Canal Pavablog no Youtube

Posts tagged Projetos

Projetos no Brasil e nos EUA lutam contra o racismo por meio da distribuição de livros

0

Iniciativas aparecem em Porto Alegre e nas cidades americanas de Chicago e Evanston

Paula Sperb, na Folha de S.Paulo

Porto Alegre – O poeta baiano Castro Alves, que se insurgiu contra a escravidão, era também um defensor da cultura e sua difusão.

No Rio Grande do Sul, a pesquisadora Winnie Bueno quer combater o racismo por meio da distribuição de livros para pessoas negras. Cerca de mil títulos chegaram aos destinatários desde 20 de novembro do ano passado, Dia da Consciência Negra.

“Percebi pessoas brancas publicando mensagens de antirracismo no Twitter. Comentei que seria mais útil doar um livro para quem precisasse. Desde então, conecto voluntários com as pessoas negras que precisam”, diz.

Winnie Bueno, 31, de Porto Alegre, lançou Tinder dos Livros para doar obras para pessoas negras como forma de combater racismo estrutural
Arquivo pessoal

A iniciativa ganhou o nome de Tinder dos Livros, porque conecta leitor, livro e doador. Mas a conexão não ocorre por meio de aplicativo, mas pela própria Winnie, que divide seu tempo de ativista e doutoranda em sociologia na Universidade Federal do Rio Grande do Sul.

“É o livro que a pessoa precisa. Não é só repassar os livros que não quer mais para uma instituição. A maioria dos pedidos é por intelectuais negros”, afirma. Outros pedidos comuns vêm de universitários que precisam de obras que vão de microbiologia, fisiologia às obras dos cursos de direito.

O motivo para distribuir publicações, explica Winnie, é porque “livros são revolucionários”. “O livro possibilita a emancipação intelectual.”

Para ela, eles serviram de refúgio a infância e adolescência vividas no interior, onde era a única criança negra da escola. “Os livros me ajudaram a entender o mundo e, nos momentos de solidão, era para o livro que corria”, lembra. Sua mãe se esforçava para encontrar obras com protagonistas negros.

É importante para crianças negras o acesso a livros infantis com protagonistas negros. Por isso, o projeto Young, Black & Lit, que atua principalmente nas cidades americanas de Chicago e Evanston, se dedica a doar obras com essa característica.

“Pesquisadores concordam que quando livros servem de espelhos para as crianças verem a si mesmas, suas famílias e comunidades refletidas, elas se sentem valorizadas. Quando permitem que vejam semelhanças e diferenças que têm com outras culturas, elas se sentem conectadas”, diz Krenice Roseman, cofundadora do projeto.

A iniciativa já presenteou 1.829 livros desde maio de 2018. Uma das formas de doação é por meio de feiras em comunidades, onde as crianças escolhem os livros.

“A identificação com os personagens também aumenta as chances das crianças se tornarem leitoras ao longo da vida”, diz Roseman.

Em Porto Alegre, outro projeto leva livros a quem quer ler. A pedagoga Vitória Sant’anna decidiu criar uma biblioteca no seu condomínio, no centro da cidade, em um local estigmatizado como “Carandiru”. Ela se sentiu motivada depois que conseguiu levar centenas de crianças para assistir a “Pantera Negra” no cinema.

“A gente vai dar prioridade para autores negros que trabalhem a questão da representatividade nos livros. A ideia é se valorizar e se reconhecer pela literatura”, explica. “Temos 239 famílias aqui. Esse é o número de pessoas atingidas pela biblioteca. Queremos que não sejam só as crianças.”

Projetos literários promovem compartilhamento de livros

0
Prateleira de livros em biblioteca

Prateleira de livros em biblioteca

Bianca Reis e Cristiane Rogério, no UOL [ via Estado de São Paulo]

Pare por um instante e imagine alguém lendo um livro. Esta pessoa está sozinha, certo? Pelo menos na maioria das vezes é esta a imagem que temos do ato de leitura, digamos, ideal. Esquecemos que compartilhar leituras com o outro pode fazer parte da formação literária e ser um benefício fundamental para que se construa, de fato, um país de leitores. Isso porque o coletivo tem muita potência.

Na Escola Carandá Vivavida, na Vila Clementino, zona sul de São Paulo, o exercício começa cedo. As crianças com 3 anos são estimuladas a criar uma ciranda de livros. As famílias recebem a incumbência de ajudá-las a escolher um livro do acervo pessoal para compartilhar com o grupo. Elas, então, fazem carteirinha, identificam as obras e anotam as idas e vindas. Depois que um livro passa pelas mãos de todos, volta ao lar inicial.

“Queremos criar a possibilidade de as crianças trocarem o que leem entre elas, partilhar de algo que gostam. E exercitar o emprestar e tudo o que envolve a questão, como o cuidado com um objeto que não é da gente”, diz Márcia Hippolyto, coordenadora pedagógica do grupo de 3 anos da escola. “A gente levanta junto as regras para o manuseio: é preciso se lembrar de trazer (o livro) para o outro não ficar sem, etc”, afirma.

As regras, aliás, são estabelecidas nos primeiros combinados com as famílias. Não colocar na roda livros de pouca qualidade literária é uma delas. “Reforçamos que o interesse esteja no literário e não enviem só livros mais baratos ou de licenciamentos”, diz Márcia, que percebe a força da rede entre os pares: as famílias se influenciam pelas outras famílias por meio da ação dos filhos. “É tão bonito quando as crianças vão percebendo como há várias formas de interpretar uma história e isso acaba refletindo nos pais, que se surpreendem com os tipos de livros que chegam em casa, às vezes mais desafiantes do que a família possui.”

A preocupação com repertório também impulsiona o trabalho da professora Regiane Magalhães Boainain, para quem compartilhar títulos de qualidade é quase uma obsessão. Primeiro, ela criou um blog, o ‘Veredas do Texto’, para destacar livros que, segundo ela, outros educadores precisam conhecer. Depois, se empenhou para criar duas bibliotecas: na capital e na cidade onde nasceu, Piquete (SP).

Com uma amiga, Regiane juntou seu acervo com os de outros colegas e organizou tudo no Centro Juvenil Dom Bosco, dentro de uma igreja, no Alto da Lapa. A biblioteca já está funcionando, mas será inaugurada oficialmente no mês que vem. Agora, se prepara para o projeto em Piquete. “Descobri que poderia colaborar com o Geladeiroteca”, diz, sobre o projeto que transforma geladeiras em prateleiras de livros, brincando com a ideia de “alimento para a alma”. “Já tenho a geladeira, estamos cuidando de estilizá-la para encher de livros bons.”

Dividindo

A jornalista Duda Porto também sonhava em compartilhar seu acervo. Devoradora de livros, ela formou uma verdadeira biblioteca, com uma particularidade: reuniu livros de diversos idiomas. “Queria manter os títulos em um lugar aberto, de forma gratuita.”

Da ideia à abertura da Biblioteca Infantil Multilíngue Belas Artes, que fica dentro do Centro Universitário Belas Artes, na Vila Mariana, zona sul, foram quatro anos. Além dos livros que integravam sua coleção particular, outros foram acrescentados ao acervo e hoje somam 22 mil títulos em 36 idiomas, como alemão, árabe, catalão, francês, holandês, polonês e russo, entre outros. Duda ainda abastece, com as doações que recebe, nove instituições associadas do projeto Biblioteca Circulante. “Foi um outro jeito que descobri de compartilhar.”

Escolas também podem promover trocas de livros mais abertas, como bancas em feiras literárias. A Escola Santi, no Paraíso, zona sul, além de estimular a troca de uniformes e livros didáticos entre os alunos, promove há quase dez anos um encontro por semestre para que as crianças e adolescentes compartilhem suas leituras literárias. “As famílias fazem seleção prévia em casa, há pontos de coleta pela escola e no dia do evento pais voluntários organizam os espaços, dividem os títulos por gênero”, explica Camila Albuquerque de Mauro, coordenadora de eventos e atividades extracurriculares do Santi. A qualidade do acervo está na mira do projeto, assim como provocar a reflexão sobre um consumo excessivo.

Espaços abertos

Em São Paulo, diversos espaços também promovem feiras de trocas de livros, como o Instituto Itaú Cultural. “Se eu tenho um livro, posso trocá-lo por outro para estar sempre com um diferente, e não necessariamente só comprando, mas exercitando o compartilhamento”, conta Eneida Labaki, coordenadora do Centro de Memória e da Biblioteca do Instituto Itaú Cultural, sobre a feirinha de trocas que a instituição promove desde 2014 aos fins de semana.

“É uma experiência interessante. O adulto tem, em geral, a premissa de que não pode perder na troca, ou seja, que os objetos trocados precisam ter mais ou menos o mesmo valor. Para a criança isso não importa, ela não olha o valor, o quanto custou”, afirma. A troca, ali, se torna uma espécie de clube do livro entre desconhecidos, com liberdade de escolha. “A criança troca porque gostou da capa, gostou de um desenho, porque algo chamou sua atenção. Muitas vezes elas levam um livro caro e trocam por outro barato.”

Já o Espaço de Leitura, lugar dedicado ao incentivo e a práticas de leitura no Parque da Água Branca, em São Paulo, faz a feira com base nas doações recebidas. “Selecionamos e separamos os livros em caixas, por gênero. E a troca é um livro por outro, do mesmo gênero. Assim, trocamos literatura adulta por literatura adulta, infantojuvenil por infantojuvenil e assim por diante”, explica Taís Mathias, uma das educadoras do Espaço. “A questão do consumo permeia nosso projeto. Temos como valor o acesso ao livro da forma mais desimpedida que puder. Não é preciso se cadastrar nem se identificar para fazer a troca.” As informações são do jornal “O Estado de S. Paulo”.

Departamento de educação de Palmas lança o projeto “Viajando no Mundo da Leitura”

0

Trata-se de uma biblioteca itinerante, que funcionará dentro de um ônibus, incentivando o hábito da leitura.

ilustra_leitura2-680x365

Publicado em RBJ

O departamento de educação de Palmas, sul do Paraná, lança a partir do 2º semestre, o projeto “Viajando no Mundo da Leitura”. Trata-se de um biblioteca itinerante, que funcionará dentro de um ônibus modificado especificamente para atender e levar a vários pontos da cidade o acesso à leitura a toda a população.

De acordo com a coordenadora de bibliotecas do departamento municipal, Cleidis Brasil, o projeto visa incutir o hábito da leitura desde as crianças até idosos. Destacou que a iniciativa tem recebido vários elogios e apoio de toda a comunidade. Salientou que os trabalhos para a modificação e adequação do ônibus estão em fase adiantada. O cronograma da biblioteca passará por escolas municipais e outros pontos para que toda a população palmense conheça o projeto.

Enfatizou que a contribuição da comunidade é de extrema importância, visto que o projeto encontra-se na fase de montagem do acervo da biblioteca itinerante. Incentivou à população que possuir livros, revistas, gibis, jornais, entre outros, para que contribua doando esses materiais. Os pontos de coleta estão distribuídos nas escolas municipais, departamento de educação e parceiros:

– Prefeitura Municipal

– Divisão de Cultura

– Colégio Bom Jesus

-Colégio Sesi

– Colégios estaduais

– Divisão de Esportes

– Jornal A Folha do Sudoeste

Informou que as pessoas que têm um número significativo de materiais, mas não têm como levar até os pontos de coleta, podem entrar em contato com o departamento de educação, que disponibilizará um veículo para o transporte.

Outro apoiador da iniciativa é a equipe do Santa Pelizzari/Palmas Esportes, que no próximo sábado (16) enfrenta a equipe de Pitanga pela Série Bronze do Campeonato Paranaense de Futsal. Na oportunidade, crianças até 12 anos não pagam, mas precisam doar um livro ou gibi, que serão destinados para a campanha.

Livros na mira do crowdfunding

0

noticiaEber Freitas, no Administradores

O financiamento coletivo de projetos criativos e inovadores já é um sucesso inconteste no mundo e no Brasil. O Kickstarter, plataforma mais conhecida, já financiou 75 mil projetos desde a sua criação, em 2009, movimentando aproximadamente US$ 1 bilhão. No Brasil, a pegada é mais cultural — o financiamento coletivo do sétimo álbum de estúdio da banda Dead Fish se tornou, em julho deste ano, a maior campanha do Brasil em valores: R$ 260 mil de 3,2 mil apoiadores.

A próxima fronteira desse modelo de negócios no país é o engessado mercado editorial, que já enfrenta a concorrência da autopublicação. A Bookstorming e a Bookstart, plataformas que foram lançadas neste ano, já colhem frutos: livros publicados em diversas plataformas, novos autores que se tornam conhecidos e a validação do modelo de negócios concluída. O próximo passo é expandir e lucrar.

“Durante estes sete meses já foram publicadas oito obras. Nossa previsão para 2015 é que a média de uma obra por mês suba para, pelo menos dez”, afirma Bernardo Obadia, economista e sócio-diretor da Bookstart. “Aqueles livros que não seriam publicados por uma questão orçamentária ou de mercado, agora podem ser testados e publicados através do Bookstart”.

O funcionamento é semelhante: o interessado inicia a campanha de arrecadação, estabelece a meta e os benefícios para determinadas faixas de contribuições e corre atrás dos mecenas. Se o projeto for bem-sucedido, um percentual do valor arrecadado fica com a plataforma. Porém os benefícios vão além.

“Quando o projeto chega através de uma editora, atuamos como agente intermediário. As empresas ficam com a obrigação de entregar tudo o que foi prometido durante a campanha. No caso dos autores independentes, temos parceiros que prestam os serviços editoriais. O autor chega com o manuscrito e, em caso de sucesso do projeto, sai com o livro publicado”, explica. A Bookstart também oferece serviços agregados, como coaching literário e dicas de comunicação e promoção. Com o original pronto, todo o processo pode ser concluído em até vinte dias.

Tradicionalmente, as obras chegam às editoras através dos próprios autores — com uma chance baixíssima de serem publicados — ou de agentes literários — que dão mais um pouquinho a mais de chances ao ‘vender’ a obra. A internet já bagunçou esse mercado tanto através da pirataria quanto dos novos modelos de negócios e formatos, incluindo o eBook. Com o financiamento coletivo, livros que não teriam chance em um mercado inundado vão para as prateleiras das livrarias.

Baixo risco

A sacada é inverter a lógica da publicação ao colocar o leitor como o responsável financeiro pela sua publicação — uma contribuição de R$ 40 é equivalente ao preço de capa de um livro comum. As pequenas casas editoriais também ganham uma ferramenta de marketing e financiamento sem comprometer o sofrido caixa. A curadoria é outra característica desse tipo de serviço. “O objetivo é oferecer um serviço que fique entre a autopublicação e o trabalho de uma editora profissional. Vamos publicar com alguma qualidade e ao mesmo tempo dar capilaridade para autores independentes”, afirma Obadia.

A menina que sonha criar uma biblioteca

0

Raul Marques, no Diário da Região

Kaciane Marques já conseguiu a doação de 40 livros, mas precisa outros exemplares para concretizar seu sonho - Hamilton Pavam

Kaciane Marques já conseguiu a doação de 40 livros, mas precisa outros exemplares para concretizar seu sonho – Hamilton Pavam

No alto de seus dez anos de vida, Kaciane Caroline Marques é movida por um grande sonho. Diferentemente de muitas meninas de sua idade, essa pequena rio-pretense não quer ganhar celular da moda, visitar a praia ou fazer compras no shopping. Sozinha, começou a desenvolver campanha para arrecadar livros usados, abandonados ou que estão esquecidos. Sua motivação é nobre: criar uma biblioteca no Lealdade, bairro de Rio Preto onde mora há cinco meses. Apaixonada por leitura desde que foi alfabetizada, Kaciane notou que a localidade tem essa lacuna na cultura, o que, em sua concepção, não pode acontecer. Assim, arrecada exemplares com amigos e nas redes sociais.

A pouca idade não impediu a menina de descobrir a transformação que a leitura é capaz de proporcionar. Por esse motivo, quer oferecer essa experiência revolucionária para o maior número possível de pessoas. “Quando você lê, aumenta a criatividade e melhora o vocabulário. A gente viaja sem sair do lugar”, diz a garotinha, toda orgulhosa. Mesmo sem divulgação, já arrecadou 40 unidades. Nem parou para pensar como vai guardar os livros. Nem como receberá os leitores. Mora em uma casa de 41 metros quadrados, com a família composta por cinco pessoas. Os parcos espaços vazios serão preenchidos com as obras literárias. “Meu sonho é construir um quartinho no quintal para abrir a biblioteca.” Por enquanto, prefere pensar em conseguir títulos variados para iniciar o importante projeto.

Os pais ficam orgulhosos. Mas, por enquanto, não há dinheiro disponível para ampliar a casa. A mãe é diarista e o pai, autônomo. “Não temos condição financeira, mas vamos tentar”, afirma o pai Sílvio César Marques, 43 anos. “Minha filha está empenhada. Quer fazer alguma coisa para as crianças. É bonito isso”, conta Adriana. A família tem vida simples, mas digna. Não sobra dinheiro para luxos ou compra de obras. Isso não impede Kaciane de fazer o que gosta. Ela pega os exemplares emprestados na escola e na Biblioteca Municipal. Nas datas especiais pede o mesmo presente: livros.

É uma leitora compulsiva e, ao mesmo tempo, organizada. Mantém um diário para registrar os 397 títulos, sobretudo de literatura. Sempre gostou de leitura, mas sua paixão se intensificou há três anos. Tudo começou quando pegou na biblioteca da escola ‘As Aventuras de Pedro, o Coelho’, de Beatrix Potter. Foi sua pedra fundamental. O encantamento com as histórias não passou. Nem enfraqueceu. Pelo contrário. Ganha cada vez mais espaço em sua rotina. Quer ser escritora e jornalista quando crescer. Em 2015, vai cursar o quinto ano do ensino fundamental. Estudiosa, pretende aproveitar o tempo livre para cuidar da biblioteca e atender os leitores. “Vou incentivar crianças e adultos a gostar de ler.”

Kaciane leva a sério tudo a que se propõe. Chega da escola, almoça e faz o dever de casa. Depois, fecha a porta do quarto e abre um mundo particular, repleto de lindas princesas, heróis fantásticos, monstros medonhos, extraterrestres engraçados e seres horripilantes. Exigente, não fica apenas nos temas indicados para sua faixa etária. Viaja muito mais longe. É desinibida, alegre e mostra vocabulário acima da média. A garota fala com autoridade sobre autores e estilos literários. Tanto que já se arrisca a escrever os primeiros contos e crônicas. Seu texto é correto, sem erros de português. O projeto é publicar o próprio livro. Mas isso faz parte de um outro capítulo de sua história. Os interessados em ajudar a pequena Kaciane a montar a biblioteca podem entrar em contato com o Diário, pelo telefone (17) 2139-2046.

Go to Top