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Posts tagged Quadro

Professora afastada de colégio militar por discordar de livro didático ganha na Justiça direito de dar aulas

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Felipe Bächtold na Folha de S. Paulo

Uma professora de história do Colégio Militar de Porto Alegre conseguiu na Justiça Federal o direito de retomar suas funções na escola após ser afastada por discordar do uso em sala de aula de um livro didático pró ditadura.

Silvana Schuler Pineda, 50, se recusou a adotar em classe obras da “Coleção Marechal Trompowsky”, em que são omitidas, diz ela, violações aos direitos humanos, assassinatos e tortura promovidas pelas Forças Armadas durante o regime militar (1964-1985).

A professora, que integra o quadro de servidores civis da instituição, foi retirada em abril das aulas do nono ano e realocada em um curso preparatório, de frequência opcional, e também em tarefas de planejamento.

Antes disso, ela diz ter feito críticas ao livro em uma reunião de professores, na qual mencionou que a Associação Nacional de História contesta o uso da obra nas escolas. Na ocasião, também pediu que a direção confeccionasse um documento reafirmando por escrito a obrigatoriedade do uso do livro didático em sala de aula.

“Passei a sofrer pressão: ou eu voltava atrás ou seria punida”, diz a professora.

Os livros da série são editados pela Biblioteca do Exército. Segundo Silvana, o golpe de 1964 é explicado como necessário para resguardar a democracia no país diante do avanço do comunismo no governo de João Goulart.

“É um colégio militar, mas não posso deixar do lado de fora meus direitos e cidadania quando entro para trabalhar”, diz ela.

A professora também vê no afastamento uma retaliação por sua atuação em uma associação de servidores civis e afirma ainda que não é a única na escola a criticar a obra.

A decisão que determinou a volta ao trabalho original foi tomada no início do mês, mas ela só reassumirá as aulas após o fim do recesso escolar de julho.

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Filha de agricultor de Jequiá da Praia representa AL no quadro Soletrando

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Nathálya Regina venceu a seletiva regional e disputa etapa nacional no RJ.
Estudante se preparou para disputa com ajuda de professores.

Waldson Costa, no G1

No dia 2 julho a estudante do 6º ano do ensino médio, Nathálya Regina da Silva Passos, 11, da Escola Municipal José Cursino dos Santos, de Jequiá da Praia, município que fica a 66 km de Maceió, fará sua primeira viagem de avião. Vencedora da seletiva regional da competição Soletrando, ele representará Alagoas na etapa nacional, que acontecerá no Rio de Janeiro.

Nathálya Regina continua estudando para a etapa nacional do Soletrando (Foto: Reprodução/TV Gazeta)

Nathálya Regina continua estudando para a etapa nacional do Soletrando (Foto: Reprodução/TV Gazeta)

Filha de um agricultor, que trabalha no plantio e colheira da cana-de-açúcar, e de uma dona de casa, Nathálya Regina se preparou para a competição com ajuda de professores e de uma tia, que também é educadora; fazendo leitura de textos, palavras do dicionário e ditados.

“Estudei muito e me preparei bastante para competição. Como a classificação era algo que eu queria muito, fiquei nervosa, mas estava confiante”, conta Nathálya, ao lembrar que a mãe chorou de felicidade com a conquista, que foi comemorada por toda família.

Para a educadora e tia da estudante, Fernanda Passos, a classificação de Nathálya para etapa nacional representa o avanço da educação pública municipal e serve de incentivo para que outras crianças se empenhem no estudo.

“Para os educadores é o reconhecimento do nosso trabalho, da qualidade do ensino. Para os estudantes, uma motivação a mais para os estudos. Tanto, que ela se espelhou em um outro aluno do município que foi finalista no ano anterior”, expôs.

Ao enfatizar que Nathálya Regina é bastante estudiosa e curiosa, Fernanda Passos, que já acompanhou outro aluno na competição, diz que além do conhecimento, o equilíbrio psicológico conta muito neste tipo de competição. “Ela está preparada e já é um orgulho para a família. A preparação com leitura e jogos de palavras devem continuar, e esperamos que ela consiga controlar o nervosismo na próxima etapa para se sair bem”, completa a professora.

Feliz com a conquista, Nathalya Regina, que tem como objetivo futuro se formar em Direito, e sonho em ganhar um computador, diz que vem estudando todos os dias para vencer a etapa nacional do Soletrando 2013, que acontecerá durante as gravações do programa Caldeirão do Huck, da Rede Globo.

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Etapa Regional
Nathálya Regina da Silva Passos, da Escola Municipal José Cursino dos Santos, de Jequiá da Praia, disputou a final da etapa regional do Soletrando, em Alagoas, com outros cinco estudantes.

Na final regional, participaram da disputa os estudantes: Aleksandro Vicente Da Silva Junior, da Escola Municipal de Educação Básica Benedito Coutinho (Jequiá da Praia), Gabrielle Ramalho Leite de Sousa, da Escola Municipal de Educação Básica Messias João Coelho (Jequiá da Praia), Mariana Bispo da Silva, da Escola Municipal de Educação Básica Maria Lopes Bertoldo (Jequiá da Praia), Rosângela de Lima da Silva, da Escola Municipal de Educação Básica Eutíquio Quintela Cavalcante (Jequiá da Praia) e Sabrina Rodrigues, do município de Canapi, cidade do Sertão alagoano.

Em apostilas de escolas do Rio, soma de 173 com 100 dá 253

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Lucas Vettorazzo, na Folha de S.Paulo

Na rede municipal de ensino do Rio, a soma de R$ 173 com R$ 100 dá R$ 253 e a de R$ 173 com R$ 10 é igual a R$ 283.

Esses são os resultados apresentados em uma apostila de matemática distribuída aos professores do quinto ano do ensino fundamental, com os gabaritos dos exercícios já impressos.

A apostila a qual a Folha teve acesso apresenta ao menos mais um erro, em outra questão. Nela se pede ao aluno que represente numericamente uma quantia apresentada por extenso. Na resposta, dezoito mil e quarenta e sete vira 12.047.

Em nota, a Secretaria Municipal de Educação informou que envia erratas sempre que encontra incorreções no material e que é opcional o uso das apostilas com as respostas pelos professores.

Não é a primeira vez que apostilas da rede municipal apresentam problemas. Em maio, descobriu-se que material distribuído aos alunos do quinto ano “ensinava” que a capital de Pernambuco é Belém e a da Paraíba, Manaus.

A questão, de matemática, pede que o aluno calcule as distâncias e o tamanho entre cidades brasileiras. Os erros estão no quadro que acompanha o enunciado. Nele, estão discriminados nove Estados brasileiros, com suas siglas, nomes, capitais e tamanhos em quilômetros quadrados.

Nos dois primeiros Estados indicados -Pernambuco, cuja capital é Recife, e Paraíba, cuja capital é João Pessoa- há equívocos. Um terceiro erro está na sigla do Estado da Paraíba: PA (que é a sigla do Pará), em vez de PB, a correta.

NÃO TEM PREÇO

A Folha encontrou também propaganda da MasterCard inserida em um exercício de uma apostila de leitura para ilustrar uma questão de interpretação de texto.

A peça publicitária é da campanha “Vida real 10×0 Videogame: Não tem preço”, na qual filhos de clientes podem concorrer a entrar em campo de mãos dadas com jogadores de futebol de times cariocas. A questão pergunta, entre outras coisas, o significado do texto publicitário.

As apostilas são distribuídas a cada início de bimestre para os 683.449 alunos da rede municipal do Rio.

OUTRO LADO

Em nota, a Secretaria Municipal de Educação do Rio afirmou que encaminha erratas para as escolas sempre que encontra incorreções no material e que o uso das apostilas é facultativo para os professores.

A produção, afirma o texto, é feita com a supervisão de sua área técnica e de consultores de áreas das principais universidades federais do Rio.

Sobre a publicidade no caderno de leituras, a pasta diz que a “orientação é para que os cadernos abordem a realidade e o cotidiano da cidade, do país e do mundo, com todos os tipos de linguagem e gênero, e questões que trabalham leitura de não ficção em todas as disciplinas a partir de assuntos tratados pela mídia”.

A secretaria ressaltou ainda que o Ministério da Educação utiliza o trabalho com propaganda no chamados descritores da matriz de referência da Prova Brasil, que avalia o desenvolvimento da educação no país, e está presente nas chamadas orientações curriculares do ministério.

A MasterCard informou que “não utiliza, em hipótese alguma, materiais didáticos como veículos de mídia para suas campanhas publicitárias e não teve envolvimento na publicação do anúncio em questão”.

Professores terão de melhorar alunos para ganhar diploma

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Imagem: Internet

Imagem: Internet

Fábio Takahashi, na Folha de S.Paulo

O Ministério da Educação lançará nas próximas semanas programa para tentar melhorar o desempenho de alunos e professores em matemática, física, química e biologia, tanto no ensino médio quanto no superior.

As quatro matérias são as que mais possuem problemas de qualidade, de acordo com o próprio governo federal.

Uma das ações será a oferta de pós-graduação em universidades federais e privadas a professores que lecionam as disciplinas nas escolas públicas de ensino médio.

O certificado garantirá aumento salarial ao docente (progressão na carreira), mas só será concedido se houver a comprovação de que seus estudantes melhoraram –exigência inédita em programas federais de educação.

“Hoje, gasta-se muito com formação dos professores, mas a melhoria não chega aos alunos”, disse Mozart Neves, que coordenará o programa do Ministério da Educação.

A forma de avaliar a evolução dos estudantes não está definida. O docente reprovado poderá refazer o curso.

O número de professores participantes do programa dependerá da adesão dos Estados, que são os responsáveis pelos docentes.

O país tem cerca de 250 mil docentes de ensino médio em matemática, física, química e biologia, segundo os últimos dados do governo. Mas boa parte não tem formação na área –em física, são 90%.

OUTRAS FRENTES

“Temos um número insuficiente de professores nessas áreas. E a procura pelas licenciaturas é insuficiente”, disse o ministro da Educação, Aloizio Mercadante. Para tentar reverter o quadro, o programa terá outras duas frentes.

Em uma delas, o governo tentará incentivar alunos do ensino médio a escolherem o magistério nessas áreas.
Para isso, estudantes com interesse nessas matérias passarão a ter aulas de reforço e ganharão ajuda mensal de R$ 150 (paga pela União).

Eles participarão também de atividades nas universidades em grupos que reunirão docentes universitários, alunos de licenciaturas e professores das escolas básicas. A meta é recrutar 100 mil estudantes do ensino médio.

Em outra frente, os estudantes que já estão nas licenciaturas poderão fazer aulas de reforço nos conteúdos básicos, numa tentativa de diminuir a evasão nos cursos.

Ex-diretor da Unesco no Brasil (braço da ONU para educação), Jorge Werthein diz que o programa é interessante. Ele faz, porém, ressalva sobre a vinculação do certificado de pós-graduação ao professor à melhoria dos alunos.

“Ainda não se encontrou uma boa forma de avaliar o trabalho do professor. Pode haver injustiças.”

Até 2022, Brasil terá que alfabetizar todas as crianças de até oito anos

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Dilma sancionou medida que torna meta obrigatória

Ministério da Educação Taxa de analfabetismo até os oito anos tem média de 15% no Brasil, mas pode chegar a 35% (Alagoas)

Ministério da Educação
Taxa de analfabetismo até os oito anos tem média de 15% no Brasil, mas pode chegar a 35% (Alagoas)

Felippe Constancio, no R7

A presidente Dilma Rousseff aprovou a MP (Medida Provisória) que cria o Pnaic (Pacto Nacional para a Alfabetização na Idade Certa) — conjunto de ações da União, dos Estados e dos municípios para garantir a alfabetização dos alunos da rede pública até os oito anos até 2022 — de acordo com a Secretaria de Relações Institucionais nesta sexta-feira (26).

Agora, o País tem oficialmente a missão de erradicar o analfabetismo em português e matemática até o 3º ano do ensino fundamental, cuja taxa atual é de 15%, de acordo com o MEC (Ministério da Educação) — veja quadro por região.

Mas tanto o apoio técnico quanto o financeiro já começaram. O MEC vem usando parte do R$ 1,1 bilhão que tem reservado para 2013 previsto no projeto de Lei Orçamentária Anual para cumprir o objetivo.

No repasse da União aos Estados e Municípios em 2013, o investimento previsto é de R$ 2.427,30 por aluno da creche ou pré-escola integral; R$ 1.867,15 por aluno de pré-escola parcial; e R$ 1.493,72 por aluno de creche, segundo informações do Diário Oficial publicadas nesta sexta-feira.

Para 2014, a previsão é de mais de R$ 3 bilhões nos gastos totais voltados ao projeto.

Há duas fontes de dinheiro voltadas à implementação do projeto: à formação continuada dos professores alfabetizadores será usada a verba oriunda do FNDE (Fundo Nacional de Desenvolvimento da Educação), enquanto a manutenção e construção de escolas e os prêmios de reconhecimento dos resultados alcançados virão do PDDE (Programa Dinheiro Direto na Escola).

Segundo o ministro da Educação, Aloizio Mercadante, o MEC estuda dar R$ 500 milhões como prêmio às escolas e educadores que baterem a meta de ensino.

A MP também estabelece o INDEP (Instituto Nacional de Desenvolvimento da Educação e Pesquisa) como fonte de dinheiro, dependendo da disponibilidade de orçamento.

De olho nas metas

Para a gerente de projetos do movimento Todos Pela Educação, Andrea Bergamaschi, o Brasil pode ter sucesso no objetivo de alfabetizar aos oito anos se ao menos dois pontos forem implementados corretamente nesta etapa de ensino.

— O desafio do professor é maior quando a criança não passou pela pré-escola, pois ela ainda não teve contato com o ambiente escolar e não desenvolveu determinadas habilidades cognitivas. À medida que a gente universaliza a pré-escola, as chances das crianças estarem alfabetizadas no tempo proposto são maiores.

Outro fato importante, segundo ela, é a avaliação.

— Com ela, o professor sabe se o aluno consolidou as habilidades de leitura, de escrita e de matemática.

O ano de 2022 foi colocado como meta porque marca o bicentenário da independência do Brasil.

Avaliação

Ainda não há uma avaliação pronta para estimar o grau de aprendizagem das crianças até os oito anos no Brasil. Para esta faixa de idade, o Inep (Instituto Nacional de Estudos e Pesquisas Educacionais Anísio Teixeira) vai desenvolver um método de avaliação.

Bergamaschi, que participou das primeiras avaliações amostrais voltadas à faixa de idade, explica que a prova a ser elaborada pelo governo por dois caminhos.

— Ou ele vai montar outra prova, ou ele vai adaptar a escala de expectativas de alcance de habilidades da Prova Brasil que é aplicada a alunos do quinto e nono anos do ensino fundamental.

Polêmica

A proposta criada há mais de cinco meses no Congresso gerou polêmica desde o início de sua tramitação, em novembro de 2012.

Ao discutir a proposta, parte do Legislativo entendia que a meta de alfabetização deveria ser de seis anos. Para o senador Cristovam Buarque (PDT-DF), por exemplo, a meta de alfabetização é tímida, bem como seu tempo de implementação, pois uma criança nascida hoje corre o risco de ficar de fora do pacto.

Na votação em plenário que aprovou a MP, em 26 de março, a emenda defendida por senadores de oposição que estabelecia a idade de seis anos foi reprovada porque o pacto deveria considerar a desigualdades regionais do País, segundo o governo. Ele também admitiu que não conseguiria alcançar uma meta mais ambiciosa.

Por outro lado, o líder do governo no Congresso e também relator da proposta, José Pimentel (PT), pondera que a meta pode baixar para seis anos futuramente, ao ser incluída no PNE (Plano Nacional de Educação), proposta que tramita no Senado e estabelece outras 20 metas pelos próximos dez anos.

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