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USP São Carlos cria programa que simplifica textos para ajudar na leitura

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Projeto pode auxiliar pessoas com distúrbios de compreensão de textos.
Palavras complexas são substituídas por mais simples e frases encurtadas.

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Publicado por G1

Pesquisadores da Universidade de São Paulo (USP), do campus de São Carlos (SP), desenvolveram um programa de computador para ajudar quem tem dificuldades para ler e incentivar quem quer aprender. Segundo o pesquisador Thiago Pardo, o projeto também pode ser utilizado por quem tem distúrbios graves de compreensão de textos.

“Pessoas com algum tipo de deficiência cognitiva, como demência, afasia e dislexia, podem se beneficiar do texto adaptado e simplificado. O projeto também serve para outras vertentes, como aprendizes de outras línguas e crianças aprendendo em várias séries”, afirmou Pardo.

A invenção, criada no Instituto de Ciências Matemáticas e de Computação (ICMC), levou dois anos para ficar pronta. Quando encontra palavras mais complexas, o sistema traz sinônimos. Outra ferramenta diminui as frases muito grandes.

Programa desenvolvido na USP simplifica textos (Foto: Reginaldo dos Santos/EPTV)

Programa desenvolvido na USP simplifica textos
(Foto: Reginaldo dos Santos/EPTV)

“Ele trabalha com adaptação textual. Tem três grandes formas de adaptar um texto: simplificar a parte sintática, cortando sentenças longas em menores, trocando palavras difíceis por mais comuns; também sumarizar, tornar o texto mais curto pegando a parte principal dele e dar uma definição curta para um conceito mais complexo”, explicou a pesquisadora Sandra Aluísio.

Dificuldades
Um levantamento feito pelo Indicador Nacional de Alfabetismo Funcional (Inaf) mostrou que 68% da população brasileira possui um nível de alfabetização rudimentar e básico, que pode representar dificuldades para ler e entender o que está escrito.

O professor de informática Isaias Gomes Paz constata as dificuldades dos alunos em sala de aula. Ao ler um texto simples da internet, uma menina de nove anos ficou confusa. “É o analfabetismo funcional, quando a criança consegue identificar as palavras, entender e digitar, porém não consegue compreender o conteúdo que essa palavra representa”, disse Paz.

A equipe da USP instalou o programa no computador usado nas aulas de informática. Quando o sistema resumiu o texto, a estudante conseguiu compreender. “Agora está fácil, o texto está menor”, contou a menina.

O programa pode ser acessado pela internet. Para simplificar a leitura, basta colar um texto e escolher o modo com palavras mais fáceis ou com frases mais curtas.

Projeto levou dois anos para ser desenvolvido na USP de São Carlos (Foto: Reginaldo dos Santos/EPTV)

Projeto levou dois anos para ser desenvolvido na USP de São Carlos (Foto: Reginaldo dos Santos/EPTV)

Jovem cria programa para quem quer largar a faculdade

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Felipe Maia, na Folha de S.Paulo

O norte-americano Dale Stephens, 21, largou o colégio aos 12 anos por não querer “perder tempo com coisas monótonas”. Estudou em casa e em grupos de alunos, fez estágios, conseguiu entrar na faculdade e largou o curso após menos de um semestre.

Stephens é frequentemente convidado pela mídia americana, incluindo o jornal “New York Times” e a rede de TV CNN, para falar sobre por que a universidade é uma “perda de tempo”.

E fatura com isso: o jovem participou da primeira turma da Thiel Fellowship, uma bolsa de US$ 100 mil (R$ 226 mil) concedida por Peter Thiel, o fundador do PayPal que se tornou um megainvestidor.

O benefício é concedido a jovens que não desejam estudar na universidade e, em lugar disso, desenvolver seus sonhos empresariais.

Agora, Stephens montou um negócio em torno da sua falta de experiência acadêmica e quer estimular outros jovens a fazer o mesmo.

Fundador da UnCollege.org, Dale Stephens, 21 anos (Adriano Vizoni/Folhapress)

Fundador da UnCollege.org, Dale Stephens, 21 anos (Adriano Vizoni/Folhapress)

A organização que ele criou, a UnCollege lançou um programa que cobra US$ 13 mil (R$ 30 mil) de jovens interessados em largar a faculdade por um ano e “aprender a aprender por si mesmo”.

As atividades incluem aulas em San Francisco (EUA) sobre temas como comunicação avançada, negociação e autoavaliação. Thiel deve ser um dos professores.

“São coisas que você deveria aprender na escola, mas ninguém se interessa por ensinar”, disse o jovem à Folha.

Ele esteve no Brasil na semana passada para dar palestras na escola de negócios Perestroika.

O programa da UnCollege também inclui uma viagem a um local para o qual o participante nunca tenha ido, estágios em empresas e a confecção de um projeto.

Stephens diz que a organização recebeu cerca de 200 inscrições para o curso -grande parte dos interessados está terminando o ensino médio e quer adiar a entrada na faculdade.

Ele reconhece que pode ser difícil investir em um sistema de educação criado por alguém tão jovem e sem experiência.

“Eu concordo que pode não ser a coisa mais racional do mundo, mas eu não estou dizendo que vou ensinar algo que está no sistema [na educação formal], mas algo que está fora”, diz.

O americano diz que a ideia não é ter lucro com o programa, mas, sim, “criar um negócio sustentável”.

Sobre ter largado os estudos, o jovem reconhece ser “bem preguiçoso”. “Não quero fazer coisas nas quais não vejo sentido.”

Depois de ler, doe

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Mariana Sanchez, no Orelha do Livro

Uma ONG australiana, em parceria com o selo editorial Random House, criou um projeto interessante para incentivar a doação de livros depois de lidos. A ideia dos “Mailbooks for Good” é bem simples: quando você compra um livro da Random House Austrália, ele já vem com uma contra-capa especial que se transforma em um envelope pré-pago. Aí é só dobrar e postar o livro no correio para uma instituição de caridade. Além de nobre e singelo, o gesto ainda facilita a vida de quem quer se desfazer dos volumes já lidos e abrir caminho para as próximas leituras.

Ser professor de escola pública é, sem exagero, um inferno

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Título original: Quem quer ser professor de escola pública?

Gilberto Dimenstein, na Folha de S.Paulo

O principal desestímulo para alguém ser professor de escola pública -pior do que os baixos salários- é a violência.

Esse fato é reforçado por uma pesquisa divulgada nesta semana pelo Data Popular e patrocinada pela Apeoesp que mostra que quase metade dos professores da rede estadual paulista de ensino sofreu algum tipo de violência ( física ou verbal). E quase a maioria testemunhou algum tipo de violência, atribuída muitas vezes às drogas e ao álcool.

É, sem exagero, um inferno. Nunca seremos uma comunidade civilizada com escolas públicas incivilizadas.

Nem aluno nem professores sentem-se acolhidos num espaço em que a violência é reflexo da falta de pertencimento.

A solução passa -como já vimos em outros países- pelo aprendizado da intermediação de conflitos e envolvimento da comunidade, a começar da comunidade. Isso significa derrubar os muros das escolas.

Por isso, vale a pena prestar atenção no projeto lançado em algumas escolas públicas paulistas que coloca professores comunitário para fazer a intermediação entre comunidade e escola.

A verdade é que o professor sente-se vítima da violência. Assim como o aluno.

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