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Escritores e tradutores estão entre os que mais tentam se manter off-line

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Software bloqueia o acesso à rede
Freedom é utilizado por mais de meio milhão de pessoas no mundo

A americana Meg Cabot tem um computador apenas para trabalhar (FOTO: André Coelho)

A americana Meg Cabot tem um computador apenas para trabalhar (FOTO: André Coelho)

Título original: Profissionais buscam forma de não cair na tentação da internet

Clarice Spitz e Sérgio Matsuura. em O Globo

Rio — Retornar ao modo off-line pode ser mais difícil do que se imagina. Para gente que trabalha com a palavra então, como escritores e tradutores, a busca por um uso mais produtivo do computador tem levado a soluções inusitadas. Se por um lado, a internet é uma aliada para quem escreve e precisa checar nomes e informações, por outro, não há dúvidas de que pode ser um grande “desprogramador” de tarefas. As redes sociais e o e-mail estão entre os principais vilões.

Regras não existem, mas cada um procura sua maneira de sobreviver ao vício de ficar horas conectado. A escritora americana de literatura infantojuvenil Meg Cabot, que lança em setembro o “The Bride Wore Size 12”, partiu para uma decisão radical: usa um computador apenas para escrever e outro exclusivamente para acessar as redes sociais.

Programa que tem feito a cabeça de escritores como Nick Hornby, de “Alta Fidelidade”, e da iraniana Lila Azam Zanganeh, que foi um dos sucessos da 11ª edição da Flip, o Freedom, software que bloqueia a internet, já está conquistando adeptos entre os brasileiros. O programa, que custa US$ 10, funciona de maneira bem simples: o usuário decide quantos minutos de liberdade quer ter. Ou seja, quanto tempo está disposto a ficar sem internet, com o acesso à rede bloqueado.

O escritor João Paulo Cuenca é um fã de carteirinha. Durante as seis semanas que passou num castelo na Umbria, no centro da Itália, escrevendo o seu próximo livro, mesmo isolado, tinha internet e problemas para se concentrar. Cuenca adotou o método: a cada 45 minutos free, tinha 15 de acesso irrestrito.

— É a coisa mais idiota e simples, mas se faço quatro picos assim por dia, rendo muito.

Ele diz que os benefícios não significam que nunca trapaceou. Cancelou o programa apenas para checar um e-mail de trabalho, que nem era tão importante. Para destravar o programa, basta religar o computador.

— Somos muito viciados mesmo. Às vezes, deixo o telefone sem bateria perto do computador para não ter jeito de olhar os e-mails. É ridículo pagar quando é só desligar o cabo — admite.

Ferramenta simples

O Freedom foi lançado em 2008 pelo pesquisador Fred Stutzman, que viu a necessidade de desenvolver uma ferramenta simples que pudesse ajudar as pessoas a focar em atividades produtivas. Desde então, o software já foi baixado por mais de meio milhão de pessoas, entre elas o próprio desenvolvedor.

— Eu mesmo usei o Freedom quando estava escrevendo a minha dissertação — conta Stutzman. — O programa ajuda as pessoas a reconquistar o controle sobre o computador, para que ele sirva para trabalhar, em vez de distrair.

A ferramenta é útil até para os que se consideram disciplinados. A escritora Carol Bensimon, autora de “Pó de parede” e “Sinuca embaixo d’água”, diz não ser “procrastinadora”, mas admite que a internet atrapalha a concentração no trabalho. Sempre que possível, vai para uma área comum no prédio onde vive para se desconectar, mas quando está em casa o Freedom está acionado.

— O Freedom me salvou — brinca, com um misto de seriedade, a tradutora Melissa Lyra, brasileira de 36 anos que mora em Lisboa. — Já tinha tentado bloqueadores sociais, mas acabava sempre por me distrair.

Ela usa junto do Freedom o Pomodoro Technique, técnica de gestão de concentração. Assim, conseguiu dobrar a produção.

— Hoje em quatro horas sem internet produzo o mesmo que em oito com ela — diz.

(Colaborou Michele Miranda)

Texas terá a primeira biblioteca sem livros físicos

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Publicado por Olhar Digital

Instituição emprestará apenas e-books

Reprodução/Gizmodo

Reprodução/Gizmodo

A cidade de Bexar Country, no Texas, receberá a BiblioTech, a primeira biblioteca sem livros físicos. Todos os títulos estarão disponíveis apenas em versões digitais.

Funcionará assim: o indivíduo poderá ir até lá, pegar um e-reader e levá-lo para casa. Será possível ficar com o equipamento por até duas semanas – depois disso, ele será bloqueado. É claro que, para evitar furtos, cada um deverá cadastrar endereço e uma série de informações pessoais. Na biblioteca ainda haverá computadores para uso.

A instituição foi idealizada pelo juíz Nelson Wolff, que tem mais de mil livros em sua casa. Segundo ele, o conceito foi inspirado pela biografia de Steve Jobs.

“Se você quer ter uma ideia de como ela se parecerá, vá à Apple Store”, disse o idealizador ao jornal San Antonio Express.

Cada e-reader deverá custar US$ 100 ao governo. O acesso aos primeiros 10 mil livros deverá custar cerca de US$ 250 mil.

A ideia da BiblioTech não é substituir as bibliotecas comuns, mas sim funcionar como um complemento. Afinal de contas, segundo Wolff, sempre haverá demanda pelos livros físicos.

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