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Fundador da Zahar ganha biografia nos 60 anos da editora

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Jorge Zahar reinventou a publicação de livros de ciências sociais no Brasil

Bolívar Torres, em O Globo

RIO — Como bom editor, sua vida foi o seu catálogo. Mais especificamente, o catálogo da Zahar, antiga Zahar Editores e Jorge Zahar Editor, que somando suas três fases completou em julho 60 anos de existência — e cerca de três mil títulos publicados. Para celebrar o aniversário da editora que carrega seu nome, o homem que reinventou a publicação das ciências sociais no Brasil ganha uma biografia do jornalista, escritor e editor Paulo Roberto Pires. “A marca do Z — A vida e os tempos do editor Jorge Zahar”, que será lançado na próxima terça, reconstrói a trajetória da casa que trouxe ao país obras de autores como Freud, Hobsbawm, Sartre e Lacan. É uma análise do ambiente intelectual e editorial brasileiro das últimas sete décadas, assim como da trajetória íntima de um de seus principais fomentadores.

Nascido em 1920 e morto em 1998, Zahar foi, com seu faro por títulos ao mesmo tempo importantes e comercialmente viáveis, um influencer muito antes de esse termo existir.

O editor orge Zahar, em 1998, ano de sua morte - Gabriel de Paiva / Agência O Globo

O editor orge Zahar, em 1998, ano de sua morte – Gabriel de Paiva / Agência O Globo

— A biografia do Jorge é a biografia de uma ideia muito bem sucedida — diz Pires, que conviveu com o editor no fim da sua vida, na última metade dos anos 1990. — Em um determinado momento, cresceu por aqui a ideia de que o país precisava desse tipo de leitura (de livros de ciências sociais). Ele saca isso muito bem e vai depurando essa visão, edita as coisas mais teóricas e também as mais básicas, fundamentais, para um público mais amplo. Sempre fui um leitor de biografias de editores, acho muito importante para a gente entender a cabeça de quem faz cabeça de gerações, quem escolhe o livro que a gente vai ler.

Figura discreta, Zahar não é exatamente um personagem de trajetória palpitante. O interessante é a sua capacidade de articulação ao longo dos anos. Filho de pai libanês e mãe francesa, Zahar começou a trabalhar na importação e distribuição de livros nos anos 1940. Autodidata, fundou a Zahar Editores em 1957. O primeiro livro lançado, “Manual de Sociologia”, de Jay Rumney e Joseph Mayer, é quase um manifesto do objetivo da editora em sua fase inicial: ser um intermediário entre os estudos universitários e o público geral, com livros que interessassem tanto a especialistas quanto a diletantes. Como descreveu o próprio Zahar em um comunicado de inauguração da casa, a obra colocava o leitor em contato com os “fundamentos” das ciências sociais, expondo seus conceitos com “clareza e grande concisão” e “sem prejuízo do rigor metodológico”.

A estratégia pretendia atender à formação de um público leitor “culto”, fenômeno que ganhava força no Brasil; entre 1945 e 1955, publicaram-se por aqui 321 títulos de ciências sociais, número que pulou para 551 na década seguinte, conforme nota Pires em seu livro.

Zahar, segundo o biógrafo, tinha um radar excepcional para garimpar títulos que se encaixassem nesse perfil, desde a sociologia à psicanálise. Interessavam-lhe menos os instant books, que capitalizam em torno de algum assunto do momento, do que os “fundos de catálogos”, que vendem constantemente anos a fio. Nenhuma obra da editora exemplifica melhor essa característica do que “História da riqueza do homem”, do jornalista americano Leo Huberman, que Zahar considerava “o livro da minha vida”. Escrito de forma didática para um público mais amplo possível, vendeu 300 mil exemplares ao longo de 30 anos.

— Essa garimpagem não vinha de uma mente superdotada trancada em um escritório, mas da constante interlocução de Zahar com todo mundo — diz Pires. — Ele conversava com professores, jornalistas, intelectuais, ele tinha um radar ligado, que alimentava com várias conversas. Sabia muito bem ouvir e filtrar o que era importante. A história do Lacan é a melhor de todas: quando eu li o Lacan, eu não tive certeza se eu entendi, mas eu tinha certeza de que ali havia uma coisa nova e interessante. Então é esse o raciocínio do editor.

A biografia mostra a relação de Zahar com amigos como Paulo Francis, Millôr Fernandes e, principalmente, Ênio Silveira. A tumultuada vida do editor da Civilização Brasileira, aliás, é quase um contraponto à de Zahar. Combativo, Silveira entrou em conflito com a ditadura militar. Muito mais sóbrio, Zahar nunca foi preso ou perseguido, mas isso não significa que não estivesse no detector dos militares. Por publicar livros de autores de esquerda, ou até apenas por espalhar o conhecimento, foi várias vezes citado como ameaça em antigos dossiês. Alguns desses arquivos, revisitados por Pires, mostram que ter um livro da Zahar em casa já era suficiente para uma pessoa se tornar alvo da repressão. O próprio Zahar admitiu que “a autocensura pesou”: em 1968, jogou fora seis mil páginas já traduzidas (de autores como Engels), por temor da ditadura.

— Os livros da Zahar tinham um lado, não existia essa coisa de apartidário — lembra Pires. — Mas se você for ver hoje, que ameaça representavam? Nenhuma. Eram livros de análise da sociedade, de debates intelectuais, não de doutrinação.

Zahar confessou que, se tivesse tido educação formal, gostaria de ter se tornado psicólogo ou professor universitário. O fato é que, com seu ofício, alimentou milhares de psicólogos e professores.

— Jorge não pode estudar, nem participar de uma vida acadêmica como gostaria, e imagino que essa foi a grande razão para ele ter se tornado um editor que fez a ponte com o leitor comum, interessado em se informar com qualidade — diz Ana Cristina Zahar, diretora editorial da casa, filha do seu fundador e uma das fontes da biografia.

Campanha que arrecada livros para escolas atingidas por chuvas em PE é prorrogada

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Livros serão entregues a partir de outubro, segundo o governo (Foto: Reprodução/TV Globo)

Livros serão entregues a partir de outubro, segundo o governo (Foto: Reprodução/TV Globo)

Interessados em participqr da iniciativa ‘Livro Solidário’ têm até sexta-feira (15) para entregar publicação nos postos montados pelo governo.

Publicado no G1

campanha que arrecada livros para as escolas de Pernambuco atingidas pelas chuvas e enchentes de maio deste ano foi prorrogada. Os interessados em participar da iniciativa ‘Livro Solidário’ têm até a sexta-feira (15) para entregar uma publicação nos postos montados pelo governo do estado. O prazo inicial era 4 de agosto.

De acordo com a Secretaria de Educação de Pernambuco, 223 escolas foram atingidas pelas chuvas. Desse total, 183 unidades são da rede municipal e 40, da rede estadual. Todas, segundo o estado, voltaram a funcionar.

Conforme o último balanço, feito esta semana, a campanha já acumula mais de 30 mil livros arrecadados. A expectativa do governo é dar início ao processo de distribuição dos volumes em outubro.

Postos

Os interessados em doar livros podem procurar os postos de arrecadação nas Gerências Regionais de Educação (GREs), além da Biblioteca Pública do Estado, Academia Pernambucana de Letras, o Núcleo de Atenção ao Servidor (NAS), na SEE, e em diversas escolas da Rede Estadual, sempre no horário das 8h às 17h. Para informações sobre os pontos de arrecadação, o contato pode ser feito pelo telefone da Biblioteca Pública de PE: (81) 3181.2642.

A campanha conta com a parceria da Academia Pernambucana de Letras (APL); Prefeitura do Recife; Tribunal de Contas do Estado de Pernambuco (TCE-PE); e Fundação Joaquim Nabuco (Fundaj). As enchentes prejudicaram 27 cidades, que foram incluídas em decreto de situação de emergência.

Vejas as cidades atingidas pela chuva

Água Preta
Amaraji
Barra de Guabiraba
Barreiros
Belém de Maria
Catende
Cortês
Gameleira
Jaqueira
Maraial
Palmares
Ribeirão
Rio Formoso
São Benedito do Sul
Caruaru
Ipojuca
Joaquim Nabuco
Jurema
Lagoa dos Gatos
Quipapá
Primavera
Sirinhaém
Tamandaré
Xexéu
Bonito
Escada
São José da Coroa Grande

Facebook faz “feitiço” quando você publica sobre Harry Potter

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Publicado na Exame

O Facebook criou uma maneira divertida para os fãs de Harry Potter celebrarem os 20 anos da série de livros na rede social.

Ao escrever o nome do bruxo ou de uma das casas de Hogwarts, a escola de magia onde Harry estudou, no Facebook, um feitiço será feito por uma varinha, que aparecerá na tela. Para ver o truque mágico novamente, basta clicar na palavra.

Além disso, o nome da casa será exibido em sua cor tradicional – Sonserina ficará verde, Grifinória ficará vermelho, Lufa-Lufa ficará amarelo e Corvinal ficará azul. Vale lembrar que é preciso comentar os nomes da casas em inglês (Slytherin, Gryffindor, Hufflepuff e Ravenclaw) para que o “feitiço” funcione.

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No dia 26 de junho de 1997, a escritora inglesa J.K. Rowling publicou o primeiro livro da série, Harry Potter e a Pedra Filosofal. Os sete volumes da saga foram traduzidos para 79 idiomas em 200 países e venderam um total de 450 milhões de exemplares desde o seu lançamento, segundo a editora britânica Bloombury.

Hoje, a autora escreveu um agradecimento aos fãs do mundo mágico em sua conta no Twitter. “Há 20 anos, um mundo em que vivi sozinha foi subitamente aberto aos outros. Tem sido maravilhoso. Obrigada.”

Dificuldades de ser escritor no Brasil incentivam projetos de publicação coletiva

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Escritor Cristiano Deveras: “Escritores precisam apostar em estratégias de economia criativa para não depender apenas dos editais públicos”

Escritor Cristiano Deveras: “Escritores precisam apostar em estratégias de economia criativa para não depender apenas dos editais públicos”

 

Antologias e coletâneas têm sido a saída para várias pessoas que pretendem fazer arte escrita no País, mas não têm acesso ao grande mercado editorial

Marcos Nunes Carreiro, no Jornal Opção

Ser escritor no Brasil não é fácil, sobretudo no interior do País, naqueles estados que estão longe das grandes editoras do eixo Rio-São Paulo. Ser escritor não é só escrever, mas se preocupar também com a qualidade da publicação e com a distribuição de seus livros, para ficarmos em dois exemplos.

Acontece que na maioria dos estados — Goiás, por exemplo — existem pequenas editoras e gráficas que fazem vias de editoras, imprimem o livro, mas não conseguem arcar com a distribuição correta das publicações. Isso faz com que a literatura, muitas vezes de qualidade, não saia do estado. Isso quando os autores conseguem recursos para chegar até essas pequenas editoras.

Para tentar superar esses problemas — o financeiro e o de distribuição —, muitos autores, sobretudo os iniciantes, se juntam em projetos co­letivos de publicação. Assim, os custos ficam bem menores para cada au­tor e, com escritores de vá­rios can­tos do País, a literatura “viaja mais”.

É o que tem feito o coletivo “Bar do Escritor”, que reúne escritores do país inteiro e tem atraído, inclusive, estrangeiros. O goiano Cristiano De­ve­ras é quem tem encabeçado o coletivo. Ele conta que o projeto já lançou cinco livros, publicando mais de cem autores iniciantes, vendendo cerca de 15 mil livros.

Cristiano explica que o “Bar do Escritor” abriu, no dia 30 de março, o chamamento para a sexta edição, que será publicada neste ano e já conta com escritores brasileiros e europeus e africanos. “Além dos autores brasileiros”, relata, “já temos confirmada a presença de um português, um angolano e cinco moçambicanos. Queremos incentivar cada vez mais esse intercâmbio literário entre os países lusófonos.”

Para diminuir os custos, o próprio Cristiano, junto com colegas de trabalho, faz a diagramação, revisão e o projeto gráfico. “Quando entrego o material para a editora é só publicar, porque tem editora que cobra pesado para fazer isso”, argumenta. Para ele, antologias são importantes, pois dão a chance de publicação de maneira mais econômica a autores iniciantes. “Além disso, podemos conhecer muitos autores de uma só vez”, afirma.

Desde 2010, o pré-lançamento da coletânea é feita no Rio de Ja­nei­ro, durante a Festa Literária In­ter­nacional de Paraty. “Nosso sarau já é conhecido na feira. Fazemos tudo na praia, em parceira com um francês, que tem um bar no local. Usamos a estrutura para atrair as pessoas e mostrar a elas nosso trabalho, promovendo debates e oficinas”, relata.

Bolsa Hugo de Carvalho Ramos

Cristiano Deveras conta que é “fruto” da Bolsa de Publicação Hugo de Carvalho Ramos, prêmio da União Brasileira dos Escritores Seção Goiás (UBE-GO). Seu primeiro livro, “Jantar das 11”, foi publicado quando venceu o prêmio. “Esse é um dos prêmios mais importantes do Brasil”, afirma.

A partir disso, Cristiano decidiu investir na carreira de escritor. Em 2008, recebeu menção honrosa no Prêmio Literário Cidade do Recife e foi finalista no Prêmio Sesc de Literatura com seu segundo livro: “O etéreo ser de carbono”, publicado em 2013, também por meio da Bolsa da UBE-GO.

Por esse livro, publicado pelo selo editorial goiano R&F, Cristiano foi convidado para participar da Feira do Livro de Frankfurt, na Alemanha. Um dos poucos goianos. Ele relata:

“O país homenageado pela feira daquele ano foi o Brasil e o Mi­nis­tério da Cultura levou 70 autores. Nenhum era goiano. Aliás, a maioria dos escritores levados pelo ministério era do eixo Rio-São Paulo; metade do País não estava representado. Eu fui convidado pela R&F e pude levar a literatura de Goiás para aquela feira, que é a maior do mundo”.

Já pensou em escrever um livro? Oportunidades facilitam publicações

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Até financiamento coletivo está entre as possibilidades para escritores

Thiago Andrade, no Correio do Estado

Ter um filho, plantar uma árvore, escrever um livro. Muitas vezes foi dito que essa é a receita para se ter uma vida completa. Em relação ao último conselho, o de escrever um livro, parece que hoje isso é mais fácil do que se imaginava. Plataformas de financiamento coletivo, custos mais baixos de impressão, e-books, entre outros, são os meios encontrados por quem quer imortalizar suas palavras em um volume publicado.

Uma busca no Google com os termos “publique seu livro” – se você usar aspas, o mecanismo de busca limita os resultados à frase, fica a dica – retornou “aproximadamente 459.000 resultados” em menos de um segundo. Ou seja, há muitas editoras dispostas a diagramar e imprimir seu texto, criar uma capa interessante e entregar tudo lindo para que você tente vendê-lo em livrarias ou para os amigos.

Os custos são bastante variáveis, mas de acordo com Valter Jeronymo, diretor da Life Editora, o mínimo para ter um livro publicado varia entre R$ 1,5 mil e R$ 2 mil para uma tiragem de 100 cópias. Esse valor inclui os custos de produção e os custos legais. “Ao contrário de editoras comerciais, os custos são bancados pelo autor. Ele pode escolher o papel, como quer a capa, a fonte”, explica o editor. Publicado pela editora, o livro será registrado na Biblioteca Nacional e receberá um Número Padrão Internacional do Livro (ISBN, de acordo com a sigla em inglês).

“A quantidade de clientes interessados em transformar trabalhos acadêmicos como monografias, TCC, dissertações ou teses em livro vem crescendo. Uma vez que o livro é publicado de acordo com todas as normas, ele pode usar isso para pontuar em concursos, sobretudo para professor”, explica Valter. Em 2015, a editora publicou apenas livros particulares. “Os editais costumavam garantir um grande volume, mas estamos em um momento que eles estão parados.”

Henrique Pimenta, professor de Português e Literatura, decidiu que para ter seu livro publicado seria necessário investir do próprio bolso. Assim, ele lançou “99 sonetos sacanas e 1 canção de amor” e agora se prepara para colocar à venda um novo trabalho: “Ele adora a desgraça azul”, um livro de contos. A edição está sendo preparada pela Editora Mondrongo, sediada em Itabuna, na Bahia.

“Pode-se dizer que as dificuldades em publicar dividem-se em duas categorias: todas e as principais”, comenta o escritor. As principais? “Acho que em primeiríssimo lugar é a essência, você ter um bom material, algo digno de ser dado a público. Haja suor! Depois, no meu caso, ter grana para investir num projeto sem retorno garantido”, ressalta. Pimenta relata já ter tido problemas na distribuição de seu livro anterior, o que pode desanimar quem está se lançando no mundo literário.

O novo livro, que ainda não foi lançado, está sendo preparado há três anos. “Agora me intrometi na área da narrativa, escrevendo um conjunto de 23 contos ambientados em Campo Grande e imediações, Coxim, uma cidade minúscula a caminho de Japorã, entre outras localidades sul-mato-grossenses”, explica. Os contos giram em torno de pessoas normais, “ou seja, gente estranha pra caramba, que não se importa em ser desagradável e repulsiva quando seu desejo assim determina”, pontua o autor, que considera o material com boa qualidade estética.

NOVAS OPÇÕES

O financiamento coletivo, também conhecido como crowdfunding, tornou-se uma opção para viabilizar projetos em diversas áreas. Na literatura, ele chegou com força e já dá frutos. Uma iniciativa tem crescido, por viabilizar lançamento de autores com potencial, mas que não foram reconhecidos por grandes casas editoriais do País. O Bookstart oferece, na internet, oportunidade para que o escritor lance seu livro sem grandes custos.

“É uma inversão da lógica do mercado. Nós oferecemos uma pré-venda para publicar o livro. Uma vez que o autor propôs seu projeto e ele é aprovado, damos um orçamento e uma campanha virtual é criada. Em 90 dias, se o valor for alcançado, começamos a produção do livro que inclui revisão, capa, impressão, etc.”, explica Bernardo Obadia, criador do projeto. Ao final, o autor recebe um livro impresso e um e-book. O material é comercializado dentro da plataforma, que conta com uma loja virtual. “Há, hoje, cerca de três a seis milhões de manuscritos engavetados no Brasil. Decidimos que o crivo do que deveria ou não ser publicado seria dado pelo leitor”, comenta.

Um dos autores que logo vai ter seu livro publicado pela empreitada é Christian Pissini, 38 anos. “O Enxadrista” conseguiu superar a meta de R$ 4,3 mil necessária para a publicação e será lançado em maio. “É um conto, com duas histórias paralelas. A vida inteira de uma pessoa será decidida em uma partida de xadrez jogada por dois desconhecidos”, explica o autor sobre o enredo. Trata-se do primeiro livro do escritor, que trabalha como contador e faz gestão financeira para uma empresa de agropecuária.

“A sensação de ter o livro publicado é ótima. Apesar da facilidade, ainda é caro lançar uma obra. Com esse projeto, a gente tenta reunir os possíveis compradores para financiar o material”, comenta o autor. A relação de Christian com a literatura surgiu em uma revista chamada Consciência. “Eu faço parte da maçonaria e comecei a contribuir com a revista. Depois de participar de um concurso literário, acabei ganhando. Isso me animou”, pontua. O autor aguarda a publicação.

BAIXO CUSTO

Em Dourados, Luciano Serafim e Fernanda Ebling tiveram uma ideia simples e prática. Para publicar seus livros, os autores criaram uma editora de livros artesanais. Assim surgiu o Arrebol Coletivo. As edições são feitas em casa, com uma impressora a laser. “Temos parceiros que contribuem com partes do livro. Um amigo faz a capa, outro ajuda na revisão. O autor contribui com os custos de impressão”, explica. O livro é lançado com ISBN e vale como publicação formal, mas pode ter no máximo 68 páginas. “É o que dá para grampear”, pontua.

A editora pretende lançar oito títulos em 2016. “Esse número pode crescer, depende de como será. Também estamos pensando na possibilidade de abrir espaço para autores de fora do Estado”, comenta Luciano. Para ser impresso, o livro precisa passar pelo crivo de cinco integrantes do coletivo. “Queremos publicar material de qualidade. A proposta é que o autor se orgulhe do material que lançou”, pontua.

NO PASSADO

Reginaldo Alves de Araújo criou, em 1989, a Associação de Novos Escritores. A instituição fazia às vezes de uma editora, que tinha como objetivo lançar livros de autores estreantes. “Foram mais de 20 anos de produção, conseguimos lançar quase 1,5 mil livros”, comenta Reginaldo.

“O escritor nos contatava para manifestar interesse em publicar um livro. Ele nos entregava os originais, depois de revisados e aprovados, fazíamos um orçamento”, conta. As edições eram lançadas com uma tiragem de 500 volumes.

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