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Aprenda a fazer a Cerveja Amanteigada do Harry Potter

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Receita não leva bebida alcoólica e todos podem apreciar! Créditos: Reprodução/Gastronomismo

Receita não leva bebida alcoólica e todos podem apreciar!
Créditos: Reprodução/Gastronomismo

 

Autora do livro Doces de Cinema ensina a famosa receita da saga

Publicado no Guia da Semana

Quem cresceu se divertindo e emocionando com as histórias de Harry Potter com certeza já imaginou como seria o gosto da famosa cerveja amanteigada. Nos livros e filmes, ela era inofensiva, e apreciada até pelos bruxinhos, dando água na boca de todo mundo.

Cremosa, gelada e cheia de espuma, a cerveja amanteigada (em inglês, “butterbeer”) é o alimento mais vendido no O Mundo Mágico de Harry Potter, localizado no parque Universal Orlando Resort, na Flórida.

Para quem não tem como conferir a versão do parque, a autora do canal Gastronomismo no YouTube, Isadora Becker, ensina sua versão. A receita está no livro Doces de Cinema, da Editora Belas-Letras, e pode ser consumida por todos, já que não leva bebida alcoólica. Confira:

Ingredientes
¾ de xícara de açúcar mascavo
2 colheres de sopa de água
5 colheres de sopa de manteiga
1 colher de sopa de suco de limão
1 pitada de sal
1 colher de chá de extrato de baunilha
¼ de xícara de nata ou creme de leite fresco
Água com gás

Confira o modo de preparo no vídeo:

Ler para fugir da vida – ou para mergulhar nela

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O que as memórias de um editor e a doença de sua mãe nos ensinam sobre a leitura e a solidão

Danilo Venticinque, na revista Época

A leitura é um dos métodos mais eficientes e aceitáveis para evitar pessoas. Talvez por isso eu goste tanto dos livros e tenha decidido me dedicar a eles. Não sou o único. Já vi muitos leitores dizerem que têm mais livros que amigos, ou que gostam mais de livros do que de pessoas. Costumo concordar com eles e me considero um homem de sorte. Enquanto meus colegas jornalistas conversam constantemente com fontes, pessoalmente ou ao telefone, escolhi uma área que é o paraíso dos introvertidos. A maior parte do meu trabalho é feita em silêncio, diante de um livro ou da tela de um computador. Mesmo fora do trabalho, basta dizer que quero ler ou escrever e todos ao meu redor me deixam em paz (talvez para o meu azar). Seria a receita perfeita para a reclusão. Mas, como todo leitor com ideias descabidas e alguma curiosidade, vez ou outra deparo com livros que mostram o tamanho da minha ignorância – sobre a vida e sobre a leitura. Este texto é sobre um desses livros.

Para quem enxerga a leitura como uma forma de isolamento ou fuga da realidade, O clube do livro do fim da vida (Objetiva, R$ 37,90, 296 páginas, tradução de Rafael Mantovani) é um convite a repensar essa visão de mundo. Para quem acredita na leitura como uma experiência coletiva, é um livro que merece ser discutido em grupos e passado de mão em mão. Uma declaração de amor à vida, à leitura e à família.

 

 

No livro, o americano Will Schwalbe, ex-executivo de uma editora, narra a vida ao lado de sua mãe, Mary Anne, uma pioneira no trabalho voluntário no Afeganistão. Há muitas páginas dedicadas ao belo trabalho humanitário de Mary Anne, e aos bastidores do mercado literário revelados por Will. Mas o tema central de O clube do livro do fim da vida são os últimos dois anos da vida de Mary Anne, e a maneira como os livros transformaram o convívio entre mãe e filho.

 

Ao descobrir que sua mãe recebera um diagnóstico de câncer no pâncreas em estágio avançado, Will decide acompanhá-la nas sessões semanais de quimioterapia. Na primeira, sua mãe lhe pergunta o que ele estava lendo. Ele acha graça – foi-se o tempo em que podíamos pressupor que alguém estava lendo algo, mas ela insistia em fazer aquela pergunta a todos. Os dois passam a trocar opiniões e indicações de leitura, e os livros viram o principal assunto entre os dois na sala de espera do hospital. As conversas se repetem, com livros e opiniões diferentes a cada semana. “Tínhamos criado, sem saber, um clube do livro muito insólito, com apenas dois participantes. Como acontece em muitos clubes de leitura, nossas conversas transitavam entre as vidas dos personagens e as nossas próprias”, diz Will. “Não líamos apenas ‘grandes livros’, líamos de forma casual, promíscua e impulsiva.” Na lista de leituras, há desde autores clássicos como Shakespeare e Dante a best-sellers recentes e livros de autoajuda.

 

O clube do fim da vida (Foto: Divulgação)

 

Aos poucos, os livros passam a servir como apoio para que mãe e filho conversem sobre assuntos difíceis de abordar. Falar da doença ou da morte de um personagem é uma maneira de falar do câncer sem tocar no assunto diretamente. “Eles nos ajudam a falar. Mas também nos dão algo sobre o qual todos podemos falar quando não queremos falar sobre nós mesmos “, diz Will. “Ainda podíamos compartilhar livros, e enquanto estivéssemos lendo esses livros não seríamos a pessoa doente e a pessoa saudável; seríamos apenas uma mãe e um filho adentrando um novo mundo juntos.” Os livros também serviam como uma maneira sutil de demonstrar esperança no futuro. Num verão, os dois começaram a escolher livros longos, como A montanha mágica, de Thomas Mann. Acreditavam, mesmo sem chance de cura da doença, que ambos conseguiriam ler até a última página. Terminaram muitos grandes livros assim.

Mais do que uma forma de unir-se à mãe, Will vê a leitura como uma maneira de vencer a morte. “Nunca serei capaz de ler os livros preferidos da minha mãe sem pensar nela – e quando os passo adiante e os recomendo, saberei que parte daquilo que a formava vai junto com eles”, diz ele. O clube do livro do fim da vida divide esse legado com todos os leitores.

Estamos todos no mesmo clube do livro, assim como Will e Mary Anne. Por mais que tentemos nos esconder atrás dos livros, eles nos impulsionam de volta para a realidade. A leitura não é uma forma de fugir da vida, mas de mergulhar nela e redescobri-la.

O futuro não é o fim, ainda

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Javier Celaya, vice-presidente da Associação Espanhola de Revistas Digitais: “A grande pergunta de todo mundo é onde está o dinheiro na internet”

Javier Celaya, vice-presidente da Associação Espanhola de Revistas Digitais: “A grande pergunta de todo mundo é onde está o dinheiro na internet”

João Luiz Rosa, no Valor Econômico

Há dois anos, parecia que o livro impresso começava a tomar o caminho da extinção. Em abril de 2011, a Amazon anunciou que a venda de livros eletrônicos superara pela primeira vez a de papel – 105 volumes digitais para cada 100 tradicionais – e a Borders, uma das maiores cadeias de livrarias dos Estados Unidos, baixou as portas, em setembro, apenas sete meses depois de entrar com um pedido de recuperação judicial. Das 511 lojas que tinha um ano antes restavam 399.

Agora, os sinais são diferentes. As vendas dos aparelhos eletrônicos para leitura de livros, ou e-readers, que pareciam os substitutos naturais do livro em papel, vão cair dos 5,8 milhões de unidades projetadas para este ano para 2,3 milhões em 2017, prevê a consultoria Forrester. O interesse do público parece tão morno que nesta semana a Barnes & Noble, outra gigante americana das livrarias, anunciou que vai abandonar parte da produção do seu e-reader, o Nook, depois de a receita com o negócio cair 34% no trimestre, duplicando as perdas na área.

Ainda mais significativo é que as próprias vendas dos livros digitais não seguiram o ritmo espetacular que se esperava a princípio. Em uma década, entre 2002 e 2012, os e-books saíram de invisíveis 0,05% da receita do mercado editorial americano, o mais avançado na área digital, para 20% das vendas. Em outros países, permanece longe desse patamar – 10% na Espanha, 3% na Itália, pouco mais de 2,5% no Brasil.

Contra as probabilidades, os números parecem indicar que o livro é mais resistente ao tsunami digital que a música. Segundo a IFPI, principal organização mundial da indústria fonográfica, o segmento digital representou 37% da receita total do setor no ano passado, mas os números só levam em consideração as vendas legais. O que é obtido por meio da pirataria fica fora do levantamento, o que distorce o cenário. Foram as vendas ilegais, afinal, que destroçaram as regras estabelecidas no setor, cujos personagens ainda estão em busca de novos formatos comerciais viáveis. No mercado editorial, talvez por não ter ocorrido o mesmo efeito devastador, fica a impressão de que a maré digital está fraca, mas muitos especialistas acham que a grande onda ainda está por vir.

“Há 500 anos, desde a invenção da imprensa por Gutenberg, não se via uma revolução da mesma ordem e magnitude na indústria da informação”, disse o professor Silvio Meira, da Universidade Federal de Pernambuco (UFPE), na abertura do IV Congresso do Livro Digital, ocorrido neste mês em São Paulo. Meira, que também é cientista-chefe do Cesar, centro de inovação com sede no Recife, contou que algum tempo atrás um executivo perguntou se as mudanças viriam antes de sua aposentadoria, daqui a dez anos. “Dez anos? Ih, pode ter certeza de que você vai enfrentar turbulência”, respondeu o professor.

Tempo, portanto, ocupa um papel especial na digitalização do livro. “Eu não diria que o ritmo [de vendas dos livros digitais] está lento ou abaixo das expectativas”, afirma Karine Pansa, presidente da Câmara Brasileira do Livro (CBL) e sócia-diretora da Girassol Brasil Edições. Embora o assunto esteja em discussão há anos, as vendas de e-books no país só começaram para valer no fim do ano passado, com uma resposta positiva tanto da indústria quanto do consumidor, avalia Karine. Pelas contas da CBL, o número de títulos em formato digital triplicou no Brasil em um ano, passando de 5 mil em 2011 para 15 mil no ano passado.

A expectativa é que a redução dos preços dos tablets dê um forte impulso aos livros digitais. Enquanto os e-readers, voltados basicamente para leitura, sofrem uma redução prematura das vendas, os tablets – que também permitem navegar na internet, ver filmes, ouvir música etc. – ficam mais baratos e ganham consumidores de mais classes sociais. A previsão da consultoria IDC é que as vendas mundiais de tablets vão chegar a 229,3 milhões de unidades neste ano, superando pela primeira vez a de notebooks, de 187,4 milhões de unidades. O preço médio vai ficar quase 11% mais baixo, em US$ 381. É por isso que, apesar do desinteresse pelos e-readers, os livros digitais teriam espaço para crescer. Em vez de aparelhos exclusivos para leitura, o consumidor estaria preferindo os tablets na hora de ler.

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A competição acirrada pode contribuir para a adoção mais rápida dos e-books. Companhias como a Amazon, dona do Kindle, estão lançando equipamentos básicos a preços reduzidos, com margens baixíssimas de lucro, na expectativa de vender livros digitais e recuperar o investimento mais tarde. É uma manobra que tomou emprestada do setor de tecnologia da informação: fabricantes de impressoras, por exemplo, também vendem máquinas com margens apertadas para ganhar dinheiro com tinta e papel. (mais…)

Livro ‘O Último Copo’ levanta o debate sobre a relação entre embriaguez e atividade literária

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Iara Biderman e Raquel Cozer, na Folha de S.Paulo

Entre a época em que F. Scott Fitzgerald via graça em ser “um dos mais notórios bêbados” de sua geração e o pungente relato pessoal que publicou na “Esquire”, em 1936, com o autoexplicativo título “The Crack-Up” (o colapso), não foram nem dez anos.

No primeiro momento, o autor surfava na fama com obras como “O Grande Gatsby” (1925), cuja quinta adaptação para as telas estreou no Brasil neste mês. No segundo, já nem podia concluir um livro, vencido pelo alcoolismo.

A fama de bêbado grudou nele como praga. Fitzgerald figura em qualquer lista de autores alcoólatras, de obras leves, como o “Guia de Drinques” (Zahar, 2009), que dá a receita do gim com limão de que era adepto, a estudos alentados, caso do recente “O Último Copo” (Civilização Brasileira), de Daniel Lins.

Lins, brasileiro que passou boa parte da vida na França, conviveu por dez anos com o filósofo Gilles Deleuze (1925-1995), de quem foi aluno. Herdou do mestre, alcoólatra recuperado, o interesse por uma “teoria do álcool”.

“Queria saber o que o autor que bebe pensa sobre a constituição do pensamento.” Bebedor moderado, segundo diz, dedicou cinco anos a obras etílicas, como a de Fitzgerald e a da francesa Marguerite Duras (1914-1996).

A fama de bêbado grudou nele como praga. Fitzgerald figura em qualquer lista de autores alcoólatras, de obras leves, como o “Guia de Drinques” (Zahar, 2009), que dá a receita do gim com limão de que era adepto, a estudos alentados, caso do recente “O Último Copo” (Civilização Brasileira), de Daniel Lins.

Lins, brasileiro que passou boa parte da vida na França, conviveu por dez anos com o filósofo Gilles Deleuze (1925-1995), de quem foi aluno. Herdou do mestre, alcoólatra recuperado, o interesse por uma “teoria do álcool”.

“Queria saber o que o autor que bebe pensa sobre a constituição do pensamento.” Bebedor moderado, segundo diz, dedicou cinco anos a obras etílicas, como a de Fitzgerald e a da francesa Marguerite Duras (1914-1996).

Escritor doa manuscritos de John Lennon à Biblioteca Britânica em troca de redução de impostos

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Publicado por UOL

O escritor britânico Hunter Davies exibe manuscrito de John Lennon doado à Biblioteca Britânica (Yui Mok/PA/AP)

O escritor britânico Hunter Davies exibe manuscrito de John Lennon doado à Biblioteca Britânica (Yui Mok/PA/AP)

O escritor britânico Hunter Davies, autor da única biografia autorizada sobre os Beatles, doou uma coleção de manuscritos e cartas de John Lennon que incluem as letras originais de “Strawberry Fields Forever” e “She Said She Said” para a Biblioteca Britânica, acervo nacional do Reino Unido.

A doação foi a primeira sob as regras de uma nova programa cultural britânico no qual pessoas são encorajadas a doar documentos em troca de uma redução nos impostos devidos ao governo. As informações são da BBC.

Davies afirmou que a Biblioteca Britânica é a “casa perfeita” para as letras de Lennon. O ministro da Cultura do Reino Unido, Ed Vaizey, afirmou que a “incrivelmente generosa” doação é um “testamento para a forte cultura de filantropia” no país.

Uma verba de 30 milhões de libras (cerca de US$ 45 milhões) está disponível atualmente para o novo programa, iniciado em março, e que permite aos contribuintes participantes reduzirem em até 30% o valor de impostos devidos num prazo de cinco anos.

A estimativa é que Davies vá reduzir em US$ 480 mil dólares o valor que deve pagar em impostos à Receita britânica.

Carta de John Lennon vai para Biblioteca Britânica após ser doado pelo escritor Hunter Davies

Carta de John Lennon vai para Biblioteca Britânica após ser doado pelo escritor Hunter Davies

“Quero que minha coleção dos Beatles seja mantida unida, em um único lugar, e em exibição pública, e a Biblioteca Britânica é a casa perfeita para isso”, afirmou o escritor, de 77 anos. “Estou realmente contente de que o novo programa tenha me ajudado a conseguir fazer isso”, completou.

O autor recebeu os manuscritos diretamente de Lennon, de quem ficou amigo nos anos 60, e os colecionava desde então.

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