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Cientistas criam algoritmo para solucionar mistérios de Agatha Christie

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Agatha Christie, surrounded by some of her 80-plus crime novels.

A mestre do suspense é a autora mais lida de todos os tempos

André Bernardo, na Galileu

Desde 1920, quando lançou o romance O Misterioso Caso de Styles, até sua morte, em 1976, a britânica Agatha Mary Clarissa Christie escreveu 241 histórias. Mestra em narrar a solução de crimes, sua volumosa produção também foi alvo de investigações literárias. Afinal, como Agatha conseguia escrever uma nova história a cada três meses? Para responder a essa pergunta, os pesquisadores Jamie Bernthal e Dominique Jeannerod releram 27 dos 66 livros policiais da autora à procura de pistas que ajudassem o leitor a identificar o assassino, desenvolvendo um algoritmo capaz de entender seu estilo de criação (veja quadro abaixo). “Infelizmente, o algoritmo não funciona para tudo que ela escreveu. Dois de seus livros mais famosos, Assassinato no Expresso do Oriente e Cai o Pano, não se encaixam no padrão”, diz Bernthal.

“Mas Agatha não seria a ‘rainha do crime’ se não tivesse quebrado algumas regras.” Estima-se que tenham sido vendidos 4 bilhões de exemplares dos seus livros, com traduções para mais de cem idiomas — ela é a autora mais lida de todos os tempos, atrás somente da Bíblia e de William Shakespeare. A vida de Agatha também teve seus mistérios: em dezembro de 1926, ela desapareceu durante 11 dias e até Arthur Conan Doyle, pai de Sherlock Holmes, ajudou nas buscas. Depois de 40 anos de sua morte (completados em 12 de janeiro), biógrafos afirmam que o sumiço aconteceu por conta de uma depressão após a perda da mãe e a descoberta de uma traição do marido.

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Kenneth Branagh vai dirigir e estrelar nova versão de Assassinato no Expresso Oriente

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Marcel Plasse, no Pipoca Moderna

O diretor Kenneth Branagh (“Cinderela”) vai filmar uma nova versão de um dos livros de mistério mais famosos da escritora Agatha Christie, “Assassinato no Expresso Oriente”. Além disso, também estrelará o longa, no papel do célebre detetive Hercule Poirot. A informação é do site The Hollywood Reporter.

O exigente detetive belga Hercule Poirot é um dos personagens mais populares de Agatha Christie, tendo aparecido em 33 livros da escritora — o que transforma o novo filme em uma franquia em potencial. Na primeira filmagem de “Assassinato no Expresso Oriente”, realizada em 1974, Albert Finney ficou com o papel e acabou indicado ao Oscar de Melhor Ator.

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Na história, o detetive é chamado para desvendar um assassinato a bordo do famoso trem de longa distância. Entre os suspeitos, estavam estrelas de primeira grandeza, como Lauren Bacall, Ingrid Bergman, Jacqueline Bisset, Sean Connery, John Gielgud, Anthony Perkins, Vanessa Redgrave e Michael York.

A novo versão tem roteiro de Michael Green (“Lanterna Verde”) e será produzida pelo cineasta Ridley Scott (“O Conselheiro do Crime”). Não foram divulgados o cronograma da produção nem a previsão do lançamento nos cinemas.

O perigoso cardápio de Agatha Christie

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Ms. Christie: veneno em profusão nas suas 91 obras

Ms. Christie: veneno em profusão nas suas 91 obras

Um festival vai recriar as receitas dos livros da Dama do Crime

Maev Kennedy, na Carta Capital

Um pouquinho mais de estricnina e molho de manteiga para o seu peixe, Vigário? Ou um pedacinho deste esplêndido bolo, tão apropriadamente chamado Morte Deliciosa?

Um exclusivo show culinário vai celebrar o 125º aniversário de nascimento de Agatha Christie, a Rainha do Crime. Será na própria cozinha da escritora, em Devon, Inglaterra, e os convivas são advertidos de que devem tratar os petiscos com extrema cautela.

A escritora francesa Anne Martinetti pretende recriar receitas a partir dos livros de Agatha, especificando aqueles particularmente propícios a trazer veneno como ingrediente extra. Como todo devoto de Miss Marple ou Hercule Poirot sabe, ocorre aos grandes detetives de, à frente de um café da manhã, um almocinho leve ou um chá da tarde, flagrarem um infeliz sufocando-se na garganta e ficando apavorantemente azul.

Anne Martinetti vai falar e cozinhar na casa de veraneio que Agatha Christie adorava, chamada Greenway – a casa que ela dizia ser “o lugar mais lindo do mundo” –, hoje sob os cuidados do Patrimônio Histórico britânico. O evento culinário é parte do Festival Agatha Christie, em setembro, que também se estenderá a Torquay, onde a escritora nasceu, a 15 de setembro de 1890.

Comida, nem sempre letal, figura profusamente nos livros de Agatha Christie e em sua vida real. A diretora do Festival, Anna Farthing, lembra que Ms. Christie frequentemente anotava, após seus compromissos sociais, que os acompanhantes tinham sido razoáveis, mas “a refeição, boa”. Uma foto de arquivo a mostra atarefada numa cozinha sombria da bela casa em estilo georgiano, de onde seu neto Gus saboreia a lembrança de deliciosos pratos produzidos pela vovó Agatha.

A francesa Anne Martinetti soube abrir um curioso nicho na populosa estante de livros de gastronomia: receitas criminosas. Seus livros, com títulos de diabólicos trocadilhos, incluem Alimentaire Mon Cher Watson!, com os cardápios de Sherlock Holmes, e, agora, um estudo sobre Agatha Christie, chamado em francês de Crèmes et Châtiments, ou Cremes e Castigos.

“Vou oferecer o bolo chamado Morte Deliciosa do romance Morte Anunciada – um fabuloso bolo de chocolate”, diz Anne Martinetti. “Talvez prepare também um peixe na manteiga, a arma letal de Cipreste Triste, e deixe para os convivas adivinharem se acrescentei alguma estricnina.”

Veneno era um recurso favorito nos livros de Ms. Christie. Por isso mesmo, estará na pauta de outros eventos do Festival, a começar por uma visita guiada ao jardim de Torre Abbey, em Torquay, e uma palestra de Kathryn Harkup, autora de A Is for Arsenic – minuciosa análise de todo o repertório tóxico na obra de Agatha Christie. Assim como Anne Martinetti, Kathryn Harkup define o chocolate amargo como o mais eficiente dos ingredientes criminosos, pois disfarça o gosto da peçonha.

10 melhores livros de Agatha Christie segundo o Goodreads

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Augusto Assis, no Cabine Literária

A rainha do crime deixou um vasto legado para os leitores da literatura policial clássica. Sua narrativa fria e calculista – como a mentalidade de um criminoso ou um detetive – conquista novos leitores até hoje. Para quem quer desbravar o gênero policial, as dicas de hoje são dos livros mais populares entre os leitores de Agatha Christie.

11 – Assassinato no Expresso Oriente (4.38)

Pouco depois da meia-noite, uma tempestade de neve pára o Expresso do Oriente nos trilhos. O luxuoso trem está surpreendentemente cheio para essa época do ano. Mas, na manhã seguinte, há um passageiro a menos. Uma americano é encontrado morto em sua cabina, com doze facadas, e a porta estava trancada por dentro. Pistas falsas são colocadas no caminho de Hercule Poirot para tentar mantê-lo fora de cena, mas, num dramático desenlace, ele apresenta não uma, mas duas soluções para o crime.

12 – O Caso dos Dez Negrinhos (4.19)

Dez pessoas são convidadas pelo misterioso U.N. Owen para passar alguns dias numa ilha perto de uma aldeia pouco movimentada. Os convidados aceitam o convite e de igual maneira embarcam num barco local para a ilha. Na primeira noite, quando todos já se conheciam razoavelmente bem e conviviam animadamente na sala, ouve-se uma voz vinda das paredes da sala, acusando cada um dos dez presentes de ter cometido um crime, crime esse que apesar de ser despropositado ou inevitavél, levou à morte de outras pessoas. O pânico instala-se e mortes inexplicáveis se sucedem, tendo por única pista uma trova infantil.

13 – O Assassinato de Roger Ackroyd (4.12)

Três mortes estranhas em seqüência despertam grande curiosidade na moradora de uma pequena vila inglesa. Ela tem então por vizinho um visitante, chamado Hércule Poirot. Essas três mortes envolvem respectivamente um assassinato, um suicídio e um segundo assassinato. O primeiro corpo é do marido de uma mulher que, depois, se suicida. Seu suicídio é seguido pela morte de um terceiro homem, que se descobre ser amante dela. A mulher, por sua vez, estava sendo chantageada em função de ter matado o marido para ficar com o amante. O assassino de seu amante talvez seja, então, o chantagista, que estava para ser descoberto, ou talvez não seja. Só três pessoas podem descobrir a verdade: a senhora inglesa, o detetive belga e o leitor brasileiro.

14 – O Misterioso Caso de Styles (4.04)

O primeiro e um dos mais famosos mistérios solucionados por Hercule Poirot, o caso Styles começa quando uma aristocrata inglesa morre trancada em seu quarto, vítima de um aparente ataque cardíaco. A coisa ficaria por aí, não fosse a suspeita de envenenamento levantada pelo médico da família.

15 – A Morte no Nilo (3.99)

A parte principal deste romance desenvolve-se a bordo de um barco, que navega pelas águas do Nilo, em cujas margens se levantam ruínas milenárias, restos de uma civilização dedicada ao culto dos mortos; e lá nesse ambiente fúnebre, uma deslumbrante garota, que tinha tudo – juventude, beleza, riqueza e felicidade —, perde tudo, num repente, ao ser assassinada na sua cabine. O assassinato foi cuidadosamente planejado, para que seja impossível descobrir o assassino, quem teve a má sorte de que Hercule Poirot estivesse de férias no Egito, e pudesse investigar seu crime – aliás, seus crimes, porque há mais de um — com uma maior atenção da que se tinha empregado em cometê-los. Para aumentar a intriga e o suspense, sabemos que entre os passageiros do Karnack, se encontra um famoso assassino profissional, que é perseguido pelo Coronel Race, amigo de Poirot e sagaz agente do Serviço Secreto inglês.

16 – Assassinato na Casa do Pastor (3.98)

St. Mary Mead. Um pacato vilarejo onde há quinze anos não ocorre um homicídio e onde as pessoas discutem a vida alheia tomando chá. Quando um sangrento crime acontece em plena casa do pastor, o alvoroço é grande. O arrogante inspetor Slack é escalado para investigar o caso. O mistério também intriga uma discreta moradora que gosta de jardinagem e de observar pássaros de binóculo, mas cujo principal hobby é o estudo do comportamento humano: Miss Marple. A estreia da sagaz velhinha, o aparecimento de personagens inusitados e a engenhosidade da trama fazem deste romance de 1930 um dos clássicos de Agatha Christie.

17 – O Homem de Terno Marrom (3.94)

Após a morte do pai, uma moça se vê livre para se aventurar na cidade de Londres, mas sem nunca ter imaginado se envolver com criminosos sem escrúpulos organizados em uma quadrilha comandada por um maníaco, Coronel.

18 – Os Crimes ABC (3.90)

Já aposentado, Hercule Poirot aceita o desafio de desvendar um assassinato cometido por um criminoso que se anuncia com cartas anônimas cheias de menosprezo. O assassino deixa junto de suas vítimas um guia ferroviário. Talvez seja um maníaco por estradas de ferro. Poirot persegue de pista em pista, de letra em letra, o rastro sempre alfabético do inimigo.

19 – Morte na Praia (3.89)

Tudo o que Hercule Poirot queria naquele verão era ter alguns dias de paz no luxuoso hotel Jolly Roger, longe de crimes e de investigações. Mas quando Arlena Stuart passa por ele na praia, atraindo o olhar de todos os homens (bem como o ódio de todas as mulheres), ele desconfia que talvez suas férias não sejam tão tranquilas como esperava. De fato, no dia seguinte, um assassinato acontece.

Enquanto tenta descobrir quem é o responsável, Poirot percebe que não são poucas as pessoas naquele hotel que teriam um motivo para matar… Neste livro, o leitor é convidado a analisar junto com Poirot os motivos e os álibis de todos os hóspedes do Jolly Roger. Morte na praia é um quebra-cabeça complexo, ao melhor estilo de Agatha Christie.

110 – Um Corpo na Biblioteca (3.82)

Ela era jovem, loura e usava demasiada maquilhagem. O coronel Bantry e a mulher, Dolly, nunca a tinham visto…antes de a encontrarem morta no tapete da sua biblioteca! Quem é ela? Como é que foi ali parar? E qual é a sua relação com a outra jovem assassinada, cujo cadáver será posteriamente descoberto num carro incendiado? O respeitável casal Bantry convide a pessoa mais eficiente que conhece no que a mistérios diz respeito: Miss Jane Marple. E quando o enigma se adensa e a investigação aponta para vários suspeitos possíveis, a astuta solteirona faz jus à sua fama de implacável bisbilhoteira.

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