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Você passaria em uma entrevista para estudar na Universidade de Oxford?

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Uma das melhores universidades do mundo divulga exemplos das temidas questões feitas durante seu processo seletivo; confira se você convenceria os examinadores.

Publicado no G1[ via BBC Brasil]

 

Universidade de Oxford, no Reino Unido (Foto: Divulgação/Nasir Hamid/University of Oxford)

Universidade de Oxford, no Reino Unido
(Foto: Divulgação/Nasir Hamid/University of Oxford)

As entrevistas de seleção para a Universidade de Oxford – uma das melhores do mundo segundo rankings internacionais – são temidas pelos estudantes por conterem perguntas imprevisíveis e pouco convencionais.

Em uma tentativa de desmistificar seu processo de seleção e torná-lo mais transparente, a universidade divulgou uma lista com perguntas feitas aos que se candidatam a vagas na instituição em cursos de diferentes áreas do conhecimento.

Confira abaixo dez dessas perguntas e, em seguida, nas palavras dos próprios examinadores, explicações sobre o que elas de fato estão tentando descobrir.

1. Biologia

Owen Lewis, Brasenose College

Se você tivesse que escolher entre salvar florestas tropicais ou barreiras de corais, qual você salvaria?

Espera-se que o candidato seja capaz de usar seus conhecimentos gerais e senso comum para formular uma resposta. A pergunta não requer conhecimentos detalhados. O estudante pode talvez ser indagado sobre a importância da biodiversidade e das espécies raras. E sobre recursos de interesse humano – como combustível, alimento, ecoturismo e remédios – que provêm das florestas e recifes de corais, ou dependem deles.

Finalmente, é preciso considerar o impacto da mudança climática, erosão do solo, poluição, extração da madeira, combustíveis renováveis, pesca predatória etc. “A resposta final não interessa”, diz Lewis. “Ambos, floresta e recifes, precisam ser administrados de maneira sustentável para que se encontre um equilíbrio entre as necessidades do homem e a necessidade de conservação”.

2. Engenharia

Byron Byrne, Department of Engineering Science

Como você projetaria uma barragem de gravidade para represar água?

Primeiro, o candidato deve determinar as forças agindo sobre a barragem antes de considerar a estabilidade da parede quando submetida à ação dessas forças. Os candidatos provavelmente reconhecerão que a água pode empurrar a barragem. Então, espera-se que eles construam expressões matemáticas simples para prever quando isso ocorreria. Alguns talvez discutam possíveis falhas por deslize, questões de desenho estrutural e os efeitos de infiltrações de água na barreira, por exemplo.

O canditato não terá estudado todos esses assuntos na escola, então será orientado para que se avalie quão rapidamente as novas ideias são absorvidas. A pergunta também investiga a habilidade do candidato de aplicar física e matemática a novas situações e pode testar seu interesse e entusiasmo pelo campo da engenharia.

3. Literatura Inglesa

Lucinda Rumsey, Mansfield College

Após o enorme sucesso da série de livros de Harry Potter, a autora, JK Rowling, acaba de publicar um livro para adultos. De que forma, na sua opinião, escrever livros para crianças é diferente de escrever para adultos?

Candidatos que cresceram lendo as histórias de Harry Potter talvez tenham lido o novo livro de Rowling. É possível que tenham refletido sobre a mudança na audiência da escritora e sobre sua própria passagem, enquanto leitores, de crianças a adultos.

Mas mesmo aqueles que não tenham lido a obra de Rowling podem falar a respeito de si próprios como leitores, sobre a maneira como abordam diferentes tipos de livros, sobre formas como escritores desenvolvem o conjunto de suas obras e escrevem para públicos diferentes.

Interessa ao examinador saber – quaisquer que sejam os livros que o candidato esteja lendo – se o estudante está lendo de forma ponderada e consciente, e se é capaz de pensar como um crítico literário sobre todos os livros que lê.

Nem todos os candidatos têm o mesmo acesso a uma grande variedade de livros, portanto, o examinador busca fazer sua avaliação com base no que o candidato sabe, não no que ele não sabe.

“Se eu perguntasse essa mesma pergunta em relação a Shakespeare, alguns candidatos talvez tivessem uma opinião sobre a produção literária dele, mas muitos não teriam”, disse a examinadora, professora Lucinda Rumsey, do Mansfield College, Oxford.

“Se eu começo com Harry Potter, todos têm pelo menos um ponto de partida, de reconhecimento. E acho que Rowling merece uma menção, tenho certeza de que muitas pessoas que estão se inscrevendo neste ano para estudar inglês na universidade tornara-se leitoras ávidas por causa dos livros dela”.

4. Ciência dos Materiais

Steve Roberts, St Edmund Hall

Quão quente precisa estar o ar dentro de um balão para que ele seja capaz de erguer um elefante?

O examinador diz que nas vezes em que perguntou essa questão em entrevistas, nenhum candidato conseguiu chegar a uma temperatura exata no tempo reservado para a resposta – dez minutos. “Mas não esperávamos que eles conseguissem,” explica. “Usamos esse tipo de pergunta para tentar descobrir como os candidatos pensam sobre problemas e como se comportariam em uma aula dirigida”, ele explica.

Roberts diz que esclarece isso aos candidatos antes mesmo de fazer perguntas desse tipo. Ele diz que o que está tentando avaliar é quão rapidamente o estudante consegue chegar ao cerne do problema. Por exemplo, quais são os princípios elementares de física em jogo aqui? Que conceitos e que equações seriam úteis? De que maneira o candidato responde a sugestões e pistas? Como ele aborda conceitos básicos e identifica as questões mais importantes: Afinal, como funciona um balão de ar quente? Que outros mecanismos funcionam da mesma forma? Qual é o tamanho típico de um balão e quanto pesa em média um elefante? E o peso do próprio balão?

Finalmente, Roberts que saber como o candidato “usa rudimentos de matemática para ter uma noção rápida da resposta provável, usando aproximações sensatas quando trabalha com fórmulas e tendo em mente as unidades”.

5. Filosofia, Política e Economia

Dave Leal, Brasenose College

Quando eu estava na escola, na década de 1970, falava-se que um dia seríamos atingidos por uma crise previdenciária. A discussão se arrastou durante os anos 80 e 90, até que tivemos uma crise previdenciária. E nada havia sido feito para nos preparar para ela. Será que existe um problema com o sistema político británico, nos impedindo de lidar de maneira sensata com problemas de médio e longo prazo quando são identificados?

O examinador, Dave Leal, do Brasenose College, diz que essa questão é um convite para que o candidato reflita sobre democracia e suas limitações. “Houve candidatos que trouxeram boas discussões sobre diferentes métodos de votação. Por exemplo, e se porções do parlamento fossem eleitas para termos mais longos? Talvez isso gerasse políticas de mais longo prazo”, diz Leal.

Um estudante poderia, fazendo uma outra abordagem dessa mesma pergunta, refletir sobre a responsabilidade do eleitorado. Se os eleitores não pensam a longo prazo, talvez a culpa não seja dos políticos e o problema seja a educação – pondera o examinador. “Outro candidato poderia, talvez, ponderar sobre a importância de haver uma segunda instância política, que não é eleita (pelo povo) para onde todos os assuntos realmente importantes poderiam ser delegados.”

“Um sugeriu que ninguém deveria ter permissão de se candidatar ao parlamento, a não ser que tivesse filhos que dependessem dele. Isso daria ao político uma motivação pessoal para pensamentos de longo prazo em uma variedade de assuntos”. Leal diz que, assim como em outras perguntas incluídas nas entrevistas de admissão, não existe uma única “resposta correta”. A maioria das respostas dadas serve de base para mais reflexões.

Por exemplo, no caso de termos mais longos no parlamento: Quais seriam as consequências mais amplas dessa mudança? Seriam desejáveis? “Estamos testando a capacidade (do candidato) de começar a localizar a fonte de um problema e de testar soluções por meio de discussões”, explica o examinador. “A solução oferecida pelo estudante interessa menos do que evidências de sua habilidade de refinar ideias e de se autocorrigir, quando necessário”.

6. História

Stephen Tuck, Pembroke College

Imagine se não tivéssemos qualquer registro histórico sobre o passado, exceto tudo aquilo relacionado a esportes. Quanto poderíamos descobrir sobre o passado com base exclusivamente em esportes?

O examinador diz que faria essa pergunta a um candidato que tivesse incluído esportes entre seus interesses no seu formulário de inscrição, mas explica que a pergunta também se aplicaria a outras áreas de interesse – como filme, teatro ou música, ele acrescenta.

“O que eu estaria tentando saber é como o candidato usaria sua imaginação, tendo como ponto de partida um assunto com o qual ele tem familiaridade (provavelmente, muito mais familiaridade do que eu) para abordar questões de pesquisa histórica”, diz Tuck.

As respostas poderiam fazer referência a relações de raça, classe e gênero na sociedade (quem jogava os esportes, e que tipo de esportes, em um certo período), política internacional, império (que países estavam envolvidos, que grupos de países jogavam os mesmos esportes), desenvolvimento econômico (desenvolvimento tecnológico dos esportes, como o esporte era assistido), os valores dentro de uma sociedade (esportes sanguinolentos ou mais suaves), saúde (índices de participação nos esportes) e muitas outras questões – a lista é longa, diz o examinador.

“Eu perguntaria questões suplementares, para incentivar o estudante a elaborar ainda mais suas ideias e, com frequência, não teria respostas em mente, estaria simplesmente interessado em ver quão longe o estudante seria capaz de levar sua análise”.

7. Direito

Ben McFarlane, Faculty of Law

Se a punição para motoristas que param em ruas onde há duas faixas amarelas (na Grã-Bretanha, duas faixas amarelas indicam que não é permitido estacionar) fosse a morte, e se, portanto, ninguém estacionasse nas faixas amarelas duplas, essa lei seria justa e efetiva?

Não são esperadas respostas certas ou erradas para essa questão, explica o examinador. Os candidatos precisam demonstrar que reconheceram os vários temas que a pergunta levanta. “O candidato que distingue entre ‘justo’ e ‘efetivo’ se sai melhor. As questões se tornam diferentes uma vez que essa distinção é feita”, diz McFarlane.

“Uma lei justa pode não ser efetiva, ou vice-versa. A questão da proporcionalidade de uma punição em relação a um crime está diretamente relacionada a quão justa é a lei. A resposta para a questão da efetividade está embutida na questão: ‘e se, portanto, ninguém estacionasse nas faixas amarelas duplas'”.

8. Medicina

Robert Wilkins, Department of Physiology, Anatomy and Genetics

Por que o ritmo dos seus batimentos cardíacos aumenta quando você se exercita?

A resposta simples, que todos os estudantes podem dar, é que (a frequência dos batimentos aumenta) porque você precisa distribuir mais oxigênio e nutrientes para os músculos e remover produtos metabólicos. No entanto, diz o examinador, questões subsequentes avaliariam se o estudante tem a compreensão de que é preciso haver uma maneira de o corpo saber que tem de aumentar os batimentos. E se ele sabe de que maneiras possíveis isso é alcançado.

As respostas poderiam incluir a identificação, pelo organismo, de baixos índices de oxigênio ou altos índices de carbono. Mas na verdade, os índices desses gases talvez não variem tanto, então os estudantes são convidados a propor outros sinais e formas pelas quais essas possibilidades poderiam ser testadas. Isso permitiria ao examinador avaliar o candidato em quesitos como habilidade de resolver problemas e de pensar criticamente, curiosidade intelectual, entusiasmo e capacidade de ouvir.

9. Música

Dan Grimley, Merton College

Se você pudesse inventar um novo instrumento musical, que tipo de som ele faria?

O examinador diz que está interessado em respostas que revelem a maneira como o estudante usa sua imaginação de forma crítica.

Que tipos de sons instrumentos e vozes produzem hoje? Como esses sons poderiam ser desenvolvidos de forma criativa? Há novas maneiras de se produzir sons (meios digitais) que transformaram o modo como ouvimos ou entendemos sons hoje em dia? Será que o conceito de “instrumento” tornou-se obsoleto? É possível imaginarmos formas mais simbióticas, mais híbridas, de gerar e de vivenciar sons musicais?

“A pergunta não se limita, de forma alguma, à música erudita”, diz Grimley. “Respostas que envolvam toda uma gama de estilos e gostos musicais, produzidos e consumidos nos lugares mais diversos, seriam bem-vindas”.

10. Ciência da Computação

Brian Harrington, Keble College

Um grupo de piratas possui cem moedas de ouro. Eles têm de dividir o tesouro, mas precisam seguir certas regras:

– O pirata mais ‘graduado’ propõe a divisão

– Todos os piratas, incluindo o mais graduado, votam. Se metade, ou metade mais um, vota pela divisão, ela passa a valer. Se menos da metade aceita a divisão, o pirata mais graduado é lançado ao mar e é feita uma nova votação.

– Os piratas agem de forma lógica e se preocupam apenas em obter o máximo de ouro possível

Considerando-se esse contexto, que divisão deve ser proposta pelo pirata mais graduado?

O examinador diz que esse clássico problema de lógica é um bom exemplo do tipo de pergunta que poderia ser feita ao candidato. “Gosto de observar como o estudante absorve a orientação que recebe, e se ele é capaz de dividir o problema em frações menores para depois resolver um problema complexo, aplicando soluções de forma algorítmica”, diz Harrington. E avisa: “Se o estudante tem alguma dúvida, quero que me diga – não que fique sentado em silêncio, empacado!”

Solução para o problema dos piratas:
Para resolver esse problema, é preciso analisar o que acontece com apenas dois piratas, e a partir daí, repetir a operação com três, quatro, até chegar ao sete. (Fica estabelecido que o pirata líder, o mais “graduado”, tem a letra A. Os outros serão B, C, D etc.)

Dois Piratas
O pirata A sugere que ele fica com todas as moedas. Ele vota em sua sugestão, ela é aprovada. Pirata A leva as cem moedas, pirata B leva zero moedas.

Três Piratas
O pirata A sabe que se fosse jogado ao mar, o pirata C não levaria nada (já que a situação voltaria a ser o cenário anterior, envolvendo dois piratas – e o pirata C passaria a ocupar o lugar do pirata B). Então, o pirata A suborna o pirata C com 1 moeda, o pirata C vota a favor da proposta. Pirata A leva 99 moedas, pirata B leva zero, pirata C leva 1.

Quatro Piratas
Pirata A sabe que, se ele morrer, pirata C não leva nada (porque novamente, o cenário volta para a situação anterior, envolvendo três piratas, e o pirata C passaria a ser o pirata B). Então, ele precisa de 1 moeda para suborná-lo. Portanto, pirata A leva 99, pirata B leva zero, pirata C leva 1, pirata D leva zero.

Cinco Piratas
Agora, o pirata A precisa de 3 votos, então ele precisa subornar com 1 moeda cada pirata que ganharia zero moedas caso ele morresse.

Pirata A leva 98 moedas, pirata B leva zero, pirata C leva 1, pirata D leva zero, pirata E leva 1.

Seis Piratas
A história é a mesma: pirata A precisa subornar os piratas B e D.

Pirata A leva 98 moedas, pirata B leva zero, pirata C leva 1, pirata D leva zero, pirata E leva 1, pirata F leva zero.

Sete Piratas
Nesse estágio final (embora seja possível prosseguir indefinidamente), o pirata-mor tem de conseguir quatro votos. Portanto, tem de subornar três piratas. Então, melhor subornar os três que teriam mais a perder caso ele morresse. Por exemplo, os piratas C, E e G.

Resultado: Pirata A leva 97 moedas, piratas C, E e G levam 1 moeda cada um e os outros ficam com zero.

Ler muito garante bom desempenho na prova de linguagens do Enem

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Ler com frequência ajuda na hora da prova de linguagens (Foto: Ellyo Teixeira/G1)

Ler com frequência ajuda na hora da prova de linguagens (Foto: Ellyo Teixeira/G1)

Professor de português destaca a necessidade de ler os textos com atenção.
Estudantes também devem estar preparados para enunciados extensos.

Publicado no G1

A prova de linguagens exige leitura e muita atenção dos candidatos que farão o Exame Nacional do Ensino Médio (Enem). Textos, enunciados e até mesmo alternativas extensas costumam cansar os estudantes na hora prova. O G1 ouviu professores da área de língua portuguesa e literatura que destacaram a importância de ler com frequência para um bom desempenho.

Língua Portuguesa
Segundo o professor Hélcio Aguiar, o ideal é que o candidato esteja habituado a ler com frequência para não demorar muito durante a resolução das questões. “Questões de linguagem costumam ser extensas e o aluno que não está habituado a ler pode ter dificuldade, porque ele não terá dinâmica na leitura”, destacou.
Professor de Língua Portuguesa que candidato habituado a ler não demora nas questões (Foto: Gustavo Almeida/G1)’Candidato habituado a ler não demora nas
questões’, diz Hélcio (Foto: Gustavo Almeida/G1)

Ele lembra que a prova contempla assuntos que envolvem questões de relação semântica, figuras e expressões de linguagem. O professor também ressalta que os candidatos devem dar um foco especial às questões de interpretação, que tem presença certa no Enem e exigem atenção para a escolha da alternativa correta. “O Enem não trabalha mais com a gramática normativa, mas sim com uma visão mais reflexiva”, disse o professor.

Quanto aos assuntos que podem ser cobrados na área de linguagem, o professor aposta na relação intertextual entre textos de épocas distintas. “São textos de épocas diferentes, mas que sustentam a mesma estrutura. Eles costumam cobrar paralelismo sintático e semântico”, contou.

O professor cita também a interdiscursividade, que é uma relação de um texto fundamentando ou complementando o outro. “Devemos ficar atentos as questões relacionadas com a sintaxe de colocação dos pronomes, que são sempre cobrado nas provas e os estudantes precisam ficar atentos. Colocar um pronome pessoal do caso reto como sujeito, colocar um pronome oblíquo como objeto”, pontuou o professor.

O docente conclui chamando atenção para o fato de que as alternativas geralmente complementam os enunciados. “Você pode observar que os enunciados não terminam com pontuação. É importante que os candidatos estejam preparados para esse estilo de questão”, ponderou.

Literatura
O professor Ramon Arrantes conta que na parte de literatura da prova de linguagens do Enem vem cobrando mais assuntos relacionados ao mordenismo e as tendências pós-modernas. Temos assuntos que vêm sendo pontuais no exame como: funções da linguagem, tendências como o tropicalismo, contemporrâneas como a poesia marginal do Paulo Leminski e Chacal ou poesia social do Ferreira Gullar.

Professor de literatura relembra os autores mais cobrados pelo Enem (Foto: Catarina Costa / G1)

Professor de literatura relembra os autores mais
cobrados pelo Enem (Foto: Catarina Costa / G1)

“Também vemos menções a primeira fase do modernismo, conhecida como Manifesto Antropofágico, através da poesia do Oswald de Andrade, Mário de Andrade e Manoel Bandeira. Alguns autores da terceira fase do modernismo que todo ano caem são Guimarães Rosas, Clarice Lispector e João Cabral de Melo Neto. Mas isso não quer dizer que as escolas anteriores deixaram de ser cobradas”, destacou.

Para o professor, nessa reta final o estudo da teoria já é mais interessante. O aluno deve agora tentar revisar o conteúdo através das resoluções de questões das provas anteriores do Enem ou de outros vestibulares. “Nós já percebemos que a prova de linguagens é mais de aplicação da teoria na compreensão do texto, por isso exige uma maior interação do aluno com ele. A única forma do estudante se familiarizar com isso é respondendo questões que compreendem análise de texto. É preciso que o aluno tenha uma boa capacidade de interpretação e para isso é preciso exercitar a leitura. O conhecimento prévio também ajudará bastante na hora da prova”, pontuou Ramon Arrantes.

Segundo o docente, uma dica interessante para o aluno ter um maior desempenho na prova é que ele leia primeiro as questões e alternativas, para depois ir ao texto. “Geralmente o aluno faz o contrário e quando chega nas opções já esqueceu o que tinha no texto, retormando a leitura e com isso ele gasta duas vezes o tempo para responder a questão. Quando o estudante ler primeiro a questão e depois o texto, ele fará uma leitura dirigida e vai precisar ler apenas uma vez porque já sabe o que está procurando”, explicou.

‘Dar aula é como encher uma laje por dia’, diz professora da periferia de SP

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Everly Gonçalves foi bancária e leciona há 11 anos no ABC Paulista.
‘Queria trabalhar com gente, não com número ou metas’, afirma ela.

Everly Gonçalves leciona em uma escola em uma região carente do ABC Paulista (Fotos: Victor Moriyama/G1)

Everly Gonçalves leciona em uma escola em uma região carente do ABC Paulista (Fotos: Victor Moriyama/G1)

Vanessa Fajardo, no G1

Na aula de artes da professora Everly Hortolan Gonçalves, de 45 anos, todo mundo tem de participar das atividades – e fazer as provas. “Tem aluno que fala: nunca vi prova em artes. Eu digo: está vendo agora.” Formada em artes e em pedagogia, Everly leciona há 11 anos na escola estadual Palmira Grassiotto Ferreira da Silva, em São Bernardo do Campo (SP). Foi aprovada em dois concursos públicos e acumula dois cargos de professora, no período da manhã e da tarde, para alunos do segundo ciclo do ensino fundamental e do médio. É conhecida por promover eventos como o show de talentos na escola, em que até os estudantes mais tímidos mostram seus dotes artísticos.

A escola está no Parque São Bernardo, rodeada por uma região carente do ABC, e por inúmeras vezes foi roubada, pichada e depredada. Por volta de três anos, quando ainda não era cercada por muro de concreto, a quadra de esportes era sempre invadida impedindo que os alunos tivessem aula de educação física. Não consegue atingir as metas do Índice de Desenvolvimento da Educação do Estado de São Paulo (Idesp). A história da Palmira Grassiotto também ficou marcada pela morte de um professor em 2011. Ele foi atingido por um molho de chaves na cabeça jogado por um aluno e morreu dias depois por causa de um coágulo no cérebro – não se sabe se em decorrência do ato do aluno.

Nada disso, porém, abalou Everly na escolha em ficar na Palmira. “Apesar de estar em uma comunidade carente, aluno é igual em toda a escola. Em artes eu tenho a vantagem de trabalhar com outras linguagens, como música e teatro, e consigo trazer os alunos para perto de mim.” Leia a seguir mais uma das entrevistas do especial do G1 sobre o Dia do Professor.

G1 – Por que decidiu lecionar?
Everly Hortolan Gonçalves – Sempre gostei de dar aulas, mas era bancária, não ganhava mal, tinha filhos pequenos, só depois de um tempo fui fazer o que gosto. Acho que professor nasce professor. Fui bancária por oito anos, sempre procurei fazer bem meu trabalho, mas me faltava algo. Queria trabalhar com gente, não com número ou metas.

G1 – Já foi vítima de agressão, violência ou ofensa na sala de aula?
Everly Hortolan Gonçalves – Não, nunca. A gente sempre ouve relatos, mas eu mesma nunca passei por nada disso. Acho que o professor não pode ser o dono do saber, quando o aluno percebe que estamos aqui para aprender também, além de ensinar, eles se abrem e é possível entender o problema deles. Sabendo respeitar o aluno, ele vai te respeitar. Trabalhei em escolas de outros bairros, aluno é aluno em toda escola, o que muda é o grupo de professores, o gestor.

G1 – Em algum momento pensou em desistir?
Everly Hortolan Gonçalves – Me sinto completa como professora, apesar das dificuldades. Dar aula é como encher [fazer] uma laje por dia, a gente chega em casa moída, mas desistir jamais. Esta é a profissão mais gratificante que existe porque você pode fazer a diferença na vida dos alunos. Tive de passar em dois concursos para acumular dois cargos, mas aprendemos a não trabalhar pelo salário. Saí do banco para ganhar metade do que ganhava e trabalhar mais.

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G1 – Sabemos das dificuldades como salário baixo, falta de estrutura, etc. O que a motiva na profissão?
Everly Hortolan Gonçalves – O desenvolvimento dos alunos. Eles chegam sem saber usar uma régua, com vocabulário pequeno. Hoje falam da materialidade da arte, sabem das características dos movimentos artísticos. Os alunos da comunidade que atendemos não têm família estruturada, muitas vezes a gente tem de ser mãe, psicóloga, fazer um trabalho individualizado. E a gente se afeiçoa, principalmente aos menores. Eles contam coisas para mim que não contam nem para os pais. Às vezes o aluno não conhece a mãe, o pai está preso, há problema de uso de álcool na família. Temos de saber a realidade de cada um. Se é possível? A gente tenta. Em uma escola da rede particular, por exemplo, seria mais fácil, mas gosto de desafio. Professores têm de gostar de desafio.

G1 – Vale a pena ser professor?
Everly Hortolan Gonçalves – Sim, acho que é um dom. A pessoa que nasce professor não desiste. Não me vejo fazendo outra coisa. Ter contato com criança é o que eu gosto de fazer. E me sinto muito realizada quando encontro ex-alunos que falam que resolveram estudar arquitetura, design e se lembram das minhas aulas.

As 10 escolas mais incríveis do mundo

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Publicado por Hypescience

No mundo todo, a maioria das crianças e adultos passam por uma educação tradicional, na qual aprendem conteúdos enraizados por intermédio de um professor, são testados através de provas e trabalhos, e precisam constantemente comprovar sua capacidade para escalar etapas e chegar até a universidade.

Muitas vezes, esse tipo de abordagem não traz à tona o melhor de cada estudante. Cada vez mais, filósofos, educadores e psicólogos estão descobrindo que as escolas tradicionais são ultrapassadas, matam a criatividade e não suprem a demanda atual por indivíduos com características empreendedoras e inovadoras.

No entanto, algumas das escolas mais incríveis do planeta estão começando a mudar o panorama acadêmico mundial. Conheça dez delas:

1. Vittra

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Nessa escola sueca, os alunos agem de forma independente em seus laptops, em qualquer lugar que lhes seja confortável e conveniente. Com 30 instituições ao redor do país, o método elimina totalmente as salas de aula. Os alunos são livres para trabalhar no que quiserem, sendo que há opções de trabalhos em grupo e “móveis orgânicos conversacionais” que permitem que as crianças interajam umas com as outras.

A Vittra pensa que, ao quebrar as divisões de classe físicas, as crianças podem ser ensinadas a viver com autoconfiança e comportamento comunal responsável. De acordo com a diretora da escola, Jannie Jeppesen, o projeto se destina a permitir que a curiosidade e a criatividade floresçam nas crianças. Eles não trabalham com notas.

2. Escola Primária José Urbina López

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A Escola Primária José Urbina López fica ao lado de um lixão na fronteira do México com os EUA, atendendo moradores de Matamoros, cidade que luta uma extensa guerra contra as drogas. Era apenas mais uma escola formando estudantes desmotivados, até que o professor Sergio Correa Juárez resolveu introduzir um método de educação alternativa em sua classe. Ele adotou uma filosofia educacional emergente que se aplica a lógica da era digital para a sala de aula.

Mais ou menos como o método Vittra, ele resolveu que os alunos deveriam ser livres para se focar nos assuntos que tivessem mais vontade. Como o acesso a um mundo de informação infinita mudou a forma como nos comunicamos, processamos informações e pensamos, Juárez decidiu, baseado nas pesquisas que fez, que conhecimento não deve ser uma mercadoria entregue de professor para aluno, mas algo que emerge da própria exploração movida a curiosidade dos alunos. Seus resultados deram bons frutos: o método revelou habilidades extraordinárias na pequena estudante de 12 anos Paloma Bueno, hoje no topo do ranking de matemática e linguagem no México.

3. Escolas sem professores de Sugata Mitra

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Para implementar sua nova filosofia, Sergio Correa Juárez pesquisou diferentes métodos de educação alternativa, um deles o de Sugata Mitra. Em 1999, Mitra era cientista-chefe de uma empresa em Nova Deli, na Índia, que treinava desenvolvedores de software. Seu escritório ficava à beira de uma favela e, um dia, ele decidiu colocar um computador em uma parede que separava seu edifício da favela. Para sua surpresa, sem ninguém intervir, as crianças rapidamente descobriram como utilizar a máquina. A partir disso, Mitra fez vários experimentos que levaram muito conhecimento a diversas crianças, tão avançados quanto em biologia molecular, por exemplo.

O método de Mitra é mais um que consiste em deixar as crianças aprenderem livremente, sem a presença de uma autoridade. A ideia é que elas se auto-organizem e estejam no controle do seu aprendizado. Nas suas escolas não há professores, currículo ou separação por grupos etários. No entanto, há um grupo de tutores que estão disponíveis via Skype, que os alunos podem consultar se quiserem.

4. Método Montessori

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Método Montessori é o nome que se dá ao conjunto de teorias, práticas e materiais didáticos idealizado inicialmente por Maria Montessori em 1907. O ponto mais importante do método é que a educação se desenvolva com base na evolução da criança, e não o contrário.

Montessori escreveu que o desenvolvimento se dá em “períodos sensíveis”, de forma que em cada época da vida predominam certas características e sensibilidades específicas. Sem deixar de considerar o que há de individual em cada criança, o método traça perfis gerais de comportamento e possibilidades de aprendizado para cada faixa etária, com base em anos de observação. Os seis pilares educacionais de Montessori são autoeducação, educação como ciência, educação cósmica, ambiente preparado, adulto preparado e criança equilibrada.

5. Pedagogia Waldorf

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O método Waldorf foi criado por Rudolf Steiner na cidade de Stuttgart, na Alemanha, para educar os filhos de Emil Molt, proprietário da empresa Waldorf-Astori. Hoje, existem várias escolas no mundo todo (inclusive no Brasil) que utilizam essa pedagogia.

Em resumo, ela tem como objetivo desenvolver a personalidade das crianças de forma equilibrada e integrada, estimulando a clareza de raciocínio, o equilíbrio emocional e a iniciativa da ação. Steiner desenvolveu um currículo que incentiva e encoraja a criatividade, nutre a imaginação e conduz os alunos a um pensamento livre e autônomo.

6. Escola de Summerhill

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A escola se baseia no pensamento do escocês Alexander Sutherland Neill: nela, as crianças fazem o que querem. Com 90 anos de idade, Summerhill é, provavelmente, a mais célebre das chamadas escolas democráticas: as aulas são opcionais e os alunos só as atendem se quiserem. Além disso, a gestão da instituição também é democrática; todas as decisões são coletivas.

Além de Summerhill, pelas contas da Rede Internacional de Educação Democrática, há mais de 200 escolas com essa proposta em 28 países, atendendo em torno de 40 mil alunos. Outros exemplos famosos são a Sudbury Valley School, nos Estados Unidos, e a Escola da Ponte, em Portugal. A experiência lusitana influenciou o projeto pedagógico de instituições brasileiras, como a escola particular Escola Lumiar e as escolas públicas EMEF Desembargador Amorim Lima e EMEF Presidente Campos Salles, todas em São Paulo.

7. Abordagem Reggio Emilia

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Esse método foi criado em 1945 por Loris Malaguzzi, um jovem professor que na época ensinava crianças da região italiana de Reggio Emilia. O sistema educacional tem uma estrutura com uma forte organização, um grande relacionamento com a comunidade e uma intensa participação dos pais.

No ponto central da abordagem, está a crença de que as crianças são cheias de curiosidade e criatividade. Em suas mentes, existem espaços vazios esperando para serem preenchidos por fatos, imagens ou datas. Por isso, o currículo nas escolas é flexível e emerge das ideias, pensamentos e observações das crianças. Seu objetivo principal é cultivar uma paixão permanente pela aprendizagem e pela exploração.

8. The School of Life

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Como podemos desenvolver nosso potencial? O trabalho pode ser algo inspirador? Por que a comunidade importa? A The School of Life (em tradução livre, “A Escola da Vida”) trabalha exatamente questionamentos como esses. Em vez de disciplinas, a instituição coloca em primeiro lugar o indivíduo e as questões que o afetam, como a pressão do tempo e a ideia da morte.

O método foi criado pelo filósofo e escritor suíço Alain de Botton em 2008 e já chegou ao Brasil, com cursos intensivos em São Paulo. A ideia é ajudar os alunos a lidar com os dilemas do ser humano, passando por filosofia, psicologia e artes visuais, e destilar grandes pensamentos de todas as épocas para enriquecer o cotidiano dos estudantes.

9. Brockwood Park School

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Brockwood é uma escola internacional inglesa que oferece uma educação holística personalizada para pouco mais de 70 alunos com idade entre 14 a 19 anos. Seus métodos são profundamente inspirados pelos ensinamentos de J. Krishnamurti, e incentivam a excelência acadêmica, a autocompreensão, a criatividade e a integridade em um ambiente seguro e não competitivo.

A educação Brockwood não é exclusivamente acadêmica. Na verdade, ela integra a excelência acadêmica em sua missão de ajudar os alunos a aprender a arte de viver, e reúne aspectos da aprendizagem, sensibilidade, abertura de espírito e autorreflexão que são muitas vezes ignorados por escolas mais tradicionais.

10. Kaospilot

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A escola dinamarquesa Kaospilot aposta no ensino colaborativo e baseado em projetos para formar seus alunos. A instituição é uma escola internacional de empreendedorismo, criatividade e inovação social fundada em 1991, que propõe uma formação de 3 anos onde os “alunos profissionais” são protagonistas do seu próprio aprendizado, e onde estudos de caso são completamente substituídos por projetos reais com clientes de verdade.

A formação tem três ênfases: desenho e gestão de projetos criativos; desenho e liderança de processos criativos; desenho e criação de novos negócios. A cada ano, formam-se 35 novos “pilotos do caos”. Em 2009, o primeiro brasileiro formou-se por lá, Henrique Vedana, sócio da CoCriar, organização que ajuda grupos de pessoas (como empresas, ONGs e institutos) a se entenderem melhor por meio de conversas que valorizem a habilidade de cada membro para a realização de um trabalho coletivo.

Bônus: pedagogia logosófica

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A pedagogia logosófica proporciona uma educação voltada à formação mais consciente diante da vida e da sociedade. Com oito unidades educacionais no Brasil e cinco no exterior, a instituição se fundamenta na logosofia, doutrina criada há 80 anos pelo pensador e humanista argentino Carlos Bernardo González Pecotch.

A proposta surgiu como reação à rotina dos conhecimentos e sistemas usados para a educação e a formação do ser humano. O objetivo do ensino é estimular os alunos para que sejam pessoas cada vez melhores e mais conscientes de seus atos, palavras e sentimentos. As escolas com pedagogia logosófica não estimulam competição entre alunos, trabalham a superação das dificuldades com motivação e respeitam as individualidades e limitações de cada um. [MontessoriWaldorfAbril,InspiracoesPedagogicasTerraideiafixaBrockwoodPorVirPHP]

Movimentos populares devem ser mais cobrados nos vestibulares

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Onda de protestos no Brasil deve alavancar assunto nas provas deste ano.
Temas de redação também podem abordar questão, segundo professores.

Manifestante leva bandeira do Brasil para o terceiro dia de protestos em Campinas (Foto: Raul Pereira/G1)

Manifestante leva bandeira do Brasil para o terceiro dia de protestos em Campinas (Foto: Raul Pereira/G1)

Vanessa Fajardo, no G1

Os protestos que marcaram o Brasil nos últimos dias e ainda ocorrem em alguns estados vão fazer com que outras mobilizações sociais registradas na história sejam mais cobradas nos vestibulares deste ano, segundo professores de cursinhos ouvidos pelo G1. Os educadores citam eventos como Diretas Já, Revolução Francesa, Primavera Árabe, Passeata dos Cem Mil, entre outros.

O assunto também deve inspirar temas de redação, de acordo com os especialistas, que podem cobrar conhecimento sobre movimentos sociais de forma geral. Se vão cair questões específicas sobre o movimento atual no Brasil não é consenso entre os professores.

Alguns educadores consideram que o fenômeno ainda não possui um desfecho, o que dificulta as análises, por isso não deve aparecer em forma de perguntas nos principais vestibulares. Outros acreditam que apesar do processo ainda estar em curso, algumas consequências concretas já podem ser citadas, como a revogação do aumento das tarifas do transporte público em algumas capitais, a derrubada da PEC 37, que tentava limitar o poder de investigação do Ministério Público, e a lei que transformou corrupção em crime hediondo.

Por isso, a recomendação é para que os estudantes se informem dos fatos, acompanhem o noticiário por meio de sites, revistas e jornais e discutam o assunto em sala de aula.

“É um processo em curso. Não tem como fazer análise sem ter claro onde as coisas vão chegar. Só vamos saber se a manifestação foi histórica depois de um tempo, se houver, por exemplo, mudanças nas próximas eleições”, afirma Célio Tasinafo, professor de história e diretor pedagógico do Cursinho Oficina do Estudante.

A atualidade que cai no vestibular remete a algo bem mais estabelecido e ainda não há uma maturidade para fazer análises sobre a manifestação”
Edmilson Motta, coordenador do Etapa

Tasinafo conta que em 1992 foi para as ruas participar do movimento Caras-Pintadas que pedia a saída do presidente Fernando Collor, e neste mesmo ano prestou o vestibular da Universidade Estadual de Campinas (Unicamp). “Lembro que caiu uma pergunta sobre a CPI e o tema da redação era sobre conflito étnico.”

Edmilson Motta, coordenador-geral do Etapa, concorda com a previsão. “A atualidade que cai no vestibular remete a algo bem mais estabelecido e ainda não há uma maturidade para fazer análises sobre a manifestação. Não teria sentido porque o fato é muito novo.”

Alex Perrone, professor de atualidades e geografia do CPV Vestibulares, e Rui Gomes de Sá, diretor de ensino do Curso e Colégio pH, concordam que os atuais protestos vão trazer à tona nos vestibulares outras mobilizações históricas, não só brasileiras, mas acreditam que o tema pode vir em forma de questões mais diretas.

“Também é possível relacionar os atuais protestos com outros movimentos que ocorrem na Europa, como na Turquia. Apesar de as manifestações ainda estarem em curso, o presente já se modificou e temos situações concretas, como o fato de a corrupção ter se tornado crime hediondo”, diz Sá.

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