Contando e Cantando (Volume 2)

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‘Quero melhorar de vida’, diz faxineiro de 30 anos que fará Enem pela 1ª vez

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João Firmino concilia os estudos com o trabalho em uma escola da Natal.
Seu objetivo é tentar uma vaga em medicina, farmácia ou enfermagem.

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Fernanda Zauli, G1

“Quero melhorar de vida.” Com esse pensamento o faxineiro João Firmino da Silva Filho, de 30 anos, vai fazer o Exame Nacional do Ensino Médio (Enem) pela primeira vez para tentar uma vaga em uma universidade. Ele trabalha como faxineiro em uma escola particular de Natal e nos últimos meses tem dividido o tempo entre o ofício e os estudos.

O sonho de João Firmino é fazer medicina, mas pela alta concorrência ele admite escolher outro curso na área de saúde. “Não tenho muito tempo para estudar por causa do trabalho, mas estou me esforçando e estou confiante. Se minha nota não der para fazer medicina posso escolher farmácia ou enfermagem, algo nessa área”, disse. Ele trabalha das 6h às 15h no Colégio Nossa Senhora das Neves, no Alecrim, na Zona Leste de Natal.

João nasceu em Nova Cruz, no Agreste potiguar, e há quatro anos se mudou para Natal em busca de emprego. Casado, ele conta com o apoio da mulher, Simone Luiz da Silva, de 25 anos, que também fará o Enem este ano. No pouco tempo livre que têm os dois aproveitam para estudar juntos para as provas que serão realizadas nos dias 8 e 9 de novembro.

Ele escolheu fazer a prova em Nova Cruz “porque também é uma oportunidade de rever a família”. João Firmino terminou o ensino médio em 2004 e voltar aos bancos da escola 10 anos depois está deixando o ‘novo estudante’ emocionado. “Vou fazer a prova na escola que eu estudei por muitos anos e me formei no segundo grau. Vai ser emocionante voltar lá pra fazer uma prova”, contou João.

e as coisas não saírem conforme planejadas, João nem pensa em desistir: vai continuar em busca do sonho maior que é melhorar de vida. “Eu quero crescer na vida. A gente tem que sempre que buscar melhorar. Eu quero ter filhos e quando eles chegarem quero ter condições de dar uma vida boa pra eles. Se eu não passar agora vou continuar estudando e tentar novamente”, disse.

O Enem será aplicado nos dias 8 e 9 de novembro e, nesta edição, tem 8,7 milhões de candidatos inscritos. No Rio Grande do Norte, de acordo com o Instituto Nacional de Estudos e Pesquisas Educacionais Anísio Teixeira (Inep), são 221.082 inscritos.

Aluno com 20% de visão passa em 1º lugar em concurso no litoral de SP

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Gabriela Lousada, no UOL

Ter apenas 20% da visão não foi um empecilho para que Edson dos Santos Junior, de 15 anos, conseguisse o 1º lugar na prova que seleciona jovens estudantes para participar de um programa profissionalizante em Itanhaém, no Litoral Sul de São Paulo.

Ele superou 230 candidatos e alcançou a liderança no programa Camp (Círculo de Amigos dos Menores Patrulheiros), que seleciona alunos do primeiro ano do Ensino Médio e os direciona ao mercado de trabalho.

"Algumas oportunidades a gente tem apenas uma vez", afirma o estudante Edson Junior

“Algumas oportunidades a gente tem apenas uma vez”, afirma o estudante Edson Junior

Junto com os outros candidatos aprovados, Edson passará por um curso preparatório que aborda matérias como segurança pública, direitos trabalhistas e previdenciários e introdução a aprendizagem profissional.

Depois, será encaminhado a uma das empresas parceiras do programa para iniciar sua trajetória no mercado de trabalho.

“Gosto muito de estudar, mas não esperava esse resultado. Estava um pouco difícil (a prova) e fiquei até surpreso por ser o primeiro, mas eu achava que ia me classificar bem porque estudei bastante. Fiquei muito surpreso e feliz com a primeira colocação”, diz o adolescente.

O dia a dia de Edson é um pouco diferente da rotina dos outros alunos da classe do colégio particular onde estuda. Ele não utiliza o método Braille para ler, o que exige mais esforço para enxergar.

Precisa manter os livros a poucos centímetros do rosto para que as palavras ali escritas se formem no seu campo de visão.

Se o esforço é muito grande, Edson passa mal. “Ficar olhando para as letras por muito tempo me deixa enjoado, aí eu preciso fazer uma pausa. Cansa, mas é um esforço necessário”, diz.

De acordo com o oftalmologista Antonio Luiz Moreira Filho, que atua há 37 anos na área, quem possui 20% da visão pode ter qualidade de vida, desde que haja a “educação da deficiência”.

“A pessoa precisa ter a consciência dessa limitação e tomar atitudes que facilitem a vida dela, podendo ter um rendimento praticamente normal com o auxílio de recursos óticos (lentes) e não óticos (materiais adaptados para facilitar a rotina do deficiente visual). Não é fácil, é necessário ter dedicação”, diz.

Segundo o oftalmologista, na sala de aula, ações realizadas por Edson, como ir até a lousa para ler o que está escrito e aproximar o caderno do rosto ajudam a facilitar o aprendizado.

Os recursos não-óticos citados pelo oftalmologista, já estão incluídos no dia a dia do adolescente. Além do esforço complementar para ler a lousa, Edson utiliza cadernos e material de estudo com pauta, contraste e fontes maiores que o usual, para facilitar ao máximo o entendimento das palavras.

A informação é reforçada pela pedagoga Ana Carolina Silva, que leciona Estimulação Visual e Orientação e Mobilidade no Centro de Educação e Reabilitação Lar das Moças Cegas, em Santos (SP).

“Os recursos não óticos são muito eficientes e importantes na adaptação de um deficiente visual, principalmente no ensino”, afirma.

A pedagoga diz que a estimulação visual, quando bem aplicada, facilita a rotina de quem possui problemas na visão. “Para auxiliar o deficiente, trabalhamos com contrastes, tamanhos e texturas”.

Além dos recursos, Edson conta diz que não necessita da ajuda de ninguém para estudar, apenas presta bastante atenção nas aulas e na explicação dos professores. “Gravo na cabeça, assim fica mais fácil”, afirma.

Pais e irmão também são deficientes visuais
A família já esperava uma boa classificação do filho na prova do Camp, mas não a nota 8, que garantiu a liderança entre os aprovados.

“Tento mostrar para as pessoas que não é uma limitação que vai te impedir de ser bom no que deseja fazer, por isso que eu sempre me dedico ao que faço em todas as ocasiões”, diz Edson, que tem o exemplo em casa.

O adolescente mora com os pais e o irmão mais novo, no bairro Belas Artes. A mãe, professora da Rede Municipal de Ensino, Maria Isabel de Oliveira Santos, e o pai Edson dos Santos, fisioterapeuta, também são deficientes visuais.

Ela tem 8% da visão e ele ficou cego devido a um tumor no cérebro, quando tinha 12 anos. O irmão mais novo, Leonardo dos Santos, 13 anos, possui hoje 5% da visão.

Segundo o pai, isso não os impede de levar uma vida normal. “Meu filho (Edson) chega da escola, faz as lições de casa, brinca, tem aulas de inglês e música durante a semana”, afirma.

Ansiedade para entrar no mercado de trabalho
Junior nunca trabalhou, mas está ansioso para entrar no mercado de trabalho.

Quando não está jogando videogame com o irmão, ele passa horas estudando matemática e língua portuguesa, mas a sua matéria preferida é física.

“Quero cursar a faculdade de engenharia elétrica. Como não me dei bem com esportes, escolhi me empenhar nos estudos”, declara.

De acordo com o adolescente, “algumas oportunidades a gente tem apenas uma vez. O importante é que as pessoas nunca desistam dos seus sonhos porque é a partir deles que conseguimos fazer qualquer coisa”.

Desligue a TV e vá ler um livro

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Publicado no Campo Grande News

O decorador assume que não foi e nem é fácil se desligar do bendito aparelho. Mas que o capítulo pós abolição foi envolto de leitura. (Foto: Marcos Ermínio)

O decorador assume que não foi e nem é fácil se desligar do bendito aparelho. Mas que o capítulo pós abolição foi envolto de leitura. (Foto: Marcos Ermínio)

Título original: Por 1 ano e meio ele aboliu a TV de casa e trocou os canais por vida diferente

Em março do ano passado as correntes que prendiam o decorador José Clovis Guerreiro, de 55 anos, foram quebradas. Longe de qualquer clichê, ele que é conhecido como Zezé Guerreiro, parou de só reclamar da programação da TV e resolveu abolir o aparelho de casa. O resultado foi 1 ano e meio longe da telinha, 20 livros lidos e a liberdade de não ter mais como patroa, a televisão.

“A TV nos prende muito e a programação é um horror. Sem a televisão se tem qualidade de vida, porque ela tem um poder que deixa você ligado o tempo todo. Você dorme pouco, dorme tarde…”, exemplifica.
Zezé conta que a rotina de só dormir depois que tal programa fosse visto chegou ao fim depois que ele levou o aparelho para uma casa que mantém no interior de São Paulo.

Foi há 15 dias que a protagonista que, hoje é coadjuvante na casa, voltou a ter espaço nos cômodos. O combinado foi que ela só voltaria para filmes e aos finais de semana, o que para ele não tem representado dificuldade nenhuma. “Comecei a descobrir muitas coisas e ler virou mania. Estou no meio de um livro e já vou comprando outro. Acostumei tanto que se eu fico sem ler me irrita”, relata.

A troca dos canais pelas páginas veio logo depois da ausência da ‘patroa’. O decorador começou a buscar a leitura a partir do momento em que a TV foi abolida. “Ela direciona muito o seu tempo, vira uma patroa na sua vida e determina seus horários”.

Aquele velho ditado caberia muito bem na vida de Zezé, adaptado para “quanto mais vejo TV, mas gosto dos meus livros”. Analisando as novelas de agora, o que a tela ensina, na visão dele, é maldade o tempo todo. “É um tal de um querer passar a perna no outro. Sempre achei que o ser humano gostasse mais das coisas erradas mesmo. Programa dá ibope quanto tem briga, coisa boa ninguém quer ver”, avalia. E há de se convir que ele está certo mesmo.

Nas conversas entre amigos e gente que desconhecida até então, o que ele mais viu foi nariz torcido e olhos arregalados quando vinha à tona a abolição assinada por ele dentro de casa. “Não, o quê? Mas você é crente? Como? Por quê? E eu dizia não, é uma opção. Falava com o maior orgulho”.

A história de ficar deprimido em frente à TV com o Faustão seguido do Fantástico, anunciando que o final de semana acabou também foi extinta da vida dele. “Eu não fico desesperado. Tem gente que já está até acostumada, para! Não deixa que ela determine a sua vida”, repreende.

Dos bate-papos em casa para um diálogo cada vez mais monossilábico. A televisão influencia até na convivência das famílias que vem deixando de trocar informações sobre o dia-a-dia para por em pauta a novela, por exemplo.

Desde criança, Zezé tinha horário para ver desenho e depois desligar o botão. De resto, a brincadeira era na rua mesmo. Bem oposto ao que ele vê hoje, de gente que não conversa e quando faz, se resume a um micro diálogo. “Se chega em casa e ‘tuf’ liga a TV. Hoje eu saio da onde ela está”.

O decorador assume que não foi e nem é fácil se desligar do bendito aparelho. Mas que o capítulo pós abolição foi envolto de leitura. “Aquele aparelho determinada alguma parte e de repente não determina mais. Então muda. É uma mudança de vida falar não para a TV e sim para o livro”.

Depois da quarentena, bem maior que o tempo proposto do termo chegou ao fim, ele colocou a TV de volta, mas sem tirar qualquer livro da estante. “Eu não vou perder o que conquistei, essa vontade de ler. Eu recomendo e muito, mas para o brasileiro isso é loucura. Se todo mundo fosse louco assim o mundo ia ser maravilhoso”. A paixão com que ele passa os relatos dá vontade de abolir também.

Promoção: “O poder dos 10 mandamentos”

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o poder dos 10 mandamentos

Num tempo em que a liberdade e a individualidade têm sido fortemente defendidas, toda e qualquer regra, por mais benéfica que seja, é tida como uma prisão. Os Dez Mandamentos, por exemplo, são vistos por muitos como um conjunto de proibições, criadas por um Deus carrasco e dominador.

O que William Douglas revela nesta obra é uma forma diferente de olhar para a lista divina, sob um ponto de vista não só positivo, mas que demonstra o caráter amoroso de Deus. E o autor vai além, demonstrando que a obediência aos Dez Mandamentos abre as portas para relacionamentos saudáveis, equilíbrio e uma vida de paz e contentamento.

Quer você seja ateu, judeu, evangélico, católico ou muçulmano, quero convidá-lo a esquecer, durante a leitura deste livro, a ideia de que os Dez Mandamentos foram criados com uma finalidade opressora ou que são exclusivos para seguidores desta ou daquela religião. Com essa abertura, poderemos examiná-los sob um novo paradigma: como um caminho para uma vida plena.

William Douglas

Nas entrelinhas dos Dez Mandamentos é possível perceber a assinatura, o caráter, a intencionalidade, as teses fundamentais e os pensamentos subliminares do personagem mais misterioso, complexo, afetivo, discreto e, ao mesmo tempo, presente do teatro da existência: Deus. Os Dez Mandamentos promovem a liberdade responsável, a generosidade, a tolerância, a justiça social, a saúde das relações sociais, enfim, como meu querido amigo William Douglas comenta, promovem a qualidade de vida e o sucesso em seus mais amplos sentidos.

Augusto Cury

Vamos sortear 3 exemplares de “O poder dos 10 mandamentos“, o primeiro livro de William Douglas publicado pela Mundo Cristão.

Para participar é simples:

* Faça o login
* Preencha os requisitos do aplicativo abaixo

O resultado será divulgado no dia 18/7 e os nomes dos ganhadores serão conhecidos aqui no post e no perfil @livrosepessoas.

Participe! 😉

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Atenção:

Os requisitos são:

– Tweet about the giveaway: é só clicar no botão “twitter” que será dado RT automaticamente em seu perfil. Quanto mais vezes clicar nesse botão, mais pontos vai fazer e aumentar as chances de ganhar o livro.
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Brasil tem a menor média de anos de estudos da América do Sul, diz Pnud

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Adulto estuda em média 7,2 anos; MEC contesta e diz que média é 7,4.
ONU divulgou dados do Índice de Desenvolvimento Humano nesta quinta.

Publicado por G1

Sala de aula (Foto: Reprodução/RPC TV Londrina)

Sala de aula (Foto: Reprodução/RPC TV Londrina)

A média de escolaridade no Brasil, um dos critérios educacionais que o Programa das Nações Unidas para o Desenvolvimento (Pnud) leva em conta na elaboração do Índice de Desenvolvimento Humano (IDH), é de 7,2 anos, segundo dados divulgados nesta quinta-feira (14) pelo órgão. Ela permaneceu estagnada no Brasil entre 2011 e 2013. O número é o menor, ao lado do Suriname, entre os países da América do Sul (veja tabela abaixo).

O Ministério da Educação contesta os dados do órgão da ONU. Em nota, diz que os dados da pesquisa são defasados e que o IBGE de 2011 revelou que a média de escolaridade no país é de 7,4 anos. Se fosse considerado este índice, o Brasil ficaria à frente de Colômbia e Suriname na América do Sul.

O estudo do Pnud mostrou também um aumentou o índice de anos de escolaridade esperados para o Brasil: em 2011, ela era de 13,8 e, agora, subiu para 14,2. A média de adultos alfabetizados no Brasil é de 90,3%, segundo o estudo, e quase a metade da população acima de 25 anos (49,5%) tem pelo menos o ensino médio. A evasão escolar no ensino fundamental no país, de acordo com o estudo, é de 24,3%.

O estudo destacou o aumento de investimento em educação e desraca ainda o programa de bolsa de estudos do Brasil e campanhas de alfabetização.

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No IDH 2013, o Brasil caiu uma posição e ficou no 85º lugar em uma lista de 185 países. O índice brasileiro, porém, subiu de 0.718 para 0.730 e continua na categoria “desenvolvimento humano alto”. O IDH é medido em uma escala de 0 a 1 e leva em conta dados sobre saúde, educação e qualidade de vida, incluindo renda. O país que lidera a lista é a Noruega, com IDH de 0.955.

1MEC diz que dados estão defasados
A tabela do IDH indica que os dados educacionais dos países são referentes a 2010 (para a média de escolaridade) ou às informações mais recentes. Em nota, o Ministério da Educação afirmou que “os dados utilizados no cálculo são defasados para o Brasil e diferenciados entre os países” e “apresentam graves distorções devido aos dados utilizados” nos cálculos do governo.

No caso do Brasil, segundo o MEC, os dados sobre a média de anos de escolaridade são referentes a 2005, mas dados do IBGE 2011 citados pelo ministério mostram “um valor de 7,4 anos para a população de 25 anos ou mais”.

Ainda de acordo com o comunicado, os dados usados pelo Pnud a respeito do anos de escolaridade esperados não levam em conta as crianças de 5 anos matriculadas na pré-escola, bem como das matriculadas nas classes de alfabetização. “Ou seja, são desconsiderados no cálculo cerca de 4,6 milhões de matrículas de crianças brasileiras”, diz o MEC.

Pelos cálculos do governo, considerando esses números, “o valor correto de anos de escolaridade esperados para o Brasil seria de 16,7”.

Dois importantes indicadores da dimensão educação, Média de Anos de Escolaridade e Anos de Escolaridade Esperados, apresentam graves distorções devido aos dados utilizados em seus cálculos.

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