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Prazo para The Winds of Winter de George RR Martin expirou

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Publicado no Geeks in Action

Para os fãs de Game of Thrones , talvez a única coisa tão frustrante quanto o final da série de TV seja o fato de o autor George RR Martin ainda não ter lançado o sexto livro da série, The Winds of Winter . Martin vem provocando a conclusão do livro há anos, mas nada aconteceu. Escrever um livro é difícil, não há como negar isso, especialmente quando ele carrega o peso das expectativas que o Winds of Winter faz. Mas a questão deste livro é que Martin costuma dizer aos fãs que ele terá terminado. Em um caso, no ano passado, Martin estabeleceu um prazo final, e esse prazo expirou.

Em maio passado, Martin escreveu em seu blog que teria The Winds of Winter em suas mãos quando a Convenção Mundial de Ficção Científica de 2020 tivesse início na Nova Zelândia. Bem, essa convenção começa hoje, em 29 de julho de 2020. Pode ser virtual este ano, mas a convenção ainda está acontecendo, e The Winds of Winter não está em lugar nenhum.

A parte mais cômica de tudo isso é que Martin fez uma garantia tão enfática sobre a conclusão do livro até agora. Ele literalmente deu aos fãs permissão para prendê-lo, se ainda não tivesse terminado.

“Se eu não tenho The Winds of Winter em mãos quando chego à Nova Zelândia para a Worldcon, você tem aqui minha permissão formal por escrito para me aprisionar em uma pequena cabana na Ilha Branca, com vista para o lago de ácido sulfúrico, até que eu ‘ pronto “, escreveu Martin. “Contanto que a fumaça do ácido não estrague meu antigo processador de texto DOS, eu ficarei bem.”

A data de lançamento real de The Winds of Winter permanece um mistério, e provavelmente continuará assim até Martin concluir seus trabalhos.

Fonte: CB

Jude Law, Evanna Lynch e mais atores de Harry Potter participarão de primeiro audiolivro de Os Contos de Beedle, O Bardo

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Atores de Harry Potter participarão do primeiro audiolivro de Os Contos de Beedle, o Bardo, publicação derivada de Harry Potter – Divulgação/Warner Bros./Pottermore

 

Lançada em 2008, publicação faz parte do universo mágico da saga

Publicado no Exitoína

Quase doze anos após o seu lançamento, Os Contos de Beedle, o Bardo, livro de histórias que existe dentro da franquia Harry Potter, será lançado pela primeira vez em versão audiolivro.

A publicação foi introduzida em Harry Potter e as Relíquias da Morte e contém O Conto dos Três Irmãos, que deu origem à lenda dos três objetos pertencentes à Morte, responsável por todo o enredo do livro que encerrou a franquia.

Ao todo, o livro conta com cinco histórias, que são como os nossos contos de fada só que no mundo dos bruxos, e cada uma será lida por um ator da franquia mágica criada por J. K. Rowling.

Warwick Davis, que interpretou o professor de feitiços Fílio Flitwick, lerá O Bruxo e o Caldeirão Saltitante, onde um mago bondoso e amigo dos trouxas (as pessoas sem poderes mágicos), que usava o seu caldeirão mágico para fazer o bem, morre e deixa o artefato para o filho, que não é tão bom quanto o pai e acaba amaldiçoado.

A Fonte da Sorte será contado por Evanna Lynch, que deu vida à aluada Luna Lovegood, e revelará uma fonte mágica que atrai bruxos e trouxas de todo um reino a fim de superar os obstáculos até ela para conquistar a fortuna eterna.

Já O Coração Peludo do Mago, onde um bruxo atraente e poderoso despreza a “fraqueza” do amor e usa das artes das trevas para que nunca caia nessa falácia, ganhará a voz do vilão Lúcio Malfoy ou, melhor, do ator Jason Isaacs, que o interpretou na franquia.

A única filha do casal Molly e Arthur Weasley, Gina Weasley, foi interpretada por Bonnie Wright, que emprestará a sua voz ao conto Babbity, a Coelha e seu Toco Gargalhante, o mais longo de todo o livro, onde um rei decide manter toda a magia para si, mas acaba com dificuldades para que o seu desejo se conclua.

Por fim, O Conto dos Três Irmãos, a mais importante das histórias na publicação – e, até onde sabemos, a única real no mundos dos bruxo – será narrado por Noma Dumezweni, que não ficou conhecida pelos fãs dos filmes de Harry Potter, mas deu vida a Hermione Granger na peça Harry Potter e a Criança Amaldiçoada.

O livro ainda conta com uma introdução do professor Alvo Dumbledore, que será lida por Jude Law, o homem por trás do personagem na franquia Animais Fantásticos, derivada de Harry Potter. Confira o trailer do lançamento.

s Contos de Beedle, o Bardo foi escrito por J. K. Rowling em 2007 e apenas sete cópias foram disponibilizadas inicialmente, todas escritas à mão e com acabamento especial, que tiveram o objetivo de arrecadar fundos para instituições de caridade. Apenas no ano seguinte, em 2008, o livro foi publicado oficialmente.

O audiolivro estará disponível, em inglês, a partir do próximo dia 31 de março na Audible, plataforma de streaming de audiolivros da Amazon, pelo valor de 14,95 dólares.

A inspiração real para Moby Dick

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Reprodução

No aniversário de 168 anos da publicação do livro, conheça a história real da baleia assassina do século 19

Isabela Barreiros, na Aventuras na História

O escritor estadunidense Herman Melville publicou seu maior romance no ano de 1851. Moby Dick se tornou um dos maiores clássicos da literatura, contando a história do capitão Ahab que tem uma obsessão no mar: matar a baleia que arrancou fora sua perna, a famosa Moby Dick.

O que poucos sabem é que o autor teve uma inspiração da vida real para escrever o livro. Moby Dick foi influenciada pela história de Mocha Dick, uma baleia albina conhecida por destruir todos os barcos que passavam por seu caminho.

Ela provavelmente viveu durante o começo do século 19, nas águas da ilha de Mocha, perto da costa do Chile. O mais assustador do animal, além da destruição causada pela sua cauda, era sua aparência. Albina, Mocha Dick estava coberta por enormes cicatrizes em sua cabeça.

Crédito: Reprodução

O explorador Jeremiah N. Reynolds escreveu o artigo Mocha Dick or the white whale of the Pacific em 1839, descrevendo a baleia como “uma aberração da natureza, branca como a lã e com a cabeça coberta de cracas”. Ela também possuía uma maneira muito particular e agressiva de agir no mar.

“Ao invés de projetar sua cabeça obliquamente para frente e soprar com um esforço curto, acompanhado por um ruído de bufo, como de costume da sua espécie, ela arremessava a água da narina num volume alto e expandido, em intervalos regulares e um tanto distantes”, explicou o autor.

Estima-se que o animal tenha conseguido escapar de mais de cem armadilhas organizadas especificamente para assassiná-lo. Mas foi na década de 1830 que Mocha Dick foi morta por marinheiros.

A carcaça de aproximadamente 20 metros foi usada pelos baleeiros. Eles produziram mais de cem barris de óleo de baleia e de âmbar-cinzento – considerado uma das mais importantes substâncias para a elaboração de perfumes.

Designer gráfico cria gibi com super-herói que combate os problemas do Brasil

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Coleção. Ruan Victor exibe as produções que tem do seu super-herói Bombeiro Mascarado – Fábio Guimarães / Agência O Globo

Personagem, batizado de Bombeiro Mascarado, será destaque na primeira publicação do Universo RZE Comics

Daniela Kalicheski, em O Globo

NITERÓI — Na ficção, o grupo formado por um bombeiro, um ex-combatente da Segunda Guerra Mundial, uma estudante, um soldado e um ninja realiza o sonho do povo brasileiro: juntos, combatem os problemas do Brasil causados por vilões cheios de poder (nem sempre sobrenaturais). A “Liga da Justiça” brasileira foi batizada de Universo RZE Comics, e é liderada pelo Bombeiro Mascarado, personagem criado pelo designer gráfico Ruan Victor. Entusiasta do mundo dos quadrinhos desde o tempo de criança, em São Gonçalo, ele começou a produzir ficção no formato de gibis independentes, há três anos, e já desenvolve projetos para expandir seu trabalho ao lado dos artistas gráficos que integram o grupo.

A criação do Bombeiro Mascarado foi inspirada num momento dramático. Victor presenciou a atuação de bombeiros num incêndio. Admirado, imaginou como seria o trabalho deles se tivessem poderes sobrenaturais. Nasceu então a ideia de uma história em formato de gibi. Ele fez tudo por conta própria, do roteiro aos desenhos e à impressão. O feedback positivo veio como incentivo para que o designer profissionalizasse a criação.

— É difícil viver disso no Brasil, as editoras preferem investir em produções que já são sinônimo de sucesso, que apresentam tramas americanas de heróis com milhões de fãs pelo mundo. É justificável, mas também é importante ter uma representação nacional. Quero fazer algo no nosso país, que é rico em problemas a serem resolvidos. Por que não podemos ter heróis salvando nossas cidades? Só vemos Nova York nas tramas — questiona Victor.

Imagem do Bombeiro Mascarado – Divulgação

A participação em feiras geeks e a divulgação on-line do seu trabalho permitiram que ele entrasse em contato com pessoas de outros estados, com interesse e personagens semelhantes. Juntos, criaram o Universo RZE Comics, um projeto paralelo aos quadrinhos que narram as aventuras do Bombeiro Mascarado e que reúne todos os personagens numa liga de heróis. A primeira HQ deve ser lançada em breve e está em desenvolvimento um audiovisual para o YouTube.

Sozinho, ele se aproxima da marca dos 700 exemplares vendidos. Sempre focando em narrativas que apresentam críticas sociais, com abordagens a respeito da cena política atual e falando da violência urbana.

— O tema principal é o Brasil, com seus fatos históricos somados a elementos sobrenaturais. O Bombeiro Mascarado precisa salvar as pessoas, ele combate o crime, mas não é um especialista em usar os superpoderes que tem. É bem atrapalhado. Uso isso para fugir do clichê. Ele acaba apanhando muito, mais do que bate — conta Victor, que, porém, sempre garante a vitória do seu super-herói.

Tornar a história interessante e passar uma mensagem que faça o leitor repensar suas atitudes são os pontos cruciais, segundo Victor:

— A edição de maior sucesso aborda um inimigo que tinha o poder de controlar o Aedes aegypti, e assim dengue, chicungunha e zika. Nosso herói precisa derrotá-lo. Tem conscientização na trama. A violência em São Gonçalo e Niterói também está presente constantemente — explica.

Os gibis do Bombeiro Mascarado podem ser adquiridos por meio da página facebook.com/bombeiromascarado ou, presencialmente, em feiras geeks. A próxima será a Gonçageek, dia 15 de abril, a partir das 11h, no Clube Mauá (Avenida Presidente Kennedy 635, no Centro de São Gonçalo).

Carlos Heitor Cony planejava lançar “Operação Condor” em 2018

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Foto: WILTON JUNIOR/ESTADÃO CONTEÚDO

A obra seria uma reedição revista e ampliada de O Beijo da Morte. Funeral do jornalista e escritor será na terça-feira (9/1)

Publicado no Metrópoles

O jornalista e escritor Carlos Heitor Cony, que morreu na sexta (5/1), aos 91 anos, no Rio de Janeiro, planejava lançar, este ano, Operação Condor, reedição revista e ampliada de O Beijo da Morte, romance-reportagem em coautoria com a escritora e jornalista Anna Lee, sobre a morte de JK, Jango e Carlos Lacerda, de acordo com a Ediouro.

“Com a exumação do corpo de Jango, Anna colheu novas informações, viajou, entrevistou diferentes pessoas, pesquisou documentos e está finalizando o original para entregar à Nova Fronteira”, informou a editora, em nota.

Cony morreu de falência múltipla de órgãos e será cremado na próxima terça-feira (9/1), no Memorial do Carmo, no Rio.

Cony deixou orientação por escrito, lavrada em cartório, para que seu velório e enterro fossem reservados aos familiares. Ele dispensou todo ritual ao qual, como membro da Academia Brasileira de Letras (ABL), teria direito.

Biografia
Ele trabalhou como funcionário público da Câmara Municipal do Rio de Janeiro até 1952, quando se tornou redator da Rádio Jornal do Brasil. Depois, passou por diversas redações, incluindo as dos jornais “Correio da Manhã” e “Folha de S. Paulo”.

Cony já publicou contos, crônicas e romances. O romance mais famoso dele é de 1995, “Quase Memória”, que vendeu mais de 400 mil exemplares. Esse livro marcou o retorno do jornalista à atividade de escritor/romancista. Seu romance “A Casa do Poeta Trágico” foi escolhido o Livro do Ano, obtendo o Prêmio Jabuti, na categoria ficção.

Biografia
Membro da Academia Brasileira de Letras, Carlos Heitor Cony nasceu no Rio em 1926. Sua estreia na literatura se deu com os romances “A Verdade de Cada Dia” e “Tijolo de Segurança”. Lançados em 1957 e 1958, os dois livros receberam o Prêmio Manuel Antônio de Almeida – abrindo uma carreira de distinções literárias que mais tarde incluiriam o Prêmio Jabuti (em 1996, 1998 e 2000) e o Prêmio Machado de Assis, em 1996, pelo conjunto da obra, além da comenda de Artes e Letras concedida em 2008 pelo governo francês.

Em meados dos anos 60, Cony já tinha oito livros publicados – além de ficção, coletâneas de crônicas. “Todos eram romances de forte afirmação do individualismo, numa época e num país com pouca tolerância para com individualismos. As esquerdas viam Cony com desconfiança, apesar de seus livros saírem por uma editora sobre a qual não restava a menor dúvida: a Civilização Brasileira, de Ênio Silveira, um homem ligado ao Partido Comunista. Ênio podia não concordar com Cony quanto à linha apolítica e alienada que imprimia a seus romances, mas não abria mão de tê-lo entre seus editados. Cony era talvez o maior escritor profissional do Brasil – produzia um romance por ano, firmara um público certo e não dava bola para os críticos”, escreveu Ruy Castro sobre o autor no Estado no final dos anos 90.

Em 1967, no entanto, lançaria um livro seminal em sua trajetória: “Pessach, a Travessia”. A obra retrata um escritor carioca que, em pleno regime militar, rejeita qualquer tipo de posição política mais radical, assim como renega sua origem judaica. Pouco depois de completar 40 anos, no entanto, acaba se comprometendo, involuntariamente, com questões políticas. O livro continha crítica dura ao Partido Comunista. Em 1999, o autor voltaria ao tema com “Romance Sem Palavras”, no qual continuava a história do escritor Paulo.

Ditadura
Em entrevista publicada no Caderno 2 do jornal O Estado de S. Paulo em 2008, Cony relembrou o período da ditadura ao falar do romance “O Ventre” – e tratar da melancolia e do pessimismo que são normalmente associados à sua obra, influência, naquele instante, do pensamento de Sartre.

“Havia nessa época um tom exagerado de bossa nova, de desenvolvimento, que não me encantava. Da mesma forma que não aderi à literatura engajada que surgiu depois da Revolução de 1964, mesmo depois de preso pelos militares. Nessa época, escrevi “Antes, o Verão”, um romance completamente alienado, sem nenhum referência política, assim como “Balé Branco”, que veio em seguida. Mesmo “Pilatos”, que saiu em 1973, quando a situação continuava difícil. É curioso que alguns críticos entenderam ao contrário, identificando o homem castrado do romance como uma alusão ao que viviam os cidadãos, alijados politicamente. Mas não era nenhuma metáfora para mim. Minha crítica aberta estava nos textos que escrevia para os jornais, especialmente o Correio da Manhã”, disse.

“Pilatos” é ainda hoje considerado por muitos o grande livro de Cony – inclusive pelo próprio autor. Lançado em 1973, narra a história de um homem que, após sofrer um acidente, vaga pelas ruas do Rio com o órgão sexual mutilado em um jarro, encontrando diferentes personagens pelo caminho. Havia na obra uma sátira sobre a situação política e a contestação no Brasil. E o autor, feliz com o resultado, decidiu abandonar a escrita de romances. Foi o que fez, ao menos pelos próximos 20 anos, até a publicação, em 1995, de “Quase Memória”.

Nele, o escritor explora território nem sempre claro que existe entre a ficção e a memória – e o faz a partir das lembranças que têm do pai. O cineasta Ruy Guerra trabalha há anos na adaptação para o cinema da obra e, em 1996, em texto publicado no caderno Cultura, explicaria como a relação entre pais e filhos o levou à produção.

“Houve mesmo uma vez que cheguei a aflorar o assunto e dediquei-lhe um rápido parágrafo, quando falava de algumas lembranças da minha juventude. Só que depois achei que ele merecia mais, e melhor, e resolvi deixar para outra ocasião. Só que agora a questão se tornou muito mais difícil. Surgiu um livro. Um livro magnífico, que conta as aventuras de um pai que faz lembrar o meu. Talvez por isso me tenha tocado tão profundamente o seu humor e sua ternura. Quase Memória é o livro que eu gostaria de ter escrito sobre o meu pai. Como escrever agora algo sobre a matéria? Só me resta aceitar a sabedoria do destino, fazer um filme com o seu romance, e assim cumprir a minha promessa de infância, de outro modo, sob uma outra forma, com um outro pai.”

Relações humanas
Ainda que toque em temas políticos, a obra de Cony tem como foco, antes de mais nada, as relações humanas – e, em direção ao final da vida, essas relações se transformam na possibilidade de reencontro. “Quase Memória”, na aproximação que o autor tenta com a figura paterna, faz parte desse processo, assim como “A Casa do Poeta Trágico”, lançado em 1997, que evoca a ideia de que todo homem tem a capacidade de distinguir entre o bem e o mal, mas nem sempre a sabedoria de se decidir por um ou outro. Como coloca o professor gaúcho Antonio Hohlfedt, em texto publicado na edição dos “Cadernos de Literatura Brasileira” dedicada a Cony, o autor lança mão de recursos memorialísticos para contar histórias da classe média urbana, no quadro da falência da família e da busca da identidade e do sentimento de vazio dos narradores”, dentro do conceito de que “a literatura é um modo de resistência”.

O modo como tratou esses temas deu ao autor a pecha de pessimista inveterado. O jornalista Zuenir Ventura, amigo do escritor, discordaria, no entanto, em texto também publicado nos Cadernos de Literatura Brasileira. “Desconfiem do auto-proclamado Cony pessimista e muito menos acreditem no Cony cínico. Ou melhor, acreditem, mas considerem que é uma atitude filosófica, moral, intelectual, uma visão do mundo que é desmentida a cada dia por sua prática de vida. Gozador, ele deve se divertir com o efeito sobre os outros da imagem que criou de pessimista, mal-humorado e rabugento.”

Na mesma entrevista de 2008 citada acima, Cony falava dos problemas de saúde – “Segundo Ruy Castro, eu já me tornei o mais antigo doente terminal do Brasil” – e da falta de disposição para escrever novos romances. De lá para cá, a Alfaguara realizou trabalho de reedição de suas obras – mas Cony se dedicaria apenas ao jornalismo, seja nas colunas que publicava no jornal Folha de S. Paulo, seja na publicação de reuniões de crônicas. “Com 60 anos de carreira jornalística, é só abrir a gaveta e sacar alguma”, brincava.

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