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Estudantes criam aplicativo que estimula leitura infantil

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Com o telefone celular, é possível, ao apontar para o desenho no livro, ver as figuras em 3D, no formato realidade aumentada (foto: divulgação) Cópia autorizada mediante citação com link: http://oportaln10.com.br/estudantes-criam-aplicativo-que-estimula-leitura-infantil-40712/#ixzz3wTFUg9sU Under Creative Commons License: Attribution Follow us: @PortalN10 on Twitter | PortalN10 on Facebook

Com o telefone celular, é possível, ao apontar para o desenho no livro, ver as figuras em 3D, no formato realidade aumentada (foto: divulgação)

Publicado no Portal N10

Dois estudantes do Programa Nacional de Acesso ao Ensino Técnico e Emprego (Pronatec) desenvolveram um aplicativo para smartphone que usa a realidade aumentada em livros infantis. Paula Simão da Costa e Sidney Ferreira Coutinho, alunos do curso técnico em programação de jogos digitais do Centro Universitário Monte Serrat (Unimonte), em Santos (SP), criaram o projeto Aprender: Incentivo à Leitura no Processo de Alfabetização. A proposta é estimular a leitura e torná-la mais atrativa para as crianças,

Com uma câmera de telefone celular, a criança, ao apontar para o desenho no livro, consegue ver as figuras em 3D no formato de realidade aumentada, algumas até com animações. Também é possível ouvir o áudio da história e fazer pausas, quando necessário. “Estamos aprimorando o aplicativo para que ele fique cada vez melhor e com mais opções”, disse Paula.

Por se destacar como projeto inovador, o aplicativo concorreu ao concurso Projeto Neorama, iniciativa da prefeitura de Santos para incentivar o empreendedorismo. No evento, os alunos conquistaram o primeiro lugar ao concorrer com estudantes de 35 escolas técnicas. “Montamos um estande para fazer a apresentação do aplicativo ao nosso público-alvo, as crianças, que amaram a invenção”, disse Paula. “Os pais queriam até comprar o livro, mas ainda não está disponível.”

De acordo com a estudante, a próxima etapa do projeto é a do lançamento dos livros no mercado. “Gostaríamos de fazer parceria com alguma editora para que os livros possam ser comercializados”, afirmou.

Mais informações sobre o aplicativo podem ser conferidas no vídeo do Projeto Aprender.

Com informações do MEC

 

MEC cortará vagas no Pronatec e no Ciência sem Fronteiras

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Ministério priorizará o investimento em creches e no ensino básico

Número de vagas no Pronatec diminuirá (Foto: Luiz Ackermann / Agência O Globo)

Número de vagas no Pronatec diminuirá (Foto: Luiz Ackermann / Agência O Globo)

Raphael Kapa, em O Globo

Com cortes em seu orçamento por causa do ajuste fiscal, o Ministério da Educação (MEC) já definiu alguns programas que serão afetados, e entre eles estão o Programa Nacional de Acesso ao Ensino Técnico e Emprego (Pronatec) e o Ciência sem Fronteiras (CsF), que terão o número de vagas reduzidos em relação a 2014.

“As ofertas ainda serão definidas, mas quantitativamente serão em número inferior ao do ano passado”, informou a assessoria do MEC, em nota.

Sem informar de quanto será a redução, o ministério disse apenas que o tamanho dos cortes “será divulgado em breve”. Segundo a pasta, o ensino básico deve ser preservado ao máximo, com os cortes atingindo mais programas de ensino técnico e superior.

O ministério afirma ainda que as verbas de custeio, responsáveis pelos investimentos nas universidades federais e pagamentos de funcionários terceirizados, estão garantidas.

Desde o ano passado, o corte na educação fez com que universidades entrassem em crise por falta de remuneração de seus funcionários terceirizados. A Universidade Federal do Rio de Janeiro (UFRJ), a maior federal do país, suspendeu suas atividades devido à falta de serviços de limpeza, segurança e portaria. Alunos chegaram a ocupar a reitoria da instituição requisitando regularização dos pagamentos.

“O Ministério também atua no sentido de garantir os recursos de custeio necessários para o funcionamento das universidades e dos institutos federais”, informou o MEC.

O Pronatec foi um dos principais programas citados pela presidente Dilma Rousseff na campanha presidencial. O governo prometeu, no entanto, poupar dos cortes outro programa que foi também uma das bandeiras do governo na eleição: a criação de creches. Dilma prometeu construir mais 4 mil unidades em seu segundo mandato.

GASTOS ACIMA DO MÍNIMO

Além disso, outros serviços ligados à educação básica, como a merenda e o transporte, também não terão impactos com o ajuste fiscal, segundo o MEC.

“Programas como Programa Dinheiro Direto na Escola (PDDE), além de merenda e transporte escolar, não receberam cortes em relação à Lei Orçamentária Anual (LOA), e ainda apresentaram aumento em relação ao empenhado no ano de 2015”, diz o ministério na nota.

O MEC afirmou ainda que, apesar dos cortes nos programas, o ajuste fiscal “preserva os programas e ações estruturantes e essenciais” da pasta e “mantém os gastos do ministério acima do mínimo constitucional”.

Ela é pedagoga e fez Pronatec aos 60 anos: ‘deu um up’ na vida

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Karina Yamamoto, no UOL

Bernardete Santos, 62, aluna do Pronatec

Bernardete Santos, 62, aluna do Pronatec

“Olha, se você precisar falar comigo de novo, só me encontra de noite em casa”, explicou a pedagoga Bernardete Santos, 62, ao se despedir da reportagem do UOL na última segunda-feira (27). “Só estou em casa [de tarde] porque é feriado no instituto [IFPR, Instituto Federal do Paraná] e estou sem aula.”

Moradora de Curitiba, Bernardete termina no final do ano o curso técnico em massoterapia no IFPR (Instituto Federal do Paraná). Já tem planos de fazer fisioterapia na UFPR (Universidade Federal do Paraná) ou em uma instituição que aceite o Enem (Exame Nacional do Ensino Médio). A viúva está com inscrição feita para as duas provas, que acontecem nos próximos finais de semana.

A redescoberta do estudo — e da nova profissão de massagista — veio há pouco mais de dois anos quando fez seu primeiro curso pelo Pronatec (Programa Nacional de Acesso ao Ensino Técnico e Emprego). Bernardete era aposentada na época e já havia concluído um curso superior na sua juventude, o de pedagogia.

Sua neta, com 13 anos na época, havia se mudado para a capital para estudar no IFPR e ela, avó cautelosa, decidiu conhecer a instituição. “Como sou muito de conversar, eu fiquei sabendo dos cursos e vi o de massagista”, conta a aposentada que trabalhava como cuidadora de idosos.

O auxílio para transporte e alimentação, além da gratuidade do curso, possibilitou que ela parasse de trabalhar e se dedicasse aos estudos (e à neta, com quem passou a ir para a escola). “Na minha época não era assim, era caro estudar”, relembra. Ela fez pedagogia em uma faculdade particular, mas sempre trabalhou em escritório. “Não tinha vocação para professora”, diz.

“Fiquei a mais feliz do mundo”, afirma a aluna que nunca teve uma falta. Nos cursos de capacitação — ela fez quatro: massagem, modeladora, shiatsu e drenagem linfática –, os professores começaram a incentivá-la a fazer o técnico. Hesitou no primeiro momento, com medo da concorrência na seleção para o IFPR, mas ela encarou o desafio e passou.
Dilma disse a economista para fazer Pronatec

“Esse Pronatec deu um up nas nossas vidas”, afirma Bernardete, que teve outros colegas com idades próximas a sua. “A gente que tem certa idade vai trabalhar por conta [e os cursos ajudam nessa mudança de atividade].” Segundo ela, o esforço nos estudos se reverteu em clientes e em uma renda melhor.

Na sexta-feira anterior à entrevista, uma resposta da então candidata à Presidência Dilma Rousseff no debate da Rede Globo havia causado polêmica. Uma economista desempregada, de 55 anos, havia questionado Dilma e seu adversário, Aécio Neves, sobre os planos para garantir emprego a pessoas com mais idade.

Dilma sugeriu que a economista procurasse o Pronatec. Foi criticada por isso por internautas e chegou a virar piada na internet.

“Quem não viveu na pobreza não sabe avaliar”, analisa a massagista. “[O curso, essa capacitação] Abre uma oportunidade: quem vai consegue [melhorar de vida].” O curso técnico, na opinião de Bernardete, “ensina” os alunos a trabalhar.

Seus filhos fizeram o ensino médio nessa modalidade e por conta dessa formação tiveram empregos com os quais puderam pagar o ensino superior: “Na época deles não tinha essas facilidades [mais vagas de graduações públicas e gratuitas e cotas sociais nas universidades].” Já suas netas cresceram em outro cenário, conta.
Críticas ao Pronatec

Principal vitrine do governo federal, o Pronatec foi alvo de uma auditoria da CGU (Controladoria-Geral da União) este ano. A conclusão foi de que os gastos com o programa, assim como a contabilização precisa dos beneficiados, está fora de controle. Na visão do governo, essa conclusão é exagerada.

O professor Gaudencio Frigotto, da Uerj (Universidade Estadual do Rio de Janeiro), acha que oferecer cursos técnicos rápidos a pessoas que não completaram a educação básica não resolve o problema de falta de mão de obra capacitada no país. Segundo ele, o Pronatec se tornou caça-níquel para instituições privadas.

Em reportagem do UOL de junho deste ano, nem o MEC (Ministério da Educação) nem o MTE (Ministério do Trabalho e do Emprego) souberam informar quantos alunos conseguiram emprego.

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