. É, não invente de escolher outra coisa para botar no pé.

3. Cosplayers: atenção à bagagem

Ok, ok, você não vai querer seguir as dicas acima porque vai fazer cosplay. Nesse caso, a dica é a do “somente o necessário”, literalmente. Leve somente a maquiagem e as peças que for realmente utilizar, para não precisar ficar arrastando peso à toa.

4. Vá com uma mochila de costas

Se você pretende comprar vários livros, a melhor coisa a se fazer é ir com uma mochila de costas. Bolsas e sacolas cansam mais rápido; já a mochila distribui melhor o peso.

5. Compre seu ingresso antecipadamente

Os ingressos para a 25ª Bienal do Livro de São Paulo podem ser adquiridos diretamente no site oficial do evento. Essa é uma dica valiosa, porque se você deixar para comprar na hora, as chances de pegar uma fila beeem demorada são grandes. Acredite, dependendo do horário ela pode chegar até 3h de espera.

6. Não esqueça os documentos

Roupas confortáveis, mochila nas costas, ingresso na mão: está faltando alguma coisa? Sim, os documentos. Se você é estudante, não esqueça de sua carteirinha, para comprovar na hora da entrada. Funcionários do Sesc, professores, idosos, crianças menores de 12 anos e autores previamente cadastrados têm entrada gratuita.

7. Leve comida

A comida na Bienal tem fama de ser cara, então se você não quer gastar com outras coisa que não os livros, leve algo para comer. Dê preferência a frutas – principalmente aquelas que você não precisa descascar – e algum sanduíche feito em casa.

8. Beba água

Se você é veterano de Bienal, já deve ter passado por isso: vai chegando o final da tarde e a cabeça começa a doer. Não, não é só por causa da multidão ou do cansaço. Muitas vezes é o corpo clamando por água. Então não subestime a importância de se hidratar. Aliás, justamente por conta da quantidade de água que você for beber, vai aí uma parte B dessa dica: não espere ficar muito apertado para ir ao banheiro. Como você vai seguir a regra de ouro de beber água sempre, não vai querer ficar 20 minutos esperando para se aliviar.

9. Leve o carregador do celular

A Bienal é um evento que ocorre a cada dois anos, então é comum querer registrar todos os momentos. Se a bateria do celular acabar, não se desespere, porque lá na Bienal tem um lounge com espaço para descansar e pontos para recarregar o telefone.

10. Verifique o trajeto que você vai fazer

Antes de sair de casa, é bom dar uma checada no trajeto que você vai fazer até o Pavilhão do Anhembi. Um ônibus gratuito levará o público da estação Portuguesa-Tietê, da linha 1-Azul do Metrô, até a Bienal. Aos finais de semana, a estação Palmeiras-Barra Funda, da linha 3-Vermelha do Metrô, também contará com os ônibus até a feira. Caso você vá de carro, o estacionamento por lá custa R$ 40. Para motos, é R$ 30.

11. Vai com amigos? Combine um ponto de encontro

Isso vale tanto para antes de entrar, quando lá dentro: a Bienal é enorme e é muito fácil se perder. Então aproveite o momento em que vocês estão juntos logo no início do dia para combinar um ponto de fácil acesso e identificação para encontrar a galera caso alguém se perca.

12. Pegue um mapa

Sim, é tão grande que, para economizar tempo, é bom pegar um mapa da Bienal lá na entrada – ou baixar na internet mesmo – e checar onde fica a editora daquele livro que você tanto quer. Caso tenha esquecido de pegar antes e não está conseguindo fazer o download, não se desespere, porque dentro do pavilhão existem alguns cartazes enormes com o mapa completo da feira.

13. Não compre no primeiro estande

Essa é importante para quem quer voltar com uma montanha de livros para casa. Dê uma pesquisada antes, porque às vezes você pode encontrar o mesmo título por um preço mais em conta em outra distribuidora. Parte B desta dica: se você é daqueles que abriram a Bienal, vá primeiro nos estandes das editoras mais ‘badaladas’, porque elas costumam ficar abarrotadas de gente no meio da tarde, especialmente aos finais de semana.

14. Leve dinheiro em espécie

E se você não quer perder tempo na fila do pagamento, levar o dinheiro trocado pode ser uma mão na roda. Geralmente, quem não vai pagar com cartão passa na frente.

15. Faça uma lista com quais livros são prioridade

Cuidado para não ir à falência antes do fim do mês. Se você quer mesmo comprar muitos livros, faça uma lista antes de sair de casa com quais são prioritários – assim, caso você atinja sua meta de gastos antes do tempo previsto, vai poder descartar de forma mais fácil.

16. Cheque a programação

Ao verificar a programação, você vai notar que a Bienal vai além de uma grande feira de livros. Ela é um espaço onde rolam muitos eventos culturais – alguns, inclusive acontecem ao mesmo tempo. Então vale dar aquela conferida, para você não perder a passagem do seu autor favorito.

17. Em casos de autógrafos, tenha paciência

Chegou na fila de autógrafos? Tenha paciência, afinal, tudo na Bienal é cheio mesmo. Este ano, para conseguir uma assinatura do seu autor favorito, os leitores precisavam pegar uma senha online, que foi distribuída no mês passado. A maioria delas estão esgotadas, mas atenção: geralmente, essas senhas são para a Arena Cultural. Algumas editoras promovem um encontro para um número menor de participantes no próprio estande, então é bom passar nelas para perguntar.

Flip 2018 homenageia Hilda Hilst e traz grandes nomes da literatura mundial

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Hilda Hilst será a homenageada deste edição
(foto: Cláudio Pedrosa/CB/D.A Press)

Foi divulgada a programação e o nome dos convidados que comparecerão nos cinco dias da Flip 2018

Publicado no Correio Braziliense

Entre 25 e 29 de julho será realizada em Paraty a Festa Literária Internacional de Paraty (Flip) 2018. A produção do evento divulgou, nesta terça-feira (5/6), a programação das mesas, dos debates temáticos com autores — os quais vão discutir temas como amor, sexo, morte e Deus. Nesta edição, a homenageada é Hilda Hilst, poetisa e cronista paulista, considerada uma das maiores ecritoras brasileiras.

O evento recebe 33 convidados, sendo 17 mulheres e 16 homens. No primeiro dia da Flip, a atriz Fernanda Montenegro e a pianista Jocy Oliveira fazem a sessão de abertura do evento.

Grandes nomes da literatura mundial estarão presentes no evento, como o ganhador do Pulitzer Colson Whitehead, escritor norte-americano responsável pelo livro The undergound railroad; e a russa Liudmila Petruchevskaia, que ficou conhecida mundialmente por meio de histórias assustadoras, como a da obra Era uma vez uma mulher que tentou matar o bebê da vizinha.

O escritor norte-americano Colson Whitehead é um dos convidados confirmados na Flip
(foto: Reprodução/Internet)

Também participam de mesas, a franco-marroquina Leïla Slimani; o norte-americano autor do livro Me chame pelo seu nome, que virou filme ano passado, Andre Aciman; e Alain Mabanckou, o franco-congolês considerado Samuel Beckett da África.

Confira a programação completa da Flip 2018

25/7

Mesa 1, às 20h. Sessão de abertura, com Fernanda Montenegro e Jocy Oliveira

26/7

Mesa 2, às 10h. Performance sonora, com Gabriela Greeb e Vasco Pimentel

Mesa 3, às 12h. Barco com asas, com Júlia de Carvalho Hansen, Laura Erber e Maria Teresa Horta

Mesa 4, às 15h30. Encontro com livros notáveis, com Christopher de Hamel

Mesa 5, às 17h30. Amada vida de perda, com com Djamila Ribeiro e Selva Almada

Mesa 6, às 20h. Animal agonizante, com Sergio Sant’Anna e Gustavo Pacheco

27/7

Mesa 7, às 10h. Poera na torre de capim, com Ligia Fonseca Ferreira e Ricardo Domeneck

Mesa 8, às 12h. Minha casa, com Fabio Pusterla e Igiaba Scego

Mesa 9, às 15h30. Memórias de porco-espinho, com Alain Mabanckou

Mesa 10, às 17h30. Interdito, com André Aciman e Leila Slimani

Mesa 11, às 20h. A santa e a serpente, com Eliane Robert Moraes e Iara Jamra

28/7

Mesa 12, às 10h. Som e fúria, com Jocy de Oliveira e Vasco Pimentel

Mesa 13, às 12h. O poder na alcova, com Simon Sebag Montefiore

Mesa 14, às 15h30. Obscena, de tão lúcida, com Isabela Figueiredo e Juliano Garcia Pessanha

Mesa 15, às 17h30. Atravessar o sol, com Colson Whitehead e Geovani Martins

Mesa 16, às 20h. No pomar do incomum, com Liudmila Petruchevskáia

29/7

Mesa Zé Kleber, às 10h. De malassombros, com Franklin Carvalho e Thereza Maia

Mesa 17, às 12h. Sessão de encerramento O escritos e seus múltiplos, com Eder Chiodetto, Iara Jamra e Zeca Baleiro

Mesa 18, às 15h30. Livro de cabeceira, conduzida por Liz Calder, nessa mesa os autores da Flip vão ler trechos dos livros preferidos.

Feira do Livro de Brasília chega a 34ª edição em junho no Pátio Brasil

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Em 2017, a feira homenageou as crianças candangas
(foto: Helio Montferre/Esp. CB/D.A Press)

O evento ocorre de 1º a 10 de junho com programação gratuita

Publicado no Correio Braziliense

A Feira do Livro de Brasília está de volta. A 34ª edição do evento será realizada de 1º a 10 de junho, no shopping Pátio Brasil. O evento, que é promovido pela Câmara do Livro e pelo Instituto Latinoamerica, terá como tema “Literatura infantil: a invenção do sonho. Vamos brincar de inventar?” e contará com a presença de escritores, leitores, estudantes e professores. O tema escolhido para a edição de 2018 visa o amadurecimento da leitura desde a infância propondo contribuir com a ampliação do acesso aos livros.

A programação conta com espetáculos teatrais de grupos do Distrito Federal, shows musicais, oficinas, palestras e bate-papo com autores e escritores, que ocorrerão simultaneamente com à exposição de livros.

O III Encontro Nacional de Escritores Jovens e o III Encontro Nacional de Blogueiros Literários serão realizados durante o evento, como ocorreu na feira de 2017. Também haverá espaço para conversas sobre o mercado editorial, políticas de livro, direitos autorais, vendas pela internet, livros eletrônicos e literatura inclusiva.

Você se distrai facilmente? 7 técnicas de estudo para quem não consegue se concentrar

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Estudante con

Publicado no Amo Direito

Uma pessoa entra na biblioteca. A tela do seu celular brilha com a chegada de uma nova mensagem. Você se lembra de uma música e decide escutá-la. Se você é um distraído crônico, qualquer motivo é suficiente para interromper o estudo para uma prova.

A falta de concentração cobra seu preço mais cedo ou mais tarde. Afinal, é preciso ter contato intenso e contínuo com a matéria para ter sucesso em provas complexas como concursos públicos, exames de proficiência em línguas ou testes de admissão em programas de pós-graduação.

Continuidade é justamente o maior desafio dos dispersivos, afirma Alessandro Saade, fundador do projeto “Empreendedores Compulsivos”. Ele próprio se identifica com o perfil. “Além de déficit de atenção, sou muito curioso e não resisto à tentação de ler uma notícia ou pesquisar sobre algo interessante que surja no meio do meu trabalho”, afirma.

A tecnologia incrementa o potencial de sedução das distrações. O smartphone, especialmente, é um “veneno” para quem quer estudar. A única saída é se disciplinar e se afastar totalmente do aparelho, diz Saade. Uma sugestão é estabelecer um momento para ver as notificações — uma vez a cada 30 minutos de estudo, por exemplo.

Outra recomendação básica é buscar um ambiente de estudos organizado, limpo, silencioso e confortável. Quanto menos incômodos houver, melhor: é importante buscar uma cadeira ou poltrona ergonômica e garantir que você está bem alimentado.

Água também é essencial para manter o cérebro funcionando a todo o vapor. Um experimento feito por pesquisadores ingleses mostrou que pessoas com sede demoram mais tempo para completar tarefas do que aquelas que estão bem hidratadas.

De acordo com Andrea Piscitelli, consultora e professora da FIA (Fundação Instituto de Administração) as fontes mais comuns de distração são barulhos externos, como estímulos sonoros ou visuais do ambiente, mas não se pode ignorar o poder dos “barulhos internos” — nosso fluxo de pensamentos sobre diversos anseios, preocupações e emoções.

“Isso faz com que você tenha a sensação de que a leitura está difícil ou improdutiva”, diz a especialista. “O mais interessante é que surge um mecanismo de compensação para sentir algum alívio imediato, como acessar o smartphone ou bater papo, o que desvia ainda mais a atenção”.

Quer mais ideias para manter o foco na preparação para uma prova? Confira a seguir outros antídotos contra a procrastinação:

1. Antes de começar, separe 10 minutos para se divertir
Ainda que você adore matéria que está estudando, não faltam atividades bem mais interessantes do que ler a apostila. Se você costuma interromper a sua concentração para satisfazer o desejo de ver as notícias do dia, assistir a vídeos engraçados ou escrever algo nas redes sociais, faça isso antes de começar a sua sessão de estudos.

Segundo Saade, esse truque simples ajuda a saciar a sua inquietação e relaxar. Só cuidado para não exagerar: basta passar os 10 primeiros minutos do dia dessa forma. Terminado esse prazo, é hora de interromper as distrações e se dedicar exclusivamente ao estudo.

2. Divida o tempo em blocos
Estudar para uma prova difícil sempre será uma experiência intensa, mas não necessariamente exaustiva. Talvez você tenha dificuldade para se concentrar porque se cansa rapidamente. A dica é fragmentar o trabalho em pedaços mais digeríveis.

“Faça sessões de 30 minutos, por exemplo, nas quais você vai mergulhar totalmente no que está fazendo”, diz Saade. “Terminado esse prazo, levante e vá respirar um pouco, beber água, fazer algo leve”.

3. Transforme frases em palavras-chave
Além de dividir o tempo em blocos, você também pode recortar o conteúdo a ser estudado em pequenos fragmentos. Ao elaborar um resumo, evite frases ou parágrafos — prefira palavras-chave, esquemas e listas no estilo “bullet points”.

A organização da escrita em pedacinhos facilita a vida dos dispersivos, principalmente na hora de reler tudo. Segundo Saade, é mais rápido ler palavras-chave, e também mais estimulante: você precisa ativamente pensar no nexo entre as ideias, o que exige mais do cérebro e limita a margem para divagações.

4. Prefira o exercício à teoria
De acordo com Paulo Estrella, diretor pedagógico da Academia do Concurso, a melhor forma de manter a concentração é tornar as sessões de estudo mais rápidas, curtas e dinâmicas. Para isso, a recomendação é reduzir o volume de leituras e concentrar os seus esforços nos exercícios.

“Dê uma lida geral no conteúdo, mas não passe muitas horas debruçado no livro”, recomenda ele. “Assim que tiver uma ideia da teoria, parta para a resolução de provas de anos anteriores, e vá fixando os conceitos a partir dos seus erros e acertos”.

5. Descubra o seu estilo de aprendizagem
Se você tem facilidade para memorizar coisas a partir de um estímulo visual, pode ser interessante elaborar mapas visuais, diagramas e figuras sobre a matéria. Caso se dê melhor com resumos escritos à mão, prepare o lápis e a caneta. Tem um perfil auditivo? Vale mais gravar a sua própria voz dando uma “aula” sobre o assunto e depois escutá-la.

O importante, diz Estrella, é descobrir qual é o método de aprendizagem que mais combina com o seu modelo mental. Quando você encontra o seu próprio estilo, a compreensão dos conceitos fica mais fácil e rápida. Resultado: o estudo se torna mais estimulante e as distrações perdem (pelo menos em parte) o seu potencial de sedução.

6. De tempos em tempos, retome o conteúdo
A cada 20 minutos de estudo, sugere Piscitelli, faça uma rápida anotação ou gravação de voz sobre os aspectos mais relevantes do que acabou de ler, isto é, uma breve recapitulação do que foi visto.

Além de garantir que você não vai se dispersar, fazer essas retomadas periódicas ajuda a fixação da matéria. “Ao final da leitura, reveja os seus registros de todos os blocos de 20 minutos, e verá como está muito mais familiarizado e seguro com o conteúdo”, diz a consultora.

7. Tenha uma programação
Uma boa forma de manter o foco é ter um roteiro dos temas que você precisa estudar, com uma previsão da carga horária necessária para cada assunto. Mas atenção: ao longo do dia, gerencie o cumprimento das metas como compromissos realmente inadiáveis.

Mas como garantir que você vai respeitar a sua “check-list”? O segredo é ter um propósito para o estudo. No “estado de flow”, conceito desenvolvido pelo psicólogo Mihály Csíkszentmihályi, nossa concentração se torna absoluta quando estamos num estado emocional positivo, isto é, quando a experiência é prazerosa. “Só podemos entrar em ‘flow’ quando o estudo vai além do racional e envolve crenças e valores, isto é, quando tem um significado para nós”, resume Piscitelli.

Por Claudia Gasparini
Fonte: Exame

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