Canal Pavablog no Youtube

Posts tagged queniano

Quem é o queniano eleito o ‘melhor professor do mundo’

0

Peter Tabichi foi premiado como um “professor excepcional” dentro e fora da sala de aula

Um professor de ciências da zona rural do Quênia, que doa a maior parte de seu salário para apoiar os alunos mais pobres, ganhou um prêmio de US$ 1 milhão (R$ 3,9 milhões) ao ser eleito o melhor professor do mundo.

Sean Coughlan, na BBC Brasil

Peter Tabichi, membro da ordem religiosa franciscana, ganhou o Global Teacher Prize de 2019, conferido pela Fundação Varkey, organização de caridade dedicada à melhoria da educação para crianças carentes.

Tabichi foi elogiado por suas realizações em uma escola sem infraestrutura, em meio a classes lotadas e poucos livros didáticos.

Ele quer que os alunos vejam “a ciência é o caminho certo” para ter sucesso no futuro.

O prêmio, anunciado em uma cerimônia em Dubai, reconhece o compromisso “excepcional” do professor com os alunos em uma parte remota do Vale do Rift, no Quênia.

Ele doa 80% de seu salário para apoiar os estudos dos seus alunos, na Escola Secundária Keriko Mixed Day, no vilarejo de Pwani. Se não fosse a ajuda do professor, as crianças não conseguiriam pagar por seus uniformes ou material escolar.

Melhorando a ciência

“Nem tudo é sobre dinheiro”, diz Tabichi, cujos alunos são quase todos de famílias bem pobres. Muitos são órfãos ou perderam um dos pais.

Seu objetivo é que os estudantes tenham grandes ambições, além de promover a ciência, não apenas no Quênia, mas em toda a África, diz.

Mas Tabichi diz que enfrenta “desafios com as instalações precárias” de sua escola, inclusive com a falta de livros ou professores.

“A escola fica em uma área muito retoma. A maioria dos estudantes vêm de famílias muito pobres. Até pagar o café da manha é difícil. Eles não conseguem se concentrar, porque não se alimentaram o suficiente em casa”, contou em entrevista publicada no site do prêmio.

Getty Images
Image caption Muitos alunos caminham mais de seis quilômetros para chegar a escola no Vale do Rift

As classes deveriam a ter entre 35 e 40 alunos, mas ele acaba ensinando grupos de 70 ou 80 estudantes, o que, segundo o professor, deixa as salas superlotadas.

A falta de uma boa conexão de internet faz com que ele vá até um café para baixar os materiais necessários para suas aulas de ciências. E muitos dos seus alunos andam mais de 6km em estradas ruins para chegar à escola.

No entanto, Tabichi diz que está determinado a dar aos alunos uma chance de aprender sobre ciência e ampliar seus horizontes.

Seus estudantes foram bem sucedidos em competições científicas nacionais e internacionais, incluindo um prêmio da Sociedade Real de Química do Reino Unido.

Fora da sala de aula

Tabichi diz que parte do desafio tem sido persuadir a comunidade local a reconhecer o valor da educação, o que leva a visitar famílias cujos filhos correm o risco de abandonar a escola.

Ele tenta mudar a mentalidade de pais que esperam que suas filhas se casem cedo – encorajando-os a deixar as meninas continuarem seus estudos.

O professor também ensina técnicas de cultivo mais resistentes aos moradores dos arredores, já que a fome é uma realidade frequente na região.

“Insegurança alimentar é um grande problema, então ensinar novos jeitos de plantar é uma questão de vida ou morte”, disse em entrevista à Fundação Varkey.

Além do contato com as famílias, a atuação de Tabich se estende aos “clubes da paz” que ele organiza na escola, para representar e unir as sete tribos presentes ali. A violência tribal explodiu no Vale do Rift depois da eleição presidencial de 2007 e houve muitas mortes em Nakuru.

“Para ser um grande professor você tem que ser criativo e abraçar a tecnologia. Você realmente tem que abraçar essas formas modernas de ensino. Você tem que fazer mais e falar menos”, ele disse à fundação.
O prêmio

O prêmio conferido a ele busca elevar o status da profissão de docente. O vencedor do ano passado foi um professor de arte do norte de Londres, Andria Zafirakou.

O fundador da premiação, Sunny Varkey, diz esperar que a história de Tabichi “inspire os que procuram entrar na profissão e seja um poderoso holofote sobre o incrível trabalho que os professores fazem no Quênia e em todo o mundo, diariamente”.

“As milhares de indicações e inscrições que recebemos de todos os cantos do planeta são testemunho das conquistas dos professores e do enorme impacto que eles têm em as nossas vidas”, diz.

O que um queniano que lutou para estudar aos 84 anos pode nos ensinar?

0

O queniano Kimani Maruge nos ensina mais do que apenas que nunca é tarde demais para aprender – ensina também a história e as lutas de seu país

Bruno Pinho, no Papo de Homem

Kimani Maruge tinha 84 anos e pálpebras já cansadas quando colocou os pés em uma escola primária pela primeira vez, no verão do ano de 2004, decidido que aprenderia a ler.

Queniano, aproveitou uma medida de seu governo de tornar o ensino básico livre e gratuito para todos para se matricular em um escola de educação básica. Após inúmeras tentativas, lá estava ele estudando e dividindo a mesma sala com dois de seus 30 netos, sete décadas mais novos que ele.

Maruge se tornou detentor do recorde de pessoa mais velha a entrar em uma escola primária, segundo o Guinness.

Mas essa é apenas uma das muitas páginas peculiares de sua vida, transformada em filme em 2010, com o lançamento do longa inglês The First Grade (lançado em salas nacionais como Uma Lição de Vida e, recentemente, como O Aluno, no Netflix).

Olhar para a vida de Maruge não é só olhar para uma história de superação e busca pelo conhecimento, mas também para a rica narrativa de um país historicamente esquecido.

Olhar para Maruge é olhar também para o Quênia.
A revolta Mau Mau

Maruge participou ativamente de um dos momentos mais importantes e emblemáticos da recente história de seu país, a revolta Mau Mau, um levante que teve início no ano de 1952 contra a política colonialista do império britânico. Os quenianos lutavam, principalmente, por melhores condições, liberdade e mais terras – a plantação era uma das principais formas de sustento do país, e uma divisão extremamente desigual por parte do império dividia grande parte das terras na mão de poucos ingleses e deixava os nativos com pouquíssimos hectares.

Usando de qualquer meio para alcançar seus objetivos, incluindo aqui a violência, o movimento teve como resposta uma forte e truculenta repressão que durou até 1960, com o auxílio de tropas nativas e inúmeros casos de torturas e genocídios seletivos.

Britânicos subjulgando quenianos

Britânicos subjulgando quenianos

 

O levante terminou fracassado e sofrendo por causa da política britânica de dividir para dominar, estigmatizado e considerado terrorista pela própria sociedade. Os números divergem, mas todos eles apontam um fato em comum: a brutalidade e a dor que as milhares de mortes causaram à nação.

Hoje, os Mau Maus são vistos como símbolo de um movimento que lutava pela liberdade queniana, e conseguiram, em 2013, o pedido de desculpas do governo britânico pelas ações no período. Mas não foi essa visão que Maruge encontrou, e ele, que meio século antes lutara pela liberdade de seu país, agora enfrentava outra batalha, dessa vez mais pessoal: a luta pela liberdade de aprender.
O porta voz de uma educação para todos

Sofrendo críticas da comunidade e de todo o país, a decisão da escola de aceitar e acolher o pedido de Maruge não foi bem aceita.

E por mais que contraponha e antagonize com sua história de superação (e é um dos recursos mais fortemente abordados no roteiro do filme), a reação é, em partes, justificável: o Quênia é um dos países com mais crianças longe da escola no mundo.

O Quênia possuía, em 2010, aproximadamente 1 milhão de crianças sem estudar, fato que o coloca como o 9º país do mundo com mais crianças fora da escola. Muitas não conseguem por motivos financeiros, já que 47% da população vive ainda abaixo da linha da pobreza, fato que obriga muitas crianças a trabalharem para ajuda na renda da família. E mesmo que o ensino no país tenha melhorado, ainda tem muito a se desenvolver.

A decisão governamental de tornar o ensino básico livre e gratuito (posteriormente, o mesmo foi feito com o ensino secundário), foi em grande parte motivado pela pressão de movimentos e entidades sociais nas eleições de 2002 pela solução de tais questões. Mas atender pessoas idosas como Maruge certamente não estava no escopo da decisão.

Mas aceitar sua matrícula não foi colocar um velho senil em sala de aula, como muitos pensaram, e Maruge, aprendendo suas primeiras letras e números ao mesmo tempo que aprendia a segurar um lápis, já no primeiro ano era um dos cinco alunos com as melhores notas de sua sala.

A história de Maruge atraiu a curiosidade da imprensa internacional, e ele passou a carregar a bandeira do programa para todo o mundo, sem nunca relegar a tarefa ou interromper seus estudos. Ele acreditava que a educação era a solução para uma sociedade melhor, e não deixou nenhum obstáculo impedir sua busca.

O verdadeiro Kimani Marugi

O verdadeiro Kimani Marugi

 

Em 2005, foi convidado para discursar em Nova York, em um evento das Nações Unidas, e mais uma vez pregou a importância do ensino livre para todos, e que seu sonho seria não precisar ver ninguém mais ter que esperar como ele para receber educação.

Maruge morreu em 2009, por decorrência de um câncer. Só parou de estudar dois anos antes, quando se viu obrigado a se mudar para Nairob, capital do país, depois da forte violência que assolou o Quênia após as eleições, e com sua região sendo o epicentro de todo o conflito.

Assistir ao longa e conhecer a vida de Maruge não é apenas descobrir uma história motivacional e de que nunca é tarde demais para aprender, mas também é descobrir que o estudo é um dos caminhos para se alcançar a liberdade. Sua e de toda a sociedade.

Clássico do escritor queniano Ngugi wa Thiong’o é lançado no Brasil

0
Nascido em uma vila no Quênia, Ngugi wa Thiong%u2019o deixou o país nos anos 1970 para se exilar nos Estados Unidos depois de trabalhar com teatro comunitário e questionar o governo vigente

Nascido em uma vila no Quênia, Ngugi wa Thiong%u2019o deixou o país nos anos 1970 para se exilar nos Estados Unidos depois de trabalhar com teatro comunitário e questionar o governo vigente

Autor é considerado voz referencial da literatura africana

Pablo Pires Fernandes, no Divirta-se [via Estado de Minas]

O escritor queniano Ngugi wa Thiong’o, de 77 anos, é um militante. Um dos grandes expoentes da literatura africana, sua trajetória é pontuada pelo engajamento político, expresso também em suas obras. Atualmente, é professor de inglês e literatura comparada na Universidade da Califórnia-Irvine (EUA). Deixou seu país no fim da década de 1970, depois de passar um ano na prisão em razão de seu engajamento com o teatro comunitário, que desagradou ao governo. Em entrevista por e-mail, Thiong’o conta que divide seu tempo entre a família, as aulas e a escrita.

Um grão de trigo, seu terceiro romance, escrito em 1967, finalmente ganhou tradução no Brasil e está sendo lançado pela Alfaguara. A narrativa se passa em uma vila no interior do Quênia, onde diferentes aspectos da cultura e da política se entrelaçam. A história de Mugo, tido como herói da rebelião contra a colônia pelos habitantes da vila, ocorre antes da independência do Quênia, em 1963.

As referências políticas e aspectos da cultura local se entrelaçam para exprimir a busca de identidade de um país em transformação, entre o passado e as perspectivas que o futuro abria. É um livro em que a narrativa intercala as referências de outra época, em que a memória coletiva e individual se desvela para evidenciar as dúvidas dos personagens e da própria geração do autor. A vila funciona, segundo ele, como um centro de consciência coletiva.

Thiong’o esteve recentemente no Brasil para participar da Festa Literária de Paraty (Flip). Lá, foi lançado Sonhos em tempo de guerra (Biblioteca Azul), primeiro volume de sua trilogia de memórias. Ele gostou do país, mas afirma que “gostaria de ter visto uma maior visibilidade da cultura negra em todos os aspectos da vida brasileira”. Para não perder sua militância, completa: “Gostaria de ver laços econômicos, políticos e culturais mais estreitos entre o Brasil e a África. Em especial, gostaria de ver maior proximidade entre meu país, o Quênia, e o Brasil, particularmente por meio de artistas negros, escritores, cantores e dançarinos”.

Como a história do Quênia influenciou sua vida pessoal e sua formação de escritor?

Minha vida pessoal e a história do Quênia estão entrelaçadas. Logo antes de ir ao Brasil, estive em meu país para celebrar os 50 anos da primeira edição de ‘Weep not child’ (Não chores, menino), lançado em abril de 1964. Mas esse ano coincide com os 50 anos da independência do Quênia, que foi uma colônia britânica de 1895 a 1963. E, como em todas as colônias, terra e trabalho sempre estiveram no coração da política do país. Nas minhas memórias, Dreams in a time of war (Sonhos em tempos de guerra), falei sobre meu nascimento, em 1938, literalmente às vésperas da Segunda Guerra Mundial, na qual alguns de meus irmãos estiveram envolvidos do lado britânico, e depois a guerra de libertação, travada pelo Exército Terra e Liberdade do Quênia (KLFA, na sigla em inglês), também conhecido como Mau Mau. Essa guerra afetou todos. Eu cresci durante a guerra e tudo isso causou impacto na minha obra.

Na época da independência, os artistas e escritores se engajaram na busca de formas de expressão nacionais. Como o senhor vê hoje os ideais daquela época?

As aspirações básicas podem ser resumidas em uma frase: garantir sua riqueza, seu poder, sua cultura, sua mente. Era basicamente libertar sua economia, sua política e sua cultura da dominação estrangeira. Esses ideais foram expressos em canções, poesia, dança e teatro. E também em movimentos políticos. Mas a independência política não necessariamente trouxe um empoderamento econômico e cultural dos quenianos comuns. O fosso de riqueza e poder entre a classe média e as massas está se aprofundando e se alargando. Portanto, a luta por essas aspirações continua.

A decisão de mudar seu nome de batismo e de escrever em gikuyu afetou a aceitação de seu trabalho no exterior ou no próprio Quênia?

Meus livros em gikuyu traduzidos para o inglês são bem recebidos. O problema maior são as versões originais em gikuyu. As políticas do governo em relação às línguas africanas não têm sido muito positivas. Pessoas que podem ler e escrever em gikuyu têm diminuído por causa dessas políticas negativas. Menos leitores quer dizer menos venda e implica menos editores querendo investir em línguas africanas. É um ciclo vicioso. Mas não posso desistir.

Como foi a sua experiência com o teatro?

O teatro foi muito importante na minha vida. Ele afetou minha vida mais profundamente do que minha ficção ou minha teoria. O teatro tem uma natureza coletiva. O fato de todos os papéis, grandes ou pequenos, terem a mesma importância é um dos aspectos mais impressionantes do trabalho no teatro. Mas a minha perspectiva sempre foi o teatro baseado na comunidade. Nesse sentido, compartilho muito as concepções do teatro e da pedagogia do oprimido de Augusto Boal e Paulo Freire.

Como a experiência na prisão afetou seu trabalho?

Foi meu trabalho com o teatro no Centro Comunitário de Educação e Cultura Kamiriithu que me levou ao encarceramento na maior prisão de segurança máxima do Quênia, em 1977 e 1978. Nunca desisti. Na prisão, escrevi meu romance ‘Devil on the cross’ (Diabo na cruz), em gikuyu, em papel higiênico. Desde então, escrevo todas as minhas obras em gikuyu. A maior delas é ‘Wizard of the crow’ (Mago do corvo), de 2006.

Como o sr. vê a evolução política do Quênia desde a independência?

A independência em 1963 foi um marco histórico importante. Na era pós-colonial, passamos por períodos ruins, particularmente a ditadura Moi, de 1978 a 2003. Mas agora o Quênia está se recuperando disso e os espaços democráticos estão se ampliando.

Um grão de trigo apresenta uma relação complexa entre os personagens e a forma literária. Como chegou a isso?

Um grão de trigo é meu terceiro romance depois de The river between (O rio entre) e Weep not child (Não chores, menino). Escrevi em inglês. Mas tem razão. A estrutura da trama nos meus primeiros dois romances era simples, linear. Mas, em Um grão de trigo a trama se desdobra por meio de diferentes perspectivas dos distintos personagens em diversos tempos e lugares.

Prêmio Nobel de Literatura sai na quinta, 9; veja previsões

0

Queniano Ngugi wa Thiong’o e o japonês Haruki Murakami são os favoritos dos apostadores

Publicado por Estadão

ESTOCOLMO – A Academia Sueca divulgou que o vencedor do Prêmio Nobel de Literatura será anunciado nesta quinta-feira, 9.

Portanto, falta pouco para o evento do ano da cultura highbrow. Mas não se preocupe se você ficar coçando a cabeça depois que o vencedor for anunciado.

Enquanto que às vezes a Academia Sueca escolhe autores bem conhecidos com grande fortuna crítica, ela também surpreende o mundo com desconhecidos arrancados da obscuridade. O secretariado da Academia não fornece pistas de quem eles estão considerando, mas o Secretário Permanente, Peter Englund, disse que neste ano a lista tinha 210 indicados, incluindo 36 estreantes.

Alice Munro, canadense vencedora do Prêmio Nobel de Literatura em 2013

Alice Munro, canadense vencedora do Prêmio Nobel de Literatura em 2013

Aqui vai uma olhada nas potenciais surpresas e nos favoritos:

Surpresas em Potencial

Mesmo críticos literários foram surpreendidos por anúncios de vencedores como a austríaca Elfriede Jelinek em 2004, que era bastante desconhecida fora do mundo germânico na época, do escritor francês Jean-Marie Gustave Le Clezio em 2008 e do chinês Mo Yan em 2012.

Parte da razão para isso é que a Academia parte da premissa de incluir literatura de todos os cantos do mundo nas suas considerações, mesmo aquelas não traduzidas ao inglês com frequência. Eles também procuram premiar poetas, dramaturgos e outros tipos de escritores. Quem poderia surpreender esse ano? Fique de olho: o dramaturgo norueguês Jon Fosse, a jornalista investigativa e escritora bielorrussa Svetlana Alexievich e a romancista e ensaísta croata Dubravka Ugresic. Outros escritores que podem ter tido atenção da Academia são a escritora finlandesa Sofi Oksanen, a autora nigeriana Chimamanda Ngozi Adichie e Jamaica Kincaid, da ilha de Antígua, de acordo com a crítica Maria Schottenius, do diário sueco Dagens Nyheter.

Autores estabelecidos

A Academia trabalha sobre uma lista em constante evolução, e às vezes um grande nome ressurge. Enquanto alguns podem ter tido grande exposição no início de suas carreiras, autores muito conhecidos como a britânica Doris Lessing, o peruano Mario Vargas Llosa e a canadense Alice Munro eventualmente levaram o Prêmio. Entre os candidatos frequentemente mencionados que ainda estão na espera, estão o escritor tcheco Milan Kundera, o escritor albaniano Ismail Kadare, o romancista argelino Assia Djebar e o poeta sul-coreano Ko Un. Críticos suecos também sugeriram os escritores israelenses Amos Oz e David Grossman, assim como os americanos Richard Ford e Philip Roth.

Favoritos dos apostadores

O escritor queniano Ngugi wa Thiong’o e o japonês Haruki Murakami frequentemente ocupam o topo da lista dos apostadores antes do anúncio. Enquanto Thiong’o pode de fato ser um candidato forte, a posição de Murakami nos rankings é provavelmente mais um reflexdo do fato de que ele é muito lido, diz Elise Karlsson, crítica do jornal sueco Svenska Dagbladet. Embora a Academia tenha feito esforços para prevenir vazamentos de informações antes do anúncio oficial, o vencedor frequentemente está entre os que recebem mais atenção dos apostadores.

No fim de semana, Murakami era o favorito na casa de apostas Ladbrokes, seguido por Djebar, Kadare e o poeta sírio Adonis.

Por tradição, a data do Nobel de Literatura é a última confirmada para o anúncio dos prêmios. Cada prêmio vale 8 milhões de coroas suecas, equivalentes a US$ 1,1 milhão. O Prêmio será entregue no dia 10 de dezembro, aniversário da morte do criador do galardão, Alfred Nobel.

Go to Top