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Posts tagged Quinta Feira

Amazon e Google começam a vender e-books e filmes no Brasil

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Renato Rodrigues, no IDG Now!

A quinta-feira marca a chegada de dois gigantes ao País. Às 0h, entrou no ar a loja de e-books da Amazon, e a Google Play começou a venda de livros e filmes no Brasil. Até então, o serviço da gigante de buscas vendia para usuários brasileiros apenas aplicativos Android.

O catálogo de ambos traz preços em reais. Na Play, quem tem uma conta Google pode fazer o pagamento pelo cartão de crédito associado, como já fazia com os apps para Android. Na Amazon, é preciso criar uma conta – ainda não está claro se quem já possui uma poderá transferi-la para a loja brasileira.

Os e-books da Play podem ser lidos em smartphones, tablets, computador e leitores digitais compatíveis (e-readers). Em dispositivos Android, basta baixar um aplicativo. Alguns preços, no entanto, ainda não são competitivos com obras em papel – é bom pesquisar e comparar com outras livrarias.

Já os da Amazon são exclusivos para o Kindle, o leitor eletrônico da empresa. O dispositivo começa a ser vendido no País nas próximas semanas por 300 reais. No entanto, há apps para leitura em aparelhos iOs, Android, PC e Mac. A empresa americana já tem acordos as principais editoras brasileiras, como a Companhia das Letras, a Intrínseca (dona do hit “Cinquenta Tons de Cinza”, e a DLD (Distribuidora de Livros Digitais), onde estão Record, LP&M e Planeta, entre outras.

A Amazon tem planos de vender também produtos físicos, mas ainda não há previsão de quando a operação completa irá começar no Brasil.

O aluguel de filmes na Play custa de 4 a 8 reais – alguns não permitem a compra, como o blockbuster Vingadores. A navegação é algo confusa, e ao todo, o catálogo ainda tem pouco mais de 100 obras.

Além disso, não é possível saber se a resolução de um determinado título é HD (720p). No caso de uma locação o usuário tem 30 dias para começar a assistir o filme – e 24 horas para terminar. Os filmes tem legendas em português.

Universidades públicas de SP irão propor cotas de 50%

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Estudantes realizaram em setembro um protesto em frente à reitoria da USP (Universidade de São Paulo) para pedir a adoção de cotas sócio-raciais na universidade.

Publicado pelo Estadão [via UOL]

As três universidades públicas paulistas, USP, Unesp e Unicamp, fecharam na quinta-feira (22) proposta que será apresentada nesta semana ao governador Geraldo Alckmin para adoção de um programa de cotas que destinará 50% das vagas a alunos que cursaram integralmente o ensino médio em escolas públicas. O objetivo é igualar os porcentuais estabelecidos pelo governo Dilma Rousseff para as universidades federais na Lei de Cotas.

A afirmação é do reitor da Unesp, Julio Cezar Durigan, membro do Cruesp (Conselho de Reitores das Universidades Estaduais de São Paulo), que vinha discutindo o plano desde o início de outubro, quando o governador pediu a sua formulação, após a regulamentação da Lei de Cotas – que só se aplica às instituições federais de ensino.

A proposta estadual, assim como a lei federal, leva em conta critérios econômicos e raciais de inclusão. Metade das vagas reservadas seria para estudantes com renda familiar igual ou inferior a 1,5 salário mínimo por pessoa; e 35%, para pretos, pardos e índios.

“A proposta para o programa de cotas já foi escrita e vai ser apresentada nesta semana ao governador. Estamos fazendo o mesmo que o governo federal, mas com mais qualidade”, afirmou Durigan, em entrevista ao jornal O Estado de S. Paulo. Atualmente reitor em exercício, ele já foi nomeado para assumir formalmente a reitoria pelos próximos quatro anos, a partir de janeiro.

Segundo Durigan, o documento será entregue ao governador por Luiz Carlos Quadrelli, secretário em exercício de Desenvolvimento Econômico, Ciência e Tecnologia de São Paulo, pasta à qual as universidades estão ligadas.

A reportagem solicitou entrevistas com os reitores da USP, João Grandino Rodas, e da Unicamp, Fernando Costa, mas não foi atendida. A assessoria de imprensa da USP não confirmou as informações passadas por Durigan. A Unicamp, em nota, resumiu-se a dizer que uma comissão criada recentemente pelo Cruesp discute uma proposta preliminar sobre inclusão social.

Segundo Durigan, o projeto se basearia em dois pilares: qualidade, por meio de reforço no aprendizado, e permanência, por meio da concessão de bolsas de cerca de um salário mínimo. “Temos de dar duas condições para eles: um reforço de aprendizado, porque eles vêm com deficiência na sua formação, e uma garantia de bolsa para que eles permaneçam no curso, pois não adianta nós incluirmos esse aluno e ele não conseguir ficar porque a família dele não tem condições”, diz Durigan. (mais…)

Conto original de Gabriel García Márquez será leiloado em Londres

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O ESCRITOR GABRIEL GARCÍA MÁRQUEZ (FOTO: GETTY IMAGES)


Publicado originalmente no Época Negócios

O texto original do conto “Neste povo não há ladrões”, do colombiano Gabriel García Márquez, com correções e anotações do próprio escritor, será leiloado no próximo dia 21 de novembro na casa Christie’s de Londres, anunciou nesta quinta-feira a entidade.

Segundo a casa britânica de leilões, o texto, tido como o primeiro manuscrito de Márquez leiloado em nível internacional, está escrito à máquina, mas conta com muitas anotações e correções, um fato que “permite uma rica aproximação aos métodos de trabalho do escritor”.

A versão original deste conto, adaptada ao cinema em 1965, pelo diretor mexicano Alberto Isaac, difere muito da edição publicada na coleção “Os funerais da Mamãe Grande” (1962), incluindo o próprio título, que a princípio era “Às vezes sucede um milagre”.

O manuscrito de 33 páginas também inclui uma seção revisada do romance “A Má hora”, que o Prêmio Nobel de Literatura publicou nesse mesmo ano, e seu preço estimado é de entre US$ 62 mil e US$ 126 mil.

O texto do autor de “Cem anos de Solidão” será leiloará no próximo dia 21 de novembro, junto com outros manuscritos originais e cartas de reconhecidos escritores, livros antigos e partituras. Entre as partituras, destaca-se uma original do “Quarteto de corda em dó maior op.59 núm.3”, de Ludwig vão Beethoven, com várias correções do compositor alemão.

Christie’s também levará à leilão edições antigas de livros como “A Riqueza das Nações”, do economista Adam Smith; “Sentido e Sensibilidade”, de Jane Austen; “A Origem das Espécies”, de Charles Darwin, e “O Hobbit”, de J.R.R. Tolkien, em alguns casos com dedicatórias realizadas pelos próprios autores.

Além das peças anunciadas, o leilão da Christie’s também contará com cartazes de Franz Kafka e Simón Bolívar, os índices das coleções de arte do empresário americano John Pierpont Morgan e um “Livro de Horas” em francês e latim, datado em 1503 e com um preço estimado de em quase US$ 600 mil.

Colégios cariocas dão uma lição de tolerância religiosa

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 A católica Clara Braem e Marcelo Liberman, aluno do Liessin, durante o encontro no colégio Foto: Paula Giolito
A católica Clara Braem e Marcelo Liberman, aluno do Liessin, durante o encontro no colégio Paula Giolito

Lauro Neto, em O Globo

RIO – Enquanto o mundo se divide em guerras religiosas, alunos dos colégios Liessin e Santo Inácio dão um exemplo de tolerância e convivência pacífica. Na tarde desta quinta-feira (11), vinte estudantes do 1º ano do ensino médio da escola católica assistiram a uma aula sobre Holocausto e Israel, que servirá de subsídio para um concurso promovido pelo centro de ensino judaico. O vencedor ganhará uma viagem paga pelo Liessin para a Marcha da Vida, que passa por Israel e por campos de concentração na Polônia.

A ideia partiu dos coordenadores de estudos judaicos do Liessin, Rafael Bronz e Anita Goldberg, responsáveis pela aula e pelas apostilas de apoio para os estudantes do Santo Inácio fazerem uma prova na próxima quarta-feira (17). Mas o diálogo interreligioso entre os dois colégios remonta há seis anos, quando começou o projeto Vizinhos de Portas abertas, que promove encontros entre alunos de ambos para entender as diferenças e semelhanças entre eles.

— Achamos importante que pessoas que não fazem parte da comunidade judaica participem da Marcha da Vida. Como já havia uma parceria com o Santo Inácio, fizemos o convite. A experiência é muito forte, e os jovens têm o poder de multiplicar o conhecimento para que episódios como o o Holocausto nunca se repitam — explicou Anita.

A judia Luciana Deusch, de 16 anos, deu as boas vindas aos colegas católicos na entrada da Sucá, uma cabana judaica, dentro da qual cerca de 30 adolescentes se sentaram para responder a dúvidas e curiosidades das duas religiões.

— Essa cabana representa a proteção que Deus mandou durante os 40 anos que os judeus passaram andando no deserto quando saíram do Egito — explicou Luciana. — Todos são muito bem-vindos.

A inaciana Clara Braem se sentiu em casa.

— Adorei a experiência e aprendi muita coisa. Conhecer o judaísmo é entender a origem da minha religião cristã. É importante respeitar as diferenças, mas vi que também temos muitas semelhanças — disse a menina, de 15 anos.

Após explicar que os judeus usam o quipá para nunca esquecer que Deus está acima dos homens, Marcelo Liberman, de 16 anos, também quis saber quais eram as principais datas e feriados católicos, como o desta sexta-feira (12), Dia de Nossa Senhora Aparecida.

— Há tantos conflitos religiosos no mundo, e mostramos que através do diálogo não precisamos tomar nenhuma decisão precipitada.

As professoras de ensino religioso do Santo Inácio Rosana Lourenço e Sílvia Corrêa, que preparam estudantes para o sacramento da Crisma (confirmação do Batismo), também aprovaram a iniciativa.

— Você só confirma sua fé quando tem liberdade para ouvir o outro sem querer que ele seja igual a você — diz Sílvia.

Enquanto isso, outro grupo de alunos do Santo Inácio assistia à aula do professor Rafael Bronz sobre o Holocausto. A atenção era tamanha, que Bernardo Miranda, de 15 anos, só quis falar com o repórter após o término.

— Quis prestar bastante atenção à aula para fazer a prova com propriedade e tentar ganhar a viagem. Vai ser logo depois da Semana Santa e seria uma experiência muito emocionante — acredita o estudante católico.

Para completar o clima de sicretismo religioso, a envagélica Deborah Cabral, também aluna do Santo Inácio, está entre as candidatas do concurso. Filha de um pastor da Igreja Presbiteriana, a estudante se interessa pelo assunto.

— Meus pais se conheceram em Israel e estudo muito sobre o Holocausto — conta a menina de 15 anos. — Mesmo não sendo judia, é importante conhecer a história, para que ela nunca mais se repita.

foto: Paula Giolito

dica do Ailsom Heringer

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