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Posts tagged Projeto

Este projeto quer que você leia todo dia o melhor da literatura pelo WhatsApp

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Caio Delcolli, no Brasil Post

O projeto Leitura de Bolso quer incentivar os brasileiros a lerem mais. Como? Simples: enviando diariamente pelo WhatsApp trechos de textos de escritores convidados que você pode ler em até cinco minutos.

Segundo pesquisa da Federação do Comércio do Rio de Janeiro (Fecomércio-RJ), sete em cada dez brasileiros não leram pelo menos um livro em 2014.

O Leitura de Bolso sugere uma solução para isso no site oficial: “As pessoas não leem por medo da quantidade das páginas dos livros. E é por isso que vamos aos poucos”.

Para receber sua pequena dose diária de literatura, basta se cadastrar no site. Músicas, vídeos e imagens farão parte do conteúdo.

Não precisa baixar nenhum aplicativo ou ir a uma biblioteca ou livraria. Além disso, seu número de telefone será mantido sobre sigilo e você não receberá propagandas.

Os autores convidados escreverão em um formato exclusivo para o projeto, com trabalhos inéditos ou não.

A ideia é do escritor Roberto Klotz, de Brasília (DF), que será o primeiro a contribuir enviando um texto.

Mais um motivo para não largar do celular?

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Jovem supera dificuldade e cria jogos para facilitar o ensino de matemática

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Wilk Oliveira fez games para ‘ajudar aqueles que passam pelo mesmo problema’.
Projeto rendeu prêmio nacional; aplicativos estão disponíveis para download.

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Publicado em G1

Um jovem de 23 anos – que tinha dificuldade em matemática na escola – criou em Pernambuco dois aplicativos para facilitar o ensino da disciplina a estudantes do ensino básico. Wilk Oliveira desenvolveu versões digitais para dois jogos, um de tabuleiro e outro com palitos. O projeto ganhou o prêmio do melhor Trabalho de Conclusão de Curso (TCC) no Congresso Brasileiro de Informática na Educação.

Ele contou ao G1 que a ideia da virtualização dos jogos partiu do professor Clovis Gomes, da Universidade de Pernambuco (UPE). Dois jogos tradicionais ganharam versões digitais. O primeiro foi “Conquistando com o Resto”.

Um jogo de tabuleiro onde estão dispostos alguns números. Para avançar é necessário jogar o dado – a partir daí, o número da casa é dividido pelo valor em destaque no dado. O resto da divisão é a quantidade de casas que o jogador vai avançar. O segundo jogo digitalizado é o “Desafios com Palitos”. Nele, estão dispostos alguns palitos de fósforos, o jogador precisa fazer equações, desenhos, além de formar algarismos romanos alterando apenas alguns palitos de lugar.

Os jogos foram aplicados em escolas públicas do Agreste. Após a apresentação do projeto pelo curso de Licenciatura em Computação pela UPE em Garanhuns, os aplicativos estão disponíveis para download de forma gratuita no site de Wilk Oliveira.

Wilk Oliveira disse que os jogos estimulam o aprendizado dos conceitos da conversão de valores, dos algarismos romanos e das quatro operações básicas – soma, subtração, divisão e multiplicação. “No início [do projeto] tive dificuldade porque no Ensino Médio eu não sabia muito de matemática. Isso fez com que gerasse em mim o desejo de ajudar aqueles que passam pelo mesmo problema”, afirmou.

Para ele, além do estímulo do ensino da matemática, os jogos são importantes em sala de aula porque trazem a integração do professor com o estudante.

Segundo Oliveira, a brincadeira leva docentes e alunos a momentos de conversação e, consequentemente, à melhoria do diálogo em classe. “É uma avaliação de multiperspectiva, tanto pedagógica quanto computacional, o que gera aprendizado em todos os sentidos”, disse.

O prêmio
Wilk Oliveira ganhou o prêmio de melhor TCC dos cursos de graduação em Informática na Educação do IV Congresso Brasileiro de Informática na Educação (CBIE), promovido pela  Universidade Federal de Alagoas (Ufal), na última semana de outubro. Após seletiva, foram escolhidos seis estudantes para a final e Oliveira saiu vencedor. Ele ganhou um quantia em dinheiro que deve ser revertida na compra de livros, viagens para congressos acadêmicos e cursos.

Mãe de gêmeos cria projeto inovador para melhorar escola pública

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Publicado em Mães de Peito

O que aluno que estuda em uma escola pública gostaria de aprender no ambiente escolar e que fosse além do currículo obrigatório? Aulas de fotografia, música, artesanato, enfim, a ideia é que o aluno sugira o que deseja e o projeto Quero na Escola ajuda a encontrar os voluntários dispostos em tornar aquele sonho da turma em realidade.

A proposta foi idealizada pela jornalista Cinthia Rodrigues, 34, que é mãe de gêmeos de três anos que frequentam uma creche municipal de São Paulo. Ela, que é especializada na área de educação, optou em colocar os filhos na rede pública por acreditar que a educação é a base de tudo e que a sociedade deve participar e exigir uma boa educação sem pagar uma mensalidade, afinal, já pagamos impostos altos para ter esse direito.

A ideia é bem simples: o aluno entra no site do Quero na Escola, pede o que quer e o projeto cria página com os pedidos que ficam à espera do voluntário. “Depois fazemos o processo de agendamento”, comenta.

Cinthia conta que o Quero na Escola pretender dar uma chance para os alunos, principalmente dos anos finais do ensino fundamental e do ensino médio de ter protagonismo sobre seu aprendizado e fazer um mapa de pedidos para quem quer contribuir com a mão na massa. “A ideia é chamar à atenção das pessoas que se sentem de mãos atadas diante da educação pública que temos atualmente. Assim, podem colaborar com o que sabem e gostam”, comenta a jornalista.

Ela diz que a iniciativa surgiu pois estava cada vez mais incomodada ao ver os resultados insatisfatórios nas avaliações das escolas todos os anos, principalmente, no ensino médio. A jornalista destaca que quase metade dos adolescentes abandona a escola e, dos que não abandonam, poucos aprendem de fato pois se interessam pouco pelo que é ensinado. O objetivo é fazer a escola ser um local prazeroso ao aluno, que haja engajamento dele e de seus pais.

Antes de criar o Quero na Escola, a jornalista tinha ideia de fazer algo voltado para os professores. “Mas, conforme fui na raiz dos problemas, percebi que, em não sendo governo, o melhor que podia fazer era ajudar a tornar o aluno mais interessado”, comenta Cinthia, que teve a ajuda de outras três jornalistas.

Inicialmente o projeto é voltado para as escolas públicas de todo o país. “O aluno deve tomar a iniciativa”, ressalta. “Estamos com 10 escolas atualmente, oito em São Paulo, uma em Minas e uma em Florianópolis. Temos pedidos isolados no Rio e em Tocantins, mas ainda não conseguimos confirmar os dados e conversar com todas as partes”, comenta.

“Descobrimos que eles tinham sim vários interesses e a falta de atendimento a eles, de voz, acabava os frustrando e resultando na postura de ‘desinteressados’”, diz a jornalista, que inscreveu seu trabalho no laboratório de inovação social, Social Good Brasil Lab, sem grandes pretensões, mas é uma das seis finalistas entre os 270 inscritos.

Em dois meses, o Quero na Escola já gerou oito visitas de voluntários às escolas para falar sobre artesanato, fotografia, cerâmica, grafite, contração de história e até uma palestra contra o machismo. “A contação de histórias já foi feita três vezes (três voluntárias diferentes) e a palestra contra racismo e machismo acabou sendo para todos os alunos do período noturno da Escola Estadual Joaquim Alvarez Cruz, em Barragem, na extrema zona sul de São Paulo”, comenta. Em dois meses, mais de 300 alunos já participaram.

Cinthia comenta que ainda não há um ‘modelo de negócio’ para que a ideia siga adiante e seja economicamente viável. “Fizemos tudo nos horários vagos entre os nossos trabalhos remunerados e os cuidados com os filhos”, diz.

Nesta quinta-feira (12) como finalista do Social Good Brasil Lab o projeto concorre a um prêmio financeiro para que possa crescer e atender mais escolas e alunos. “Se ganharmos, vamos melhorar a ferramenta para ficar mais inteligente e automatizada. Se a gente só mantiver o atual índice de crescimento, no ano que vem estaremos com milhares de atendidos e muitas escolas e pessoas serão ‘apresentada’”, planeja.
O projeto vencedor poderá ser voltado por qualquer internauta entre às 17h e 19h. Cada pessoa pode votar apenas uma vez.

Projeto incentiva escrita em escola e na Fundação Casa

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Além de melhora na gramática, livros fazem jovens desenvolverem criatividade e autoestima; professor adota ensino personalizado

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Victor Vieira, em Estadão

Geralmente temida pelos alunos na hora da prova, a página em branco se tornou um convite à criatividade. Um projeto feito em uma escola municipal e duas unidades da Fundação Casa em São Paulo incentiva estudantes a escreverem livros como atividade pedagógica. Além de desenvolver a imaginação, o trabalho ajuda a melhorar a escrita e a autoestima dos jovens.

O professor de Português Luis Junqueira, coordenador do projeto Primeiro Livro, trabalha com a proposta desde 2009, em colégios particulares. Neste ano, ele conseguiu migrar para a rede pública, em caráter experimental. A escrita de obras em sala de aula também está sendo adotada em duas escolas de São Miguel dos Campos, em Alagoas. A Fundação Lemann e o Instituto Inspirare são apoiadores do projeto. Junqueira agora lançou uma campanha de financiamento coletivo para custear a impressão dos livros de seus alunos.

As crianças e jovens têm liberdade para a escolha do tema – de ficção ou baseado em fatos reais – e também são responsáveis pelas ilustrações. Cada capítulo é acompanhado por Junqueira e sua equipe, durante encontros presenciais ou por arquivos virtuais compartilhados. Os retornos são feitos em mensagens de texto ou videoaulas, que indicam erros e sugestões.

Na Escola Municipal Campos Salles, em Heliópolis, na zona sul, o projeto é feito com alunos do 5.º e do 8.º anos do ensino fundamental. “Muita gente ia mal em Português e agora sabe usar a pontuação, os parágrafos, por causa do projeto”, conta Emily Santos, de 11 anos, que sonha dar aulas de Português quando adulta. “Gosto muito de ler e escrever”, acrescenta ela, do 5.º ano.

Segundo a coordenadora pedagógica da escola, Amélia Arrabal Fernandez, o contato mais frequente com as palavras trouxe confiança aos alunos. “Eles têm costume de dizer que não sabem e depois ficam perplexos de ver que conseguiram”, explica. As crianças também se ajudam, compartilham dicas, dificuldades e conselhos para os rumos dos personagens dos colegas.

“Pensei que ia ser difícil, mas agora meu livro está praticamente pronto”, conta Renato Salgado, também de 11 anos, autor de uma história sobre moradores de rua. “No fim do ano, quero ter sucesso e dar vários autógrafos”, prevê ele, do 5.º ano do fundamental. Os autores mirins terão direito a uma festa de lançamento dos livros, com direito a pelo menos 20 obras para cada um.

O desafio, confirma Luiz Junqueira, é menos complexo do que parece. “Nessa idade, as crianças são criativas e abertas. Nosso trabalho é sistematizar”, explica. A orientação dos professores envolve tarefas diversas: desde o debate de técnicas narrativas – como construção de personagens – até lidar com o bloqueio de imaginação dos pequenos autores.

Como permite a cada aluno seguir um ritmo, a aprendizagem no projeto é personalizada. “Aquele com problemas em vírgulas ou reticências, melhora na pontuação. Outro, em nível sofisticado de texto, aprende mais sobre estilos literários”, diz. “Eles também passam a ver diferente o outro e dão um salto de maturidade.”

Superação. Fechados na Fundação Casa, os internos reencontram a liberdade ao se dedicar à escrita. “O projeto me ajuda a voltar a sonhar e controlar a ansiedade aqui dentro”, relata Carlos (nome fictício), de 18 anos, interno da unidade da Vila Maria, na zona norte.

“Quando ficar pronto, quero mostrar esse trabalho para minha avó”, conta ele, autor um livro de auto-ajuda, que mistura experiências pessoas e reflexões sobre a vida. “Quero trabalhar sobre esperança, perdão e recomeço.”

Entre os adolescentes que cumprem medidas socioeducativas, os temas dos livros mudam. “A dimensão da realidade é distinta. Na Fundação Casa, estão bem ligados ao concreto, ao real. Na escola particular, o aluno costuma ir pelo universo da fantasia”, diz Junqueira. Histórias de superações, em busca do final feliz, também são recorrentes.

Aos internos, a participação é facultativa. A sexta-feira de aulas é o segundo dia mais esperado pelos autores da Fundação – a exceção é o sábado, quando recebem visitas da família. “O preconceito que sofremos é grande. Fazer o livro mostra que todos temos potencial”, afirma Mário (nome fictício), de 17 anos.

Projeto brasileiro para lixo orgânico vence disputa internacional em SP

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Equipe do IFG-GO foi premiada em competição latino-americana.
Estudantes desenvolveram processador que diminui volume do lixo.

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Publicado no G1

Uma equipe brasileira formada por seis estudantes e uma professora do Instituto Federal de Educação, Ciência e Tecnologia de Goiás (IFG-GO) foram premiados por desenvolver um processador de resíduos orgânicos domésticos. A máquina é baseada na compactação e diminuição do volume do lixo.

A apresentação da equipe levou o prêmio de melhor apresentação durante competição latino-americana de inovação, a I2P Latin America, realizada na Fundação Getúlio Vargas, em São Paulo, na última semana.

Os brasileiros desenvolveram um processador de resíduos que tritura, compacta e drena líquidos residuais para reduzir o lixo orgânico doméstico.

Segundo a professora Sandra Longhin, participante do projeto, o aparelho facilita o trabalho de compostagem dos resíduos orgânicos inadequados para o aterro sanitário.

“Sabemos que 60% do lixo doméstico é composto de resíduos orgânicos, inadequados para o aterro sanitário”, disse Sandra. “Com o equipamento, o que resta dos resíduos vai diretamente para a compostagem.”

A máquina desenvolvida pelos jovens com o auxílio da docente também promete reduzir o custo do transporte de material inaproveitável devido à redução do volume do lixo. O grupo pretende desenvolver planos de gestão de resíduos para aplicação em condomínios de casas e apartamentos da cidade de Goiânia.

Além da professora Longhin, a equipe vencedora contou com a participação dos estudantes Bruno Alves Rocha e Nadine de Paula Santos, do curso técnico em controle ambiental; Victor Carrijo Guimarães, técnico em mineiração; Rafael Sforni Mota, de engenharia mecânica; Wesley Rosa de Mesquita, de engenharia ambiental; e Augusto Sérgio Patrocínio, técnico em edificações.

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