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Qual é o seu livro favorito?

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A resposta, muitas vezes, depende de quem pergunta

Danilo Venticinque, na Época

Há algumas semanas, uma amiga minha confessou que tinha dois livros favoritos: um sincero e um para impressionar. Se alguém da turma que odeia best-sellers pergunta sobre suas preferências literárias, ela diz que seu preferido é O conto da ilha desconhecida, de José Saramago. Para os amigos, ela assume a verdade. Por mais que goste da obra de Saramago, nada supera sua paixão por Harry Potter.

O problema dela é o mesmo de muitos leitores com quem costumo conversar. Quando pergunto qual é o livro favorito de alguém, a reação imediata é uma pausa silenciosa. Consigo imaginar o que passa pela cabeça da pessoa antes da resposta. Seria prudente admitir a paixão por um best-seller da moda ou por um livro juvenil? Citar um clássico lido e conhecido por todos não seria falta de originalidade? Por outro lado, falar de uma obra obscura pode soar pedante. Quando a resposta finalmente vem, depois desses longos instantes de reflexão, é impossível acreditar em sua sinceridade.

Eu também não escapo dessa falta de espontaneidade que acomete tantos leitores. Quando parei para pensar nas duas respostas de minha amiga, percebi que eu tinha ainda mais livros favoritos do que ela – cada um para uma situação específica. Para tentar impressionar alguém, já declarei de bate-pronto meu fascínio por Buddenbrooks, de Thomas Mann. Entre colegas de trabalho, não economizo elogios a Guerra e paz. Em conversas informais com amigos que gostam de ler, minha escolha é O jogo da amarelinha, de Julio Cortázar. Mas, se eu estiver muito à vontade, admitirei que Os homens que não amavam as mulheres foi o único livro que me fez passar a noite em claro para ler, e que O mundo de Sofia foi o livro que mais reli. E talvez nenhum desses títulos, por mais que eu goste deles, tenha superado minha paixão adolescente por Vinte mil léguas submarinas.

A dificuldade para reconhecer quais eram meus favoritos já me custou caro. Antes de entrar no ensino médio, abri mão de minha coleção de Jules Verne para dar espaço aos livros adultos que eu leria a partir de então. Quanto mais obras “adultas” eu lia, mais eu percebia o quanto era infantil o meu preconceito contra a ficção científica de Verne, e mais eu me arrependia por ter me desfeito de meu livro favorito. Espero que ele esteja na estante de alguém que soube acolhê-lo melhor do que eu. Tive a alegria de reencontrar Vinte mil léguas submarinas recentemente numa nova edição, comentada e ilustrada. Passou algum tempo na minha cabeceira e agora voltou à minha estante, em posição de destaque. Não nos separaremos novamente.

Por que temos vergonha de revelar nossos verdadeiros favoritos? As críticas recorrentes aos best-sellers e aos seus fãs, como se fossem inferiores aos leitores de obras literárias mais profundas, ajudam a inibir nossa sinceridade. Há também uma pressão social para que os leitores sejam um pouco esnobes. A leitura de livros ainda é vista como uma atividade erudita, e admitir ser fã de Dan Brown ou de Paulo Coelho é colocar esse status em xeque. Quanto aos fãs de livros juvenis, são vítimas da crença injusta de que essas obras são destinadas apenas a crianças e adolescentes. O adulto que assume que Harry Potter é seu livro favorito corre o risco de ser visto como um leitor que esqueceu de amadurecer, e não como alguém que, depois de desbravar clássicos da literatura e se apaixonar por eles, continua a preferir histórias de magia.

O verdadeiro amadurecimento do leitor não está em abandonar os livros mais leves e trocá-los por obras mais complexas. Essa é uma escolha que cada um faz no seu tempo, por uma questão de gosto e, às vezes, necessidade. Amadurecer como leitor é outra coisa. É entender suas preferências, não ter vergonha de assumi-las e construir um caminho de leituras com base nelas. Sempre haverá leitores que compartilham o amor pelo seu livro favorito. Outros discordarão da sua escolha. Não há nenhum problema nisso, e entrar em qualquer discussão a esse respeito é desperdiçar um tempo que poderia ser dedicado aos livros. A leitura é importante, mas não precisamos levá-la sempre a sério. Ler também é uma diversão. O livro favorito é, antes de tudo, aquele que lemos com mais prazer.

Unesp lança 54 novos títulos digitais para download gratuito

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Evento dia 24 de abril terá entrevista com autores em São Paulo, SP

 

Publicado no site da Unesp

 

A Pró-Reitoria de Pós-Graduação da Unesp e a Editora Unesp tornam disponíveis para download gratuito 54 novos títulos do selo Cultura Acadêmica. O lançamento acontece dia 24 de abril  As obras integram a Coleção Propg/FEU Digital, que passa a contar agora com 192 títulos.

O lançamento será a partir das 9 h, na sede da Editora Unesp, em São Paulo. Estarão presentes a vice-reitora da Unesp, Marilza Vieira Rudge, representando o reitor Julio Cezar Durigan, e o pró-reitor de pós-graduação Eduardo Kokubun, além do presidente e do editor executivo da Editora Unesp, respectivamente, José Castilho Marques Neto e Jézio Hernani Bomfim Gutierre. Castilho fará a palestra ‘Os E-books e a democratização do conhecimento’.

Após a cerimônia de apresentação do projeto e dos novos livros, o público poderá conferir as obras, por meio de iPads que ficarão disponíveis até as 16 horas, quando se encerram as atividades.  Paralelamente, os autores dos livros estarão concedendo entrevistas.

Toda a programação será transmitida ao vivo pelo endereço www.unesp.br/tv, ao mesmo tempo em que serão sorteados 54 pen cards para os internautas que fizerem downloads das obras durante o evento.

Pioneirismo
A coleção Propg-FEU Digital, uma das primeiras de e.Books do país, foi iniciada em 2010, com a disponibilização de 44 obras  para download gratuito. O projeto tem como objetivo democratizar a produção acadêmica – todos os títulos são assinados por docentes da Unesp e abordam temas os mais variados dentro da área de Ciências Humanas,  como educação, história, geografia.

Em 2011 foram incluídos 50 novos títulos e em 2012 outros 44.  A meta do projeto, agora com 192 obras, é publicar 1.000 livros até 2020. Todo o novo lote e parte dos 138 livros que já integravam a coleção estão disponíveis também para impressão sob demanda. Durante 2012 foram contabilizados mais de 134 mil downloads de obras da coleção.

Para conhecer todos os títulos e os autores que integram a Coleção Propg/FEU Digital, acesse http://bit.ly/ipKHX8

Confira ainda entrevistas em áudio com os autores em http://podcast.unesp.br/perfil. Elas podem ser localizadas pelo título do livro ou pelo nome do autor da obra.

Saiba mais sobre o selo Cultura Acadêmica: http://www.culturaacademica.com.br/

A Editora Unesp fica na Praça da Sé, 108, Centro de São Paulo. O lançamento da Coleção Propg/FEU Digital será no 7º andar.

Confira, abaixo, a relação dos 54 novos títulos, com seus respectivos autores ou organizadores:

A atuação de Joel Silveira na imprensa carioca (1937-1944), de Danilo Wenseslau Ferrari

A coevolução dos elementos do sistema setorial de inovação do setor automotivo, de Lourenço Galvão Diniz Faria

A educação física adaptada no contexto da formação profissional: implicações curriculares para os cursos de educação física, de Cláudio Silvério da Silva e Alexandre Janotta Drigo

A esfera da percepção: considerações sobre o conto de Julio Cortázar, de Roxana Guadalupe Herrera Alvarez

A evasão escolar na educação tecnológica: o embate entre percepções subjetivas e objetivas, de Edson Detregiachi Filho

A independência do solo que habitamos: poder, autonomia e cultura política na construção do império brasileiro. Sergipe (1750-1831), de Edna Maria Matos Antonio

A influência do lobby do etanol na definição da política agrícola e energética dos EUA (2002-2011), de Laís Forti Thomaz

(mais…)

Ken Follett: “Se o leitor se envolve emocionalmente, o livro vira sucesso”

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Publicado na Época

O escritor de “Os pilares da Terra” lança no Brasil “Inverno do mundo”, o segundo volume de uma trilogia sobre o século XX

O escritor Ken Follet na Espanha
(Foto: Carlos Alvarez/Getty Images)

Idade Média, século XX, hoje em dia como em qualquer outro dia, não há limites para a imaginação do escritor galês Ken Follett. Ele é um dos autores mais vendidos do mundo. Em 27 anos de carreira, lançou 21 romances e já vendeu mais de 500 milhões de exemplares em 35 idiomas. Aos 63 anos, ele acaba de lançar simultaneamente em 18 países o romance Inverno do mundo (editora Arqueiro, 880 páginas, R$ 59,90, tradução de Fernanda Abreu). É o segundo volume da trilogia O século, iniciada há dois anos com Queda de gigantes.

Trata-se de uma saga em construção sobre as conturbações do século XX, entre guerras, revoluções, transformações sociais e culturais. O narrador em terceira pessoa acompanha simultaneamente o destino de cinco famílias – americana, alemã, russa, inglesa e galesa –, que se altera e se entrelaça diante das transformações por que passa o mundo. Se o primeiro volume narra a imigração e a Primeira Guerra Mundial, o segundo aborda a ascensão do nazismo. O livro é ambientado no ano de 1933. Em Berlim, a jovem Carla Von Ulrich testemunha a ascensão de Hitler e o envolvimento de sua família com o Nacional Socialismo. É o momento do exílio, que leva Carla a conhecer os personagens que desfilam pelo livro em blocos narrativos paralelos.

>>Mais entrevistas

Follett já abordou a Idade Média na série Os pilares da Terra – que foi adaptada com sucesso para a televisão. Ficou famoso com romances policiais, gênero no qual desenvolveu uma narrativa que hoje é seguida por diversos aspirantes a escritores de sucesso. Em entrevista a ÉPOCA, dada por e-mail, Ken Follett afirma que o ser humano é fundamentalmente o mesmo, não importando a época e as condições políticas e econômicas em que viveu ou viverá.

>>Notícias sobre livros

ÉPOCA – Por que o senhor escolheu enfrentar um assunto tão complexo e grandioso como o século XX, após ter abordado a construção das catedrais na Idade Média em Os pilares da Terra?
Ken Follett
– O século XX é o mais dramático da história da humanidade, com duas grandes guerras e a crise da bomba atômica. Também é o século em que a maior parte dos meus leitores nasceu. É a história de todos nós: quem somos e de onde viemos.

Inverno do Mundo (editora Arqueiro, 880 páginas, R$ 59,90, tradução de Fernanda Abreu) (Foto: Reprodução)

ÉPOCA – Qual foi o maior desafio para abordar as turbulências do século XX e, ao mesmo tempo, fazer um retrato da vida íntima de uma galeria de dezenas de personagens que desfilam pela trilogia O século?
Follett
– Como sempre, o desafio é mostrar a história como parte da vida diária de homens e mulheres.

ÉPOCA – É mais difícil criar personagens e cenários na Idade Média ou no século XX?
Follett
– Não é muito diferente. O mundo mudou bastante desde a Idade Média, mas as pessoas são fundamentalmente as mesmas. As pessoas da Idade Média e as de hoje possuem as mesmas paixões e medos.

ÉPOCA – Como o senhor descreve o método de narrar e criar personagens que o senhor desenvolveu ao longo da sua carreira?
Follett
– Meu método é planejar o livro nos mínimos detalhes antes de escrevê-lo. Isso me ajuda a garantir que haverá sempre um motivo para virar a página e continuar a ler a histórias. Desenvolvi minha maneira de narrar, baseando-me em autores de todos os tempos. Às vezes eles têm ideias e técnicas que eu posso adaptar facilmente. Mas há ocasiões em que só me espanto, sem conseguir adaptar coisa alguma.

ÉPOCA – Qual o segredo para contar uma história que provoque entusiasmo e criar um romance de sucesso nos dias de hoje?
Follett
– A única coisa que importa é que o leitor se envolva emocionalmente com o enredo. Ele ou ela precisa sentir a ansiedade, o medo, a raiva e outras emoções. Se a história consegue fazer isso, será um sucesso popular.

ÉPOCA – O senhor acha que as novas possibilidades tecnológicas, como e-books, tablets e leitores digitais, estão pondo em risco a vida literária tal como a conhecemos?
Follett
– Acredito que a tecnologia oferece uma oportunidade para nós no mundo dos livros. Ela vai levar nosso trabalho a mais pessoas. Não temos nada a temer com a tecnologia.

ÉPOCA – Escrever para o senhor é uma busca ou é pura diversão? Qual o seu objetivo quando o senhor escreve?
Follett
– Meu objetivo é deixar o leitor tão interessado na história que ele vai acabar preferindo o mundo imaginário ao real, e ficar desapontado quando chegar o momento de fechar o livro e ir dormir.

ÉPOCA – O senhor já cogitou em escrever uma narrativa “intelectual” e experimental? E em voltar aos livros de suspense?
Follett –
Nunca pensei em ser experimental. Voltar ao suspense, talvez, um dia.

ÉPOCA – Que tipo de interação e relacionamento o senhor mantém com seus leitores?
Follett
– Eu recebo cartas, e-mails e tweets dos meus leitores, e respondo a todos eles.

Mesmo após protestos, fundação mantém decisão e Anna Cintra é nova reitora da PUC-SP

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Estudantes, professores e funcionários fazem manifestação em frente ao prédio da PUC-SP (Pontíficia Universidade Católica), nesta sexta-feira (30), em São Paulo. Eles protestam contra a indicação da última colocada nas eleições para a reitoria, Anna Cintra, ao cargo. Ela tentou tomar posse hoje mas foi impedida (Alice Vergueira / Futura Press)

Publicado por UOL

Apesar da tentativa do Consun (Conselho Universitário) de adiar a posse da professora Anna Cintra como reitora da PUC-SP (Pontifícia Universidade Católica), o cardeal Dom Odilo Pedro Scherer manteve o nome da professora que passa a ser reitora da instituição nesta sexta-feira (30).

Estudantes da PUC-SP ocuparam a reitoria da universidade no dia 14 de novembro

Segundo nota divulgada pela Fundasp (Fundação São Paulo), mantenedora da PUC-SP, o cardeal julgou nula a decisão do conselho que pretendia suspender a lista tríplice com o nome dos candidatos a reitor e vice-reitor para o período de 2012 a 2016.

Dom Odilo destacou na nota que a democracia dentro da universidade “não foi sequer arranhada, pois as normas estatutárias emanadas e aprovadas pela comunidade acadêmica e pelo Conselho Universitário foram observadas integralmente, nesse processo”.

Não haverá cerimônia de posse da nova reitora, segundo a assessoria de imprensa da Fundasp.

Tentativa

Anna Cintra foi a terceira colocada na votação entre a comunidade acadêmica, mas foi escolhida para o cargo pelo cardeal Dom Odilo Scherer.

Os estudantes decretaram greve desde a divulgação da escolha de Dom Odilo e chegaram a ocupar a reitoria da instituição. Os alunos pedem que o primeiro colocado da lista e atual reitor da instituição, Dirceu de Mello, seja nomeado. Os professores também apoiam a manifestação dos alunos.

Em reunião realizada na quarta-feira (28), o Consun decidiu suspender temporariamente a homologação da lista tríplice com os três candidatos mais votados na eleição para a reitoria da instituição para evitar a posse da professora Anna Cintra.

O Consun chegou a escolher o professor Marcos Masseto como reitor interino da universidade até a próxima reunião do conselho, no dia 12 de dezembro, quando Anna Cintra deveria apresentar sua defesa sobre um recurso dos estudantes contra a eleição.

Colégios cariocas dão uma lição de tolerância religiosa

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 A católica Clara Braem e Marcelo Liberman, aluno do Liessin, durante o encontro no colégio Foto: Paula Giolito
A católica Clara Braem e Marcelo Liberman, aluno do Liessin, durante o encontro no colégio Paula Giolito

Lauro Neto, em O Globo

RIO – Enquanto o mundo se divide em guerras religiosas, alunos dos colégios Liessin e Santo Inácio dão um exemplo de tolerância e convivência pacífica. Na tarde desta quinta-feira (11), vinte estudantes do 1º ano do ensino médio da escola católica assistiram a uma aula sobre Holocausto e Israel, que servirá de subsídio para um concurso promovido pelo centro de ensino judaico. O vencedor ganhará uma viagem paga pelo Liessin para a Marcha da Vida, que passa por Israel e por campos de concentração na Polônia.

A ideia partiu dos coordenadores de estudos judaicos do Liessin, Rafael Bronz e Anita Goldberg, responsáveis pela aula e pelas apostilas de apoio para os estudantes do Santo Inácio fazerem uma prova na próxima quarta-feira (17). Mas o diálogo interreligioso entre os dois colégios remonta há seis anos, quando começou o projeto Vizinhos de Portas abertas, que promove encontros entre alunos de ambos para entender as diferenças e semelhanças entre eles.

— Achamos importante que pessoas que não fazem parte da comunidade judaica participem da Marcha da Vida. Como já havia uma parceria com o Santo Inácio, fizemos o convite. A experiência é muito forte, e os jovens têm o poder de multiplicar o conhecimento para que episódios como o o Holocausto nunca se repitam — explicou Anita.

A judia Luciana Deusch, de 16 anos, deu as boas vindas aos colegas católicos na entrada da Sucá, uma cabana judaica, dentro da qual cerca de 30 adolescentes se sentaram para responder a dúvidas e curiosidades das duas religiões.

— Essa cabana representa a proteção que Deus mandou durante os 40 anos que os judeus passaram andando no deserto quando saíram do Egito — explicou Luciana. — Todos são muito bem-vindos.

A inaciana Clara Braem se sentiu em casa.

— Adorei a experiência e aprendi muita coisa. Conhecer o judaísmo é entender a origem da minha religião cristã. É importante respeitar as diferenças, mas vi que também temos muitas semelhanças — disse a menina, de 15 anos.

Após explicar que os judeus usam o quipá para nunca esquecer que Deus está acima dos homens, Marcelo Liberman, de 16 anos, também quis saber quais eram as principais datas e feriados católicos, como o desta sexta-feira (12), Dia de Nossa Senhora Aparecida.

— Há tantos conflitos religiosos no mundo, e mostramos que através do diálogo não precisamos tomar nenhuma decisão precipitada.

As professoras de ensino religioso do Santo Inácio Rosana Lourenço e Sílvia Corrêa, que preparam estudantes para o sacramento da Crisma (confirmação do Batismo), também aprovaram a iniciativa.

— Você só confirma sua fé quando tem liberdade para ouvir o outro sem querer que ele seja igual a você — diz Sílvia.

Enquanto isso, outro grupo de alunos do Santo Inácio assistia à aula do professor Rafael Bronz sobre o Holocausto. A atenção era tamanha, que Bernardo Miranda, de 15 anos, só quis falar com o repórter após o término.

— Quis prestar bastante atenção à aula para fazer a prova com propriedade e tentar ganhar a viagem. Vai ser logo depois da Semana Santa e seria uma experiência muito emocionante — acredita o estudante católico.

Para completar o clima de sicretismo religioso, a envagélica Deborah Cabral, também aluna do Santo Inácio, está entre as candidatas do concurso. Filha de um pastor da Igreja Presbiteriana, a estudante se interessa pelo assunto.

— Meus pais se conheceram em Israel e estudo muito sobre o Holocausto — conta a menina de 15 anos. — Mesmo não sendo judia, é importante conhecer a história, para que ela nunca mais se repita.

foto: Paula Giolito

dica do Ailsom Heringer

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