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Lugar Nenhum | Adaptação em quadrinhos do clássico de Neil Gaiman mostra Londres sombria e mágica

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Publicação será lançada este mês no Brasil

Fabio de Souza Gomes, no Omelete

A Panini lançará este mês Lugar Nenhum, encadernado que reúne a minissérie baseada no best-seller criado por Neil Gaiman. Adaptada por Mike Carey e Glenn Fabry, a obra teve sua capa divulgada. Confira:

Richard Mayhew é um jovem rapaz normal, com um emprego normal, e que está tendo um dia completamente normal até que uma ação fora do normal deixa tudo de cabeça para baixo. Quando percebe uma jovem ferida nas ruas de Londres, ele para e tenta ajudá-la. E, graças a isso, sua vida jamais voltará à normalidade.

A misteriosa jovem – conhecida pela alcunha de Porta – vem da Londres Abaixo, uma incrível e perigosa cidade subterrânea desconhecida dos habitantes da metrópole da superfície. Quando volta da jornada a essa bizarra cidade, Richard descobre que ninguém mais da Londres Acima se lembra dele. É como se ele nunca tivesse existido.

O que ele quer agora é voltar à antiga vida, mas Croup e Vandemar – uma dupla de cruéis assassinos – estão em seu encalço e dificultarão ao máximo a tentativa de voltar ao normal. No caminho para normalidade estão ainda uma provação que colocará a sanidade de Richard em risco, a mortífera travessia da Ponte da Noite e um terrível confronto com a Besta-Fera de Londres!

O caminho para conseguir o que busca passa por um anjo chamado Islington e o segredo que ele tem mantido oculto no fundo da Rua de Baixo há incontáveis anos. Um segredo que tem o potencial de ser o fim para Richard, Porta e todos os moradores de Londres de Baixo.

‘Moby Dick’, clássico de Herman Melville, chega ao Brasil em quadrinhos

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A investida é do francês Christophe Chabouté, publicada agora no Brasil pela editora Pipoca & Nanquim Foto: Divulgação

A investida é do francês Christophe Chabouté, publicada agora no Brasil pela editora Pipoca & Nanquim
Foto: Divulgação

‘Moby Dick’, levado mais de dez vezes à televisão e ao cinema (desde 1926, em um filme dirigido por Millard Webb) é homenageado também nos quadrinhos.

Publicado no JC Online

O crítico literário Harold Bloom, em seu Cânone Americano, erige, ao lado de Walt Whitman, Herman Melville como o mais “ambicioso e sublime” escritor norte-americano. Em sua época, contudo, Melville (1819-1891) foi tido como um mero escriba de romances náuticos. Morreu soterrado pelo ocaso na cova rasa em que a crítica deposita os corpos dos ditos escritores medianos. Melville só iniciou sua escalada ao posto de um dos baluartes do tal “grande romance americano” quando, passadas três décadas de sua morte, foi resgatado por autores como William Faulkner e D.H Lawrence, que buscavam terreno fértil para fincar as raízes literárias americanas além dos versos de Henry Wadsworth Longfellow e do fugere urbem de Henry David Thoreau.

Foi então que a percepção de seus romances mudou drasticamente e as adaptações de suas obras espraiaram-se pelas mais diversas mídias. Peter Ustinov filmou Billy Budd, O Marinheiro em 1962 para refletir as tensões da guerra fria.

Bartleby, o Escrivão, adaptado em 1970 por Anthony Friedman e em 2001 por Jonathan Parker, foi enfim reconhecido como a pérola niilista-burocrata-corporativa que é, cada dia mais atual em um mundo globalizado e robotizado. Nada mais justo que sua obra-prima, Moby Dick, levada mais de dez vezes à televisão e ao cinema (desde 1926, em um filme dirigido por Millard Webb), seja homenageada também nos quadrinhos.

A história da baleia branca já havia sido quadrinizada, entre muitos outros, pelo italiano Dino Battaglia (1967), pelo francês Paul Gillon (1983) e pelos norte-americanos Bill Sienkiewicz (1990) e Will Eisner (2001), sendo este o autor de The Spirit (1940) e um dos maiores estetas da história dos quadrinhos, responsável por inovações gráficas que perduram até hoje no formato. A investida mais recente, de 2014, é do francês Christophe Chabouté, publicada agora no Brasil pela editora Pipoca & Nanquim.

Estética 

Logo no início de Moby Dick, o traço fino e bastante definido de Chabouté se faz notar, lembrando outro mestre francês, Moebius. A modulação da espessura do traço, embora tímida, está lá dando volume aos objetos e criando um dos mais belos efeitos marítimos dos quadrinhos.

Por mais que boa parte da trama se passe em alto-mar, a paisagem nunca fica monótona graças à ambientação detalhada dos cenários em planos abertos. Para focar a atenção do leitor, Chabouté economiza traços nos planos médios e closes, alternando as angulações de plongée e contra-plongée.

Como o autor desenha em preto e branco, sem o uso de retículos ou degradê, as imagens são sempre chapadas, trabalhando em cima do forte contraste entre luz e sombra. Em alguns momentos, a cena só é visível a partir da ausência de luz; em outros, o Sol parece ofuscar o leitor. Há diversas sequências de vinhetas em planos abertos nas quais somente a silhueta do navio ou dos personagens é visível ou uma pretensa câmera se mantém fixa enquanto a ação transcorre de um canto a outro em silêncio.

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Este, aliás, é um elemento muito bem utilizado pelo quadrinista: o silêncio. Embora boa parte do texto original tenha sido mantido – citações do livro abrem cada capítulo -, não é pequeno o desafio de transmitir sem palavras essa atmosfera inicialmente leve, até cômica, que vai ganhando tons mais sombrios e épicos à medida que o drama se desenrola.

Talvez alguém que não seja iniciado na linguagem dos quadrinhos não consiga aproveitar o ritmo cadenciado e os longos silêncios beckettianos que Chabouté imprime para tentar se aproximar da verve filosófica da prosa de Melville. O francês deixa de lado a tradicional sequência frenética “ação a ação” dos quadrinhos ocidentais e assume o contemplativo estilo “perspectiva a perspectiva”, mais característico dos mangás japoneses.

É uma excelente solução, mas é claro que a linguagem de Melville é insubstituível, como ocorre com qualquer adaptação. Por isso, a dramaticidade de alguns momentos, especialmente os mais próximos do final, acaba comprometida com a ausência de palavras.

Trabalhos de Chabouté

Moby Dick é um dos melhores trabalhos de Chabouté, cuja primeira aparição foi em Les Récits (1993), uma antologia sobre o poeta Arthur Rimbaud, mas não é sua primeira adaptação de um clássico literário: o quadrinista de 50 anos, até então inédito no País, publicou Construire un Feu (2007), inspirado em To Build a Fire, de Jack London.

Um de seus destaques é a trilogia Purgatoire (2003-2005), uma biografia em quadrinhos de Henri Désiré Laundru, serial killer e uma espécie de Barba Azul da França, responsável por 11 assassinatos entre 1915 e 1919, mencionado por Marcel Proust em sua obra Em Busca do Tempo Perdido e inspiração de Charles Chaplin em Monsieur Verdoux.

Tão injustiçado em vida, Melville foi tratado como subproduto cultural, tal como, em outros tempos, o jazz, o romance em prosa e a fotografia. Não é por acaso que sua obra tenha sido retratada com tamanha excelência por outra manifestação artística relegada à margem durante muito tempo: os quadrinhos.

A Study in Emerald | Conto de Neil Gaiman será adaptado aos quadrinhos por Rafael Albuquerque

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Brasileiro lança a HQ baseada no conto de 2003 em junho do próximo ano nos EUA

Fábio de Souza Gomes, no Omelete

Os brasileiros Rafael Albuquerque e Rafael Scavone estão adaptando para os quadrinhos um conto clássico de Neil Gaiman de 2003 chamado A Study in Emerald, publicação que será lançada nos EUA pela Dark Horse Comics. Confira a capa:

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A Study in Emerald é um mistério supernatural que se passa no mundo de Sherlock Holmes e dos Mitos de Cthulhu de H.P Lovecraft. O conto apresenta o brilhante detetive e seu fiel parceiro enquanto tentam decifrar um terrível assassinato de proporções cósmicas. A complexa investigação leva os investigadores de Baker Street dos subúrbios de Whitechapel até o Palácio da Rainha.

O lançamento está previsto para o dia 20 de junho de 2018 nos EUA.

109 anos da morte de Machado de Assis traz traz adaptações em quadrinhos

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Considerado por muitos o maior escritor de língua portuguesa, Machado continua a ser republicado. Agora também em versão HQ

Publicado no Cosmo Nerd

“Uma existência, além da morte”, assim escreveu Euclides da Cunha no dia 30 de setembro de 1908 no Jornal do Commercio sobre o falecimento de Machado de Assis, que havia acontecido na noite anterior. Hoje, 109 anos depois, não há quem não tenha ouvido falar ou não tenha se deparado com algo relacionado ao autor. O escritor brasileiro é considerado por muitos críticos, estudiosos, escritores e leitores como o maior nome da literatura brasileira.

Presente em diversas listas de provas de vestibulares e estudado pelos alunos das escolas do Brasil, Machado de Assis também é citado na 4a edição da pesquisa Retratos da Leitura no Brasil – o maior e mais completo estudo sobre o comportamento do leitor brasileiro, promovido pelo Instituto Pró-Livro (IPL) e aplicado pelo Ibope Inteligência – como o autor mais conhecido entre os entrevistados, ficando à frente de Monteiro Lobato, Paulo Coelho e Jorge Amado. Machado aparece em segundo colocado na pesquisa, atrás apenas de Monteiro Lobato, também no quesito escritores de quem os entrevistados mais gostam.

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“Uma existência, além da morte”, assim escreveu Euclides da Cunha no dia 30 de setembro de 1908 no Jornal do Commercio sobre o falecimento de Machado de Assis, que havia acontecido na noite anterior. Hoje, 109 anos depois, não há quem não tenha ouvido falar ou não tenha se deparado com algo relacionado ao autor. O escritor brasileiro é considerado por muitos críticos, estudiosos, escritores e leitores como o maior nome da literatura brasileira.

Presente em diversas listas de provas de vestibulares e estudado pelos alunos das escolas do Brasil, Machado de Assis também é citado na 4a edição da pesquisa Retratos da Leitura no Brasil – o maior e mais completo estudo sobre o comportamento do leitor brasileiro, promovido pelo Instituto Pró-Livro (IPL) e aplicado pelo Ibope Inteligência – como o autor mais conhecido entre os entrevistados, ficando à frente de Monteiro Lobato, Paulo Coelho e Jorge Amado. Machado aparece em segundo colocado na pesquisa, atrás apenas de Monteiro Lobato, também no quesito escritores de quem os entrevistados mais gostam.

Machado de Assis
Monteiro Lobato
Paulo Coelho
Jorge Amado
Carlos Drummond de Andrade
Augusto Cury
Zibia Gasparetto
Mauricio de Souza
Cecília Meireles
Chico Xavier
Clarice Lispector
José de Alencar
Vinícius de Moraes
John Green
Érico Veríssimo

Base: Amostra (5.012) – Escritores mais conhecidos.

Os dados da pesquisa são endossados pelo crescente número de releituras e republicações das obras de Machado de Assis. Em homenagem ao autor, a Editora do Brasil acaba de lançar uma coletânea de contos adaptados na linguagem das HQs pelas mãos do ilustrador Francisco Vilachã. Neste livro, quatro histórias desse mestre da literatura veem em quadrinhos: “Missa do galo”, “Conto de escola”, “O espelho” e “Umas férias”. Contos que simbolizam muito bem a maravilha da narrativa machadiana. Intercalados por trechos de outros gêneros textuais do autor, o livro é um mergulho pelo universo de Machado e um convite para que o jovem leitor conheça um pouco mais o trabalho desse magnífico escritor.

Darkside Books apresenta Creepshow, HQ escrita por Stephen King

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Obra foi baseada no filme homônimo de 1982

Fernando Rhenius, no Vavel

A DarkSide Books revelou nesta terça-feira, 19, o lançamento Creepshow, primeira HQ escrita por Stephen King. O filme lançado em 1982 tem como diretor George A. Romero (A Noite dos Mortos-vivos) e King como roteirista.

(Foto: Divulgação)

(Foto: Divulgação)

O filme é uma homenagem aos quadrinhos de terror dos anos 80. No longa King apresenta pequenas histórias, que iniciam quando, Billy é repreendido pelo pai por causa de uma revistinha de terror, intitulada como Creepshow. Enfurecido o pai acaba jogando a revista no lixo que com o vento, revela as páginas. Tudo isso em uma noite de Dia das Bruxas.

A primeira história “Dia dos pais”, Nathan Grantham (Jon Lormer), um velho, sai da sua sepultura para comer o bolo do dia dos pais e dar um fim em Bedelia (Viveca Lindfors), filha que o matou.

No segundo conto “A morte solitária de Jordy Verril”, interpretado por Stephen King, é um pequeno agricultor que presencia um meteorito cair em suas terras. Pensando em saldar suas dívidas, Verril resolve vender o objeto. Assim que toca na peça, o agricultor se transforma em planta e uma substância que “vaza” do artefato acaba transformando a vegetação da pequena fazenda.

Leslie Nielsen apresenta na terceira história. Intitulada “Indo com a Maré” Richard Vickers (Nielsen) enterra sua esposa e seu amante na areia, para serem afogados pelo mar. O destino acaba traindo mais uma vez Vickers, já que os amantes voltam para se vingar.

Uma caixa é o objeto central do quarto conto. “A Caixa” conta a história de Mike (Don Keefer), que encontra uma estranha caixa em uma faculdade com uma terrível criatura em seu interior. Finalizando o filme, “Vingança Barata”. Upson Pratt (E.G. Marshal) tem mania de limpeza, o que acaba incomodando as baratas.

Baseado no filme, King adaptou a história para os quadrinhos. A arte ficou por conta de Bernie Wrightson, um dos criadores e o primeiro ilustrador de O Monstro do Pântano, e capa de Jack Kamen, autor da EC Comics.

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