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Feira do Livro de Paris é cancelada por surto de coronavírus

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Sindicato de editores seguiu proibição do governo de realizar eventos com mais de 5 mil pessoas em um espaço fechado.

Publicado na Folhago

A Feira do Livro de Paris, que deveria ocorrer neste mês, foi cancelada devido a medidas tomadas pelo governo francês para conter o surto de coronavírus, informou o sindicato de editores do país em um comunicado.

“Seguindo a decisão do governo de proibir qualquer reunião de mais de 5 mil pessoas em um espaço fechado, é com pesar que decidimos cancelar a edição de 2020 da Feira de Livros de Paris”, justificou o sindicato.

Até o momento, o coronavírus matou duas pessoas na França e infectou cerca de 130.

O Museu do Louvre não abriu para visitação no domingo (1º) e nesta segunda (2), depois dos funcionários decidirem em assembleia que não iria trabalhar.

Shows e gravações também foram cancelados

Não é só na França que atividades culturais foram canceladas por conta do vírus. As gravações do novo filme “Missão Impossível” foram interrompidas na Itália e o plano de filmar em Veneza foi adiado sem previsão de uma nova data.

A banda californiana Green Day estava com turnê marcada para Ásia em março, mas preferiu cancelar os shows que aconteceriam em Singapura, Tailândia, Filipinas, Taiwan, Hong Kong, Coreia do Sul e Japão.

O DJ brasileiro Alok também tinha um show marcado na China, mas cancelou a apresentação.

Prefeito quer proibir discussão sobre diversidade nas escolas de Palmas

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Livros didáticos com conteúdo sobre ideologia de gênero (Foto: Reprodução/TV Anhanguera)

Livros didáticos com conteúdo sobre ideologia de gênero (Foto: Reprodução/TV Anhanguera)

 

Publicado no Jornal Floripa

O prefeito Carlos Amastha (PSB) quer proibir, por meio de uma medida provisória, a disponibilização do material didático que fala sobre diversidade sexual, nas escolas de Palmas . O ato foi publicado no Diário Oficial do município desta segunda-feira (14) e altera o anexo único da Lei nº 2.238, de 19 de janeiro de 2016.

Os livros que abordam o tema foram disponibilizados pelo Ministério da Educação (MEC), que disse não impor o uso do material. “Quem escolhe é a escola”, informou em nota.

Assinada pelo prefeito, a medida diz que está “vedada a discussão e a utilização de material didático e paradidático sobre a ideologia ou teoria de gênero, inclusive promoção e condutas, permissão de atos e comportamentos que induzam à referida temática, bem como os assuntos ligados à sexualidade e erotização.”

Além da proibição dos conteúdos sobre o polêmico assunto, Amastha também pretende garantir a inclusão de conteúdo sobre culturas afro-brasileira e indígenas, educação ambiental e direitos humanos à grade curricular dos alunos.

O texto publicado no diário diz que esses temas estão previstos nas diretrizes nacionais e na legislação vigente.

A medida ainda passará pela Câmara de Vereadores de Palmas, nesta terça-feira (15), que deverá aprovar ou não.

Polêmica
O Ministério da Educação (MEC) disponibilizou livros didáticos que incentivam o uso da camisinha, abordam a ideologia de gênero e fazem menção ao casamento gay. O conteúdo gerou discussões na Câmara de Vereadores de Palmas, em fevereiro deste ano.

O vereador João Campos (PSC) afirmou que os exemplares não deveriam ser distribuídos nas escolas da capital.

“São livros inadequados para os alunos. É inadequado em relação às questões que são apresentadas, à sexualidade e às questões familiares. Eu acho que esse assunto deve ser tratado pela família”, afirma.

Editora vai recorrer de proibição de livro de Hitler e defende liberdade de expressão

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Grupo afirma que edição condena ideologia nazista por ser crítica e comentada

Publicado no R7

imageA editora responsável pela publicação do livro Mein Kampf (Minha Luta, na tradução do português), escrito em 1925 por Adolf Hitler, vai recorrer da determinação do juiz Alberto Salomão Junior, da 33ª Vara Criminal da Capital, que proíbe a comercialização, exposição e divulgação da obra na cidade do Rio de Janeiro.

De acordo com a Geração Editorial, a decisão é “inócua”, pois o livro pode ser baixado de graça na internet, em vários idiomas, inclusive português. O grupo afirmou que vai recorrer da decisão sob alegação de que a Constituição garante o direito à livre expressão.

Por meio de nota, a editora argumentou que a publicação crítica e comentada presta “um serviço à humanidade por desmentir, refutar e condenar as ideias de Hitler”.

A ação cautelar foi ajuizada pelo Ministério Público do Estado do Rio de Janeiro. Quem descumprir a decisão terá que pagar multa de R$ 5.000. Mandados de busca e apreensão já foram expedidos. Diretores de livrarias em que ocorrem as buscas serão nomeados como os depositários dos livros apreendidos. O juiz deu o prazo de cinco dias para que as livrarias e seus representantes legais apresentem resposta.

Na decisão, o juiz avalia que o livro incita práticas de intolerância contra grupos sociais, étnicos e religiosos e recorda que a discriminação contraria valores humanos e jurídicos estabelecidos pela República brasileira, justificando a proibição da obra.

Aluna é proibida de frequentar aulas e fazer provas por colocar piercing

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Jovem diz que foi retirada da sala de aula por não aceitar tirar o adereço.
Escola alega que proibição está no regimento interno; Conselho avalia caso.

nayara-certo

Publicado em G1

Uma estudante de 17 anos foi proibida de frequentar as aulas e fazer as provas finais após ter colocado um piercing no nariz. Nayara Faria dos Santos tem 17 anos e estuda no Colégio Progressivo, em Goiânia. Segundo a direção da escola, que é particular, a questão já estava prevista no regimento interno. O caso é analisado pelo Conselho Estadual de Educação.

A jovem, que cursa o 3º ano do ensino médio, conta que na última segunda-feira (9) foi retirada da sala quando estava pronta para fazer os exames. “O diretor simplesmente falou assim: ‘Tira e faz a prova’, Com essas palavras. Falei que não podia tirar e ele disse para eu ir embora. Perguntei se iriam zerar minhas provas e ele disse que sim”, lembra.

Pai de Nayara, o empresário Fernando Batista dos Santos, de 41 anos, disse ao G1 que foi ao colégio e tentou argumentar, mas não teve êxito. Ele afirmou ainda que a filha também foi proibida de entrar para assistir as aulas no dia seguinte.

“A gente sabia que não podia colocar, mas só faltava essa prova e pensei que não iria ter problema. Ele [diretor] pediu para ela tirar, mas se fizesse isso, iria infeccionar. Estou contrariado, ele discriminou minha filha”, lamenta.

Ela alega ainda que apoia a decisão da filha e que pretende acionar a instituição na Justiça. “Ela não fez nada fora do meu conceito. Vou entrar com uma ação porque isso pode prejudicá-la”, salienta.

‘Afronta’
O diretor da escola, Omar Passos de Carvalho, explicou que a proibição de usar piercing consta no regulamento da escola e que os pais sabiam disso. Para ele, a aluna “afrontou” uma determinação estabelecida.

“Ela veio à escola da mesma forma e ainda afrontado o colégio, conversando com a coordenação e falando com os alunos na sala de aula que não iria tirar o brinco. Falou ainda que estava aqui para poder ter provas contra a escola porque ela não iria mudar a atitude dela”, defende-se.

Carvalho garante que Nayara não poderá assistir às aulas enquanto não retirar a peça, pois não pode abrir exceções. “Ela [norma] tem que existir para os nossos 900 alunos. Não vou fazer uma exclusão de uma norma específica para uma aluna”, pondera.

O Conselho Estadual de Educação foi avisado e está monitorando a situação. “Agimos nesse tipo de processo com muita agilidade. Em três dias no máximo nós já vamos ter ouvido família e a escola e garantir que a menina tenha direito a conclusão do 3º ano do ensino médio que é essa etapa que ela precisa concluir”, explica a presidente do órgão, Ester Carvalho.

Especialista discorda
De acordo com o advogado Victor Naves, a Constituição permite que estabelecimentos particulares, como a escola, podem elaborar regimentos próprios. Porém, é preciso analisar se o caso está compatível com a lei.

“Esses regimentos estão, de qualquer forma, sujeitos à lei e à Constituição Federal. Nesse caso, antes de utilizar o que o dispositivo de fato diz. A autonomia da vontade privada, do cidadão, tem que ser respeitada em detrimento do regimento”, pondera.

Ela afirma que, possivelmente, a família não foi chamada para discutir o dispositivo. “Penso eu que é uma medida desproporcional adotada pela escola porque está inviabilizando a aluna de cumprir com suas atribuições e deveres escolares que eu penso que contraria a Constituição”, analisa.

Harvard proíbe sexo e namoro entre alunos e professores

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Instituição afirma que ‘relações entre pessoas de status diferentes’ não reflete as ‘expectativas da faculdade’. Em 2010, Yale tomou decisão semelhante

Campus da Universidade Harvard, nos Estados Unidos (Foto: Darren McCollester/Newsmakers/VEJA)

Campus da Universidade Harvard, nos Estados Unidos (Foto: Darren McCollester/Newsmakers/VEJA)

Publicado na Veja on-line

A Universidade Harvard, um dos centros de ensino superior de maior prestígio nos Estados Unidos, proibiu nesta semana que os professores mantenham “relações sexuais ou românticas” com seus alunos, após uma revisão de sua política sobre assédio.

O Comitê da Faculdade de Artes e Ciências explicou que a revisão da política “determinou que a linguagem atual sobre as relações entre pessoas de status diferentes não refletia explicitamente as expectativas da faculdade sobre o que constitui uma relação apropriada”. Neste contexto, declarou que a partir de agora estão proibidas as relações entre os funcionários e os estudantes de graduação e pós-graduação.

A decisão de Harvard segue uma política já instituída pela Universidade Yale, que em 2010 também proibiu as relações entre estudantes e professores.

A mudança ocorre em um momento em que as principais universidades americanas se colocam na defensiva devido a denúncias de violência sexual nos campi. Em maio de 2014, o Departamento de Educação dos Estados Unidos publicou uma lista de 55 universidades que estavam sendo examinadas pelo governo por supostamente fazer uma gestão ruim das denúncias de assédio e abuso sexual. Localizada no estado de Massachusetts, Harvard está na lista.

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