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Biblioteca em cemitério é refúgio para quem ama leitura na periferia de São Paulo

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Espaço na casa do antigo coveiro é referência em literatura e tenta preencher o vazio deixado pelo poder público na periferia.

Publicado no G1

No Brasil, o amor pela leitura levou jovens da periferia de São Paulo a criar um centro cultural num espaço fora do comum.

Um olhar concentrado em busca de prosas e versos. De uma vez só, lá se vão três livros.

A história de Lívia é a de uma menina que mora num bairro carente no extremo sul de São Paulo. E que descobriu uma biblioteca no lugar menos provável: o cemitério. É a poucos metros dos túmulos, mais precisamente na casa do antigo coveiro, que ela e mãe se deliciam com literatura.

“Como ela está lendo bastante livros infantis, eu também estou me interessando pela leitura dela. Eu leio para ela, ela lê pra mim”, conta a diarista Joelma Cardoso Silva.

O cartaz de boas-vindas lembra que o espaço foi criado pelos próprios moradores, de forma improvisada.

A biblioteca funcionava num posto de saúde e se mudou para o terreno do cemitério por falta de espaço. Hoje, é referência em literatura nesse pedaço da cidade, e tenta preencher o vazio deixado pelo poder público na periferia.

Sem cinema, teatro e outras opções culturais, é um oásis, com clássicos estrangeiros e brasileiros.

Os moradores se reúnem para saraus e discutem obras que falam de minorias.

“Lendo mais, você aprende mais. Você passa a ser cidadão, conhecendo seus direitos, seus valores. É bem enriquecedor para gente”, diz Adriana Neri de Lima, coordenadora pedagógica.

“Aquela imagem de um local de morte, dor, tristeza, com a chegada da biblioteca e desse trabalho, mudou muito”, conta André Barbosa, administrador do cemitério.

A mudança atravessou os muros. Tem contação de história nas creches do bairro.

Sem um centavo de dinheiro público, o projeto ganhou apoio de uma fundação que incentiva a literatura na periferia.

“Considerando os indicadores de analfabetismo funcional no Brasil, que são alarmantes, você ter espaços autogeridos nas periferias, em que você tem essa formação, é o que a gente precisa”, explica Marcio Black, coordenador de cultura da Fundação Tide Setúbal.

Bárbara Nascimento é voluntária. Uma vez por mês, percorre 35 km para dar dicas para escrever melhor: “É para a comunidade. É para aquela pessoa que faz bolo e quer vender, quer aprender a escrever melhor para vender seu produto”.

Marcela Sodré é uma das alunas. Apaixonada por poesia, agora se aventura nos próprios textos: “Escrever textos, poemas, histórias, é muito bom.”

 

‘Bom Sucesso’, a novela que quer discutir o mercado livreiro no Brasil

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(Globo/Divulgação)

Próxima novela das sete terá um tema bem atual para o público que aprecia arte.

Fábio Garcia, no M de Mulher

Uma das características das novelas brasileiras é ocasionalmente escolher um tema relevante para a sociedade e usá-lo como pano de fundo para uma narrativa folhetinesca. O chamado merchandising social serve então para discutir um assunto retratado numa história de amor que todos queremos assistir, e muitos temas pertinentes já foram abordados em novelas anteriores. Seguindo essa linha, a próxima novela das sete, ‘Bom Sucesso‘, traz consigo um tema inédito nas novelas e bem atual: o mercado editorial de livros.

Um dos principais núcleos de ‘Bom Sucesso’ é o da editora Prado Monteiro. Seu criador, o rabugento Alberto (Antonio Fagundes), começou sua carreira vendendo enciclopédias de porta em porta, e conseguiu criar uma poderosa editora que não anda muito bem das pernas. Durante a novela, acontecerá uma espécie de “operação salvamento” da Prado Monteiro que mudará a linha editorial: saem os livros caríssimos e passam a apostar em livros mais populares.

O mercado editoral brasileiro passa por uma crise grande. Problemas como falta de papel, fechamento de gráficas, recessão econômica e até grandes livrarias entrando em processo de recuperação judicial foram se acumulando até abalar fortemente o mercado editorial. A novela promete mostrar boa parte dessa realidade, será que foi coincidência ou já estavam prevendo isso de alguma forma? Segundo Rosane Svartman, uma das autoras de ‘Bom Sucesso’ ao lado de Paulo Halm, não foi coincidência.

Rosane, que já fez curadoria de uma arena na Bienal do Livro do Rio de Janeiro, contou que foi feita uma grande pesquisa para retratar o mercado editoral, conversando com editoras e até visitando algumas delas. Durante essa apuração de informações, foi constatado que os problemas citados nesse mercado já estavam aparecendo aos poucos. Ou seja, eles não previram a crise, e sim ela era inevitável. “Quando a gente começou a escrever ainda não tinha acontecido o caso da Saraiva e da FNAC, mas já se falava muito sobre a crise. A crise da literatura, a crise do cinema…”, explicou.

Mas de onde surgiu a ideia de abordar justamente a literatura? A autora revelou que, durante os trabalhos na Bienal do Livro, viu aquela quantidade enorme de pessoas que, mesmo com uma crise na indústria, enchiam o evento e chegou à conclusão que as pessoas estão lá pelas histórias. “E é o que eu faço também, eu vivo de contar histórias. A gente valoriza a literatura, mas a gente valoriza junto o contar histórias”, apontou.

Entretanto, essa não é a primeira novela da dupla Rosane Svartman e Paulo Halm a discutir criticamente alguma forma de arte. Em ‘Totalmente Demais‘, a novela anterior deles, o cinema e a poesia foram os temas inseridos na trama. Já tem ‘Malhação: Sonhos‘, o teatro e a música ganharam espaço na narrativa com histórias que valorizavam esses meios de contar histórias.

‘Bom Sucesso’ é a próxima novela das sete e tem estreia prevista pra o dia 29 de julho, substituindo ‘Verão 90‘.

Netflix anuncia série sobrenatural baseada em livro do Oriente Médio

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Victor Tadeu, no Desencaixados

A inclusão da Netflix é bastante percebida pelos assinantes, é frequente a empresa lançar títulos de outras nacionalidades, saindo um pouco de todo o universo de Hollywood. Com isso, nesta segunda-feira (27) foi revelado para a Variety mais uma produção do Oriente Médio.

Paranormal é o terceiro título dessa cultura que será lançada dentro da plataforma de streaming, inspiradas no autor Ahmed Khaled Tawfik, já falecido, a história será ambienta no Egito onde o protagonista Dr. Refaat Ismail lidará com uma série de eventos sobrenaturais.

O livro que dá origem à série é um best-seller árabe e foi um marco na década de 60. O Egito é uma potência muito forte para as produções árabes, trazendo uma representatividade muito grande ao catálogo.

“Estamos empolgados em continuar nosso investimento em produções do Oriente Médio, adaptando os romances ‘Paranormais’ altamente aclamados em uma nova série emocionante”, disse Kelly Luegenbiehl, vice-presidente de originais internacionais da Netflix , em um comunicado. “Também temos o prazer de colaborar com o proeminente produtor Mohamed Hefzy e o diretor Amr Salama , cuja visão criativa estamos ansiosos para trazer ao nosso público global.”

A série não tem previsão de lançamento e os livros não são publicados no Brasil.

Salvador vai sediar primeira Feira do Livro Infantil em outubro

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Salvador vai sediar primeira Feira do Livro Infantil (FLIS) — Foto: Divulgação Editora Papa Livro/Ester Mendes

Programação permite o acesso do público em 27 espaços oficiais com selos editoriais de todos os gêneros, em mais de 30 horas de atividades relacionadas ao universo literário

Publicado no G1

Salvador vai sedia uma feira inédita inteiramente dedicada aos livros para crianças. A Feira do Livro infantil (FLIS) vai acontecer de 26 a 28 de outubro, no 3º piso do Shopping da Bahia, com entrada gratuita.

A FLIS é um projeto pensado para incentivar a leitura e divulgar autores brasileiros junto ao público infantil. A programação permite o acesso do público em 27 espaços oficiais com selos editoriais de todos os gêneros, em mais de 30 horas de atividades relacionadas ao universo literário.

Durante os três dias da Feira do Livro Infantil, os visitantes terão a oportunidade de interagir com grandes autores, em encontros e palestras exclusivas.

Clubes de leitura ampliam horizontes para além dos livros

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Crianças são contempladas pelo Leiturinha
Foto: Divulgação

Clubes de leitura valem pela experiência que proporcionam aos leitores, com opções pela internet que atendem a milhares de leitores, do público adulto ao infantil

Mariana Mesquita e Hugo Viana, na Folha de Pernambuco

Os clubes de leitura têm raízes que remontam aos salões onde os iluministas preparavam a Revolução Francesa e aos grupos em que os puritanos norte-americanos se reuniam para estudar a Bíblia, há quase 300 anos.

No século passado, surgiu o primeiro modelo à distância, nos Estados Unidos da década de 1920: o “The Book of the Month” passou a enviar pelos Correios os títulos que assinantes escolhiam a partir de uma lista. No Brasil, uma das iniciativas mais lembradas pelos consumidores é o Círculo do Livro, experiência da Editora Abril que funcionou de 1973 a 1993 e chegou a ter 500 mil filiados.

Mas nos dias atuais, mesmo tendo milhares de opções de compra por meio presencial ou pela internet, os leitores brasileiros vêm redescobrindo os serviços de assinatura mensal, que vêm ampliando sua área de atuação e se especializando para atender, de forma mais eficaz, às necessidades de seus públicos.

O foco na experiência é o elemento-chave por trás desse fenômeno editorial, já que a comodidade de receber o produto em casa não é o foco principal, e sim toda uma gama de vivências que um livro pode proporcionar: se aproximar dos filhos, conhecer um autor novo ou debater sobre escritores já conhecidos, além de expandir os próprios hábitos literários.

É o caso da empresa TAG, de Porto Alegre (RS), que se propõe a vender “experiências de leitura”. “O principal ingrediente, além da boa literatura, é o fator surpresa. O mistério acompanha toda a jornada do associado: a descoberta do título, a edição exclusiva que não pode ser encontrada em livrarias e não é revelada antes do envio, os materiais de apoio, os brindes, a apresentação que antecipa o próximo kit. Tudo é pensado para envolver e cativar o leitor. Após a descoberta, o associado pode acessar o aplicativo e participar dos encontros que possibilitam conversar sobre as obras, conhecer outras pessoas e gerar um senso de comunidade. Participar do clube significa retomar o hábito de leitura e descobrir novos títulos e autores que talvez não leria”, descreve a produtora de conteúdo Thaís Mahfuz.

Em julho passado, o clube completou 4 anos de existência, atendendo a mais de 36 mil associados (dos quais cerca de mil são pernambucanos). “Hoje, o Nordeste representa em torno de 15% da nossa base total de assinantes”, destaca. Para agradar a todos os perfis de leitor, eles acabam de lançar a TAG Inéditos, uma modalidade de assinatura voltada para os fãs de best-sellers, e elaboraram um kit mais simples (sem “mimos” e com capa em brochura), para diminuir o preço e possibilitar que pessoas com menor potencial aquisitivo possam ter acesso à proposta.

“Acreditamos muito no modelo por diversos motivos: praticidade, conforto, curadoria, retomada do hábito, senso de comunidade etc. Na prática, sentimos que a ideia e o produto são muito bem recebidos e alguns concorrentes começaram a aparecer, o que prova que o mercado está crescendo”, complementa Thais.

Outro clube que possui proposta parecida é o Leiturinha, criado em 2014 e com foco no público infantil. Segundo Rodolfo Reis, que fundou o clube junto com Luiz Castilho e Guilherme Martins, a ideia surgiu a partir de uma conversa sobre a importância de compartilhar o hábito da leitura com os filhos, para estabelecer um vínculo permanente de carinho e aprendizado, aliada à difícil tarefa de escolher livros adequados para as crianças.

Em 2016, o Leiturinha se uniu à empresa de brinquedos PlayKids, e hoje está presente em 5,1 mil cidades em todo o Brasil. “Promovemos o hábito da leitura compartilhada para 120 mil famílias, sendo Pernambuco uma das maiores praças do Nordeste”, destaca.

Ainda de acordo com Reis, “quando uma família assina o Leiturinha não está recebendo apenas livros, mas também uma experiência única para pais e filhos. Todos os produtos PlayKids têm o endosso de uma equipe de especialistas em desenvolvimento infantil e os kits passam por uma criteriosa seleção, trazendo os melhores títulos disponíveis no mercado editorial. Essa seleção baseia-se nos aspectos que devem ser estimulados em cada fase do desenvolvimento”. Ele garante: “entregamos muito mais do que livros”.

O projeto repercute entre os leitores. “Fiz assinatura do Leiturinha. Tenho um filho de nove anos e outro de cinco. Fiz dois planos, um para cada um”, explica Luciana Xavier, 37 anos, engenheira elétrica. “Acho excelente. Eles gostam muito dos livros. A gente incentiva eles a ler, desde pequenos, os livros voltados para a faixa etária deles. Vejo muito cuidado e carinho na preparação dos kits. É um material muito bom”, opina.

Quando recebe o kit, a família se reúne em torno dos livros. “O de cinco anos precisa que a gente leia para ele, já que está na fase de alfabetização. Sempre que chega o material a gente senta com ele. O de nove lê sozinho, mas a gente pede feedback da história”, detalha Luciana, que descobriu o serviço através de propagandas na internet.

Fábio Paiva, da EduQuadrinhos, prepara lançamentos a cada mês – Crédito: Ed Machado / Folha de Pernambuco


EduQuadrinhos

Fábio da Silva Paiva, doutor em Educação, também está nesse mercado de leitura, mas sua participação está voltada a outro gênero literário: os quadrinhos. Pesquisador da presença dos quadrinhos na educação, Fábio percebeu, quando terminou o doutorado, que essa produção não costuma chegar aos leitores.

“Resolvi buscar formas de fazer com que esse material chegasse a mais gente. Então criei uma página no Facebook, um Canal de YouTube e publiquei minha dissertação de mestrado e tese de doutorado em livro, durante a Comic Con, no Recife”, explica Fábio.

O passo seguinte foi a criação do EduQuadrinhos: projeto que tem um mês, em que os assinantes recebem, todo mês, dois quadrinhos, um infantil e outro adulto, que vêm acompanhados de um texto do autor, explicando a seleção dessas HQs e sua relevância cultural. “No texto, falo sobre o que pode ser ensinado e aprendido a partir da leitura dos quadrinhos. As obras são selecionadas por mim. Esse projeto surgiu do desejo de dar continuidade e alcançar mais pessoas, através dessa ideia de que o quadrinho pode fazer parte da educação”, explica Fábio.

No primeiro volume, foram enviados “A noiva”, de Eron Villar, para os pais, e “O Rei e o Príncipe”, assinado pelo próprio Fábio e por Rhebeca Morais. “A ideia é essa: quadrinhos para diversão, entretenimento e também menção aos pontos de educação que estão nas obras”, detalha Fábio, que está em processo de concluir a caixa do segundo mês (a assinatura, disponível no site do projeto, custa R$ 42,50).

Ricardo Leitão, presidente da Cepe, quer facilitar e baratear o acesso aos livros e periódicos do catálogo da editora – Crédito: Brenda Alcântara / Folha de Pernambuco

Clube de descontos em Pernambuco

Embora não funcione com a mesma proposta de outros clubes de leitura, a Companhia Editora de Pernambuco criou uma maneira de facilitar e baratear o acesso às obras de seu catálogo. Após se inscrever no site da Cepe, o usuário passa a contar com descontos especiais tanto nos livros, como nas publicações mensais, além de ter acesso a promoções exclusivas.

Segundo o presidente da editora, Ricardo Leitão, “a iniciativa reflete uma política de valorização dos produtos editoriais da Cepe, que somente em 2018 está lançando 82 novos livros”. A ideia surgiu também como uma maneira de ampliar ainda mais o comércio virtual da Cepe, que já vem crescendo significativamente nos últimos anos (entre 2016 e 2017, houve um incremento de 137% nas vendas da plataforma digital).

A meta é duplicar as vendas através do site até agosto de 2019, ampliando as fronteiras do hábito de leitura entre os clientes da editora. Para atrair mais participantes para o clube, que já conta com 1,5 mil usuários, quem se inscrever no site da Cepe ganha três meses de assinatura da versão digital da Revista Continente. E o melhor: os serviços e vantagens do clube são gratuitos.

Por dentro dos Clubes

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Desde 2014
36 mil associados (quase mil deles de Pernambuco)
15% da base está no Nordeste

Leiturinha
Desde 2014
Foco no público infantil
120 mil famílias recebem os kits

Cepe
Criado em agosto deste ano
82 livros lançados em 2018
Entre 2016 e 2017, ampliou em 137% as vendas digitais
1,5 mil clientes

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