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Leo Tolstoy, autor de Guerra e Paz, ganha Doodle no 186º aniversário

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Melissa Cruz, no TechTudo

Leo Tolstoy é o grande homenageado do Doodle do Google desta terça-feira (9), que celebra o que seria 186º aniversário de autor de Guerra e Paz e Anna Karenina, se estivesse vivo. O escritor russo recebeu o tributo na página inicial do buscador em todo o mundo, que traz nomes de suas obras mais famosas em uma sequência de quadros. Morto aos 82 anos, um dos grandes mestres da literatura russa do século XIX foi vítima de pneumonia.

Doodle do Google de Leo Tolstoy, autor Guerra e Paz (Foto: Reprodução/Google)

Doodle do Google de Leo Tolstoy, autor Guerra e Paz (Foto: Reprodução/Google)

“Espero que o Doodle inspire quem o vê a descobrir e revisitar Tolstoy: através da leitura e releitura de suas narrativas atemporais”, disse Roman Muradov, designer convidado para as ilustrações.

Doodle do Google de Leo Tolstoy em momento de criação no Photoshop antes de ir ao ar (Foto: Reprodução/Google)

Doodle do Google de Leo Tolstoy em momento de criação no Photoshop antes de ir ao ar (Foto: Reprodução/Google)

No site destinado aos Doodles do Google (google.com/doodles/leo-tolstoys), Muradov dá mais detalhes de como foi produzir o doodle.

Leia frases marcantes de Leon Tolstoi

“Não preciso dizer que fazer uma homenagem a Leo Tolstoy foi uma tarefa difícil”, disse ele, ao se referir ao projeto cujo objetivo era reunir as principais obras de maneira rápida e simples.
Também conhecido como Leon, Leão ou Liev Tolstoi, ganhou fama ao tornar-se um reconhecido pacifista. Seus livros contrastavam com igrejas e governos, e pregavam uma vida simples junto à natureza, sem privilégios e riquezas.

Doodle do Google de Leo Tolstoy, autor Guerra e Paz (Foto: Reprodução/Google)

Doodle do Google de Leo Tolstoy, autor Guerra e Paz (Foto: Reprodução/Google)

Não há grandeza quando não há simplicidade
Leo Tolstoy

Há várias frases marcantes atribuídas a Leo Tolstoy, boa parte delas são reflexões sobre a vida, a arte, o amor, a moral e inquietações comuns ao homem e que não se prendem ao seu tempo.

Uma delas sobre a própria literatura, diz “Eu escrevo livros, por isso sei todo o mal que eles fazem”, e é utilizada por muitos apreciadores de suas obras e apaixonados pela leitura em geral.

Doodle do Google de Leo Tolstoy, autor Guerra e Paz (Foto: Reprodução/Google)

Doodle do Google de Leo Tolstoy, autor Guerra e Paz (Foto: Reprodução/Google)

De boêmio à pacifista
Leo Tolstoy nasceu dia 9 de setembro de 1828 em Yasnaya Polyana, a propriedade da família na Rússia. Era filho de Nicolas Ilyitch, conde de Tolstoi e de Maria Nicolaevna, princesa de Volkonsky, que morreram precocemente, deixando seus cinco filhos órfãos.

Em 1851, o escritor se alistou no exército russo e teve uma fase boêmia em sua vida. Fase que, mais velho, ele repudiou.

Leo Tolstoy foi um dos grandes nomes da literatura mundial (Foto: Reprodução/Wikimedia)

Leo Tolstoy foi um dos grandes nomes da literatura mundial (Foto: Reprodução/Wikimedia)

No final da década de 1850, preocupado com precariedade da educação, o autor criou uma escola para filhos de camponeses. Ele escreveu grande parte dos materiais didáticos e coordenava a escola de forma diferente para a época, deixando os alunos livres, sem muitas regras e punições.

Em 1862, Leo Tolstoy se casou com Sophia Andreievna Bers, com quem tem 13 filhos. Porém seu casamento era um verdadeiro e constante conflito. Foi nessa época que o autor escreveu seus livros, “Guerra e Paz” (1865/1869) e “Anna Karenina” (1873).

Tolstoy buscava o sentido da vida. Após não tem encontrado respostas na filosofia, na teologia e na ciência, seguiu o exemplo dos camponeses e começou o que ele chamaria de sua “conversão”.

Leo Tolstoy morreu enquanto buscava uma vida mais simples, sem riqueza (Foto: Reprodução/Wikimedia)

Leo Tolstoy morreu enquanto buscava uma vida mais simples, sem riqueza (Foto: Reprodução/Wikimedia)

O autor seguia uma interpretação dos ensinamentos cristãos ao pé da letra, recusando-se a autoridade de qualquer governo organizado ou de qualquer Igreja. Criticava o direito à propriedade privada e os tribunais e pregou o pacifismo. Tais ideias influenciaram Gandhi, um grande admirador do escritor.

Leo Tolstoy morreu de pneumonia no dia 20 de novembro de 1910, na ferroviária de Astapovo, enquanto fugia de casa para levar uma vida feliz e sem riqueza.

Grandes obras
O primeiro livro de Leo Tolstoy foi “Guerra e Paz”, que levou sete anos para ser escrito e foi publicado entre 1865 e 1869. É uma das maiores histórias da literatura universal. A obra conta a história da Rússia na época de Napoleão Bonaparte e as guerras napoleônicas. Na história, o autor desenvolve uma teoria em que o livre arbítrio se perderia e as pessoas estariam presas ao determinismo histórico. Atualmente considerado romance, na época era chamado de ficção.

O primeiro romance de Tolstoy foi “Anna Karenina”, publicado em 1873. A obra narra a história de um caso extraconjugal da personagem principal, a aristocrata Anna Karenina. Durante o livro, o autor trata de diversos temas importantes para a vida camponesa da época, como formas de administrar suas propriedades ou como tratar os camponeses. Além disso, o livro também fala de religião e a conversão do ateísmo ao cristianismo. “Anna Karenina” já recebeu diversas adaptações para o cinema.

Fã de Mia Couto expõe projeto que une fotografia e poesia em SP

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Tatiana Mendonça, na Folha de S.Paulo

A experiência começou com papel, tesoura e cola. Há cerca de dois anos, a jornalista e fotógrafa Mariana Caldas, 24, escreveu à mão o trecho de uma música que não saía de sua cabeça –“Graças a Deus, um passarinho /Vem me acompanhar/ Cantando bem baixinho/ E eu já não me sinto só/ Tão só, tão só”– e colou a declaração numa das fotos que tinha feito, para dar de presente.

Gostou tanto do resultado que resolveu explorar a ideia, mas de uma maneira mais simples, com a ajudinha do computador. Despretensiosamente, nascia, em julho de 2011, o Tumblr “Poeme-se“, que reúne cerca de 200 fotos de Mariana acompanhadas por trechos de poemas e letras de música.

Algumas das imagens voltaram à origem analógica para integrar a primeira exposição individual do projeto, que fica em cartaz até quinta-feira (6) no bar Kabul, na Consolação (centro de São Paulo). Os vinte e cinco quadros com fotos ampliadas estão à venda por R$ 80.

Criada em Nova Friburgo, no Rio de Janeiro, Mariana mora em São Paulo desde os 17 anos. Ela também faz quadrinhos e cartões postais com as fotos que estão no site. O e-mail para encomendas é [email protected] Os quadros custam R$ 35 (pequeno -15×23), R$ 45 (médio – 17×25) e R$ 65 (grande – 20×30) e os postais saem por R$ 7 cada um.

ABAIXO, LEIA ENTREVISTA COM A FOTÓGRAFA MARIANA CALDAS:

sãopaulo – Quando você fez o blog, já pensava numa exposição?
Mariana Caldas
– Não, tudo aconteceu meio do nada. Uma amiga com quem já trabalhei está fazendo a produção para o Kabul e aí me mandou um e-mail propondo a exposição, há cerca de um mês. Foi uma surpresa. Eu mesma selecionei as fotos. São cerca de 25 imagens, ampliadas no formato A3.

E o projeto, como nasceu?
Também foi de repente. Comecei a fotografar em 2010 e foi algo a que eu me entreguei totalmente. Foi uma coisa muito forte. Fiquei pensando em um jeito de mostrar isso. Um dia fiz uma colagem à mão mesmo, peguei uma foto minha e escrevi uma frase, depois colei na imagem e dei de presente. Ficou lindo, amei. Depois de duas semanas, estava em casa no domingo, sozinha, já eram 11h da noite e aí pensei: por que eu não faço isso no computador? Por que nunca tentei? Desde sempre anoto frases e já tinha muitas, fui resgatando umas coisas antigas… Aí fiz vários de uma vez.

Qual foi o primeiro?
Esse que eu dei de presente era: “Graças a Deus, um passarinho /Vem me acompanhar/ Cantando bem baixinho/ E eu já não me sinto só/ Tão só, tão só” [da música “Universo Ao Meu Redor”, de Marisa Monte, Carlinhos Brown e Arnaldo Antunes]. E o primeiro que eu fiz digitalmente ainda está lá no site: “O silêncio não é a ausência da fala, é o dizer-se tudo sem nenhuma palavra”, de Mia Couto.

Como você costuma unir as fotos aos poemas?
Cada um é de um jeito. Às vezes fico anos sem fazer nada com uma foto e de repente vejo uma frase e lembro dela, sabe? E tem frases que tento colocar em várias fotos e não funciona… Aí revelo um filme novo e acabo achando a foto [para a frase]. É uma coisa muito doida. Elas se escolhem, também… Mas é principalmente essa coisa de lembrar. Anoto as frases em caderninhos espalhados pela vida e aquilo fica na minha cabeça.

Existe poesia em São Paulo?
Existe muita poesia. As pessoas estão cada vez mais querendo dar amor a São Paulo e assim as coisas vão ficando mais possíveis. A gente é muito castigada aqui, é muito difícil para todo mundo, mas, ao mesmo tempo, tem muita gente incrível fazendo um monte de coisa. Essa energia está no ar de alguma forma. Isso é o mais louco.

A cidade te inspira?
Acho que sim, por tudo que a gente pode viver aqui… É um lugar onde você consegue ter experiências muito fortes. A inspiração é correr atrás do que você quer. Minhas fotos têm um pouco da coisa da cidade, mas também estão meio fora disso. Muitas são ligadas à natureza, como se fosse uma fuga desse turbilhão. É um portal que leva para outro lugar por alguns segundos.

Quais são seus autores favoritos?
Meu autor preferido é Mia Couto, sem dúvida. Ele mudou minha vida, tem o antes e o depois. Mas têm outros autores muito importantes, como Paulinho da Viola. E daqui de São Paulo gosto muito de Paulo Vanzolini.

Criança consegue vaga em escola de MT após campanha no Facebook

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Mãe publicou fotos da filha pedindo uma vaga em escola de Rondonópolis.
Menina ficou dois anos sem ir à escola e, nesta segunda, foi matriculada.

Júlia segura último cartaz após conseguir vaga em escola de Rondonópolis. (Foto: Arquivo/Facebook)

Júlia segura último cartaz após conseguir vaga em escola de Rondonópolis. (Foto: Arquivo/Facebook)

Dhiego Maia, no G1

Uma semana depois de uma campanha iniciada em uma rede social, a mãe da pequena Júlia Jasche Quadros, de quatro anos, comemorou o ingresso da filha em uma escola de educação infantil na rede pública da terceira maior cidade de Mato Grosso, Rondonópolis, localizada a 218 quilômetros de Cuiabá.

Sem conseguir matricular a garota em nenhuma unidade escolar da cidade desde 2011, Melissa Jasche Quadros, de 36 anos, passou a publicar fotos da filha segurando um cartaz com uma mensagem informal ao prefeito Percival Muniz e à secretária de Educação da cidade, Ana Carla Muniz. Nos cartazes, as mensagens diziam as seguintes palavras: “Hoje não fui para a escola, pois não há vaga para eu estudar”.

A Secretaria de Educação de Rondonópolis reconheceu ao G1 que há um déficit de vagas para alunos na idade de Júlia. De acordo com a pasta, 49 unidades escolares contam, no momento, com 8.373 crianças de zero a cinco anos. Outras 2.933 crianças estão na fila de espera. A secretaria disse ainda que foram criadas neste ano 530 vagas e que mais 1,4 mil vagas devem ser criadas quando novas unidades estiverem construídas.

Nesta segunda-feira (6), Júlia estampou o último post da campanha com um cartaz mostrando a escola em que foi matriculada. Ela participou da primeira aula na Escola Municipal de Educação Infantil Elaine Aparecida e, segundo a mãe, saiu do local feliz. “Ela gostou muito da escola e disse que uma professora é legal. A escola fica bem longe da minha casa, mas o mais importante é que a Júlia está estudando”, afirmou Melissa.

Até conseguir a vaga para a filha, Melissa contou ao G1 que enfrentou vários problemas. Ela é estudante de Geografia no campus da Universidade Federal de Mato Grosso (UFMT). Sem ter onde deixar Júlia, ela perdeu as contas das vezes que levou a menina para a universidade.

Mãe pediu vaga para a filha em rede social. (Foto: Reprodução/Facebook)

Mãe pediu vaga para a filha em rede social. (Foto: Reprodução/Facebook)

Em 2011, para atenuar o problema, a família resolveu economizar para pagar uma escola particular para a menina. A mensalidade de R$ 220 por mês pesou no orçamento da família e Júlia teve que abandonar as aulas. “Não tive condições de pagar e ainda estou devendo duas mensalidades”, declarou Melissa.

No início deste ano, Melissa afirmou ter passado por uma decepção. Ela colocou o nome da filha em uma lista de espera em uma escola próxima da casa dela. Dias depois, quando retornou, o local estava fechado. “O espaço para os pequenos era anexo a uma escola. Quando fui lá para ver se tinha vaga para minha filha, o local não estava funcionando”, disse.

Mudança
Segundo o Ministério da Educação (MEC), uma alteração na Lei de Diretrizes e Bases (LDB), de 1996, tornou obrigatória a matrícula de crianças na educação básica a partir dos 4 anos de idade. De acordo com a lei 12.796, publicada no dia 4 de abril deste ano, estados e municípios têm até 2016 para garantir a oferta a todas as crianças a partir dessa idade.

De Monteiro Lobato a Paula Pimenta

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Cristiane Menezes, no Quadros, Retratos & Leituras

Ler é fundamental. Um, dois, três livros por mês, faz bem à mente. Mas é importante saber o que se lê e quem se lê. Sou contra ao dizer que a leitura de qualquer coisa seja útil. De que vale ler por ler? Há muitas futilidades nos livros atuais. Quando escrevi o post “Qual a sua geração?” indaguei sobre isto. É preciso ler algo que contribua no desenvolvimento e formação do ser humano.

Muitos jovens desconhecem, por exemplo, obras belíssimas como as de Clarice Lispector, escritora e jornalista ucraniana, mãe e mulher, naturalizada brasileira, que morou em Recife, capital de Pernambuco, onde começou a escrever logo que aprendeu a ler. E numa de suas obras Felicidade Clandestina fala de sua real paixão pela leitura.

“…Mas possuía o que qualquer criança devoradora de histórias gostaria de ter: um pai dono de livraria. Pouco aproveitava. E nós menos ainda: até para aniversário, em vez de pelo menos um livrinho barato, ela nos entregava em mãos um cartão-postal da loja do pai.” Leia mais aqui do Conto real Felicidade Clandestina: http://migre.me/dBHdL

Entretanto, são fanáticos pela O Diário da Princesa, a mais bem-sucedida série da escritora americana Meg Cabot, com mais de 15 milhões de exemplares vendidos, ganhou adaptação para os cinemas pelos Estúdios Disney.

Liberdade de escolha, sim! Também já falei sobre no post “O que dizer?”. Mas é preciso atenção aos conteúdos e escritores. Nem tudo que se lê é verdade, faz bem.

A colega e professora Ana Paula Dmetriv já citada aqui no post anterior, fez um comentário no Jornal Gazeta do Povo, de Curitiba/PR, que trazia a matéria Juventude Desperdiçada, lembrando outro ponto. Segundo a mesma o incentivo à leitura deve começar cedo e os pais não podem deixar essa tarefa restrita ao âmbito escolar. “A leitura não pode ser apresentada à criança como uma obrigação, mas como fonte de prazer, diversão e novas descobertas. Leia para seu filho, leve-o à biblioteca, à livraria… Enfim, dê o exemplo!” completa Ana.

Aqui no blog além das telas abaixo, você ainda pode encontrar “Maneiras de Ler Livros e Jornais” e se quiser dizer: Qual a sua preferida? Qual último livro leu? O que ficou de bom? Comente aqui!

A tela em moldura se chama Leitura e pertence ao artista plástico brasileiro José Ferraz de Almeida Júnior (1850-1899) que ficou famoso por suas pinturas realistas de caipiras.

Linda Apple artista plástica americana.

Tatyana Deriy nasceu em Moscou, Rússia, em 1973. Sempre demonstrou preferência pelo retrato e composições de interiores. É membro da Federação Internacional de Artistas e da União de Artistas de Moscou.

Louise Amélie Landré foi uma artista plástica francesa (1852-1906). Estudou no ateliê de Chaplin, depois com Barias e finalmente completou seus estudos em pintura com Hubert. Sua carreira se iniciou no Salão de 1876. Em 1885, foi nomeada como associada aos artistas franceses.

(mais…)

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