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Alunos pressionam pela nomeação de professora travesti como reitora no CE

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A professora trans Luma Andrade, cotada por estudantes para ser reitora no Ceará (Foto: Jarbas Oliveira/Folhapress)

A professora trans Luma Andrade, cotada por estudantes para ser reitora no Ceará (Foto: Jarbas Oliveira/Folhapress)

Estêvão Bertoni, na Folha de S.Paulo

Alunos de uma universidade pública do Ceará lançaram uma campanha para que uma professora travesti seja nomeada reitora da instituição.

O movimento “Luma Lá”, iniciado no final de dezembro por estudantes da Unilab (Universidade da Integração Internacional da Lusofonia Afro-Brasileira) pede para que o novo ministro da Educação, Cid Gomes (Pros), nomeie a professora Luma Andrade para o cargo.

Luma é conhecida como a primeira travesti do Brasil a fazer um doutorado. Ela defendeu em 2012 uma tese em educação na UFC (Universidade Federal do Ceará) sobre travestis nas escolas.

O cargo de reitor na universidade está vago desde o dia 1º de janeiro porque a ex-reitora Nilma Lino Gomes assumiu a Secretaria de Políticas de Promoção da Igualdade Racial da Presidência da República.

Nilma foi a primeira negra a se tornar reitora de uma universidade brasileira. Caso seja escolhida, Luma será a primeira travesti reitora do país.

A Unilab, em Redenção (a 66 km de Fortaleza), é uma autarquia vinculada à pasta ocupada desde 1º de janeiro por Cid Gomes, ex-governador do Ceará.

Cabe ao ministro da Educação escolher o reitor, que não precisa ser necessariamente docente da instituição. Antes de assumir a pasta, Cid foi governador do Ceará (2007-14).

Segundo o estudante Kaio Lemos, 35, que cursa bacharelado em humanidades e integra o centro acadêmico da faculdade, o movimento de alunos já enviou um apelo por carta a Cid Gomes, quando ele ainda era governador, pela nomeação da professora.

“Se ela tem capacidade acadêmica, não tem nenhum problema para ela como travesti ser reitora”, afirma.

“Nós já tivemos muitos nomes de homens importantes na história, de reitores, de presidentes. Essa escolha vai muito além, condiz com a questão da diversidade sexual”, defende o estudante.

Segundo ele, o movimento gerou resistência de um grupo pequeno, “de oito a dez alunos”. “Mas isso é natural.”

Luma afirmou que foi pega de surpresa pela campanha e que recebeu a iniciativa como “um presente”. “Não foi uma afirmação minha. Fiquei muito feliz porque a campanha veio do grupo mais forte de estudantes da universidade e eles confiaram no meu trabalho”, diz.

Segundo ela, a campanha foi vista como uma afronta por muitas pessoas de dentro da Unilab. “Em todos os espaços temos pessoas conservadoras. É um espaço de disputa, uma relação de poder, e existem pessoas que querem essa função e que tinham certeza de que iriam ocupar esse espaço. De repente, surge o nome de uma travesti e isso veio da comunidade de estudantes, então foi um surpresa para todos.”

Cid Gomes ainda não definiu quem será o novo reitor da Unilab. O Ministério da Educação foi procurado, mas não se manifestou sobre o assunto até o início da tarde desta terça.

Brasil tem uma biblioteca pública para cada 33 mil habitantes

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Índice é o mesmo de cinco anos atrás; dados são do Ministério da Cultura.
Tocantins é o estado com a maior oferta; Rio de Janeiro tem a pior taxa.

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Thiago Reis, no G1

O Brasil tem uma biblioteca pública para cada 33 mil habitantes, em média. São 6.148 no país. É o que mostra levantamento feito pelo G1 com base nos dados do Sistema Nacional de Bibliotecas Públicas, do Ministério da Cultura, atualizados neste segundo semestre.

O índice é o mesmo de cinco anos atrás. Apesar de terem sido criados mais espaços no período, o aumento da oferta não foi maior que a taxa de crescimento da população.

A meta do governo de zerar o número de municípios sem bibliotecas também não foi alcançada ainda. Hoje, 115 cidades ainda não contam com o equipamento de cultura. Em 2009, eram 361.

A presidente do Conselho Federal de Biblioteconomia (CFB), Regina Céli de Sousa, diz que os dados não refletem a realidade, ainda mais crítica. “Há casos em que a biblioteca é listada no sistema, mas ela está fechada.” O conselho diz que não estão em funcionamento várias das bibliotecas listadas no site do governo federal.

“Em muitos estados, o que existem são apenas espaços com amontoados de livros sem nenhum tipo de controle, organização, serviço e produtos para a sociedade. Estão lá apenas para justificar as verbas recebidas”, afirma a presidente do CFB. “É difícil encontrar nas bibliotecas públicas do país espaços prazerosos, com um acervo atualizado, e isso é fundamental para que a população frequente os espaços.”

Na semana passada, foi comemorado o Dia Nacional do Livro. Segundo o Instituto Pró-Livro, 76% dos brasileiros não frequentam bibliotecas. Dados da associação mostram também que 50% das pessoas com mais de 5 anos não praticam o hábito da leitura no Brasil – mais da metade diz que a falta de tempo é um dos principais motivos.

Para Regina Céli, um outro problema é a falta de profissionais qualificados atuando nos espaços. “Grande parte não conta com um bibliotecário, que tem um papel fundamental. Além de gerir bases de dados e desenvolver produtos e serviços de qualidade à população, ele atua com mediação e rodas de leitura, com a hora do conto”, diz.

Diferenças regionais
O estado com a maior oferta de espaços por habitante é o Tocantins. São 141 bibliotecas – uma para cada 10 mil pessoas. Já o Rio de Janeiro registra o pior índice: um equipamento para cada 111 mil. O estado, que tem 16 milhões de habitantes, abriga apenas 148 bibliotecas.

Entre as regiões, a que possui o maior número absoluto de bibliotecas é a Sudeste: 1.968. Na Nordeste, são 1.873. A região Sul possui 1.263, a Norte, 525, e a Centro-Oeste, 519.

Compromisso
A Fundação Biblioteca Nacional diz, no entanto, que tem realizado ações para ampliar a quantidade de bibliotecas e que a meta de zerar o número de municípios “vem sendo pactuada junto aos governos estaduais e municipais”. O órgão não comenta as críticas do CFB.

Segundo a fundação, por meio do projeto ‘Mais Bibliotecas Públicas’, o Sistema Nacional de Bibliotecas tem realizado um processo de “mobilização local” em busca da ampliação. O órgão diz ainda que, com o programa, foi possível reunir 1.400 gestores públicos de mais de 350 cidades do país. Vários encontros já foram feitos nos estados.

Também está em curso, de acordo com a fundação, um projeto que tem o objetivo de transformar bibliotecas em referência em acessibilidade. “O governo federal investe na área de bibliotecas integrando as instituições de ensino na área de biblioteconomia”, informa.

J. K. Rowling publica nova história da série ‘Harry Potter’ no Halloween

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Publicado por Folha de S.Paulo

A autora de Harry Potter, J. K. Rowling, vai publicar uma nova história da série no dia 31 de outubro —quando é comemorado o Halloween.

O conto será publicado no site Pottermore.com e trará como protagonista a professora Dolores Umbridge, que apareceu pela primeira vez em “A Ordem da Fênix”, quinto livro da série, publicado em 2003, e é umas personagens mais detestadas pelos fãs.

A atriz Imelda Staunton, como a personagem Dolores Umbridge em cena do filme "Harry Potter e a Ordem da Fênix (Divulgação)

A atriz Imelda Staunton, como a personagem Dolores Umbridge em cena do filme “Harry Potter e a Ordem da Fênix
(Divulgação)

“Além de ser uma das personagens mais maquiavélicas da série, ela é a única além de Voldemort que deixou uma marca permanente em Harry”, diz o anúncio postado no site nesta sexta (24). No livro, Umbridge obriga Harry a escrever cem vezes a frase “eu não devo contar mentiras” —com uma pena mágica que entalha as palavras em seu pulso.

Segundo o site, o novo material de Rowling terá 1.700 palavras e mesclará a história da professora com reflexões da autora sobre a personagem.

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