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Enem 2017: veja o que é preciso levar e o que é proibido no local de prova

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Caneta preta de tubo transparente e documento original com foto são obrigatórios no Enem 2017 (Foto: Ardilhes Moreira/G1)

Caneta preta de tubo transparente e documento original com foto são obrigatórios no Enem 2017 (Foto: Ardilhes Moreira/G1)

Publicado no G1

O Exame Nacional do Ensino Médio (Enem) começa no domingo (5) com portões abertos a partir das 12h. Mas, para entrar no local de prova e poder encarar as 90 questões de linguagens e ciências humanas, é preciso prestar atenção a alguns detalhes que podem fazer a diferença. Separar o material necessário para os dias de provas é uma das tarefas importantes (veja abaixo o resumo em tópicos).

O motivo da eliminação de dois em cada dez participantes no ano passado tem relação com o fato de “portar lápis, caneta de material não transparente, lapiseira, borrachas, livros, manuais, impresso, anotações e etc.”.

MOTIVOS DE ELIMINAÇÃO

Não marcar o tipo de prova e não escrever a frase ou marcar mais de um tipo de prova e não escrever a frase – 44,35 %
Portar lápis, caneta de material não transparente, lapiseira, borrachas, livros, manuais, impressos, anotações e etc. – 19,77 %
Ausentar-se das sala de provas sem o acompanhamento de um aplicador, ou ausentar-se em definitivo antes de decorridas duas horas – 9,10%
Portar, após ingressar na sala de provas, qualquer tipo de equipamento eletrônico ou de comunicação – 7,41%
Não cumprir as instruções contidas na capa do caderno de questões – 4,47%
Não guardar equipamentos eletrônicos em embalagem porta-objetos – 4,05%
Não atender as orientações da equipe de aplicação – 2,61%
Não manter a embalagem porta-objetos embaixo da carteira durante a realização das provas – 1,57%
Prestar, em qualquer documento, declaração falsa ou inexata – 1,33%
Outros – 5,32%

O QUE PRECISA LEVAR

Documento original com foto na validade (não vale carteirinha de estudante ou certidão de nascimento)
Caneta preta de tubo transparente
Cartão de confirmação impresso: contém data e local da prova. Está disponível na página do participante, no site do Enem

O QUE É BOM LEVAR

Água
Alimento (lanchinhos leves, como fruta ou sanduíche, em pote transparente; alimentos industrializados lacrados)
Cartão de confirmação impresso (ele não é obrigatório)

O QUE É PROIBIDO

Lápis, borracha, calculadora
Fone de ouvido
Óculos escuros
Boné, chapéu, gorro
Aparelho eletrônico, como celular, tablet
Relógio
Livros e anotações

SE LEVAR ALGUM DOS OBJETOS:

Colocar os objetos proibidos, como celular, dentro do envelope lacrado, embaixo da carteira, que será dado pelo fiscal.

Confira os detalhes

O edital do Enem deixa claro quais são os objetos permitidos e proibidos durante as provas. Por exemplo: candidatos não poderão fazer o exame vestindo boné ou qualquer tipo de aparelho eletrônico. Além disso, fazer o Enem a lápis ou com caneta azul ou colorida é um critério para a eliminação: o Enem só pode ser feito com caneta preta esferográfica e de tubo transparente.

Outros itens que devem ficar fora das salas, segundo o edital, são borracha, apontador, lapiseira, grafite, livros, manuais, impressos, anotações, máquinas calculadoras e agendas eletrônicas ou similares, telefones celulares, pagers, bip, walkman, gravador, mp3 ou similar, ou qualquer receptor ou transmissor de dados e mensagens.

Documentos de identidade

O Instituto Nacional de Estudos e Pesquisas Educacionais Anísio Teixeira (Inep) afirma no edital que nem todos os documentos de identidade serão aceitos no Enem. Eles precisam ter foto de identificação e ser expedidos por autoridades específicas. Veja abaixo a lista de documentos que os candidatos poderão usar nos dias de provas:

Cédulas de identidade (RG) expedidas pelas Secretarias de Segurança Pública, pelas Forças Armadas, pela Polícia Militar, pela Polícia Federal;
Identidade expedida pelo Ministério da Justiça para estrangeiros, inclusive aqueles reconhecidos como refugiados, em consonância com a Lei nº 9.474, de 22 de julho de 1997;
Identificação fornecida por ordens ou conselhos de classes que por lei tenham validade como documento de identidade;
Carteira de Trabalho e Previdência Social, emitida após 27 de janeiro de 1997;
Certificado de Dispensa de Incorporação;
Certificado de Reservista;
Passaporte;
Carteira Nacional de Habilitação com fotografia, na forma da Lei nº 9.503, de 23 de setembro de 1997;
Identidade funcional em consonância com o Decreto nº 5.703, de 15 de fevereiro de 2006

Documentos não permitidos: protocolos, Certidão de Nascimento, Certidão de Casamento, Título Eleitoral, Carteira Nacional de Habilitação em modelo anterior à Lei nº 9.503/97, Carteira de Estudante, Registro Administrativo de Nascimento Indígena (Rani), crachás e identidade funcional de natureza privada, nem documentos ilegíveis, não identificáveis e/ou danificados, ou ainda, cópias de documentos válidos, mesmo que autenticadas

Exceções

De acordo com o edital do Inep, é possível que um candidato faça o Enem sem apresentar um documento de identidade válido, mas só em casos “extravio, perda, furto ou roubo” do documento. Porém, para conseguir essa permissão é preciso apresentar, no local de provas, um boletim de ocorrência feito com menos de 90 dias de antecedência do exame. Além disso, o candidato precisará passar por um processo especial de identificação, com o fornecimento de outros dados pessoais, e assinar um formulário específico.

Cartão de confirmação

Caneta preta e documento de identificação são os únicos itens obrigatórios para fazer o Enem. Mas o Inep recomenda que os candidatos levem, impresso, o cartão de confirmação, já que ele contém todas as informações sobre a inscrição, como o local de provas, o endereço exato e o número da sala em que o participante fará o Enem.

10 livros que você provavelmente não sabia que já foram proibidos

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Mangás, teorias econômicas, romances e até livros infantis: conheça alguns dos livros mais perseguidos ao redor do mundo.

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Felippe Silva, no Spotniks

Apesar do “direito à vida cultural” constar na Declaração Universal dos Direitos Humanos, de 1948, e em muitas constituições ao redor do mundo – incluindo a brasileira -, diversos foram os países onde esse direito existiu somente no papel. Por motivos religiosos, políticos ou morais, governos proibiram e censuraram livros durante séculos – e por mais medieval que isso soe, essa ainda é uma prática comum até nos dias de hoje.

Preparamos uma lista de alguns livros famosos e desconhecidos que um dia foram proibidos em alguma parte do mundo. Na semana em que se comemora a liberdade de ler, confira os 10 livros que você provavelmente não sabia que foram censurados.

Burger’s Daughter, Nadine Gordimer

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Quando falamos em censura de livros por motivos políticos, logo nos vêm à cabeça obras filosóficas ou relatos reais de pessoas perseguidas por ditaduras. Burger’s Daughter (“A filha de Burger”, numa tradução livre), porém, é um dos diversos livros de ficção que foram banidos por governos. O livro da britânica Nadine Gordimer conta a história de um grupo de ativistas brancos sul-africanos que lutam contra o apartheid.

Na época em que foi lançado (1979), a obra foi considerada “uma ameaça à segurança da África do Sul” pelas autoridades, que rapidamente proibiram sua importação. A proibição, porém, saiu pela culatra e ajudou o livro a se tornar uma das mais conhecidas e celebradas obras sul africanas, sobretudo por ativistas anti-apartheid.

O Senhor dos Anéis, J. R. R. Tolkien

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A famosa trilogia fantástica escrita por Tolkien percorreu um longo caminho antes de chegar aos videogames e ao cinema. A história foi criticada por grupos religiosos pelo seu conteúdo considerado pagão.

Em 2001, membros de uma igreja do Novo México, nos Estados Unidos, chegaram a queimar cópias da publicação – algumas comunidades cristãs locais proibiram o livro. Os religiosos acusaram a trilogia de fazer apologia ao satanismo, apesar de nenhuma menção a figuras satânicas ser feita durante o enredo – sem contar o fato de Tolkien ser cristão. Mais tarde, o filme também sofreria críticas de grupos antitabagistas, que acusariam a obra cinematográfica de estimular crianças a fumarem.

Arquipélago Gulag, Alexander Solzhenitsyn

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Arquipélago Gulag traz relatos reais de seu autor, Alexander Solzhenitsyn, sobre os campos de trabalho forçado da extinta URSS. Alexander esteve preso por 11 anos nesses campos e descreve o que viu e ouviu nas cerca de 600 páginas do livro. Além de sua própria visão, o livro também apresenta relatos de mais de duzentas pessoas que presenciaram o cotidiano dos campos de trabalho.

Após a publicação, a obra foi censurada na União Soviética. Lançada no ocidente em 1973, Arquipélago Gulag circulou ilegalmente por 16 anos nas repúblicas socialistas, até ser oficialmente aceito no governo de Mikhail Gorbachev. Hoje, tornou-se um dos livros mais famosos sobre as prisões soviéticas e é considerado elemento fundamental do currículo das escolas Russas desde 2009.

Alexander também teve seu romance “Um Dia na Vida de Ivan Denisovich” censurado pelo governo soviético. O romance narra um dia da vida de um prisioneiro de um campo de trabalho forçado soviético.

A Riqueza das Nações, Adam Smith

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Um dos livros responsáveis por teorizar as bases da economia moderna, escrito por um dos mais aclamados economistas de todos os tempos, também foi um dos mais criticados. Após concentrar sua defesa na liberdade de comércio e propriedade, o economista Adam Smith viu sua obra ser proibida pela aristocracia do século XVIII por suas críticas ao mercantilismo.

Anos mais tarde, o livro foi acusado de ser muito capitalista acabou banido das prateleiras dos países socialistas.

Death Note, Tsugumi Ohba

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O famoso mangá japonês Death Note que deu origem ao anime homônimo também sofreu censuras. Na China o livro foi proibido pelas autoridades. O motivo? “Proteger a saúde física e mental” dos estudantes.

Os governantes também acusaram a obra de “enganar crianças inocentes e distorcer sua mente e seu espírito”.

1984, George Orwell

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A distopia (talvez não tão distópica) de Orwell já foi eleita pela TIME como um dos livros mais perseguidos ao redor do mundo – e não é pra menos. Em 1950, Joseph Stalin censurou o livro na União Soviética por considerar que a obra era uma crítica direcionada ao seu governo – ironicamente, um dos temas centrais do romance é a crítica à censura.

Além da URSS, os Estados Unidos e o Reino Unido quase deram uma de “Ministério da Verdade”, censurando o livro durante a crise dos mísseis de 1960. A ideia de censurar a publicação, no entanto, acabou ficando só no papel. Apesar disso, apelos regionais para que o livro fosse proibido aconteceram, como no Condado de Jackson, na Florida, onde o livro foi amplamente chamado de “pró-comunista”.

The Peaceful Pill Handbook, Philip Nitschke e Fiona Stewart

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Publicado em maio de 2007, “O Livro da Pílula da Paz”, numa tradução livre, traz instruções de como cometer um suicídio. O foco da publicação são as formas não violentas e indolores de tirar a própria vida, que recebem uma classificação de quão “pacíficas” são de acordo com um ranking estabelecido pelos autores.

A Austrália foi o primeiro país a proibir a circulação da versão impressa, seguida pela Nova Zelândia. Como forma de burlar as restrições, versões em ebook foram disponibilizadas na Austrália em 2008. A medida irritou tanto o governo do país, que foi cogitado um plano para restringir o acesso aos sites que disponibilizavam a versão do livro.

Alice no País das Maravilhas, Lewis Carroll

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Apesar de ser um livro clássico e amplamente distribuído no Ocidente, Alice no País das Maravilhas sofreu uma série de censuras na China por volta da década de 1930. Na província de Hunan, o General Ho Chien censurou a obra por considerar que seus personagens antropomórficos (animais com características humanas) feriam a moral e insultariam os seres humanos “chamando-os de animais”.

A Revolução dos Bichos, George Orwell

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Outro livro de Orwell que sofreu repressões, A Revolução dos Bichos (Animal Farm, no original), teve problemas já em 1943, logo após finalizado, quando nenhuma editora britânica se dispôs a publicar o livro temendo sofrer repressões do governo, então aliado da URSS. Após conseguir publicar as primeiras edições, Orwell teve sua obra rapidamente proibida na União Soviética e em outros países socialistas.

O livro também sofreu proibições no Quênia, em 1991, por sua crítica a políticos corruptos, e nos Emirados Árabes Unidos, em 2002, por conter imagens e textos contrários à moral islâmica – principalmente pela existência de um porco com características humanas. Até hoje o livro é censurado em Cuba, na Coreia do Norte e na China.

And Tango Makes Three, Henry Cole

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A obra infantil de 32 páginas figura entre as publicações mais censuradas do mundo, de acordo com o The Guardian. O livro conta a história real de dois pinguins do Zoológico do Central Park de Nova York, que formaram um casal homossexual durante 6 anos. Os dois pinguins demonstram um comportamento afetivo, tentando chocar pedras em formato de ovos.

Ao perceberem as relações afetivas entre os pinguins e sua vontade de ter um filhote, os zeladores do zoológico deram aos animais um ovo de verdade, obtido de um cruzamento heterossexual entre outros dois pinguins impossibilitados de chocá-lo. Os pinguins homossexuais deram origem a uma pinguim fêmea chamada de Tango pelos zeladores.

O livro gerou uma série de polêmicas nos Estados Unidos e foi acusado de ser “ilusório”. Em vários estados, pais de alunos protestaram para que as escolas retirassem a obra das bibliotecas. Em 2006, a cidade de Charlotte removeu o livro das bibliotecas escolares, após decisão do Superintendente de Escolas da cidade. Em 2008, foi a vez do condado de Loudoun, quando o Superintendente de Escolas Públicas, Edgar Hatrick, ordenou a remoção do livro das bibliotecas das escolas públicas do condado. Recentemente, em julho desse ano, o Comitê Nacional de Bibliotecas de Singapura confirmou a destruição de livros infantis com temas pró-LGBT, incluindo o livro que conta a história de Tango.

Bônus: o cordel que o INSS censurou

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O cordelista pernambucano Davi Teixeira teve seu cordel “A Lei da Previdência” censurado pela INSS ano passado. O cordel chegou até o Grupo de Proteção de Imagens das Autarquias e Fundações Públicas Federais, que levou a publicação até o INSS. O INSS apurou que a obra passava um conteúdo depreciativo à imagem do Instituto e coagiu Davi a muda-la.

O cordelista, que vendia seus cordeis como fonte de renda, chegou a queimar 600 exemplares, com medo de ser preso. A obra só foi liberada para circulação depois que Davi pediu auxílio de um advogado, que entrou com uma ação na justiça. Só então, com o aval do juiz da 3ª Vara Federal, os poemas que criticavam o sistema da previdência puderam ser novamente vendidos pelo autor.

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