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John Green anuncia seu primeiro livro desde 2012

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Cesar Gaglioni, no Jovem Nerd

John Green finalmente anunciou seu primeiro livro desde A Culpa é das Estrelas, lançado em 2012. O volume é intitulado Turtles All The Way Down e chega às lojas dos EUA em 10 de outubro. Uma data para a publicação no Brasil ainda não foi definida.

Turtles All The Way Down vai mostrar a história de Aza Holmes, uma jovem que tem de lidar com transtornos mentais ao mesmo tempo que investiga o desaparecimento de um bilionário.

Os livros anteriores de Green, Quem é Você, Alasca?; O Teorema Katherine; Cidades de Papel e A Culpa é das Estrelas podem ser encontrados nas livrarias brasileiras — Cidades de Papel e A Culpa é das Estrelas já foram adaptados para o cinema.

Sleeping Beauties | Livro de Stephen King ganha série antes mesmo de sua publicação

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Stephen King

Stephen King

Luis Esteves, no Observatório do Cinema

Os livros de Stephen King têm ganhado inúmeras adaptações como filmes e séries ao longo dos anos. A mais recente diz respeito a Sleeping Beauties, um trabalho em parceria com seu filho Owen King, que ainda nem mesmo foi publicado, mas já ganhou série.

Em Sleeping Beauties, as mulheres são envolvidas em uma espécie de casulo enquanto dormem. Se forem despertadas ou se tiverem as gazes que envolvem seu corpo violadas, elas se tornam feras violentas. E, enquanto dormem, as mulheres vão para outro lugar.

“Os homens de nosso mundo estão abandonados, à mercê de seus dispositivos mais primitivos. Uma mulher, entretanto, a misteriosa Evie, é imune à benção ou maldição da doença do sono. Evie seria uma anomalia médica a ser estudada ou um demônio que deve ser destruído?”, disse King ao Deadline.

Flanelinha escreve livro de 800 páginas e sonha com publicação

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Apesar de gostar de literatura, Zélia Guimarães não concluiu os estudos.
Aposentada de Sorocaba de 71 anos quer ter livro nas escolas brasileiras.

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Publicado em G1

Um papel, uma caneta e a inspiração no vai e vem dos carros. É assim que Zélia Rodrigues Ferreira tenta realizar o sonho de se tornar uma “poetisa da rua”. Flanelinha, a aposentada de 71 anos cuida dos veículos no centro de Sorocaba (SP) e aproveita para buscar um sonho: ter o seu livro de ficção de mais de 800 páginas publicado e nas mãos de crianças de todo o Brasil.

“Deixem-me sonhar” é o título do livro de ficção escrito em casa pela poetisa que não concluiu os estudos. “Eu preciso me fazer feliz. Sempre gostei de literatura. Na minha época só tinha até a quinta série, fiz até a quarta. Era muito boa em português, a melhor aluna da sala. Ajudava até a professora, nasci com esse dom. Mesmo fora da escola, nunca perdi o interesse em ler”, afirma Zélia.

Após ter os estudos interrompidos para ajudar a família, Zélia voltou à escola para fazer um supletivo e, enfim, conquistar o diploma do ensino fundamental. Foi quando decidiu, por influência de um professor, se dedicar a literatura, mas ela novamente teve que abandonar os estudos para se dedicar ao trabalho e aos filhos.

“Com 12 anos comecei a escrever meu primeiro livro e, com 14, fiz um poema para o meu primeiro namorado. Sempre usei cadernos para colocar minhas histórias no papel, mas acabei perdendo muita coisa mudando de casa. Tive que parar de escrever para trabalhar. Quando estava no supletivo, uma professora me incentivou muito para me dedicar a esse sonho de ser escritora”, conta a poetisa.

Histórias nas ruas
Apesar do incentivo na escola, as dificuldades financeiras têm atrapalhado Zélia na elaboração de mais obras. Com vários rascunhos em casa, a aposentada tem que trabalhar todos os dias como flanelinha para poder complementar a renda e pagar o aluguel da casa onde mora. “Não tenho como ganhar dinheiro de outra forma. Não acredito que olhar carro na rua seja um trabalho ilícito. Não tenho casa própria, ganho um salário mínimo e pago um aluguel alto para morar em uma casa que considero ruim. Mas a rua te permite conhecer histórias, viajar na imaginação e se inspirar a escrever outras coisas.”

Aos 71 anos, Zélia mora sozinha em uma casa alugada na Zona Norte de Sorocaba. Mãe de três filhos, avó de três netos e com uma bisneta, a flanelinha conta que a grande influência e motivação para escrever são as crianças. “Espero que esse livro ajude as crianças, penso e aprendo muito com elas. Tudo que faço é dedicado as crianças. Não precisa ser um best-seller, mas tem que ser divulgado. Gostaria muito que as bibliotecas das escolas pudessem ter esse livro para as crianças. A leitura é o caminho para a educação e a valorização da natureza, que temos perdido a cada dia.”

As mais de 800 páginas escritas em oito cadernos relatam a história de uma criança que se perde na cidade de “Dedolândia”. Levado para lá por uma borboleta, patriota e que se sente injustiçada pela falta de respeito do homem com a natureza, vive aventuras no reino encantado. “O personagem principal, que se chama Enzo, é o meu neto. Pensei nele e nos seus olhos encantados para imaginar essa história. Ele fala de coisas que o ser humano perdeu com o tempo. É a ficção e a realidade próximas uma das outras”, diz Zélia.

Adolescente de 16 anos publica o 17º livro e comemora sucesso na internet

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Obras de Marieli Bueno, de Porto Ferreira, foram lidas em mais de 20 países.
Família apoia e, com vaquinha e rifa, patrocinou a impressão do último texto.

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Publicado em G1

Uma estudante de 16 anos de Porto Ferreira (SP) acaba de lançar em versão impressa seu 17º livro e está colhendo os resultados da dedicação à literatura. As obras anteriores são sucesso em um dos maiores sites de livros digitais e já foram lidas em mais de 20 países.

Segundo Marieli Bueno, os textos nascem inspirados em filmes e novelas e não podem faltar romance, brigas e morte. Tudo digitado no celular. “Tem dia em que não aguento, mas nem a dor na mão me faz parar”, contou.

A princípio, tanto tempo com o aparelho preocupou a família. “Eu falei para o pai dela: ‘Adriano, dá uma olhada na Marieli porque ela só fica trancada dentro do quarto. Eu acho que isso daí não está muito certo’”, disse a avó da adolescente, Imaculada Bueno.

Mas, junto com a preocupação, veio a surpresa. “E aí ele foi ver certinho, pesquisar, e saiu rindo. Ele falou: ‘Mãe, ela escreve livros’”, completou a idosa.

Logo a família percebeu a repercussão das obras, antes divulgadas no Facebook e pelo WhatsApp, e o apoio cresceu. Agora, “O namorado de aluguel”, último livro, lidera as vendas na categoria infantojuvenil no site em que foi disponibilizado.

“A gente não sabe o destino dos filhos, né? O que vão ser quando crescer. E, de repente, você ter uma escritora em casa… Hoje eu me divirto. Me divirto com o sucesso dela, vejo ela colhendo os frutos, ajudo a postar os livros que saem para fora do Estado, faço o que dá para fazer, divulgo. Hoje eu sou coruja, vamos dizer, mais do que eu era”, afirmou o pai de Marieli, Adriano Bueno.

Ele, os avós e os tios da adolescente fizeram vaquinha e rifa e conseguiram juntar dinheiro para a impressão do livro. O esforço deu certo. “Pegar o seu próprio livro, que você escreveu, dedicou um mês de toda sua vida só nele, pegar nas mãos, olha, não é para todo mundo não. É bom”, descreveu a jovem, que, com a obra em mãos, contou o que deseja para o futuro. “Bienal, sem sombra de dúvidas a Bienal”.

Alunos pressionam pela nomeação de professora travesti como reitora no CE

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A professora trans Luma Andrade, cotada por estudantes para ser reitora no Ceará (Foto: Jarbas Oliveira/Folhapress)

A professora trans Luma Andrade, cotada por estudantes para ser reitora no Ceará (Foto: Jarbas Oliveira/Folhapress)

Estêvão Bertoni, na Folha de S.Paulo

Alunos de uma universidade pública do Ceará lançaram uma campanha para que uma professora travesti seja nomeada reitora da instituição.

O movimento “Luma Lá”, iniciado no final de dezembro por estudantes da Unilab (Universidade da Integração Internacional da Lusofonia Afro-Brasileira) pede para que o novo ministro da Educação, Cid Gomes (Pros), nomeie a professora Luma Andrade para o cargo.

Luma é conhecida como a primeira travesti do Brasil a fazer um doutorado. Ela defendeu em 2012 uma tese em educação na UFC (Universidade Federal do Ceará) sobre travestis nas escolas.

O cargo de reitor na universidade está vago desde o dia 1º de janeiro porque a ex-reitora Nilma Lino Gomes assumiu a Secretaria de Políticas de Promoção da Igualdade Racial da Presidência da República.

Nilma foi a primeira negra a se tornar reitora de uma universidade brasileira. Caso seja escolhida, Luma será a primeira travesti reitora do país.

A Unilab, em Redenção (a 66 km de Fortaleza), é uma autarquia vinculada à pasta ocupada desde 1º de janeiro por Cid Gomes, ex-governador do Ceará.

Cabe ao ministro da Educação escolher o reitor, que não precisa ser necessariamente docente da instituição. Antes de assumir a pasta, Cid foi governador do Ceará (2007-14).

Segundo o estudante Kaio Lemos, 35, que cursa bacharelado em humanidades e integra o centro acadêmico da faculdade, o movimento de alunos já enviou um apelo por carta a Cid Gomes, quando ele ainda era governador, pela nomeação da professora.

“Se ela tem capacidade acadêmica, não tem nenhum problema para ela como travesti ser reitora”, afirma.

“Nós já tivemos muitos nomes de homens importantes na história, de reitores, de presidentes. Essa escolha vai muito além, condiz com a questão da diversidade sexual”, defende o estudante.

Segundo ele, o movimento gerou resistência de um grupo pequeno, “de oito a dez alunos”. “Mas isso é natural.”

Luma afirmou que foi pega de surpresa pela campanha e que recebeu a iniciativa como “um presente”. “Não foi uma afirmação minha. Fiquei muito feliz porque a campanha veio do grupo mais forte de estudantes da universidade e eles confiaram no meu trabalho”, diz.

Segundo ela, a campanha foi vista como uma afronta por muitas pessoas de dentro da Unilab. “Em todos os espaços temos pessoas conservadoras. É um espaço de disputa, uma relação de poder, e existem pessoas que querem essa função e que tinham certeza de que iriam ocupar esse espaço. De repente, surge o nome de uma travesti e isso veio da comunidade de estudantes, então foi um surpresa para todos.”

Cid Gomes ainda não definiu quem será o novo reitor da Unilab. O Ministério da Educação foi procurado, mas não se manifestou sobre o assunto até o início da tarde desta terça.

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