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Posts tagged queima de livros

Padre que queimou livros de “Harry Potter” e “Crepúsculo” pede desculpas

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Fogueira de livros na PolôniaReprodução / Facebook

Fundação católica polonesa organizou a fogueira por considerar que as obras incentivam a magia

Publicado na Gaucha Zh

O padre polonês Rafal Jarosiewicz, responsável pela queima de livros de Harry Potter e da saga Crepúsculo (Twilight) por considerá-los profanadores e incentivarem a feitiçaria, pediu desculpas nesta quarta-feira (3) pela ação que gerou uma onda de críticas dentro e fora da Polônia.

“Queimar os livros e outros objetos foi um ato infeliz”, declarou o padre Rafal Jarosiewicz na página do Facebook da fundação SMS of the Skies, que organizou a cerimônia de destruição.

“Não foi uma questão de zombar de qualquer grupo social ou de qualquer religião e não visava aos livros ou à cultura. Se alguém entendesse meu ato assim, peço sinceras desculpas”, escreveu o padre.

Rafal Jarosiewicz e dois outros padres católicos queimaram em público no domingo, em Gdansk, no norte da Polônia, os livros das famosas sagas infanto juvenis por considerá-los sacrílegos. O episcopado polonês reconheceu os fatos.

Segundo Jan Kucharski, exorcista e sacerdote da paróquia de Nossa Senhora Mãe da Igreja em Gdansk (nordeste), “não se tratava de queimar livros, mas de objetos associados à magia e ao oculto”.

Além dos livros, havia objetos como amuletos e talismãs trazidos pelos fiéis, além de máscaras e até uma sombrinha da Hello Kitty. A publicação original com as imagens foi deletada.

Sacerdotes católicos queimam livros de Harry Potter

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Sacerdotes católicos queimam livros de Harry Potter / Foto: Reprodução

 

Caso aconteceu na Polônia e outros objetos também foram depredados

Publicado no Pleno News

Neste domingo (31), um grupo de sacerdotes católicos poloneses decidiu queimar vários objetos considerados contrários ao respeito a Deus. Entre eles estão livros da saga Harry Potter, um guarda-chuva da Hello Kitty e talismãs.

A fogueira foi armada pela fundação SMS do Céu, uma organização conservadora que utiliza as novas tecnologias para propagar seus ensinos. De acordo com a organização, a fogueira em Gdanks teve o objetivo de enaltecer a “obediência a Deus” e o “combate à magia e aos falsos ídolos”.

Sacerdotes católicos queimam livros de Harry Potter / Foto: Reprodução

– Usar horóscopo, astrologia, quiromancia, profecias ou presságios são manifestações do desejo de controlar o tempo, a história e a humanidade e, ao mesmo tempo, do desejo de ganhar poderes ocultos. Por isso se trata de práticas contrárias à reverência e ao respeito a Deus – declara a fundação.

Sacerdotes católicos queimam livros de Harry Potter / Foto: Reprodução

As imagens foram criticadas por vários internautas que, por exemplo, comparam a ação com a queima de livros organizada pelas autoridades nazistas na praça da Ópera de Berlim, em 1933.

*Com informações da Agência EFE

Nova adaptação de Fahrenheit 451 tem produção arrojada e elenco competente, mas peca na crítica social

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Filme Fahrenheit 451, da HBO, estrelado por Michael B. Jordan e Michael Shannon. Foto: HBO/Divulgacao

Livro foi adaptado para os cinemas no clássico de 1966 dirigido por François Truffaut e, agora, novamente transposto para as telas, em telefilme da HBO

Breno Pessoa, no Diário de Pernambuco

“Ficção científica é uma ótima maneira de fingir que você está falando do futuro quando, na verdade, você está atacando o passado recente e o presente”, afirmou certa vez o escritor norte-americano Ray Bradbury (1920-2012). A máxima se aplica bem à mais conhecida obra do autor, Fahrenheit 451, livro adaptado para os cinemas no clássico de 1966 dirigido por François Truffaut e, agora, novamente transposto para as telas, em telefilme da HBO, lançado mundialmente no canal a cabo e disponível também no serviço de streaming HBO Go.

Com direção e roteiro adaptado por Ramin Bahrani (do bom Goodbye Solo), a nova versão é estrelada por Michael B. Jordan (Creed) e Michael Shannon (A Forma da Água). A trama é ambientada em um local e tempo indefinido, no futuro, quando livros são considerados uma ameaça à ordem e proibidos pelo governo. Eventuais exemplares descobertos são eliminados pelos bombeiros, agora não mais responsáveis por apagar incêndios, mas sim pela incineração dos exemplares.

Exercendo uma função carregada pela literalidade do termo fireman (bombeiro, em inglês), formado pelas palavras fire (fogo) e man (homem), o protagonista Guy Montag (Jordan) encara uma crise pessoal a respeito do trabalho. Os questionamentos surgem quando ele encontra o livro Memórias do subsolo, de Dostoiévski.

As angústias narradas pelo protagonista da novela do autor russo ressoam em Montag, que passa a rever os próprios conceitos. Ao mesmo tempo, ele se aproxima de Clarisse (Sofia Boutella), uma entre os que resistem à repressão e tentam preservar o hábito da leitura. Antes uma espécie de mentor para Montag, Beatty (Shannon), o rígido capitão da brigada de bombeiros, vira um grande opositor para o protagonista.

Em linhas gerais, o drama central desta versão não destoa do romance nem da primeira adaptação cinematográfica. Ainda que a obra provoque inevitáveis paralelos com estados autoritários e censura, Bradbury chegou a declarar que Fahrenheit 451 era um comentário sobre um temor: que as mídias de massa acabem por reduzir o interesse da leitura. Vale lembrar, no entanto, que o título foi publicado em 1953, à época do macarthismo nos EUA, quando a queima de livros considerados impróprios era algo corriqueiro.

Enquanto no livro e no primeiro filme a alienação é representada sobretudo pelos televisores presentes nos lares, o novo longa traz algumas atualizações, incluindo as redes sociais. Logo nos primeiros minutos, vemos uma transmissão ao vivo da queima de livros, com usuários reagindo em tempo real com emojis e comentários, enquanto Montag e outros bombeiros se portam como influenciadores digitais no ambiente virtual gerido pelo governo daquele mundo distópico.

Armadilha
Se a obra original faz uma severa crítica ao consumo da imagem em detrimento do conteúdo, o telefilme da HBO, cai, em certos momentos, nessa armadilha. Há bonitas cenas e capricho no design de produção – ainda que com alguns vícios do gênero sci-fi, com excesso de ambientes muito escuros as telas holográficas popularizadas a partir de Minority report (2002). O apuro estético se sobressai, mas o desenvolvimento da trama fica em segundo plano, enquanto a direção e montagem tentam imprimir dinamismo e grandiloquência.

Falta desenvolvimento dos personagens e da questão central do filme. Nem o protagonista parece ciente da real importância dos livros, assim como a transformação dele em defensor da preservação literária é apressada. E a inclusão de elementos contemporâneos pouco acrescenta à narrativa, como a existência de livros digitais e menção a Harry Potter. Há até uma nada sutil referência a Donald Trump, quando Beatty motiva os bombeiros com a frase “burn for America again” (queime pela América novamente), emulando o slogan do presidente norte-americano, Make America Great Again (Torne a América Grande Novamente).

Em tempos de exaltação à superficialidade, a releitura resgata uma importante questão, porém sem o devido peso. Funciona como entretenimento, tem produção caprichada e bom elenco, mas carece de densidade.

3 perguntas // Michael Shannon – ator

Quais são os temas do filme que mais lhe tocam?
Para mim, a questão essencial é: qual o valor do conhecimento? Nós somos melhores com ou sem conhecimento? É difícil aceitar o ponto de vista de Beatty porque a maioria das pessoas está inclinada a discordar dele. Mas enquanto atuava, em certo momento me encontrei concordando com seu modo de pensar. A maioria não sabe lidar com a verdade nem o que fazer com o conhecimento genuíno. E muita gente fica atormentada com isso. De que maneira o conhecimento e a verdade podem se traduzir em ação? Se você quiser ter toda a verdade, e nada além disso, o que fará quando chegar lá? Porque se nós não estivermos preparados para fazermos algo quando sobre isso, provavelmente isso será tirado de nós.

Como você se sentiu ao filmar as cenas em que os livros são queimados?
Acredito que essas cenas foram mais dolorosas para Ramim, porque ele escolheu os livros com muito carinho e selecionou os títulos que mais significavam para ele. Para mim, não foi como se estivéssemos queimando a última cópia de determinado exemplar. Eu sabia que existiam outros livros, então estava tranqüilo com isso. Essas cenas foram rodadas em dias muito quentes e estávamos suando muito, então, minha grande preocupação era não ficar desidratado. Eles fizeram um belo trabalho com os lança-chamas. São realmente impressionantes.

Se você pudesse salvar cinco livros quais seriam?
Nove estórias (J. D. Salinger), que é provavelmente o meu livro favorito. Misto quente, de Charles Bukowski, outro dos meus favoritos. Onze Tipos de Solidão, de Richard Yates. E eu realmente amo Memórias do subsolo, de Dostoiévski. E tudo que (Anton) Chekov escreveu.

Livraria carioca realiza ‘queima de livros’ em resposta ao cancelamento da mostra LGBT

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Publicado no Hypeness

Se as pressões de grupos conservadores foram capazes de acabar com a exposição QueerMuseu: Cartografias da diferença na arte brasileira, as reações a tal censura também vêm sendo volumosas e contundentes – e, em alguns casos, especialmente bem humoradas.

Enquanto algumas editoras desafiaram o clima de perseguição promovendo, em suas páginas no Facebook, a “semana da arte degenerada”, oferecendo em promoção obras de artistas de viés erótico (em alusão à Alemanha Nazista, que destruiu obras de arte consideradas “degeneradas”), uma tradicional livraria carioca se antecipou e resolveu promover ela mesma sua “queima de livros”.

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Segundo a divulgação, a livraria Leonardo Da Vinci irá promover “uma queima para intolerante e fascista nenhum botar defeito”. Claro que não se trata de uma fogueira literal – como tantas já ocorreram, ao longo da história, em nome da moral e dos bons costumes – mas sim de uma bem humorada promoção.

O poeta Carlos Drummond de Andrade na livraria

O poeta Carlos Drummond de Andrade na livraria

Qualquer livro de arte será vendido com 25% de desconto, mas não para por aí: se tiver a palavra “sexo” no título, o desconto sobe para 30%; se a capa do livro trouxer nudez (incluindo joelhos e tornozelos), mais 5%; e quem apresentar, no ato da compra, uma caixa de fósforos ou um isqueiro, ganha ainda mais 10% de desconto.

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A Leonardo da Vinci é uma das mais importantes livrarias do Rio de Janeiro. Fundada em 1952 e independente há 65 anos, a livraria possui uma longa história de resistência contra a ditadura militar e as repressões. Famosa por possuir um vasto acervo a Leonardo da Vinci já foi homenageada em poemas de grandes nomes como Antônio Cícero e Carlos Drummond de Andrade. A livraria fica localizada no centro da cidade.

Unesco alerta sobre queima de livros por jihadistas no Iraque

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Publicado no Swissinfo

A Organização das Nações Unidas para a Educação, Ciência e Cultura (Unesco) manifestou nesta terça sua preocupação com as informações sobre o saque e a queima de milhares de livros de museus, bibliotecas e universidades da cidade iraquiana de Mossul, sob controle do Estado Islâmico.

“Caso se confirmem, esses atos marcarão uma etapa a mais na limpeza cultural que está sendo realizada nas regiões iraquianas controladas por grupos extremistas armados”, declarou, em nota, a diretora-geral da Unesco, Irina Bokova.

“Segundo fontes coincidentes, milhares de livros de Filosofia, Direito, Ciência e Poesia estariam sendo queimados voluntariamente há várias semanas” na região de Mossul, alertou a Unesco.

“Seria uma das maiores destruições intencionais de obras literárias na História humana”, acrescentou o comunicado.

“Queimar livros se inscreve na mesma linha que os ataques à cultura, ao saber e à memória ocorridos recentemente em Tombuctú (Mali), onde foram incendiados manuscritos do Centro Ahmed Baba. Essa violência responde a um projeto fanático, que ataca, ao mesmo tempo, as vidas humanas e todos os produtos do pensamento”, declarou Bokova.

Para a diretora-geral da Unesco, esses atos “se somam à destruição sistemática do patrimônio e à perseguição das minorias, que tentam aniquilar a diversidade cultural, alma do povo iraquiano”.

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