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Darkside Books apresenta Creepshow, HQ escrita por Stephen King

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Obra foi baseada no filme homônimo de 1982

Fernando Rhenius, no Vavel

A DarkSide Books revelou nesta terça-feira, 19, o lançamento Creepshow, primeira HQ escrita por Stephen King. O filme lançado em 1982 tem como diretor George A. Romero (A Noite dos Mortos-vivos) e King como roteirista.

(Foto: Divulgação)

(Foto: Divulgação)

O filme é uma homenagem aos quadrinhos de terror dos anos 80. No longa King apresenta pequenas histórias, que iniciam quando, Billy é repreendido pelo pai por causa de uma revistinha de terror, intitulada como Creepshow. Enfurecido o pai acaba jogando a revista no lixo que com o vento, revela as páginas. Tudo isso em uma noite de Dia das Bruxas.

A primeira história “Dia dos pais”, Nathan Grantham (Jon Lormer), um velho, sai da sua sepultura para comer o bolo do dia dos pais e dar um fim em Bedelia (Viveca Lindfors), filha que o matou.

No segundo conto “A morte solitária de Jordy Verril”, interpretado por Stephen King, é um pequeno agricultor que presencia um meteorito cair em suas terras. Pensando em saldar suas dívidas, Verril resolve vender o objeto. Assim que toca na peça, o agricultor se transforma em planta e uma substância que “vaza” do artefato acaba transformando a vegetação da pequena fazenda.

Leslie Nielsen apresenta na terceira história. Intitulada “Indo com a Maré” Richard Vickers (Nielsen) enterra sua esposa e seu amante na areia, para serem afogados pelo mar. O destino acaba traindo mais uma vez Vickers, já que os amantes voltam para se vingar.

Uma caixa é o objeto central do quarto conto. “A Caixa” conta a história de Mike (Don Keefer), que encontra uma estranha caixa em uma faculdade com uma terrível criatura em seu interior. Finalizando o filme, “Vingança Barata”. Upson Pratt (E.G. Marshal) tem mania de limpeza, o que acaba incomodando as baratas.

Baseado no filme, King adaptou a história para os quadrinhos. A arte ficou por conta de Bernie Wrightson, um dos criadores e o primeiro ilustrador de O Monstro do Pântano, e capa de Jack Kamen, autor da EC Comics.

‘O Diário de Anne Frank’ ganha versão em quadrinhos feita por israelenses

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Diogo Bercito, na Folha de S.Paulo

No mesmo ano em que passeatas racistas ocorreram nos EUA, com arroubos de antissemitismo, Anne Frank (1929-45) voltará às prateleiras.

Seu diário, um dos registros mais conhecidos do Holocausto, será transformado em história em quadrinhos.

Uma das ilustrações d'"O Diário de Anne Frank" em quadrinhos, que será lançado no Brasil em outubro

Uma das ilustrações d'”O Diário de Anne Frank” em quadrinhos, que será lançado no Brasil em outubro

O livro foi apresentado em Paris nesta quinta-feira (7), 70 anos após a publicação do original. O gibi será lançado em 50 países. No Brasil, o título será distribuído em 2 de outubro pela editora Record.

A adaptação foi feita por dois israelenses, o ilustrador David Polonsky e o cineasta Ari Folman. A dupla já havia trabalhado junta no filme “Valsa com Bashir” (2008), sobre a guerra no Líbano.

Folman, um filho de sobreviventes do Holocausto, trabalha simultaneamente em uma adaptação do diário para um filme de animação.

A dupla inicialmente rejeitou a oferta de trabalhar com o clássico de Anne Frank, a partir do qual tantos outros produtos culturais já tinham sido lançados, como filmes, mangás e musicais.

Polonsky e Folman foram convencidos mais tarde pela importância da história. Os últimos sobreviventes do Holocausto vêm morrendo e, com eles, seus relatos. Mas o antissemitismo persiste.

A alemã Anne Frank testemunhou a ocupação nazista da Holanda durante a Segunda Guerra (1939-1945).

Naquela década, judeus foram detidos, enviados a campos de concentração e sistematicamente assassinados —fuzilados, cremados, asfixiados em câmaras de gás (“talvez seja o modo mais rápido de morrer”, ela escreveu). Estima-se que 6 milhões de judeus tenham sido mortos.

Anne Frank viveu essa história de 1942 a 1944, escondida com a família no anexo de um apartamento em Amsterdã, confidenciando a um diário ao qual chamava de Kitty (“você será minha melhor amiga, como nunca tive na vida”). Estão ali os detalhes banais de seu cotidiano, como as brigas com a irmã, mas o livro registra também as angústias de uma garota vivendo a violência do nazismo.

Anne Frank dorme mal, e sonha em repetidas noites com o futuro nas mãos do regime de Adolf Hitler. Sua família foi capturada em 1944, e ela morreu em abril de 1945, no campo de concentração de Bergen-Belsen, Alemanha.

O texto foi descoberto, editado e lançado em 1947 por Otto, seu pai e único sobrevivente da família, que criou uma fundação com o nome da filha. Ativa ainda hoje, a fundação, aprovou a adaptação do diário aos quadrinhos. Em outras ocasiões, a entidade recusou sua chancela por preocupação com a fidelidade histórica de novas versões.

Não são abundantes as boas adaptações literárias para gibis, e neste caso havia o agravante de se tratar de um diário, formato pouco visual. Mas a HQ de “Diário de Anne Frank” faz jus ao original.

O texto foi reduzido pelos artistas israelenses e transformado em ilustrações, mas não perdeu o frescor da perspectiva de uma criança —ela tinha 15 anos ao morrer— diante das atrocidades que marcaram o século 20.

Ao jantar, Anne Frank ouve a notícia de que a princesa Juliana espera um bebê e se imagina no meio de uma fanfarra. As ilustrações acompanham o sonho.

Mas, na cama, “os maus pensamentos se insinuam”, ela escreve. E os artistas desenham Anne Frank deitada em cima de um Exército enquanto um trem e um furgão passam carregando detentos, engolidos pela fumaça.

HQs raras da Mulher-Maravilha entrarão em leilão milionário pela internet

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Expectativa é que as revistas sejam vendidas por cerca de R$ 10 milhões

Foto: Warner Bros / Divulgação

 

Expectativa é que as revistas sejam vendidas por cerca de R$ 10 milhões

Publicado no Zero Hora

A Mulher-Maravilha continua dando as cartas entre os heróis do universo DC Comics. Agora, três quadrinhos raros com a personagem vão a leilão no eBay, site americano de comércio eletrônico, no próximo dia 13 de agosto.

Entre eles, está o primeiro exemplar em que a personagem aparece, All Star Comics #8, de dezembro de 1941. Em seguida, teve sua estreia na capa do Sensation Comics #1 em janeiro de 1942, também à venda. As duas edições não chegaram a ser lançadas oficialmente, e a existência de ambas não era confirmada até agora – o que explica sua raridade.

Com o sucesso, a personagem ganhou seu próprio quadrinho, Mulher-Maravilha #1. Lançado em julho de 1942 e escrita por Charles Moulton, o exemplar também estará disponível para receber lances.

As revistas serão leiloadas por Darren Adams, dono de site de venda de quadrinhos americano. Adams já fez leilão semelhante com outro herói. Em 2014, vendeu o HQ Superman Action Comics #1 por US$ 3,2 milhões (cerca de R$ 10 milhões). A expectativa é que Mulher-Maravilha alcance valor próximo.

A ação faz parte da campanha eBay for Charity e uma parcela do valor arrecadado será doado para a Trafficking Hope, ONG dedicada à prevenção do tráfico de pessoas.

Mulher-Maravilha ganhou destaque este ano com a estreia de seu primeiro filme nos cinemas, estrelado pela israelense Gal Gadot e dirigido pela americana Patty Jenkins, após uma ponta em Batman vs Superman.

O filme faturou US$ 392 milhões nos Estados Unidos e se tornou a segunda maior bilheteria do ano no país, atrás apenas de A Bela e a Fera. Também é a maior bilheteria mundial de um filme com atores dirigido por uma mulher na história, com US$ 782,5 milhões (cerca R$ 2,5 bilhões) até agora.

O lançamento do filme teve impacto nas vendas de produtos relacionados à heroína no eBay. As compras no primeiro semestre aumentaram em 59% as vendas de 2015, segundo o site.

O termo “Wonder Woman” (nome da heroína em inglês) foi pesquisado no site mais de 460 mil vezes. Entre os itens mais populares estão selos, HQs e figurinos.

O leilão no eBay estará disponível na página ebay.com/wonderwoman a partir das 21h do dia 13 de agosto.

Brasileira transforma história de Van Gogh em quadrinhos

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A HQ narra os principais momentos da vida de Van Gogh. Foto: Editora Nemo/Divulgação

A HQ narra os principais momentos da vida de Van Gogh. Foto: Editora Nemo/Divulgação

 

A artista plástica Mirella Spinell também produziu O Diário de Anne Frank e Leonardo Da Vinci em HQs

Publicado no Diário de Pernambuco

A complexa e agitada vida do holandês Van Gogh virou tema de mais uma HQ. O pintor (que já foi inspiração para filmes, livros e outras publicações) agora é retratado pela ótica da artista plástica mineira Mirella Spinelli, também autora de O diário de Anne Frank em quadrinhos e Leonardo Da Vinci. Publicado pela editora Nemo, Vincent Van Gogh apresenta a imprevisível trajetória do holandês em quadrinhos.

Para a autora Mirella Spinelli, a maior dificuldade na produção da obra foi resumir a vida do pintor. “Apesar de ter vivido uma vida curtíssima, ele era extremamente inquieto e imprevisível. Em um curto espaço de meses era possível que ele mudasse de cidade, iniciasse uma nova atividade, brigasse com alguém e idealizasse um projeto novo”, explica.

Ela aponta também que a vida do pintor foi marcada pelas dificuldades emocionais e pelas atitudes inesperadas. “Foi uma vida intensa e dinâmica, repleta de dificuldades físicas. A instabilidade emocional dele tornou-se um tormento, levando-o a atitudes imprevisíveis e, algumas vezes, torturantes para seu dedicado irmão, Theo”, conta.

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Para a identidade gráfica do livro, Mirella optou por usar cores que remetem ao trabalho de Van Gogh, de maneira que as fases e emoções do pintor pudessem se refletir na escolha delas. “A infância, um período repleto de cores, a irritabilidade de tons avermelhados na fase adulta, os tons ocres coincidindo com o período em que no trabalho dele também eram os tons predominantes e, finalmente, a explosão de cores no período do sul da França. Os dois últimos anos tormentosos até sua morte em cinza”, relata.

Ela revela, porém, que considera a escrita do roteiro a parte mais complexa da produção de uma HQ. “Tratando-se de um tema verídico, uma biografia, além da fase das pesquisas e leituras, o ponto principal é selecionar os momentos-chave, as passagens mais determinantes e como ‘equacionar’ tudo para que o leitor compreenda. Naturalmente, toda essa fase é uma seleção sob a ótica do autor, no caso, a minha”, comenta.

A HQ faz parte da coleção Mestres da arte em quadrinhos, produzida por Mirella e publicada pela editora Nemo. Antes de Van Gogh, uma biografia de Leonardo Da Vinci havia sido publicada. O próximo será uma obra sobre Michelangelo Buonarroti. “Um artista que teve uma vida longa, morreu aos 89 anos e sua vida se confundiu muito com as oscilações políticas de Florença e os diversos papas que exigiam a presença dele em Roma”, destaca.

Depois, a ideia é dar diversidade aos artistas selecionados, revela a autora. “Em seguida, faremos quadrinhos também de artistas mulheres que tenham se destacado, bem como de brasileiros. Esperamos assim abarcar um leque diversificado”.

Por: Pedro Galvão – Estado de Minas

Livro mostra que criação de super-heróis foi inspirada em mitologia e política

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A identidade secreta dos super-heróis, livro de Brian J. Robb, investiga os bastidores do sucesso de personagens de quadrinhos

Alexandre de Paula, no UAI

(foto: Columbia/Divulgação)

(foto: Columbia/Divulgação)

A história e a origem dos super-heróis dos quadrinhos escondem alguns segredos. Embora possa parecer tema superficial, a base para a criação dos personagens, em alguns casos, está em referências inesperadas, como a filosofia, o Renascimento e a política. Em A identidade secreta dos super-heróis, o escritor americano Brian J. Robb conta os bastidores e a história da criação de sucessos das HQs.

Robb explica que os quadrinhos, principalmente os de super-heróis, foram mesmo buscar suas fontes em referências mais antigas. “Suas origens secretas vêm de mitos e lendas. Super-homens, dotado pelos deuses, abundam em lendas antigas, enquanto figuras folclóricas, como Robin Hood, inspiraram muitos heróis modernos. DC e Marvel reinventaram os mitos gregos para suas audiências modernas, seja em 1940 ou 1960. Superman deve muito a Hércules, Mulher Maravilha vem das Amazonas, enquanto Flash é uma reinvenção de Hermes”, aponta.

Tudo isso, acredita Robb, continua a acontecer e a se refletir nos quadrinhos atuais. “Essas influências ainda estão sendo reinventadas e reinterpretadas para os leitores do século 21”, comenta. Um outro caso, por exemplo, seria o fato de Batman ter sido inspirado em trabalhos de Leonardo Da Vinci.

A obra investiga o que havia por trás de tudo o que foi usado para criar e dar forma aos super-heróis americanos. Além disso, apresenta também as relações e a influência deles com heróis criados, depois, em outros países, como Inglaterra, Japão e Índia.

POLÍTICA

Desde o início, a história dos super-heróis americanos está intimamente ligada à política. Na capa de sua primeira HQ, o Capitão América aparece dando um soco em Hitler, por exemplo; as relações entre EUA e Rússia na Guerra Fria foram exaustivamente exploradas nos quadrinhos, entre outros casos.

“É impossível separar os quadrinhos da política. Superman luta pela verdade, pela justiça e da maneira americana, enquanto Batman luta em nome dos oprimidos. Ambos os personagens foram criados na época da Segunda Guerra Mundial, entre tantos outros casos. Política sempre foi uma parte do DNA dos super-heróis e continua a ser”, ressalta Robb.

Para o autor, os super-heróis acompanharam, sim, algumas mudanças da sociedade. Sexismo, racismo e homofobia, por exemplo, são temas que foram contemplados pelos quadrinhos. “Alguns super-heróis foram respostas às mudanças na sociedade. Culturalmente, um super-herói pode ajudar a sociedade a compreender a si mesma, tornando tais mudanças mais amplamente aceitáveis”, argumenta.

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